Uma Mudança Muda Tudo

9 A história de Henrique.


Numa noite fria de inverno, André cuidava de seu pai. Preparava chás e sopas toda noite e aquecia a lareira.

- André, eu não quero abusar, meu filho, mas por favor, traga mais um prato daquela sopa que você fez para mim? Estava muito boa.

- Claro, pai. Trago mais dois se quiser. Hehe.

- Obrigado meu amor...

André atravessou a porta do quarto em direção à cozinha, levando o prato sujo de sopa. Henrique, no quarto, sentia-se satisfeito por ter um filho tão dedicado.

- AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGG. Nããããooooo, não faa..

Henrique ouviu o grito de André do quarto, não sabia o que pensar, não sabia o que era, por quê ele havia gritado, só entrou em pânico.

- André?!? André, fala comigo, meu filho, o que foi? O que aconteceu?

Henrique tentava se levantar da cama, com todo esforço que podia. Mal conseguia se mexer e agora criara forças para ir até a cozinha, o mais rápido possível.

Conseguiu atravessar a porta, suas pernas tremiam, suas mãos suavam e seu corpo mal obedecia suas vontades... Andou quase se rastejando pelos corredores gelados, imaginando mil e uma coisas que poderiam ter acontecido. Ele teria caído? Teria visto algum bicho? Não, não queria imaginar o pior.

Conseguira chegar até a cozinha, mas antes não o tivera feito. O que viu quase o fez desmaiar...

André estava jogado no chão, com a cabeça jogada sobre a cadeira e os pés enroscados nos pés da mesa. Suas mãos sangravam absurdamente e da sua cabeça jorrava o que parecia ser uma mistura de sangue com veias saltando do cérebro.

Henrique começou a se sentir tonto ao ver aquilo.

- André, quem fez isso com você? — Henrique caminhava lentamente até seu filho, agora estirado no chão, chorando e tremendo mais a cada milímetro que se aproximava dele...

A essa hora, André já não respirava mais, já havia passado para outro plano, já não se encontrava mais no mundo dos humanos. Henrique percebeu isso.

- Meu filho — Ele falava cada vez mais pausadamente, começou a se sentir pior. — Eu, eu sei...qu..que voc.. você sempree me am...amou e, e agora que você se....se fo...se foi eu sinto, sintoo que tam...também preciso ir.

Henrique foi se amontoando, se contorcendo e caindo sobre o abdômem de André. Dois minutos depois, havia dois cadáveres dentro daquela casa.

Notas finais
Ué, mas essa fic não era sobre a banda Pitty, Karen?! O_O
Calma...vcs não estão loucos...é q esse capítulo foi só sobre a história dos antigos moradores da casa. Mais pra frente vcs vaum entender. XD