Uma Louca No Rangers

16 O Jantar Mais Perigoso. Até Agora.


Notas iniciais
*surge eu fumaça azul* oie gente! (^-^) *é atingida por facas, copos, socos, chutes, pedras uma mesa(??) um cupcake queimado(??²) e é jogada escada abaixo* eu sei, me desculpem pela demora! é que minha imaginação saiu de férias, e teve a recuperação, mais o blá-blá-blá de parente chato, mais a minha gripe(fico mole gripada), mais umas tretas que rolaram com uns amigos, mais... não, foi só isso mesmo :p por favor me perdoem por isso T^T mas pra quem ainda se lembra dessa fic, taí o capítulo!

É MUITO chato quando outras pessoas te acordam! Quando eu acordo detesto contato com outros seres vivos (isso inclui meu cachorro), por isso que é o meu celular que me acorda!

Resmunguei que adolescentes precisavam de vinte horas de sono por dia.

—Disse alguma coisa querida?

Abri os olhos e sentei num pulo. Encarei a criada à minha frente, sem saber o que dizer, tanto pelo que eu deixara escapar quanto pelo tom de voz incrivelmente falso e irônico. Pelo visto vou detesta-la.

—Que tal você se arrumar para ir à escola querida? Eu trouxe a sua roupa, muito melhor que aquelas que você vem usando.

Eu disse que iria detestá-la? Já detesto.

—Já estou indo, estou esperando você ir embora para eu me trocar.

—Estou aqui para servi-la e vesti-la.

Cara, adorei ouvir aquilo da boca dela!

Exceto a parte do “vesti-la”. Na boa, eu sei me vestir sozinha!

Bem... Eu sabia me vestir sozinha quando sabia como funcionavam as roupas. Corpetes, mil roupas de baixo, três saias, botões nas costas... É, eu ia precisar de ajuda!

“Mas criatura, tu não te vestias sozinha?” quando eu usava a roupa de baixo e uma saia debaixo do vestido!

Continuando

Levantei-me e deixei que ela me vestisse. Aquele vestido era mais quentinho, incômodo, e pesado que os que eu usava, mas Alyss não gostava do modo que eu usava os vestidos. Poxa, eu só queria ficar confortável!

Arre, continuando.

Ela também calçou meu sapato, de um jeito meio brusco quem me fez perder o equilíbrio e quase cair. Na verdade eu teria caído se não fossem meus reflexos ninjas e minha flexibilidade de bailarina. Nem preciso dizer q ele fez isso de propósito. Desgraçada. Vou machuca-la. Vou fazer isso de um modo inovador. Vou lançar chamas pelos olhos.

—Você está vesga, está doente?

Então era por isso que minha visão estava estranha, achei que era por que eu estava conseguindo...

— Ah, sim, daqui a dois dias eu quero tomar banho. — falei.

— Ora, garota, é a favorita do Barão, mas não é pra tanto. Quando for o fim do mês você vai tomar banho.

—O QUÊ?????

Ela suspirou como se eu fosse muito idiota e isso a cansasse.

—São tempos de guerra, água é um bem precioso, todos os nobres e favoritos tomam banho apenas uma vez por mês. Quando essa guerra acabar poderá tomar banho toda semana. A menos é claro que queira falar com o Barão a respeito disso. Se ele quiser eu lhe darei banho amanhã.— falou com aquele seu ar nojento.

Olhei para ela irritada. Espera, guerra? Porque água seria um bem precioso se estamos no meio de uma floresta, ou seja: chuvas, que garantem uma boa reserva de água para todo o feudo?

— Eu não irritaria o Barão com algo como isso, é importante, mas não tão importante assim.

Respirei fundo(algo meio difícil, já que ela deu uma apertada a mais naquele vestido.) e pensei na forma de abordar isso no jantar. Eu perguntaria isso antes ou depois de contar tudo? Ainda bem que eu tinha um livro de Rangers na minha mochila!

Pedi pra ela tirar uma saia e desci pra tomar café. Não comi muito porque o vestido não deixava, aí você pensa “era só pedir pra ela afrouxar o vestido, sua louca.” Não, eu não ia dar esse gostinho pra ela. Eu sei ser durona, não se deixe levar pela minha aparência delicada! Onde eu estava? Ah, sim, lembrei. O castelo tem o chão revestido de pedras e madeira, mas quando eu saísse dele ia ter que enfrentar a terra e lama com um vestido mais pesado do que estou acostumada. Aish! Que raiva! Eu quero a condução que me deixa na porta da escola sempre! A condutora é muito legal, ela me dá chicletes. Quando eu dormia muito tarde e pegava no sono na van dela, ela me acordava com uma chacoalhada que acordava até defunto.

Continuando, cheguei na escola e Ashley já lá, porque né, ela é a aluna modelo.

*no cantinho, chorando por nunca ter sido a aluna modelo*

—Para, por favor, ta me envergonhando.— crê em Deus pai, quando ela tinha chegado lá?!?!

Aí eu me dei conta de uma coisa: eu realmente estava no cantinho! Ai, nossa, que vergonha, não acredito, como sou tapada! E só pra provar que eu sou doida, me levantei e fui pra mesa tendo um ataque de risos! Vou me enterrar, sério!

— Calma, daqui a pouco eles esquecem.

— Não, algo assim aconteceu ontem, na rua. Duas vezes. Sou muito tapada, por favor se afaste, pode passar pra você. — falei com a testa na mesa e fazendo uma barreira com meus braços.

—Dramática!— Foi sua resposta pra mim.

O professor chegou e Ashley me chacoalhou delicadamente. Já disse que ela é muito fofa?

Até que aquela aula foi legal, eu gostava daquele professor.

Quando chegou a hora do intervalo, só pra provar minha tapadice(essa palavra existe?) eu notei que tinha esquecido o lanche. Por causa do parco café da manhã eu estava com muita fome, daquelas que a gente segura a barriga, pra ver se passa. Como eu sempre digo: ninguém é normal! (lê-se: eu não sou normal)

Ashley, notando os sons vergonhosos de tão altos que saiam da minha barriga, dividiu seu lanche comigo, junto com um xingamento de “idiota”.

— Hum, quem fez esse lanche? É o mais gostoso que já comi na vida!

—Minha mãe, e meu pai deu permissão à ela pra me entregar o lanche. Eu sei que ele ainda ama muito ela.

Ela disse isso olhando para o céu. Eu poderia imaginar que essa cena tinha licença poética se eu estivesse olhando de longe. Depois de eu ter pensado nisso, ela olhou pra mim e fez uma careta.

—O que foi? Por que está fazendo essa cara?

Eu NÃO ia dizer que estava imaginando nós duas num anime. Até porque ela nem sabe sobre os japoneses, apenas dos Nihon-ja.

“garota maluca, é a mesma coisa” Não é não. Japonês não existia nessa época. Há!

Enfim, faltam três dias pro meu jantar com o Barão, quatro pra Aula ao Ar Livre. Botei em letras maiúsculas porque espero que se torne uma matéria fixa, tipo Artes

—To cansada, quero dormir.

—Você sempre estácansada.

— Mas agora eu tenho um bom motivo pra estar cansada!

—E qual é?

Estresse pré-conversa mega importante

—A prova que tá chegando. Eu tô estudando muito pra ela!

— Até que enfim um bom motivo!

—Agora eu to entediada, vamos procurar o John?

— Vamos. – disse dando de ombros.

Procuramos por ele em muitos lugares, até encontrarmo-lo na orla do bosque.

— E aí John! – gritei

O pobre garoto tomou um susto.

— Oi John. Tudo bem? – Ashley perguntou de um jeito mais educado.

—O-oi – se o gaguejar foi por estar se recuperando do susto, ou pelo fato de estar perto da Ashley, eu não sei. O que eu sei foi que ficamos ali conversando até Ashley nos chamar (ela tem uma noção de tempo verdadeiramente impressionante!) e irmos pra sala.

Mais tarde, quando estava indo ao castelo com aquele vestido exagerado –eu o levantava para andar, estilo noiva- pensei que tinha que criar um esboço da minha conversa com o Barão e Will, esmiuçar tudo o que pudesse, pensar como eles pensariam, entender meus sentimentos e criar um discurso convincente, e, mais importante, ganhar suas confianças.

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AI MEU PÂNCREAS, É HOJE O DIA QUE EU TENHO QUE FALAR CO O BARÃO E EU NÃO FIZ NEM A METADE, SHISSUS ME AJUDA, AI MEUS RINS ESTÃO TENDO UM COLAPSO ALGUÉM ME AJUDA, SOCORRO!!!!!!!!

Inspira, expira, não pira, inspira, expira, não pira, inspira, expira, não pira, inspira, expira, não pira, inspira, expira, não pira, inspira, expi...

— Você pode parar? Todo mundo ta olhando.

— Não me importo com todo mundo.

— Bem, eu sim! E gostaria que vc parasse!

—... Ok.

Esqueci-me de que Ashley passou a vida se escondendo, e eu estava acabando com isso.

Apoiei o queixo na mesa e tentei acalmar meu coração, mas ele é teimoso e se recusa a diminuir o ritmo. Tão eu...

Essa não, meu mecanismo de defesa foi ativado, estou divagando em algo que não faz sentido! Isso quer dizer que os níveis de estresse estão alarmantes e meu cérebro ta tentando desviar minha atenção! Que droga! Inspira, expira, não pira insp... engoli em seco. Não chamaria atenção indesejada pra Ashley. Fiquei calada, quieta, tentando passar uma imagem natural de mim mesma: desinteressada.

Quando a aula acabou, quando o último horário terminou, quando Ashley e eu saiamos, eu não falei. Eu não pirei. Simplesmente caminhei com o peso da expectativa oprimindo meus passos, o pulsar do meu coração ensurdecendo tudo à minha volta, mal ouvi o “até amanhã” de Ashley. Não tenho certeza se respondi. Nossa, que dramático.

Tentei esboçar alguma coisa para convencê-los, mas tudo parecia ridículo, eu estava em um dos cômodos do castelo, esperando Will e o Barão, o livro pousado em meu colo e cuidadosamente coberto por um lenço.

Então me dei conta que Will já estava lá!

Ok, eu devia estar esperando por algo assim, ele um arqueiro e talz, mas eu convido você a passar por essa situação e não tomar um belo de um susto!

— Oi – falei, sem ter nenhuma resposta em troca. Cara chato!

Olhei pra ele. Ele me olhou de volta. Nenhum dos dois disse nada. Eu sentia meu corpo entorpecer.

Empregados entraram, preparando a mesa. Continuei em meu lugar, apenas esperando.

E então, depois do que pareceu uma eternidade, mas mais cedo do que eu esperava, o Barão chegou. Cumprimentou-nos e nos convidou a comer. Apesar de tudo, eu tinha que admitir que o jantar estava uma delícia. Mas no meio dele, o Barão pediu explicações. Por quê eu havia escolhido ir especificamente pra lá, como descobri Araluen e como sabia de tantas coisas.

E então expliquei. Depois de passar três dias pensando e analisando, me dei conta que ninguém sai de casa pra um lugar diferente assim, do nada. Tem que ter um motivo pra ir.

Ou nenhum motivo pra ficar.

O meu era a segunda opção.

Expliquei muitas coisas. Desabafei outras. E falei como tinha conhecido Will.

Eu tinha doze anos, estava entediada, sozinha em casa e a Televisão não passava nada interessante. Então fui ao quarto do meu irmão e peguei um dos livros dele pra ler. Apaixonei-me perdidamente pela história, pelo cenário, pelas florestas e pela liberdade. Liberdade de sair de casa e ir pra um lugar tão distante que não conseguiriam me alcançar. Liberdade de recriar um mundo só meu, ainda que algumas coisas fossem semelhantes a milhares de outras pessoas, nunca era igual. Não poderia ser igual.

Para prova final, ergui o livro retirei o lenço. Will e o Barão estavam em silêncio à muito tempo, eu estava esperando por tudo, menos o silêncio. Eu preferia que eles gritassem.

—Está me dizendo que nós, na verdade, somos personagens dealgum livro?— o Barão perguntou, num tom ameno. Então seu rosto ficou vermelho, ele se levantou e socou a mesa — MÍSEROS PERSONAGENS DE LIVROS!?!

ESQUECE O QUE EU DISSE, PREFERIA ELE EM SILÊNCIO MESMO!!!!!!!

—Por favor, vamos nos acalmar.- Disse Will.

O Barão se sentou.

—Agora dê-me esse livro, quero lê-lo.

Dei o livro à Will. Observei suas expressões mudarem: cuidadoso, confuso, estupefato e incrédulo. Esperei uma explosão, m raio que me partisse ao meio.

Um estrondo soou no local. Esperei o calor, a dor, mas não vieram. Quando ele começou a falar, percebi que não era um raio ou uma bomba, e sim uma porta aberta com extrema violência.

— Senhor!—Halt gritou— Precisamos conversar! Urgentemente!

Notas finais
ta-dah~~ espero que tenham gostado! (^3^) estou sem internet, então vou poder postar só quando for pra casa da minha vó, mas o próximo capítulo já está saindo, bjs fui
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.