Uma Loja no Acampamento
1 Capítulo 1: ao lado da casa grande
Notas iniciais
Mais um verão no acampamento meio-sangue, estava ansioso para ver meus amigos e companheiros de batalha. A um ano eu não os via, exceto Annabeth, esta eu fazia questão de visitar.
Ela havia voltado a morar com o pai e a madrasta e agora estávamos no meu carro indo para o acampamento.
-A sabichona está muito ansiosa? – perguntei enquanto dirigia.
-Um pouco, é o primeiro verão após a batalha contra Cronos. Perdemos muitos companheiros. – me respondeu.
-Mas também ganhamos muitos novos. Tenho certeza que o acampamento está com mais campistas do que antes. Semi-deuses de todo o mundo foram trazidos para o acampamento graças ao meu pedido. Você deve ter até mesmo ganhado alguns irmãos e irmãs. – ri mas ela ainda mantinha a expressão séria. – Qual é Annabeth. Se anime, mais um verão no acampamento, admita que você estava precisando de adrenalina.
-Eu sei, mas... perdemos muitos amigos, e eu sei que teremos novos, mas os que chegarão nunca vão poder substituir os antigos, não posso simplesmente ignorar isso como você está fazendo.
-Então que tal essa, eles não iriam querer que ficássemos tristes, mas sim que seguíssemos com nossas vidas, e que nos divertíssemos.
-O.k. já entendi, nada de ficar triste.
Quando percebi já estávamos ao lado do grande pinheiro, estacionei o carro junto às vãs do acampamento e fui com Annabeth deixar as mochilas nos chalés.
Um pouco longe dos chalés principais estavam os novos chalés, pertencentes aos deuses menores. Dentre os vários campistas avistamos a casa-grande.
-Percy. – dizia Anabeth. – que casa é aquela ao lado da casa-grande?
Olhei na direção que ela apontava e realmente vi outra casa, parecida com aquelas que eu via nos animes que passavam na televisão. Era tão grande quanto a casa-grande [?] e parecia ser luxuosa.
-Vamos falar com Quíron. – joguei minha mochila dentro do chalé e andei com Annabeth em direção às casas.
Subimos as escadas da varanda e vimos Quiron, em sua cadeira de rodas, o senhor D. e Grover jogando pôquer.
-Percy! – assim que me viu Grover soltou a latinha que mastigava e veio me abraçar, revelando três damas em seu conjunto de cartas.
-Pelo visto resolveu passar mais um verão aqui Jhonson. – dizia o senhor D. bebendo uma latinha de coca. – mais um pirralho para eu tomar conta, que maravilha! – ironizou.
-Sejam bem-vindos. – disse Quíron ainda em sua cadeira.
-É... Quíron. – dizia Annabeth. – que casa é aquela? – perguntou apontando em direção a casa.
-Um desejo dos deuses. – respondeu.
-Como assim? – foi minha vez de perguntar.
-Aquela casa na verdade é uma loja que concede desejos, mais detalhes serão dados no jantar de hoje, mas por enquanto, se quiserem, podem visitá-lo. Acompanho vocês até a entrada. – disse se levantando da cadeira e revelando o enorme corpo de cavalo. – mas apenas até a entrada, tenho que terminar algumas partidas com o senhor D.
E assim fez, Quíron nos deixou na abertura que havia no fino muro de madeira que cercava a casa. Ela não se parecia em nada com uma loja, mas parecia ser antiga, olhei para Annabeth e vi seus olhos brilharem, ela devia estar fascinada com a arquitetura oriental, não eu que fizesse a menor idéia sobre o assunto, mas era o que eu tinha visto em animes na televisão. Olhei para Quíron e quase caio para traz, porque não havia só ele e o acampamento ali, mas como se tivesse duas imagens sobrepostas, também havia uma rua e prédios, pessoas passavam ao lado de Quíron e agiam como se não estivessem vendo nada de estranho. Olhei para Annabeth e percebi que ela também via a mesma coisa que eu, já que ela tinha a mesma cara de WTF.
-Entrem. – disse Quíron. – não precisam ter medo de nada, provavelmente aí é mais seguro que o próprio olimpo, a barreira é quase impenetrável, até mais do que a do acampamento.
Não via como isso era possível, mesmo assim entrei com Annabeth e nos deparamos com duas crianças completamente opostas mas que transmitiam a mesma alegria. Uma de preto com um cabelo azul que chegava a tocar o chão, e a outra com uma roupa branca e um cabelo rosa curto.
-Sejam bem vindos. – disseram as duas ao mesmo tempo, era estranho porque não parecia ser uma coisa ensaiada, apenas como se pensassem a mesma coisa e transmitissem ao mesmo tempo.
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