Uma Linda Mulher

1 A Prostituta. --- The Swan.


Notas iniciais
Oi gente aqui é a Renata :)
Então... uma nova fic pra vocês e desta vez estou em parceria com a Aleera. Ela que me propôs fazermos uma fic juntas e a ideia veio de sua mente brilhante. E eu estou muito feliz em compartilhar ideias e poder escreve-las ao lado dessa grande escritora. E espero que vocês também gostem.
A ideia da fic como disse veio da Aleera que assistiu o filme "Uma linda Mulher" (nunca assisti esse filme) kkkkk mas já vi algumas partes dele. Universo alternativo então não abordaremos Storybrooke e sua respectiva magia com os outros personagens. Só alguns serão incluídos para não perdemos a categoria da série.
Então espero que aprovem haha
Boa leitura ^ ^

A água escorria sobre meu corpo, fiquei na espera que levasse embora as impurezas, o sentimento de vazio que se apossava de mim cada vez que fazia aquilo. Não era arrependimento ou nojo, com o tempo comecei a aprender lidar com aquela situação que eu mesma me coloquei. Não era um trabalho digno, mas também não me arrependia dos meios que me levaram a vender meu próprio corpo. Sempre que eu olhava aquele sorriso tão alegre, aquele olhar tão cativante, eu percebia que valia a pena tudo que fiz por ele.

Henry!

Essa era a minha razão de viver, a razão pela qual eu suportava aquela vida, aquela humilhação. Com o tempo parei de me lamuriar e aceitar minha condição mas em certos momentos eu pensava tanto sobre mim, sobre o que me tirou a inocência daquela menina risonha e me transformou em alguém sem nexo. Mas eu também tinha a minha felicidade, meu filho era o motivo que encontrei para reviver, não importando de que maneira fosse.

Eu tinha apenas 17 anos quando engravidei, namorava a uns dois anos com um cara que eternamente não quero mais ver em minha vida, logo que ele descobriu que eu estava gravida me abandonou. Eu resolvi ter aquela criança mas não ficaria com ela, estava determinada que minha decisão logo que aquele bebê nascesse seria dá-lo para a adoção, mas assim que vi aquele rostinho delicado, ouvi seu choro, beijei sua testa, tudo mudou. Eu não daria meu filho, ele era uma parte de mim, eu já o amava, e cuidaria dele de todas as formas.

Uma decisão que mudou minha vida completamente, era a maior responsabilidade que eu teria desde então, era a prova que a partir do nascimento daquele menino eu seria uma adulta, não poderia chorar, me mostrar fraca, eu tinha que erguer a cabeça e da um jeito de manter e cuidar do meu filho.

Nem todas que entram nessa vida é porque não arrumaram um emprego melhor, eu arrumei. Tive vários empregos diferentes, mas era difícil trabalhar e manter o cuidado de uma criança pequena e nunca tinha condições de pagar uma babá, além do medo de deixar meu filho com qualquer pessoa.

E assim eu vi a chance de melhorar a minha situação e daquela criança, não foi fácil no inicio, eu sentia nojo, repudio, as vezes de mim mesma, não entendia como eu podia vender meu corpo daquela maneira, ou suportar os olhares humilhantes que me eram direcionados. Mas tudo mudava quando eu chegava em casa e via aquele pequeno ser a minha espera, aquele sorriso gracioso, acompanhado de um longo abraço, sua expressão denotando o sono e o quanto ele lutava para se manter acordado a minha espera, logo adormecia, mas não sem antes me dizer palavras que acalmavam meu coração e curavam minha alma.

"eu te amo mamãe"

x-x-x-x

Mais uma noite em que eu servia como um rostinho bonito para ser mostrado a todos. Desta vez um jantar importante com um banqueiro, onde eu servia como sua bela acompanhante, mas ali todos sabiam quem eu era. Algo normal eram homens ricos do meio importante pagarem para ter a companhia de alguém jovem e bonita que soubesse exatamente o que fazer e falar. Eu não era diferente disso, apesar de ter crescido em um orfanato e sem uma estrutura educacional de familia, eu sabia bem a hora certa de abrir a boca e no meu trabalho o que se deve fazer sempre é sorrir e fingir ser a pessoa mais adorável do mundo.

Depois do jantar vinha sempre o famoso motel e onde meu trabalho realmente tinha inicio. Eu não era uma prostituta qualquer, desde que entrei nessa vida jurei para mim mesma não me rebaixar mais do que a própria profissão já faz. Eu não vivia em esquinas parando carros e me expondo como uma mercadoria dando o seu preço, eu só fazia programas agendados e com homens ricos e casados á qual eu sabia que manteria sempre a descrição por que ao contrário eles sairiam prejudicados.

Não era algo que eu me orgulhava em fazer. Os toques eram frios, eu não sentia prazer, meu corpo não reagia aquele sexo pago. Em todas as vezes eu fingia meu orgasmo, gemendo alto, e elogiando a capacidade do meu parceiro, algo que a profissão exige e que logo tem que se aprender. É algo que todo homem gosta de ouvir, sobre seu desempenho na cama, apesar de nenhum conseguir me fazer ter um orgasmo de verdade. Não me importava, não fazia para obter prazer mas sim, dinheiro.

Depois de mais uma noite exaustiva eu cheguei em casa já tarde, as luzes todas apagadas, ja era de se esperar que Henry estivesse dormindo e a babá também. Logo que entrei na prostituição eu comprei uma casa adequada para mim e meu filho, não algo exagerado, mas sim simples e elegante, cabia perfeitamente para nós dois. Mandei construir mais um quarto em alelo ao de Henry para a babá. Ruby, a única amiga que tive em todo o tempo que morei no orfanato, ela era mais jovem que eu, e sempre lá implicavam com ela e eu a defendia. Quando eu sai do orfanato eu prometi que não a deixaria sozinha e logo que ela saiu alguns anos depois a trouxe para morar comigo e meu filho. E assim ela virou a babá dele, alguém em quem eu confiava plenamente e uma grande amiga que sempre me ouvia e me acalmava quando a dor e o vazio se tornavam insuportáveis. Uma menina linda e de um coração bondoso.

Tirei os sapatos os deixando no canto da sala, fui direto ao quarto de Henry, abri a porta vagarosamente e lá estava ele, sentado sobre o colchão me encarando com aqueles lindos olhos castanhos, parecia assustado e estava ofegante.

– Meu amor o que aconteceu? Já disse para não ficar me esperando Henry, você tem que dormir pois amanha tem aula. — O abracei acariciando seus cabelos e o fazendo deitar de volta na cama.

– Eu estava dormindo, mas... tive um sonho ruim. — Ele coçou os olhos com o dorso das mãos, parecia triste.

– Quer me contar sobre esse sonho ruim? — Eu beijei sua testa e ele acenou negativamente com a cabeça. — Tudo bem. Então agora durma eu vou ficar aqui pra te proteger dos sonhos ruins. — Sorri para ele que retribuiu com aquele sorriso que eu tanto amava e que tinha o poder de me fazer ficar bem em segundos.

– Emma deita aqui comigo? — Ele pediu tão meigo que foi impossível não ceder. Afastei as cobertas me deitando ao lado dele e logo suas mãozinhas abraçaram minha cintura e ele se aconchegou em meu corpo para dormir.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, contemplando a imagem serena do meu filho dormindo abraçado sobre meu corpo. Tão frágil e inocente. Era engraçado como Henry interagia comigo, as vezes tão inteligente e independente e fazia questão de me chamar de Emma, como se aquilo lhe fizesse parecer um adulto, eu apenas ria. Mas em outras vezes ele era apenas uma doce e frágil criança que precisava do colo e carinho de mãe.

O deixei dormindo e fui para o meu quarto, eu precisava de um banho e de horas de sono que me tirassem aquela exaustão do corpo. Assim que deitei na cama senti meu celular vibrar dentro da bolsa jogada sobre a poltrona, o peguei e suspirei alto quando vi a mensagem. Era de Graham, um executivo que conheci em um jantar quando acompanhava o seu sócio. Ele logo se interessou por mim como disse quando nos encontramos dias depois, eu gostava de fazer programa com ele, não era tão forçado como com os outros, ele era gentil, divertido e as vezes apenas queria uma companhia para conversar, diria que ate nos tornamos amigos, com seus benefícios, afinal eu ainda era uma prostituta e no dia seguinte teria um encontro com ele, como disse na mensagem apenas perguntando se estava confirmado nosso programa.

Confirmei. Afinal de contas, uma prostituta não recusa seus clientes.

Notas finais
E ai zzz
Gostaram? Podemos continuar?
Beijos de luzz