Notas iniciais
Boa Leitura!

_Nicole_

Li e reli a carta milhões de vezes. De alguma forma, eu estava correndo perigo, e não tinha a menor ideia do que fazer. Precisava contar a alguém. Camille havia ido para o seu dormitório, já estava me levantando para ir atrás dela. Mas escutei passos da escada do dormitório masculino.

Por favor seja o Hugo, Por Favor seja o Hugo.

Mas não era ele. Nem passou perto.

Era Bruno.

Ele estava usando uma blusa branca, com o cabelo bagunçado.

– Ah! Oi Nicole. — Disse ele, ajeitando o cabelo — Aconteceu alguma coisa? Você está pálida...

Naquele mesma hora, falei tudo para ele do que estava acontecendo. De WL, da coisa que ela queria que eu tenho — e não faço a miníma ideia do que seja -, da Ameaça. De Tudo.

Quando terminei, ele me olhou com um olhar preocupado, e se sentou ao meu lado no sofá.

– Por Merlin! — Disse Ele — Temos que avisar a McGonagall! Você está sendo ameaçada, isso é algo bastante sério!

– Não! — Quase gritei preocupada — Melhor não, se ele descobrir que contei a McGonagall, irá vir atrás de mim!

– Ah Não vem não! Eu não, q-quer dizer, A McGonagall, e todos os seus amigos, não vamos deixar esse WL chegar perto de você! — Ele se aproximou de mim, e segurou a minha mão — Você tem que tomar muito cuidado!

Olhei para nossas mão, meio que por dentro, eu estava dando alguns pulinhos.

– Eu sei Bruno! M-mas acho melhor não... Pelo menos por enquanto. Quer saber é melhor voltarmos a dormir, antes que alguém perceba que estamos acordado.

Ele balançou a cabeça concordando. Me levantei, e dei um beijo em sua bochecha.

– Obrigada por me escutar... — disse indo em direção ao dormitório. — Boa Noite!

Deitei em minha cama, tentei fechar os olhos, mas em vão. Depois de tudo que tinha acontecido, WL, e Bruno, não havia mais possibilidade em cair no sono.

[...]

Havia se passado três dias, desde a última mensagem de WL. Estava ficando preocupada, de que acontecesse algo comigo, como aconteceu com a minha mãe. Afinal, será que WL matou a minha mãe? O que ele quer de mim, minha mãe tinha também?

Resolvi deixar esses pensamentos de lado, e comecei a observar a decoração natalina no castelo. Da noite para o dia foram colocados.

Faltavam poucos dias para o natal. Camille e eu havíamos resolvido que iríamos passar o natal na minha casa. Estava bastante ansiosa. Não para Volta para casa, mas sim por que iria passar o natal não apenas com o meu pai.

Havia uma árvore gigante no Salão Principal. Algo me deixou ainda mais deslumbrada. A Neve, que parecia que iria cair em nossas mesas.

Estava tomando o café da manhã com Hugo. Ele estava me contando que iria passar o seu natal com seus avós. Ele me contou que quando pequeno, seus pais haviam morrido, e que os avós teriam o criado.

– Nossa Hugo... Sinto Muito... — Eu Disse.

– Não, Está Tudo bem. Acho que já superei isso tudo... — Respondeu ele.

– Então por que você está com essa cara?

Ele não me respondeu, apenas ficou olhando para o nada. Aliás para o nada não. Ele estava observando, a mesa da Sonserina. Aliás, não só para a mesa.

– Victor... Ainda não superou!? — Disse passando a mão em suas costas — Ele é um canalha, não merece você!

– É... Eu sei.. — Disse ele, quase em um sussurro — Eh, Nicole, eu vou dar uma voltinha. Se encontrar com a vaca da Camille, fale para ela me procurar.

– Aconteceu Alguma coisa? — Perguntei estranhando o seu jeito.

– Ah Aconteceu. — Disse ele se levantando — Depois te conto.

Ele foi em direção aos grandes portões do Salão, e foi embora. Fiquei imaginando, como Camille conheceu Hugo. Deve ter sido hilário.

– Com Licença, Eu Poderia sentar aqui, Senhorita?

Eu olhei para trás, e era Bruno. Dei apenas um sorrisinho, e disse que sim.

– O que aconteceu para você acordar assim? — Perguntei rindo.

– Apenas acordei educado. Preferia que fosse assim...? — Ele se levantou. — Sai da frente! — Ele me empurrou de leve e sentou.

– Com certeza Não! — Respondi.

Nós dois caímos na gargalhada. E fomos repreendidos por um professor que passava.

– Agora eu te pergunto. O que aconteceu para você acordar assim? — Perguntou ele sorrindo.

– Assim como?

– Assim. Linda desse jeito. — Ele deu um sorrisinho, me fazendo chorar -Pena que eu não posso elogiar mais.. Seu namorado deve não gostar muito disso.

Perai. Namorado!?

– Que namorado? — Perguntei confusa.

–Ué, O Potter! Todo mundo tem falado só disso. Que viram os dois em um encontro no Três Vassouras.

Aquele encontro. Aff, Não gostava nem de lembrar.

– Aquilo não foi nada! Eu não estou namorando ele! Nem o conheço direito! — Disse, quase Gritando. — Ele não tem chance comigo!

– Ah é verdade? — Ele sorriu de lado — E eu será que tenho? — Ele deu uma piscada para mim.

Nem consegui raciocinar, para saber como eu estava por dentro e por fora. Não sabia o que fazer. Apenas sorri. E depois me levantei. Aquilo só poderia ser um sonho. Mas será que estava sendo tudo rápido Demais?

– Eu tenho que ir... Tenho aula agora... — Disse tentando mudar de assunto.

Ele riu.

– Eu sou da sua sala, boba. — Ele sorriu. — Mas se você quiser que eu não vá com você para aula, tudo bem...

Nicole deixa de ser burra!

– Bruno, deixa de ser maluco! — Eu disse rindo — Claro que eu quero que você vá comigo!

– Será uma Honra! — Ele sorriu de Lado — Parece que hoje é o meu dia de sorte.

Dei um risada, e dei um soco devagar em seu braço.

_Hugo_

– CAMILLE SUA VACA! — Gritei.

Eu tinha encontrado aquela vaca pasteira perto do banheiro feminino.

Ele olhou assustada para mim.

– Ah oi Hugo... O que foi?

– CADE A SUA NAMORADINHA? HEIN CADE AQUELA PIRA...

– Hugo se acalma o que foi que aconteceu?

– Ontem à noite, eu vi Amy, sair do Salão da Corvinal, o que por sinal achei estranho, e mais estranho ainda, ela estar com uma bolsa, bem, BEM, Cheia! Quando entrei vi que metade dos Meus livros tinham sumido! Não os escolares, e sim os MEUS CLÁSSICOS!

–Mas como você sabe que foi ela!? Ela não faria algo assim.

– Ah Bolsa CHEIA! Devia estar com os meus livros! E sim, Ela fez!

– Não Hugo! Deve ser algo da sua cabeça, vou falar com ela...

– Aff! — Gritei, e sai dali.

Não era possível que ela não acreditava em mim. Mas claro que foi Amy. Tinha que ser!

Tinha aula de Poções daqui há alguns minutos. Mas estava sem pressa nenhuma para a aula daquele professor ridículo.

– Hugo!

Alguém havia gritado o meu nome. Olhei para trás. Era a Pessoa que eu menos queria ver, ou dizer qualquer palavra. Ele havia me magoado muito.

– Eu não tenho nada para falar com você, Victor... — Disse me virando, e andando o mais rápido possível para a sala.

– Espera Hugo! Eu preciso falar com você! — Disse ele correndo atrás de mim.

– Vê se some da minha vida — Disse correndo.

Ele não respondeu, apenas pegou em meu braço, e me puxou para uma sala vazia.

– O Que que você quer hein!? — Disse — Sinceramente eu nem sei o que vi em você! Era...

– Hugo! — Disse ele me cortando — Me desculpa!

– Perai, O que?

– Me desculpa pelo aquele dia... Eu não devia ter falado daquela forma com você...

– Tarde demais! Nem sei por que parei aqui nessa sala com você.

Me virei em direção à porta. Ele me segurou, e me puxou para mais perto dele.

Pela a primeira vez na vida fiquei sem reação. Não conseguia mover nenhum músculo. Só conseguia sentir a respiração dele se misturando a minha. Seus olhos estavam fitando os meus. Ele se aproximou ainda mais.

– Eu... — Disse ele.

Sem terminar, ele encostou os seus lábios frios nos meus, e me beijou. Um beijo longo e profundo, dando leves mordidas em meu lábio inferior.

Quando terminou, olhou para mim assustado. E saiu correndo da sala.

_Nicole_

Estava na aula de poções. O Prof. Rocha, estava ensinando a parte teórica da Poção Wiggenweld. Ela pode restaurar as forças de uma pessoa que esta demasiada fraca por estar doente, por ter se machucado ou simplesmente por estar muito cansado.

Hugo estava do meu lado na sala. Ele havia me contado sobre o seu beijo com o Victor. Fiquei bem surpresa. Não imaginava que Victor faria algo assim.

Alguns minutos depois, Hugo me passou um pedaço de pergaminho com algo escrito.

Nic, Meus avós tem um chalé em uma cidade perto de Londres, onde eu sempre passo o ano-novo. Esse ano, meus avós deixaram chamar uns amigos. Já falei com Camille e ela topou. E se ela vem, só falta você dizer sim também. Saiba que se disser não, eu te mato!

Beijos,

– Hugo

Virei o pergaminho, e escrevi que eu topava sim. E no final, perguntei se poderia chamar um amigo. Ele não era bem um amigo, talvez mais do que isso, mas eu não sabia defini-lo. Olhei para trás, e lá estava ele, olhando para mim, com um sorriso. Bruno.

[...]

– Então que amigo é esse que você quer chamar, Nic? — Perguntou Hugo — É alguém que eu conheço?

– É o Bruno! — Disse Camille

– Mille! Tá é ele sim! Mas ele é legal, não tem problema né Hugo? — Disse

– Problema nenhum! Já chamou ele?

– Não...

– E o que você está esperando!? — Disse ele — Corre logo atrás dele.

Ele estava certo. Me despedi dos dois e fui atrás de Bruno no Salão Comunal.

Que incrívelme estava vazio. As pessoas deviam estar indo para a estação, para voltar para casa. Subi a escada do dormitório masculino, e bati na porta.

A porta se abriu, e Bruno estava lá.

– Oi Nicole! — Disse ele — Aconteceu alguma coisa?

– Não nada demais... — Disse — Queria saber se você queria passar o ano-novo na chalé do Hugo. Eu vou com algumas colegas, e gostaria saber se você queria vir...

– Claro! Obrigado pelo o convite. — Disse ele — Agora posso te perguntar uma coisa?

Ele se sentou em uma cama, e eu sentei ao seu lado.

– Claro que pode! — Disse

– Então, lembra o que eu te perguntei de manhã...? Se eu tinha alguma chance com você? Gostaria saber a resposta... — Disse ele sorrindo de lado.

– Hum... Talvez... — Disse com uma cara pensativa, depois soltei uma risada.

– Ah é!? Então se eu, Talvez beijar esses lindos lábios, talvez, você, ainda talvez, você ainda não saberia a resposta? — Perguntou ele se aproximando, e ajeitando o meu cabelo no rosto.

Dei um sorrisinho e respondi:

– É, talvez...

Ele colou seus lábios nos meus, e me beijou, suavemente, explorando cada parte da minha boca.

– É Bruno... Talvez eu te de uma chance...

Nós dois caímos na gargalhada. Me levantei, e fui pegar a minha mala, em meu dormitório. E quando entrei, vi que alguns livros estavam em cima dela, com uma mensagem.

Espero que seu amiguinho não fique dando tantos chiliques pelos os livrinhos. Ah, soube que irá voltar para a casa no natal, pegue logo a carta, e irei mandando as instruções para o que você tem que fazer. Antes que eu a mate.

Beijinhos,

– WL

Notas finais
Já Favoritou? O que está achando? Comente! Então Mistérios estão para ser revelados! O romance está no ar..! Então pessoal, desculpa a demora, mas eu tive alguns problemas, desde que as aulas voltaram, para publicar capítulos novos. Então por tempo indeterminado, irei postar um capítulo por semana. Todo o domingo! Quando eu conseguir tempo, para escrever mais, talvez coloque dois capítulos por semana, mais por enquanto vai ser assim. Espero que tenham gostado! Twitter: @AFBarboza2 E-mail: afbarboza@mail.com