Notas iniciais
Presentinho para vocês ! Boa Leitura!

_Camille_

– Aquele é Bruno Fray, Corvinal. Todas as Garotas de Hogwarts fariam de tudo para namorar com ele — Eu disse suspirando, e vendo como Nic babava por ele.

Eu não via nenhuma graça em Bruno, para falar a verdade. Ele era fofo e gentil comigo, e com todas as garotas que pareciam legais para ele, mas eu nunca me interessei como a maioria delas se interessa. Aliás, eu nunca me interessei por nenhum garoto.

No mesmo instante, percebi que Nic havia mudado a sua atenção para outro garoto, Scorpius Malfoy, parecia que ela o olhava tentando desvendar alguma coisa sobre ele, e ele parecia um Buldogue de tanto que babava por ela. Eu não tinha uma opinião formada sobre ele, eu só o achava um garoto estranho.

Do nada, Nicole caiu no chão, desacordada.

– Ajuda! Minha prima desmaiou! — Gritei tentando tirar ela do chão.

Uma multidão se formou ao redor de Nic, alguns ficaram tentando saber o que tinha acontecido.

– Ela Desmaiou! Me ajudem a Tirar ela daqui! — Gritei desesperada.

Bruno entrou no meio da Multidão, e a carregou em seus braços.

– Camille, melhor levar ela para sua casa agora! — Ele disse

– Vem, Vamos atrás da minha mãe!

[...]

_Nicole_

Estava sentindo uma incrível dor de cabeça, tentava abrir os olhos mas não conseguia.

– Aonde eu estou? — Começava a abrir os olhos lentamente.

Minha visão estava embaçada, mas logo consegui reconhecer que estava deitada na cama, no quarto da Camille. Consegui reconhecer ela sentada do meu lado, e um garoto sentado do outro.

– Nicole! O que aconteceu? — Perguntou Mille

– Você está bem? — Perguntou o Garoto.

– Eu não sei.. Só lembro de que tudo ficou escuro e eu cai. — Disse — Estou melhor sim...

Me sentei na cama, e consegui reconhecer o Garoto, ele estava na Loja.

– Nic, esse aqui é o Bruno... Ele me ajudou a te levar até aqui...

– Ah Obrigada... — Disse a Bruno

– Foi nada. Só não podia te deixar ali no chão sem fazer nada. — Ele deu um sorriso de lado — Além disso, precisava garantir que estaria bem para o seu primeiro ano de Hogwarts.

– Como você sabe? — Perguntei, sentindo Minhas bochechas esquentarem.

– Vou buscar um copo de água para você — Disse Mille saindo do Quarto.

– É que estão dizendo que você é a Primeira aluna do 4º ano que nunca cursou os 3 primeiros anos na escola.

– Ah...

– Então Nicole, Foi um Prazer! Tenho que ir agora, se não meus pais me matam! Espero te encontrar mais vezes em hogwarts! Pois seria uma pena não poder admirar sua beleza todos os dias. — Ele piscou para mim, e sorriu de lado, e saiu do quarto.

Camille entrou segundos depois no quarto, ela me olhou com uma cara de surpresa e depois começou a rir.

– O que ele te falou, para te deixar assim? — Ela perguntou, me entregando o copo.

– Assim como? — Perguntei assustada, logo percebendo que estava com as bochechas coradas.

Coloquei a mão nas bochechas, tentando esconder.

– Vamos desembucha! O que ele te disse?

– Você não precisa saber! — Me levantei da cama e fui para o banheiro tomar um banho.

[...]

_Narrador_

Eram 08:40 AM, Julian, estava levando Nicole e Camille para Londres, onde na pegariam um trem para Hogwarts em King Cross.

– E aí prima, ansiosa para o seu primeiro ano? — Perguntou Camille a Nicole

– Estou! A ansiedade tomou conta do meu corpo agora!

– Meninas tenho uma ótima notícia para vocês! — Disse Julian

– Qual? — Perguntaram às duas

– Chegamos ao King Cross!

As duas saíram o mais rápido que podiam do carro com suas malas.

As duas se despediram de Julian e foram atrás da Plataforma Nove e Meio.

– Olha vai ser um pouco complicado... — disse Camille

– Chegar à estação?

– Sim... — Elas pararam entre as plataformas 9 e 10 — Agora é só você fechar os olhos e correr em direção aquela parede. Entendeu?

– Sim sim.

Camille foi primeiro, Nicole pensou que ela iria bater na parede, mas não, ela passou direto.

Nicole virou o carrinho e encarou a barreira. Parecia muito sólida.
Ela começou a andar em direção a ela. As pessoas a caminho das plataformas nove e dez o empurravam. Nicole apressou o passo. Ia bater direto no coletor de bilhetes e então ia se complicar – curvando-se para o carrinho ela desatou a correr – a barreira estava cada vez mais próxima – não poderia parar – o carrinho estava descontrolado – ela estava a um passo de distância – fechou os olhos se preparando para a colisão...
E ela não aconteceu... Ela continuou correndo... abriu os olhos.
Uma locomotiva vermelha a vapor estava parada à plataforma apinhada de gente. Um letreiro no alto informava Expresso de Hogwarts, 11 horas. Nicole olhou para trás e viu um arco de ferro forjado no lugar onde estivera o coletor de bilhetes, com os dizeres Plataforma nove e meia.

– Conseguiu! — Exclamou Camille — Vem vamos logo antes que todas os vagões fiquem cheios!

Elas entraram na locomotiva, e foram atrás de lugares vagos. Os primeiros vagões já estavam cheios de estudantes, uns debruçados às janelas conversando com as famílias, outros brigando por causa dos lugares. Elas continuaram andando até que acharam um compartimento quase vazio, exceto por um garoto sentando olhando para a janela.

– Hugo? — Perguntou Camille

– Camille! Quanto tempo Diva! — Ele se levantou e a abraçou. — Quem é esse ser, com esse cabelo HO-RRO-RO-SO! — Disse apontado para Nicole

– Essa é a minha Prima, Nicole! — Disse Camille Rindo

– Nicole Querida, estou apenas brincando com você. Seu cabelo é lindo!

Nicole sorriu, e as duas se sentaram ao lado de Hugo.

[...]

_Nicole_

Ficamos Conversando a viagem inteira com Hugo. Ele era bastante engraçado, ficou contando como havia terminado com seu namorado, e como foi a melhor decisão de sua vida.

– Sério, ele era um ogro! Roncava de Noite, babava muito! E não queria admitir para ninguém que era... — Ele foi interrompido quando alguém bateu na porta da cabine.

– Querem alguma coisa do Carrinho, queridos? — Perguntou uma senhora, com um carrinho com doces.

Nós três compramos algumas varinhas de alcaçuz, sapos de chocolate, e diversos doces.

– Isso aqui engorda Demais! — Disse Hugo Dando uma mordida na Varinha de Alcaçuz — Mas é muito bom!

[...]

O trem foi diminuindo a velocidade e finalmente parou. As pessoas se empurraram para chegar à porta e descer na pequena plataforma escura. Quando desci, estremeci ao ar frio da noite. Então alguém apareceu na minha frente.

– Olá Camille, Oi Hugo! E Oi Nicole! — Era Bruno — Vocês querem vir na minha carruagem? Só faltam Três.

– Claro meu amor! — Respondeu Hugo

Nós três olhamos para Hugo com uma cara de surpresa.

– O Que que Foi!? — Perguntou ele

Nós seguimos em direção a carruagem, que era movida sozinha.

Camille sentou ao Lado de Hugo, e Bruno sentou ao meu lado, senti minhas bochechas esquentarem. Camille cochichou algo no ouvido de Hugo, que fizeram os dois rirem. Eu sabia o que ela estava falando, minha vontade era de empurrá-la da carruagem mas me contive.

– Então Nicole, Você acha que vai para que casa? — Perguntou Bruno, quebrando o silêncio.

– Não sei, mas me identifico bastante com a Lufa-Lufa e a Corvinal...

– Tomara que entre para a Corvinal! Ai eu terei a sorte de vê-la todos os dias — Ele sorriu

Camille e Hugo trocaram algumas risadinhas, e eu estava toda corada. Por sorte, havíamos chegado ao castelo.

O castelo era Lindo, Cheio torre e torrinhas, iluminados pela a luz da Lua.

_Narrador_

Eles entraram pela a porta do castelo, e foram em direção ao Grande Salão. Nicole teve que esperar a Diretora McGonagall na entrada, pois ela havia pedido.

Logo apareceu uma bruxa alta de cabelos negros e vestes verde-esmeralda. Tinha o rosto muito severo e o primeiro pensamento de Nicole foi que era uma pessoa a quem não se devia aborrecer.

Um Grupo de Alunos do Primeiro ano se juntou a Nicole. O saguão era tão grande que teria cabido a casa de Camille inteira dentro. As paredes de pedra estavam iluminadas com archotes flamejantes, o teto era alto demais para se ver, e uma imponente escada de mármore em frente levava aos andares superiores.

Eles acompanharam a Profa. Minerva pelo piso de lajotas de pedra. Nicole ouviu o murmúrio de centenas de vozes que vinham de uma porta à direita – o restante da escola já devia estar reunido. Mas a Profa. Minerva levou os alunos da primeira série a uma sala vazia ao lado do saguão. Eles se agruparam lá dentro, um pouco mais apertados do que o normal, olhando, nervosos, para os lados.

– Bem-vindos a Hogwarts – disse a Profa. Minerva. – O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal.
"As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a taça da casa, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa à casa à qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam.”

– Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês – disse a Profa. Minerva. – Por favor, aguardem em silêncio.

E se retirou da sala. Nicole engoliu em seco. Todos ali a olhavam a achando estranha por ser mais velha, e estar entre os alunos novos do primeiro ano.

Nicole resolveu se concentrar, e esquecer o que eles deveriam estar pensando.

– Vamos andando agora – disse uma voz enérgica. – A Cerimônia de Seleção vai começar.

A Profa. Minerva voltara.

– Agora façam fila e me sigam.
Sentindo-se pouco à vontade como se suas pernas tivessem virado chumbo, Nicole entrou na fila atrás de um garoto de cabelos cor de Mel, e todos saíram da sala, tornaram a atravessar o saguão e as portas duplas que levavam ao Grande Salão.

Nicole jamais imaginara um lugar tão diferente e esplêndido. Era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão havia mais uma mesa comprida em que se sentavam os professores. A Profa. Minerva levou os alunos de até ali, de modo que eles pararam enfileirados diante dos outros, tendo os professores às suas costas. As centenas de rostos que os contemplavam pareciam estar todos olhando para Nicole, com uma certa dúvida.

Nicole olhou para cima e viu um teto aveludado e negro salpicado de estrelas, Camille Havia lhe contado, que era apenas um feitiço de Ilusão.

Profa. Minerva silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante dos alunos. Em cima do banquinho ela pôs um chapéu pontudo de bruxo. O chapéu era remendado, esfiapado e sujíssimo.

Ela reparou que todos no salão agora olhavam para o chapéu, ele olhou também. Por alguns segundos fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:

"Ah, vocês podem me achar pouco atraente,
Mas não me julguem só pela aparência
Engulo a mim mesmo se puderem encontrar
Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.
Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
Que o Chapéu Seletor não consiga ver,
Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar.
Quem sabe sua morada é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue-frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais;
Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros, sem medo da dor;
Ou será a velha e sábia Corvinal,
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber Sempre encontrarão companheiros seus iguais;
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali fará seus verdadeiros amigos,
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos, me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!"

O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverência para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez.

A Profa. Minerva então se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho.

– Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Thay Avellan!

Uma Garota não muito alta de onze anos, com aparência velha, saiu aos tropeços da fila, pôs o chapéu, que lhe afundou direto até os olhos, e se sentou. Uma pausa momentânea...

– LUFA-LUFA! – anunciou o chapéu.

A mesa à direita deu vivas e bateu palmas quando Ana foi se sentar à mesa da Lufa-Lufa.

Depois de vários alunos experimentarem o Chapéu Seletor chegou a Vez de Nicole.

– Nicole Traver — Anunciou a Profa. Minerva

Um Silêncio maior se formou, não se escutava nenhum barulho a não ser os passos que Nicole dava em direção ao banco. Todos a olhavam curiosidade, não havia nenhum que não tivesse interesse em vê-la naquele momento.

Ela se sentou no banco e pôs o chapéu.

– Pois bem... Lhe garanto que ficará melhor na... CORVINAL!

Notas finais
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