Uma História de Drarry
3 Capítulo 3
HARRY
—....Você acha que seja possível?
-O que?! Se você estiver falando do que eu te disse sobre Malfoy eu não acho, tenho quase certeza...
-Mas isso é impossível, Mione, Malfoy é o maior garanhão da escola, por que você acha que ele teria uma “quedinha” por mim? Vire essa boca pra lá.
-Ah, Harry! Vamos esperar, talvez seja apenas impressão minha.
-Espero mui...-quando fui cortado pela voz de Ron vindo do dormitório-HAAAAARRY, venha aqui, é importante, vem logo, por favor, corre, HAAAARRY!
-O que será que aconteceu dessa vez?-perguntei para, Hermione já subindo as escadas, nem ouvi o que ela respondeu.
Abri a porta do dormitório e me deparei com uma cena tão grotesca quanto um trasgo de vestido, Rony Weasley estava no canto da cama mais longe do chão na ponta dos pés enquanto olhava fixamente para o chão onde se via uma enorme e peluda aranha aparentemente inofensiva.
-DROGA, Harry! Eu esqueci o feitiço que repele essas horríveis criaturas, me ajuda ai-procurei na minha cabeça o tal do feitiço e custei a me recordar:
-ARANIA EXUMAI!
-Obrigado, Harry! Não sei o que seria de mim sem você. Mudando de assunto, eu tô procurando entender que cena eu presenciei. Aquilo não é normal!
-Se refere à Malfoy? Nem me fale, irmão, estou intrigado com isso.
Naquela noite, eu não me lembro perfeitamente de ter jantado no Salão Principal com Gina, Fred, Jorge e Ronald. Hermione aproveitara que no dia seguinte não teria aula e fora pra biblioteca estudar para História da Magia. A ultima coisa que eu me recordo daquele dia é de eu acordando às 3h para ir ao banheiro e de pegar Bichento para dormir o resto da noite na minha cama.
Acordei com uma dor de cabeça impressionante no sábado e resolvi que naquele dia eu só queria relaxar e ficar quieto, então sem falar com ninguém eu saí pelo portal com o livro de poções- o motivo do meu sucesso- debaixo do braço. Comecei minha procura pelo lugar ideal para estudar mais afundo o livro, encontrei o lugar perfeito: Um árvore em frente ao lago da Floresta Proibida. Sentei-me no vão entre as raízes e olhei para o livro, abri-o, quando comecei a me concentrar percebi um movimento ao meu lado, algo similar à um vento cortando o ar. Olhei na direção do barulho e percebi que havia ali uma pessoa deitada no chão, próximo à outra árvore se debatendo.
Larguei os livros no chão e corri até a pessoa, chegando perto, notei que era Draco, ele estava completamente suado, e estava tão pálido como nunca vi igual, o impressionante era como ele, mesmo naquelas condições estava bonito.
Nunca sentira atração por nenhum garoto antes, sempre achei que eu fosse hétero, mas depois do insucesso com a Cho comecei a contestar essa afirmação, mas nunca tive coragem de comentar isso com ninguém e, ali naquele lugar e naquela situação horrível eu comecei a perceber um desejo e sentimento novo para mim.
-Calma, calma, vai ficar tudo bem, eu estou aqui, vou te levar para a ala hospitalar, madame Pomfrey cuidará disso-Olhei para o seu corpo e vi que seu tronco estava praticamente rasgado ao meio, deduzi que fora porque ele treinava para o teste de aparatação e estrunchou, professor Twycross dissera que a dor de estrunchação era surpreendentemente forte.
Como não me recordava de nenhum feitiço que cooperasse-como aquele que Snape usara em meu padrinho no terceiro ano-eu gritei “ACCIO LIVRO” e guardei meu livro de Poções dentro do casaco e, com o maior cuidado possível, peguei o garoto no colo, podia sentir o calor da sua dor exalando do seu corpo.
Fora tão horrível escutar alguém agonizando em dor e não poder fazer nada, mesmo sendo do mundo mágico, o sentimento de impotência tomou conta de mim naquele momento, mas, mesmo assim, aproveitei cada segundo da caminhada até o quarto andar para me aproveitar da situação e analisar se o que eu sentia por ele era realmente aquele tipo de atração.
-Oh, Céus! O que houveee? Um trasgo atropelou esse coitado?-Disse madame Pomfrey quando me viu com Malfoy no colo, e correndo até uma das camas do fundo da sala, continuou- Coloque-o aqui, vai levar um bom tempo até eu conseguir reconstituir todas estas feridas, é bom começar logo.
Sem perguntar se era permitido eu me sentei na cadeira de acompanhante ao lado da cama e segurei a mão daquele menino como se sua melhora dependesse de mim, pensando que eu pudesse eliminar toda sua dor com apenas aquele aperto de mão.
Madame Pomfrey começou seu trabalho com umas movimentadas de varinha sobre o corpo de Draco, depois, pegou na bandeja que levara um frasco de Essência de Ditamno e gotejera sobre os cortes no seu. Foi quando eu percebi a sua vida, ele soltara uma sequência de gritos estridentes e agonizantes durante o efeito do Ditamno. Seus gritos cessaram quando a curandeira parou de aplicar a poção e colocou em sua boca algumas gotas de poção do sono.
Depois daquilo, fiquei segurando a mão de Draco por muito tempo, acho que cochilei, porque vi que o relógio já batia 19 horas, mas pouco me importava a hora, só queria ficar ali com aquele garoto até que ele melhorasse.
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