Notas iniciais
Oi meu amores! Não revisei esse capítulo, porque estava sem tempo, então me perdoem qualquer palavra errada. Não tenho muito coisa pra dizer kkk Boa leitura! Beijinhos

Pov. Nessie

Como o tempo passa rápido! Sério. Realmente muito rápido. Faltam apenas 2 semanas para o casamento com meu Jake. Estou contando os dias com dedos cruzados. E Jake também. Nosso amor está mais forte do que nunca. Tipo, eu não consigo viver sem ele. Jake é meu vício, do mesmo jeito que sou um pra ele.

Todos os dias que eu acordo, é pra ele que eu olho primeiro, e todas as vezes que eu vou dormir, é pra ele que eu olho por último. Não consigo me imaginar vivendo, respirando, sorrindo sem ele. Ele faz meu mundo mais bonito. É inevitável. Eu amo ele. E estou tão feliz!

Jake já está terminando nossa casa, porém disse que só poderei vê-la quando voltarmos de lua de mel. Eu não sei direito pra onde vamos, mas acho que provavelmente nossa lua de mel será na Ilha de Esme. Sempre quis conhecer lá, mesmo sabendo que a ideia de que eu fui concebida naquela cama seja um pouco estranha. Meu amor diz que não liga para onde irmos após o casamento, desde que sempre fiquemos juntos. Sorri com esse pensamento.

Bom, os preparativos do casamento já foram todos concluídos. A decoração já foi encomendada, os pratos escolhidos, os convites entregues... Tudo perfeito. Embora minha tia tenha dito que só poderei ver o vestido que ela fez no dia da cerimônia. Isso me deixa meio receosa, mas sei que vai ser perfeito.

Aliás, minhas tias estão bravas comigo e com Jake porque ambos não queremos despedidas de solteiros, e esses tipos de coisa que envolvem dançarinos em bares de strip-tease. Minhas tias me perguntaram porque eu não queria, e eu respondi:

– Acho que despedida de solteira é só pra quem vai sentir falta de ser solteira. E eu não vou. O que mais quero é me casar com Jacob. – Expliquei com todo o meu amor contido naquelas palavras. E é verdade. Não quero despedida de solteira porque acho ridículo. Isso é só pra quem vai sentir falta de ter uma vida livre, mas eu não vou sentir falta. A cada dia que passa, fico mais ansiosa só para ter meu lobinho como meu marido. Jake argumentou a mesma coisa.

Eu até deixei, caso minha tias quisessem, chamar as meninas pra comer uma pizza, ou fazer tipo uma festa de pijama, mas elas não ficaram satisfeitas. Querem por que querem que eu tenha uma despedida de solteira com tudo que eu tenho direito. Mas eu não cedi. E além disso, outro motivo para não querermos essa “festinha” é porque eu tenho ciúmes do Jake, quanto ele tem de mim. Jake me fez jurar que não ia ter um despedida de solteira num bar daqueles, e eu fiz o mesmo. Ameacei queimar ele vivo se fizesse uma coisa dessas. Ele deu risada, mas prometeu, dizendo:

– Já falei e repito. Você é a única mulher da minha vida. – Me convenceu ainda mais com um daqueles beijos quentes que ele normalmente me dá.

Bom, até agora, a única coisa que me atrapalha é o fato de que quanto mais perto chega a data do casamento, mais parece que os das passam lentamente. E o friozinho na barriga aumenta cada vez mais. E além de tudo isso, tivemos um acontecimento um tanto inesperado há algumas semanas atrás. Finalmente, conheci minha vó materna René.

*Flashback On*

– O que foi Alice? – Minha mãe perguntou depois de minha tia ter uma visão, e ficar atônita olhando para minha mãe, que parecia confusa e um pouco receosa com qualquer notícia vinda junto com os poderes de tia Aly. Meu pai não estava com uma cara muito boa. Juro que fiquei morta de medo. Jake apertou minha mão.

– Bella... – Minha tia Aly estava visivelmente assustada. – Sua mãe... Ela está vindo a Forks. Ela está vindo para te ver. – Minha mãe arregalou os olhos, ficando mais pálida do que já é. Eu e Jake suspiramos aliviados. Toda minha família suspirou aliviada. Mesmo sendo essa notícia, ficamos feliz em saber que não era nenhum vilão psicopata.

– Como assim? – Minha mãe perguntou exasperada levantando do sofá.

– Bom, ela te planejou uma “surpresa”. – Tia Aly respondeu com um sorriso amarelo. – Ela achou que se ligasse pra te falar que viria, você iria dar um jeito de fugir e.... Bom, faz muito tempo que ela não te vê Bella... A última vez foi quando? No seu casamento? – Minha tia falava com um pouco de obviedade na voz. Todos nós sabíamos que isso era verdade. Uma hora minha vó materna iria querer saber do estado da filha. – Não estou tão assustada com a notícia em si... Sua mãe já ligou aqui 500 vezes, e toda vez que ela fala em te ver, você muda de assunto... Faz muito tempo, e todos sabíamos que um dia ela ia vir aqui por conta própria. Só estou preocupada em como resolveremos isso. – Eu já estava pensando em uma ideia. Jake olhou pra mim como se concordasse em parte.

– Isso é verdade, Bella. – Meu pai concordou com minha tia. Minha mãe ainda estava parada, absorvendo todas as informações, como se quisesse escapar de tudo isso. Dar um jeito.

– Faça o que fez com o Charlie. – Meu vô Carlisle orientou sério. – Conte só o que é necessário.

– Não dá, Carlisle. Não dá. — Minha mãe começou a andar de um lado pro outro. – Minha mãe pode ter um parafuso a menos, mas ela não irá acreditar no que eu disser a ela. Ela não é como Charlie. Meu pai aceitou, mesmo estando desconfiado. Mas minha mãe irá até o fim pra conseguir qualquer informação... Mesmo eu sendo a Bella, não sou a MESMA Bella. Ela irá perceber e.... Ai Meus Deus! O que eu faço? – Minha teve um treco, e começou a andar de um lado pro outro. Meu pai tentou acalma-la. Todos começaram a falar ao mesmo tempo. Ainda bem que Sheldon estava no trabalho, se não iria falar o que não devia.

– René não vai aceitar qualquer explicação, a não ser a verdadeira. – Meu pai disse ao meu tio Emmet que tentava os convencer de que estava tudo bem. Acho que ele concordava comigo.

– E tem Renesmee. – Minha mãe apontou pra mim, sem me olhar. – Ela vai perceber que somos um pouco parecidas... Como vou dizer que tenho uma filha NOIVA de 8, 9 anos, com aparência de 20... Aparência de ser mais velha que eu? – Minha mãe estava surtando. – Como vou explicar a MINHA aparência.

– As plásticas de hoje em dia. – Tia Rose sugeriu dando de ombros.

– A questão não é essa, Rosalie. – Minha mãe respondeu. – Minha mãe me conhece como a palma da mão dela... Mesmo eu dando essa explicação, ela vai saber que mudei de alguma forma... Não sou mais humana, não tenho todas as características que tinha antes. Ela vai saber logo que entrar por essa porta. – Ela apontou pra porta de casa.

– Melhor pensarem rápido. René chegará amanhã. – Minha tia Aly disse sem se importar muito com o que estava acontecendo.

– O que eu vou fazer?

– Contar a verdade. – Falei simplesmente. Todos me olharam. Poucos concordando, e a maioria incrédulo.

– Não posso filha, eu não... – Quando minha mãe ia argumentar, eu a interrompi:

– Mãe, você tem que contar pra ela. É a única solução. – Falei com obviedade. – Pelo que eu fiquei sabendo, ela não vai desistir tão facilmente, após anos longe da filha... Você está omitindo a verdade dela há mais de 7 anos... Ela não te vê há mais de 7 anos. – Afirmei com ênfase. – Imagina se eu fosse você, e você fosse ela. Não iria querer saber como eu estaria depois de vários anos só conversando por telefone? – Minha mãe assentiu meio contrariada. – Ela é sua mãe, precisa de uma explicação. E não adianta mentir mais.... Ela vai saber logo de cara.

– Mas Renesmee, tem os...

– Volturi? – Indaguei arqueando uma sobrancelha. – Todos mortos e queimados. – Completei o obvio. Meu pai teve que concordar nessa. – E que eu saiba, essa ideia era deles, e quem desrespeitasse morria.... Acontece que eles já partiram pra outra, e nós estamos com metade do poder... Ou o poder inteiro se olharmos por outro lado. – Falei sabendo que desde que Vladimir e Stefan entraram no poder, qualquer regra que eles fizessem, ia ser contatada a nós. – E se você contar, ela não vai contar pra ninguém.

– Como pode ter certeza?

– Ela é sua mãe. Faria qualquer coisa só pra te ver em segurança, principalmente se for um segredo desses... Aliás, se papai não tivesse te transformado, não estaria aqui hoje... Minha vó devia até agradecer a ele. – Falei olhando pro meu pai, que estava atrás de minha mãe. Ele deu um sorriso torto.

– Carlisle? – Minha mãe olhou para meu vô que estava analisando a situação.

– Bom... Se observarmos melhor, Renesmee está certa. Já que os Volturi se foram, não tem nada que te impeça de contar a verdade... E mesmo que eles não estivessem mortos, contar a verdade seria a única opção a se seguir, Bella. – Meu vô disse calmo e sério. – Faz muito tempo.

– Não sei não... – Minha mãe comentou insegura.

– Para de frescura, mãe. – Exclamei colocando as mãos na cintura, fazendo meu pai dar risada com meu jeito de ser. – Mesmo que você virasse um ET verde, de um olho só, ela ainda te aceitaria, e guardaria seu segredo a sete chaves...

– Mas filha...

–Mãe, aposto que ela vai aceitar qualquer coisa, desde que te mantenha viva e ao lado dela. – Argumentei com obviedade. – Agora, se você não contar, eu conto. Nem espero você mencionar meu nome... Apareço na porta de casa, me apresentando como neta dela, e armo o maior barraco se você dizer que não sou. – Ameacei, fazendo todos darem risadas discretas.

– Ok. Vou contar a verdade. – Ela havia se decidido.

***

A tensão pairou no ar, logo que ouvimos o taxi de minha vó chegar. Minha mãe engoliu em seco, e se dirigiu até a porta. Respirou fundo, e a abriu. Jake e eu subimos para o nosso quarto, sabendo que eu só poderia ser visto quando minha mãe finalmente contar sobre mim, sobre a gravidez e tals.

Eu estava um pouco nervosa, afinal não sabia o que René acharia de mim. Por alguma razão, achei que nós iriamos nos dar bem. Afinal, dizem que ela é meio doidinha, e eu adoro pessoas doidinhas. Minhas melhores amigos são assim. Dei risada com esse pensamento.

Jake e eu ficamos observando tudo o que acontecia, da parede de vidro do nosso quarto. Nós os veríamos, mas eles não nos veriam. Considerando o fato de que meu quarto fica num dos últimos andares da mansão. Conseguíamos ouvir toda a conversa claramente. E logo vi a dona da voz que uma vez tinha ouvido por telefone enquanto minha mãe conversava com ela.

– Bella! – Ela gritou batendo a porta do taxi, e correndo para abraçar minha mãe que estava com um sorriso amarelo no rosto. Minha vó parou abruptamente perto da filha, a observando com o cenho junto. – Bella?

– Oi mãe. – Minha mãe respondeu com um pouco de alivio na voz, e um pouco de espanto devido ao fato de sua mãe estar bem ali na sua frente após tantos anos, e também porque minha vó estava com um fios quase imperceptivelmente brancos.

Percebi que nenhum se movia nem pra frente, nem pra trás. Ficaram se avaliando por alguns segundos que pareceram uma eternidade. Meu pai estava logo atrás de minha mãe, só observando e avaliando o comportamento de minha vó.

– Filha, quanto tempo. – Ela pareceu ignorar um pouco, e abraçou minha mãe. Acho que se ela ainda fosse humana, teria chorado. Ver e abraçar a própria mãe após tantos anos deve ser muito emocionante. As duas se abraçaram apertado. René parecia um pouco desconfortável, considerando a temperatura gelada do corpo da filha.

– É... Nem sabia que você ia chegar. – Minha mãe respondeu meio sem graça.

– Desculpe não ligar Bella. – A humana mentiu. – Só queria fazer uma... Surpresa. Afinal, você nunca me deixa vir aqui. – Ela fez um tom brincalhão, mas deu pra perceber sua sutileza.

– É que...

– Nossa! Bella sei que você é você, mas... Bella, você está diferente... Transmite algo diferente... Está estranhamente... Incrível. – Ela ficou alternando o olhar entre meu pai e minha mãe como se os comparasse.

Observei o silencio pairar em casa. Era agora ou nunca. Todos sabíamos disso. Não ia adiantar ficar enrolando, sendo que René estava bem aqui na nossa frente. Na nossa casa. Minha mãe respirou fundo.

– Esse é o motivo, mãe.

– O que? – Minha vó ficou visivelmente confusa.

– O motivo por eu sempre... Por você não poder vir aqui em casa antes. – Minha mãe a olhou séria. – Eu mudei.

– Isso eu percebi, Bella. Você... Você está tão parecido com a família do Edward... E.... Bella o que aconteceu? – Minha vó começou a ir até o ponto. – Faz anos que você sumiu... Sumiu da minha vida, e sempre que eu quis te ver, você fugia... E agora, está tão mudada. Não... Não é a mesma.

– Eu sei, mãe... Vou te explicar o que acon...

– Ótimo. – Minha vó cortou minha mãe com uma voz um pouco dura. – Mas eu quero a verdade Bella. Não me venha com desculpas esfarrapadas como as que você deu para seu pai. Ele me falou o que você contou pra ele... E eu sei que você mentiu.

– Ok, mãe. Desculpa, mas agora eu posso te contar.

– Então conte. Quero saber. Por que está tão gelada? Por que está tão.... Segura? Não está.... Você está parecida com o Edward... O que ele é? – Ela perguntou de um jeito como se já soubesse que meu pai não é um cara comum. Meu pai respirou fundo.

– O que nós somos. – Minha mãe corrigiu.

– O que? Bella, fale de uma vez. Cansei de ficar longe da minha própria filha. – Minha vó demonstrou dor na voz, e um pouco de irritação. Minha mãe engoliu seco.

– Somos... Vampiros.

***

E nas próximas 2 horas, minha mãe explicou tudo sobre nosso mundo. No começo, minha vó ficou assustada, e um pouco confusa. Mas logo, como se tudo se encaixasse, ela foi entendendo. Afinal, aposto que deve ter alguns acontecimentos que sempre lhe deram desculpas esfarrapadas a respeito.

Minha mãe explicou desde quando ela conheceu meu pai, descobriu sobre o que ele era, todas as preocupações, perseguições... Tudo. E minha vó ficou fazendo perguntas sobre se o que mostrava nos filmes era verdade. Tipo esses treco de Drácula e tals... Minha explicou tudo e disse que a maioria das coisas que inventavam era mentira.

E é claro que minha mãe falou sobre mim. Sobre a gravidez e tals... Meu crescimento, e sobre meu envolvimento com Jacob. No começo minha vó ficou confusa, lembrando que Jake era supostamente apaixonado por minha mãe, mas logo, todos explicaram sobre os lobos, o imprinting... E todas essas coisas. Minha vó ficou surpresa com tudo, mas até agora, ela estava aparentemente normal. Mas se bem que ela ficou um pouco brava om meu pai por ele fazer minha mãe passar por tudo o que passou. Coitados...

– Filha, isso é tão... Inacreditável, ao mesmo tempo em que eu acredito em você. – Minha vó disse maravilhada.

– Eu sei mãe. E desculpe ter te escondido tudo isso, mas foi necessário... Poderíamos correr riscos muito maiores do que pensa se contássemos antes da hora certa. Estou te contando isso tudo, porque confio na senhora. – Minha mãe disse. Deu pra ouvir o receio em sua voz. – Você não pode contar pra ninguém o que somos. Nem mesmo ao Charlie, ou ao Phil... Ninguém.

– Estamos confiando em você, René. – Meu vô Carlisle disse com seriedade. – Nenhum outro humano pode saber o que somos. É muito perigoso.

– Preciso que guarde esse segredo... Por favor, mãe. – Ela tinha um pouco de desespero na voz.

– Bella, você acha mesmo que eu contaria isso a alguém? – Minha vó parecia surpresa. – Filha, por mais que eu tenha ficado chateada por ficar tantos anos sem te ver, e agora saber dessa loucura toda, eu jamais contaria a ninguém. Aliás, deveria agradecer por cuidarem da Bella. Por... Transformarem ela, ou seja lá o que for.... Filha, fico feliz só por saber que você está bem.

– Obrigada. – Minha mãe agradeceu. Um segundo se passou.

– Ok, mas então... Cadê minha neta? – Minha vó parecia animada. Jake me olhou sorrindo, me passando confiança.

– No quarto dela com Jacob. – Meu pai respondeu. – E não se assuste, mas Renesmee gosta de ser sarcástica na maioria das vezes... Mas acredito que ela não vai ser assim com você... Bom, aos poucos você conhece ela. – Ele explicou. Imaginei o sorriso divertido em seu rosto.

– Tudo bem. – René respondeu. Ouvi um suspiro de minha mãe.

– Renesmee. – Ouvi a voz dela me chamando calmamente. Respirei fundo. Jake segurou minha mão, e logo saímos do quarto.

***

– Ela que é sua filha? – Minha vó materna perguntou pra minha mãe, que assentiu com um sorriso no canto dos lábio, pelo jeito que minha vó me analisava. Tava ficando até desconfortável.

– Oi. – Falei com um sorriso amarelo, e olhei pro Jake que tava atrás de mim, buscando ajuda pelo olhar. Eu não tinha a menor ideia do que falar.

– Você não pode ser filha da Bella. – Ela disse colocando as mãos na cintura. Todos a olharam estranhando ela dizer aquilo, depois de tudo o que ela ouviu e acreditou.

– Não posso? – Perguntei.

– Não... Você parece mais velha que ela.

– Mãe, eu já falei que a Renesmee é hibrida. Ela é diferente. – Minha mãe disse revirando os olhos.

– E daí? Bella, olha esse corpão... Você sempre foi um palito de gente. – Fiquei um pimentão na hora que ela disse aquilo. Todos deram risada. Mas, apesar da vergonha, fiquei feliz em saber que minha vó era cara de pau que nem eu.

– Você e Nessie vão se dar bem... – Jake comentou com um sorriso torto no rosto.

– Nessie? – Minha vó perguntou com a sobrancelha arqueada.

– Jake me deu esse apelido quando eu era pequena. – Expliquei meio sem graça.

– Mas isso não é igual a Monstro do Lago Ness? – Ela perguntou juntando o cenho.

– Exatamente. – Minha mãe respondeu visivelmente irritada. Todos deram risada. De cara, minha vó percebeu que minha mãe nunca foi fã desse apelido.

– Ah o que eu estou fazendo? Vem cá. – Minha vó me agarrou num abraço apertado para a força de um humano. Fiquei meio sem reação no começo, mas logo retribui o abraço, dando risadinhas devido a figura que minha vó é. Todos olharam sorrindo. Minha vó tinha cheiro de praia. Sorri. – Vou poder ir nesse tal casamento, né? – Ela perguntou animada.

– Lógico né, mãe. – Minha mãe respondeu com obviedade. Achei engraçado ver pela primeira vez minha mãe interagindo com sua própria mãe.

E pelo resto da tarde eu fiquei dando risada com minha vó materna que é um pouco doidinha.

*Flashback Off*

E foi assim que eu conheci minha vó materna, René. Ela já voltou para Phoenix, afinal ela tem o Phil, porém prometeu voltou para presenciar meu casamento.

– No que você está pensando? – Jake perguntou de costas pra mim, enquanto arrumava uma moto velha de um cliente. Estávamos na oficina dele.

– Em quando eu conheci René. – Falei sorrindo balançando meus pés pra lá e pra cá. Estava sentada num balcão que tinha lá.

– Sua vó é engraçada. – Jake comentou.

– Muito. – Falei com ênfase enquanto observava as costas musculosas de meu amor. Músculos que pareciam ter sido esculpidos em mármore. Nossa, como ele é lindo. – Bom, eu vou caçar. – Falei pulando do balcão, e me agachando ao lado de meu amor.

– Agora? – Jake parecia preocupado, por alguma razão. Lembrei que esse foi o mesmo olhar que dei a ele antes de ele ser atacado e ficar quase um ano em coma.

– Tá preocupado com alguma coisa, amor? – Perguntei beijando seu pescoço, e voltando a olha-lo. Senti o gosto salgado de seu suor em minha boca. Jake limpou as mãos em um pano já sujo de graxa e se sentou no chão, encostando-se na parede.

– Não sei o que é, mas... Sei lá... Uma sensação estranha. – Ele disse me puxando para seu colo, segurando minha cintura.

– Me conta. – Pedi fazendo carinho em seus cabelos curtos, lisos e negros como a noite. Beijei sua bochecha delicadamente. Jake se arrepiou.

– Não... Não deve ser nada... – Ele respondeu subindo sua mão de encontro a minha nuca, pegando as raízes de meu cabelo.

– Jake, vi pelo seu olhar que está preocupado... O que aconteceu? – Perguntei enquanto o sentia beijar meu pescoço. Arfei ao sentir sua língua roçar no lóbulo da minha orelha. Jake parou com os carinhos, e me olhou profundamente.

– Você já sentiu isso, não sentiu? – Fiquei visivelmente confusa. – Mau pressentimento.

– No dia em que você foi atacado. Senti sua dor, ao você ser ferido... Ao ficar inconsciente. – Jake engoliu em seco ao ouvir em dizer aquelas palavras. Nunca tinha falado sobre quando eu desmaiei na cozinha naquela maldita noite. – Eu... Perdi o ar, as forças... E do nada, tudo ficou escuro... – Fiquei fazendo carinhos no rosto de Jake enquanto falava. Ele me olhava atentamente, mesmo eu não o olhando de volto nos olhos. Ela doloroso lembrar daquela noite. Como se os sintomas voltassem. Senti um nó na garganta. – Me senti literalmente sem chão... Foi como se... Como se a morte estivesse perto. – Jake limpou uma lágrima soltaria que tinha escorrido por minha bochecha, sem nem mesmo eu perceber.

– Não chora, amor. – Ele pediu beijando minhas duas bochechas.

– Desculpa não ter contado isso pra você... Isso é.... Tão doloroso lembrar. – Expliquei chorando. – Fico preocupada, sabe? – Falei enquanto Jake me apertava contra seu corpo, de forma protetora. – Nahuel... Não sei... Já te perdi uma vez, Jake. – Olhei em seus olhos. – Não posso perder de novo.

Jake, limpando uma de minhas lágrimas, foi descendo uma de suas mãos para minha nuca, me puxando pra cima. Tocou-me os lábios, causando um leve choque em nossos corpos. Ficamos um tempo absorvendo o calor, o gosto um do outro, sentindo nossos corações acelerarem drasticamente. As borboletas em minha barriga começaram a se movimentar como sempre fazem quando estou ao lado de meu amado.

O gosto inebriante de Jake é como... Como mais uma batida de coração. Parece que... Me sinto cada vez mais viva cada vez que lhe beijo. Seu toque, seus carinhos... Tudo o que Jake faz é um motivo para eu viver mais e mais. Sem ele, não irei viver.

Jake pediu passagem com a língua, e eu cedi. Um beijo calmo, gostoso e romântico foi se moldando através de nossos lábios que se encaixavam com completa sincronia e perfeição. Nossas línguas iam lentamente e deliciosamente se chocando, causando arrepios por meu corpo. O único barulho eram nós.

O ar já começou a dar sinais de que ia acabar, mas não quisemos parar. Continuamos nos beijando, demonstrando todo o amor que sentimos um pelo outro. Um amor que sempre foi e sempre será capaz de derrotar barreiras impossíveis de serem vistas. Mas podem ser sentidas.

Jake foi parando o beijo com lentos selinhos, e um beijo terno em minha testa. Apoiou seu queixo em cima da minha cabeça, e ficamos segundos tentando controlar nossas respirações.

– Nunca vai me perder, minha linda. – Jake disse beijando o topo de minha cabeça, e voltando sua atenção aos meus olhos. – Eu te amo.

– Eu também te amo, meu amor. – Falei lhe dando um selinho demorado. Ficamos um tempo abraçados. – Você tem que terminar essa moto.... O moço disse que vai pagar bem. – Comentei enquanto nos levantávamos do chão.

– Vou terminar. – Jake prometeu com o olhar. Dei um meio sorriso, e o abracei.

– Não sei se o que está sentindo é mau pressentimento, ou qualquer outra coisa... Mas eu prometo... Prometo que nós vamos ficar bem, haja o que acontecer. Sou sua, Jake. Pra sempre. E sei que você é meu... Não fique assim. Jamais vou deixar ninguém lhe machucar porquê... Eu te amo, e.... Ninguém vai te tirar de mim de novo. – Admiti o apertando num abraço que Jake retribuía.

– Pensei que era eu que sempre falava isso. – Jake disse dando uma risada rouca em meu ouvido, causando-me arrepios.

– Os papeis se inverteram por um minuto. – Sorri pra ele, e lhe dei um último beijo. – Vou caçar aqui perto. Termine a moto, ok? Muita gente adora seu trabalho. – Falei orgulhosa do meu lobinho.

– Vai sozinha?

– Vou estar aqui perto, amor. Prometo. Se eu gritar, você vai ouvir... Não vou adentrar muito a floresta. Vou ficar bem aqui. – Falei o acalmando.

– Tudo bem. – Jake disse meio contrariado. – Mas eu to de olho, viu? – Ele avisou sorrindo. Dei risada e lhe beijei. – Te amo, minha pequena.

– Te amo, meu lobinho. – Lhe dei um último selinho, antes de sair pra caçar.

Saí da oficina, indo em direção a mata, e Jake ficou na porta me observando. Acenei pra ele, e ele retribuiu. Porém, com a outra mão, ele estava massageando o peito, como se sentisse alguma dor. Por alguma razão, senti o mesmo que ele.

***

Terminei de caçar, e olhei ao redor. Por um momento, pensei que estava sendo vigiada. Apurei meus sentidos e não senti um único cheiro diferente. Dei de ombros. Deve ser coisa da minha imaginação.

Comecei a correr em velocidade vampiresca, em direção a oficina do Jake, passando por mais arvores e arvores. A caçada tinha sido rápida. De cara, achei um puma que me satisfez. Ele parecia estar fugindo de algo, e acabou topando comigo. Tadinho do bichinho. Mas eu estava com fome, ué... Enfim... Resolvi voltar o mais rápido possível para meu Jake, afinal ele parecia estar preocupado comigo. E como prometi, fiquei perto o suficiente para ele me ouvir gritar caso algo acontecesse.

Enquanto corria, ouvi passos rápidos vindo em minha direção, ao meu lado. Senti um corpo enorme chocar-se contra o meu, e como estava em velocidade vampiresca, literalmente voei em direção a um pinheiro que tinha lá trás.

Senti o baque enorme do tronco da arvore contra minhas costas, e logo caí ao chão. Minha respiração estava irregular. Muito rápida. Minha cabeça latejava, e minhas costas doíam como se eu tivesse levado uma surra. Senti cheiro de sangue. Do meu sangue. Lentamente, com fraqueza, coloquei minha mão na nuca, e a olhei. Coberta de sangue. Ouvi uma risada. Uma risada que eu conheceria em qualquer lugar. A risada da criatura nojenta que estava bem a minha frente. Nahuel.

Notas finais
OMG! Comentem e reomendem! obs: Não sei o que acharam da vinda da René... Não quis entrar em muitos detalhes, por que já que os Volturi estão mortos, esse fato não vai ser tão relevante em minha fic. Beijinhos