Notas iniciais
Oi lindonas!! Desculpem plea demora, mas como eu disse, estou no ensino médio agora, e mano.... Já surtei uma vez essa semana. Vamos ver ao longo do ano. Mais de 15 apostilas!!! Vou morrer!!! Que droga! kkkkk Mas enfim, né... Obrigada a todos os comentários! Embora não desse tempo de escrever, deu tempo de ler e responder os coment kkkk .... Continuando. Obrigada Milla13 pela linda reomendação! Fico muito feliz em ler aquelas palavras, com tanto carinho e consideração! Beijinhos infinitos de Jake pra vcê kkkk Enfim... Quem quiser ver, além da imagem da casa deles que eu postei no capítulo 34, essa aqui é a parte de trás da casa deles, ok? A outra está valendo... Mas essa imagem que postarei agora, é a prte de trás, com piscina e tudo mais... http://alfredojunior.files.wordpress.com/2012/05/casa-em-madeira-e-vidro.jpg Obrigada por tudo! Beijinhos, e boa leitura!

Pov. Jacob

Faz apenas uma semana, que eu e Nessie nos mudamos para casa nova. Sinceramente, ainda não caiu a ficha de que, eu e Nessie, já estamos casados, e com uma mansão própria. Mas admito que parece um sonho. Chama-la de esposa, é uma das melhores sensações que já tive na vida. Ter Renesmee ao meu lado, é fascinantemente feliz.

Acordamos juntos, tomamos café juntos, e lógico que de noite, depois de um longo dia de trabalho, nos perdemos nos braços um do outro, fazendo amor alucinadamente. Claro que agora temos o Sheldon, que sempre reclama dos nossos “barulhos sexuais”. Mas no final, ele sempre perde a batalha, porque eu já avisei que, se ele ficar de drama pra cima de mim, ele volta a morar na mansão dos Cullen.

Desde que chegamos aqui, Nessie não foi na casa dos parentes. O motivo, que ela me contou com muito pesar, foi que ela se sente desconfortável na presença do pai.

– Na última vez em que o vi, todos os meus sentimentos foram resumidos na frieza. O tratei muito estranhamente. Não gosto de fazer isso, mas é incontrolável. E sei que isso vai acontecer de novo.... Todas as vezes que vejo as fotos de meu pai, por mais que eu o ame, tudo volta à tona... Eu fico tão... Indignada. Não quero o tratar com frieza, mas... Acontece.

Nessie declarou, com um olhar perdido. Todas as vezes em que esse assunto surgiu, em meio a conversas, percebo minha pequena perdida. Sem saber o que fazer à respeito. Isso me preocupa muito.

Ela age normalmente, conversa com nossos amigos normalmente, sorri normalmente... Mas eu sinto, vejo, que ela não está totalmente bem. Às vezes, quando chego em casa, Nessie está no banquinho do piano que Edward lhe deu. Ela não toca, e nem se mexe. Só fica encarando o instrumento, e vagando em pensamentos. Muitas vezes, Nessie disse que não é nada.

Eu respeito seu espaço, porque sei que ela não gosta de tocar no assunto. Mas quanto menos falamos nisso, mais minha preocupação aumenta. Não consigo saber exatamente o que Nessie está sentindo, se ela não me contar. São muito raras as ocasiões, em que ela fala abertamente a respeito. Mas nunca mencionou ir de novo a casa dos pais.

Mas fora todo esse rolo em sua mente, e na minha também, estamos felizes. Afinal, apesar de tudo e de todos que tentaram fazer algum mal, eu e Nessie somos inseparáveis. Me sinto realizado ao seu lado.

***

Estacionei minha moto em frente de casa, e subi as escadas, ansioso para abraçar minha pequena. Hoje eu saí mais cedo do trabalho, e bom, eu ainda estou pensando sobre essa ideia da Ness, de ter uma filial, e já conversei com os meninos. Todos acharam uma ótima ideia, então é provável que tenhamos mais uma oficina em breve.

Abri a porta de casa, e vi Nessie jogada no sofá, lendo um livro. Sorri, com a imagem linda de minha pequena, deitada tão delicadamente. Seu vestido azul marinho, me dava uma bela visão de suas pernas perfeitamente torneadas. Às vezes me pergunto como alguém pode ser tão unicamente linda.

– Eu quero um beijo. – Nessie pediu, sem tirar os olhos de um livro chamado O Teorema Katherine. Sorri, largando minha chave na mesa alta de trás do sofá, e sentando ao lado do corpinho de minha esposa. Com minhas vantagens de lobo, pude ver cada pelinho de sua pele alva, se arrepiar por inteiro.

Sorri, me aproximando de seu rostinho. Seus grandes olhos castanhos se fundiam com as páginas tão intensamente, que era como se você pudesse ler a história através daquele lindo olhar.

– Mudei de ideia. Sai pra lá, tô lendo. – Nessie mandou, e eu a olhei incrédulo. Seus dentes brancos se mostraram, naquele sorriso perfeitamente brincalhão. – Brincadeirinha! – Ela exclamou, colocando o livro na mesa de centro, e se jogando em meus braços. – Oi Jake. – Nessie sussurrou, e eu pude sentir seu hálito refrescante, e atrativo, ao redor de mina boca.

– Oi Nessie. – Cumprimentei num sussurro mínimo, desesperado para sentir seus lábios nos meus, após tantas horas de trabalho na oficina. Sorrimos um para o outro, e colamos nossos lábios, causando eletricidade total.

Lentamente, fui moldando nossos lábios, perfeitamente encaixados, absorvendo cada mínimo detalhe, daquele gosto de morango delicioso. Aquilo era um vício pra mim, e eu jamais me cansaria de senti-lo.

Beijar a Nessie era tão natural. Era como respirar. Fácil, necessário, involuntário. Uma das coisas que me mantem vivo. O simples ato de encostar minha boca na dela, me faz me sentir mais ativo, mais jovem, mais capaz. E sinto que Renesmee sente o mesmo.

Seus pensamentos, enquanto nossas línguas dançavam com destreza, eram desconexos, amorosos, e devo admitir, um tanto excitantes. O jeito que Nessie me via, e me sentia, era tão delicado, e prazeroso, quanto os toques trocados em noites de amor. Sempre fico impressionado com a quantidade de paixão, amor, e desejo que a pequena sente por mim.

– Você é.... – Nessie sussurrou em meio aos beijos, e eu parei para tomar folego, e escutar suas palavras. – Bom. – Ela completou com um sorriso envergonhado, e eu a encarei, arqueando a sobrancelha, divertido. Seu peito subia e descia rapidamente, tentando pegar oxigênio pra si.

– Bom? – Indaguei, a puxando para o meu colo. Nessie deu uma risadinha fofa, se encolhendo sobre meu peito.

– As sensações quando você me beija são boas... – Ela declarou, desenhado linhas imaginarias sobre meu peito, com o dedinho delicado de pianista.

– Leu minha mente, é? – Perguntei divertido, beijando a ponta de seu nariz. – Estava pensando exatamente a mesma coisa. — Revelei, a abraçando apertado, cheirando seu pescoço. Aquele perfume de rosas me embriagava.

– É gostoso te beijar. – Meu amor disse, passando o dedo indicador, pelo contorno de meus lábios. – O gosto é bom... O toque é bom. – Tirei suas mãos de meus lábios, e beijei a palma.

– A reciproca é verdadeira. – Sorri, enquanto sorriamos um para o outro, roçando os narizes num beijinhos de esquimó. – Minha baixinha.

– Só sua, meu lindo. – Nessie declarou sorrindo, me beijando novamente. Sorri, fazendo carinho em sua coxa. Seu corpinho se arrepiou por inteiro. Mas antes que eu avançasse mais, Nessie me parou. – Eu não posso... Ficar.

– Por que? – Perguntei, juntando o cenho.

– Vou visitar minha família. – Ela revelou, dando um suspiro desanimado, e desencorajador. A olhei, esperando por explicações. Por incrível que pareça, quando eu menos pergunto, mais fácil fica para Nessie falar a respeito. – Preciso ver como estão as coisas por lá, e ver como minha mãe está lidando com meu pai... Conversei com ela por telefone, e parece que aos poucos, os outros estão voltando a falar com meu pai. Mas ele é o que foge. Parece ter vergonha, não sei.... Minha mãe que me contou tudo isso... Mas a questão principal pra mim é o casamento deles....

– Quer que eu vá com você? – Perguntei por fim, percebendo o olhar de minha esposa, enquanto ela me relatava tudo o que ocorria naquela mansão, desde que fomos embora uma semana atrás. Fiz um carinho em sua bochecha levemente rosada.

– Obrigada Jake, mas quero fazer isso sozinha... Um teste talvez.

– Como assim?

– Se meu pai estiver lá, quero ver se consigo... Não sei. Só vê-lo. – Nessie engoliu em seco, e apertou seus dedos, que estavam fincados em meus cabelos.

– Hey, eu já falei que estou do seu lado pro que der e vier.... Eu vou com você. Não precisa ficar assim.... – Afirmei, passando minha mão por seus cabelos ruivos, que caiam em cascatas.

– Eu tô bem, Jake... Só que... Antes as coisas eram tão mais fáceis, sabe? – Ela suspirou, derrotada. – Depois de tudo que meu pai fez... Nada parece se encaixar novamente... Em relação a família, me entende?

– Mas vai se encaixar, Nessie. Eu prometo. Vai se encaixar. – Prometi lhe dando um beijo terno na testa. Ela sorriu, assentindo, e beijou meu queixo.

– Te amo, Jake.

– Também te amo, anjo. – Declarei, lhe beijando novamente.

***

Pov. Nessie

– Oi monstrinha! – Meu tio Emmet exclamou animado, logo que pisei os pés para fora do carro. Sorri, sentindo falta daquele abraço de urso, que sempre me salvou de sermões quando eu era pequena.

– Oi tio. – Dei risada, enquanto seus braços gelados me levantavam do chão, com uma facilidade anormalmente incrível. – Saudades? – Perguntei divertida, enquanto ele bagunçava meus cabelos ruivos, me colocando no chão. Minha família veio a porta sorrindo. Aparentemente uma família feliz, e sem problemas.

– Ainda pergunta? – Tio Emmet indagou, incrédulo. – Conheceu a casa nova, e já tá esquecendo dos velhos tempos? – Dei um sorriso amarelo, enquanto ele cruzava os braços com um sorriso malicioso. Lá vem. – Tô sabendo... O cachorro anda te deixando muito ocupada, é? – Revirei os olhos, e minha família riu.

– Vai assistir Barney, vai tio. – Mandei debochada, subindo as escadas, e abraçando cada membro da minha família. Meu pai não estava presente. E apesar de ama-lo, fiquei aliviada por tal fato. O abraço em minha mãe foi mais longo.

***

– Então, quais são as novidades? – Tia Aly perguntou, batendo palminhas, visivelmente animada.

– Ah... Acho que nenhuma. – Respondi dando de ombros.

– Mas faz tempo que você não vem aqui. – Ela argumentou, indignada. Adorava uma fofoca.

– Faz só uma semana, e todos os dias, converso com vocês por telefone. – Retruquei com obviedade, a fazendo mostrar a língua, birrenta. Dei risada, revirando os olhos. – Mas enfim, né... Já que a tia insiste em trocar novidades, como estão as coisas por aqui? – Perguntei, como se não quisesse nada. Mas todos sabiam em que ponto eu queria chegar.

– Bom... Eu fiquei preparando as roupas que todos vão usar no primeiro dia de faculdade. – Sorri, sabendo que aquilo era o tipo de passatempo favorito, de minha tia fada. Minha tia Rose assentiu, dizendo que havia feito o mesmo. Fiquei me perguntando, quantas roupas elas separaram como hipótese, só para o primeiro dia de aula. Contando que era uma família enorme.

– Alice, não exagere tanto com aquelas saias. – Minha vó pediu, balançando a cabeça m negativa, porém sem alterar o tom maternal. Todos deram risada. Minha tia assentiu meio contrariada. – Mas então, querida. Está tudo bem. – Vovó respondeu de uma forma tão segura, que me fez acreditar, que toda aquela briga não passava de um pesadelo. Mas minha mãe não se pronunciou a respeito disso, e percebi tristeza em seu olhar.

– Acredite se quiser, venci seu pai numa caçada. – Meu tio Emmet comentou, e eu sorri torto. – Ele está tão lerdo ultimamente... – Quando ele falou isso, todos os olharam, repreendendo. – Ah.... Er....

– Parem de olhar assim pra ele, gente. – Mandei, fazendo careta. – O tio só respondeu o que eu perguntei. – Falei, mostrando que eu não estava me importando muito com aquilo. Embora uma parte do meu coração gritasse de tristeza, por estar afastada de meu pai, e de seus olhos calmamente dourados.

Todos me encararam com sorrisos amarelos, e um silencio estranho se acomodou pela casa. Alguns ficavam me encarando, ou olhando ao redor, como uma desculpa para fugir de assuntos tão desconfortáveis. Confesso que eu estava fazendo o mesmo.

– Incrível... – Minha tia Alice balbuciou baixinho, porém suficiente para todos ouvirmos. Ela balançava a cabeça em negativa, e cerrava os olhos em minha direção.

– O que foi, Alice? – Meu tio Jasper indagou, arqueando a sobrancelha. Todos a alternavam o olhar entre mim, e minha tia, enquanto a mesma olhava perdidamente para meus tênis. Seu olhar era tão estranho, que cheguei a pensar que ela estava tendo uma visão.

– Ah Meu Deus! Será que ela está vendo a Nessie grávida? – Meu tio Emmet indagou, com os olhos arregalados. Todos fizeram o mesmo. Os encarei com uma careta desconfortável no rosto. Tudo bem que fazia tempo que eu e Jake não usávamos camisinhas, e eu não tomava anticoncepcionais, mas mesmo assim.... Acho que eu teria sentido, caso algo estivesse dentro de meu ventre.

– Não seja besta, Emmet! – Tia Aly exclamou, lhe dando um tapa na nuca, e saindo de seu transe. – Acha que se eu tivesse visto uma gravidez, iria contar? Eu iria comprar roupas de bebê! Isso sim! – Ela disse, indignada com os olhares dos outros. Toda minha família deu risada. Inclusive eu. – O que eu acho incrível é que, mesmo depois de estar casada, e morando numa mansão linda, a Renesmee continua usando essas roupas nada fashions, de adolescente sem causa. – Quando ela disse isso, nós caímos na gargalhada. – Não riam! Olha isso! Que tipo de mulher casada usa All Star laranja?! – Era cômico ver alguém tão indignado devido a roupas. – Não sei como o Jacob te deixa usar essas roupas, que não fazem jus a um diamante no meio da mão. – Minha tia se referiu ao meu anel de noivado, que estava no meu dedo anular direito, desde o dia em que meu amor me pediu em casamento.

– Pra sua informação, metade do meu closet é All Star, Nike, Vans... – Fui contando nos dedos, enquanto a fadinha da família ficava horrorizada, como se eu estivesse falando um monte de baixaria.

– Que horror! – Ela exclamou. Sorri, dando de ombros. Todos davam risada.

Fiquei feliz, e triste, ao mesmo tempo. Feliz por minha família estar, aparentemente, voltando ao normal, mas triste por sentir saudades da risada de meu pai nesses nossos momentos cômicos de família. Suspirei, pensativa, e aos poucos, todos pararam de rir, percebendo meu olhar distante.

Para quebrar o clima estranho, que novamente se instalou na casa, resolvi anunciar o que realmente vim fazer aqui.

– Mãe... Eu posso falar com você? – Perguntei, fingindo que nada aconteceu. Ela assentiu. Do jeito que ela estava, se eu falasse com jeito, talvez ela aceitasse meu pedido.

***

Na varanda da entrada de casa, sentamos num banquinho. Olhei a frente. Somente arvores e mais arvores, juntas num espaço, de forma harmoniosa. Me lembrei de todas as vezes que eu compus músicas com meu pai, enquanto observávamos essa linda paisagem. Suspirei.

– Não me venha dizer que já cansou do casamento! – Minha mãe exclamou divertida, mas percebi o tanto de tristeza que rondava sua alma. A olhei séria, e ela entendeu o recado.

– Mãe, quero conversar com você... Mas o que eu vou fala é muito sério. – Declarei, e um silencio se instalou na casa, denunciando os ouvidos das paredes. Ignoramos a curiosidade dos outros, e nos encaramos por um instante. Mamãe me olhava receosa, curiosa, e com desesperança. – Quero te pedir uma coisa.

– O que? – Ela perguntou, quase num sussurro.

– Volte com o papai. – Pedi, por fim, a encarando. Ela me olhou surpresa, sugando ar para dentro dos pulmões, que já não funcionavam como a anos atrás.

– Não, não posso. – Minha mãe se levantou agilmente, e um pouco nervosa com o assunto. – Ele fez algo horrível a vocês dois, Renesmee. – Ela disse perturbada, e começou a andar de um lado pro outro. Suspirei.

– E daí, mãe? – Perguntei, brava. – Isso é algo comigo, e com Jake. Você não tem nada haver... Eu sei! Todo mundo sabe! Sabemos o quanto você está triste longe do papai, mãe! – Exclamei, me levantando, ficando cara a cara com a mulher que sempre me protegeu. – Vocês dois não funcionam, um sem o outro. É o mesmo que nada! – Respirei fundo, tentando me acalmar. – Precisa voltar com ele.

– Não, Renesmee! Eu prometi a mim mesma que não volto com ele, enquanto você não se acertar com ele! – Ela apontou pra mim, nervosa. Bufei irritada.

– Mãe, para com isso! – Fechei a mão em punhos, tentando controlar minha raiva, por meus problemas estarem arruinando o amor de meus pais. – Você tem que parar com essa mania de querer a dor dos outros!

– Não quero, nada!

– Quer sim! – Retruquei, sabendo que aquela era a primeira vez que eu levantava a você com ela. Mas nada me impediria, de ter aquela maldita conversa. – Você fica tomando a dor dos outros pra si, mesmo quando não tem nada a ver com o assunto! – Acusei sem dó, a fazendo se indignar, e ficar surpresa com minhas palavras. – Parece que gosta de sofrer, ou sei lá o que!

– Faço isso porque se trata da minha família! Da minha filha! – Minha mãe esbravejou, com um tom autoritário. Mas nada me intimidou. – Que por sinal, é você! De nada!

– Não estou agradecendo droga nenhuma, mãe! – Exclamei nervosa. – Estou pedindo pra você parar com isso, porque só te vejo sofrendo! Sofrendo por algo que você não tem nada a ver! – Exclamei, observando sua reação. – Vocês vivem sob o mesmo teto, usam alianças nos dedos, e agem como se fossem estranhos! Isso não é certo! Como vai ser no futuro?! Vai ignorar a presença do meu pai? – Perguntei debochada. — E na faculdade? Vai estudar com ele, viver com ele, mas não vai pronunciar uma só palavra?

– Sim, mas ele chantageou o Jacob! E ainda te fez sofrer! – Minha mãe continuou, e eu percebi por seu jeito nervoso, que ela estava ficando sem argumentos, ou saídas. Suspirei, perdendo a vontade de gritar.

– Eu sei de tudo isso, mãe. E toda vez que eu acordo de manhã, rezo pra isso ser só mais pesadelo... – Confessei, suspirando mais calma. Ela me olhou triste, como se desistisse de gritar também. — Mas não é.... – Continuei. – Vamos ter que conviver com isso. Todos erramos... – Dei de ombros, suspirando. — Papai errou, ok? Ele escolheu mostrar seu ponto de vista, com a maneira mais errada... Mas isso não o faz pior, ou melhor que nós, entendeu? – Indaguei retoricamente, e minha mãe se encolheu. – Não tome as dores por mim, porque nem eu sei direito o que estou sentindo... Se quisermos voltar a ser uma família de verdade, vamos começar assim.... Quero que volte com ele.

– Mas eu...

– Mãe, não importa o que você prometeu. – Aleguei firme, e certa de cada palavra que eu iria pronunciar. – Não vou deixar você arruinar seu casamento por causa disso.

– Não estou arruinando nada, Renesmee. – Ela repetia isso, mas eu sabia que queria ceder.

– Está sim, mãe. – Afirmei calma. – Em parte, a tristeza do papai não é só por mim... E sim por ter que viver longe de você.... – Ela soluçou, seu choro sem lágrimas. Andei lentamente até ela, e segurei suas mãos geladas, nas minhas quentes. – Mãe, eu sei que fez o que fez, só para me apoiar. Eu sei que você me apoia. Não precisa fazer tudo isso, só pra me provar isso. Mesmo que você volte com ele, não vou ficar brava, ou algo do tipo... Só quero ver meus pais juntos novamente.

– Filha...

– Quando eu digo voltar com ele, não estou dizendo para você simplesmente se jogar nos braços dele, e fingir que nada aconteceu.... Estou pedindo para voltar a falar, conversar... Trocar palavras com meu pai... Seu marido. – Expliquei calma, e minha mãe me olhou, desanimada. – Aos poucos, vocês vão restabelecendo a confiança, não sei... Vão voltando a ser um casal... Aquele casal grudento de sempre. – Brinquei, e minha linda mãe sorriu fraco. – Se quiserem, vão num encontro, não sei... Façam qualquer coisa que sintam vontade fazer.... Só tentem voltar a ser o que eram antes.

– Filha...

– Por favor. – Pedi sem ser dramática, ou melancólica. Pedi calma, e já sabendo que ela iria aceitar meu pedido. Os olhos de minha mãe transmitiam insegurança, mas ao mesmo tempo, saudades. Saudades de meu pai, e dos abraços carinhosos, que eu sempre via eles trocando.

– Tudo bem. – Ela se rendeu, depois de um longo suspiro. A abracei, sorrindo. – O que eu vou ter que fazer? – Ela perguntou insegura, e eu sabia que esmo assim, seria difícil ela voltar com meu pai de uma hora pra outra. Mas eu respeitava isso. Desde que ela conversasse com ele, já estava bom.

– Só... Recomeçar.

Notas finais
O que acharam? Quem está certa? A Bella ou a Nessie? Ou ficaram em ciam do muro? Opinem. Beijinhos e até o próximo dia de folga meu kkkkkkk Amo vocês!