Uma História JakeNess- Como Acho Que Deveria Ser 2

33 Capítulo 33 - Tenho que seguir em frente.


Notas iniciais
Oi minhas lindas! Desculpem a demora, mas estou em outra cidade. Aqui no hotel, pousada, sei lá, que eu estou, não tem um wi fi. Quer dizer... Tem, mas não é um bom sinal até meu quarto kkkk Peguei o 3G do meu pai, mas não sei se vai dar pra postar nos outros dias... Mas não se preocupem, porque vou escrever mesmo assim, ok? Férias agitada. E obrigada a leitora cyntia pela linda recomendação! :) Obrigada pelos elogios, e pela consideração. Fico feliz em poder realizar uma história assim. Beijos e Jake's pra você! Beijinhos e boa leitura!

Pov. Nessie

– Que tipo de pai faz isso? – Rachel perguntou, enquanto eu dobrava meu pijama, e o colocava na minha mala. Eu havia contado tudo para Ray, afinal sempre foi uma de minhas melhores amigas. Ela percebeu que tinha algo errado, logo que me viu. Eu tive que contar, porque ela não ia desistir tão fácil. Sem falar que, além de eu precisar compartilhar aquilo com alguém além de Jake, ela ia descobrir mais cedo, ou mais tarde.

– É... Eu sei. – Suspirei, fechando minha mala. Eu só havia passado um dia a mais na casa de Billy, e decidi ir para a minha o mais cedo possível. Quero aproveitar o meu marido, e meu novo lar. Conversei com Jake, e não quero ficar remoendo o que já foi feito. Não posso ficar chorando, sendo que ele está errado. Mas confesso que ainda sinto algumas coisas, nada boas na minha opinião. – Rachel, não conte pra ninguém, ok? Digo... Não conte pra Leah.

– Não vai contar pra ela? – Rachel perguntou confusa, após tagarelar sobre como meu pai foi ridículo, na opinião dela.

– Vou. Mas EU que vou contar. Não você. – Respondi, com ênfase.

– Ah, por que? – Ela se fez de coitadinha.

– Porque, toda vez que você vai contar algo pra ela, você exagera muito... – Expliquei, fazendo careta. – E do jeito que a Leah é, ela vai tirar satisfações com meu pai, e não quero que nenhum dos dois fiquem feridos. Eu que vou contar, e pronto.

– Ok, então. – Rachel disse suspirando, e me encarou. – Ai amiga, como você tá?

– Comparada a antes, estou ótima. – Suspirei. – Eu só quero começar minha vida de casada. – Dei um sorriso torto, e Rachel me acompanhou. – Eu e Jake conversamos... Não adianta eu chorar pelo leite derramado, Rachel. Meu pai fez o que fez, e eu não posso ficar me remoendo por isso a vida inteira.

– Ai, mas se eu fosse você, eu dava um gelo nele por uns mil anos. – Ela disse decidida. Sorri fraco.

– Não estou falando que vou me agarrar a ele, Ray... Estou falando que não vou mais chorar por isso. Aliás, nem sei como vai ser, quando eu ver ele... Hoje. – Expliquei, meio incomodada com a ideia.

– Vai falar com ele hoje? – Minha amiga perguntou impressionada.

– Antes de conhecer nossa casa, vou dar uma passada lá... – Expliquei receosa. – O que eu quero mesmo, é visitar minha família... Não sei como eles estão. Mas caso ele esteja lá, vou... Ver o que acontece.

– Olha, seja forte. Não dê o braço a torcer. – Rachel disse firme.

– É bem provável que isso aconteça... Por mais que eu não goste disso, a tristeza foi substituída por raiva... E tenho medo de como vou reagir ao vê-lo, depois desses dias. – Relatei com medo. Aquele friozinho na barriga, tomava conta de minhas emoções. Ray fez careta. – Sei que não devo sentir pena dele, mas é que.... Ele é meu pai. Me criou, e....

– E daí? Ainda não acredito nisso, Renesmee. – Ela bufou, revirando os olhos. – Como alguém faz isso? Tipo... Não se deve se intrometer em assuntos assim. É uma coisa entre marido e mulher... Não tem sogros paranoicos... Afs...

– Eu sei... Mas a vida acontece, não é mesmo? – Sorri fraco, tentando parecer corajosa. Suspirei, e me levantei da cama. – Bom... Tenho que ir. Minha vó quer que eu almoce lá, e tals...

– Ok... – Ray suspirou. – Mas olha, fique firme, viu? Nada de chorar por causa desse seu... Pai. – Tal palavra foi pronunciada com um misto de raiva, e indignação.

– Pode deixar. – Sorri torto, enquanto sentia seus braços rodearem meus ombros, num abraço amigável.

– Vamos? – Jake perguntou, aparecendo na porta de seu antigo quarto. Assenti, com um meio sorriso.

– Ai, amiga, você vai adorar sua casa nova! – Rachel exclamou, visivelmente animada. – É tão linda! E sem falar, que tem um toque de Alice. – Ela riu. Jake revirou os olhos.

– Isso é verdade. – Ele concordou, meio contrariado. – Mas ela garantiu que você vai gostar, então...

– Tudo bem. – Sorri fraco.

– Mas saiba que, todos os moveis que você escolheu, já estão lá, viu? Só o projeto da planta, que foi feito por sua tia, e um tal arquiteto famoso... Sei lá. – Meu lobinho fez um gesto, como se espantasse moscas. – Admito eu ficou linda. – Ele sorriu, pensativo com nosso lar. Ri fraco.

– Ah saco... Eu não vi a parte de dentro. Só o exterior. – Rachel resmungou, se levantando. Ri. – Depois eu vejo, né... Afinal, você provavelmente vão fazer amor apaixonadamente, e blá, blá, blá... – Corei intensamente, com o comentário de minha melhor amiga. Jake riu sem graça. – Tchau, maninho. Tchau, cunhadinha. – Ela saiu do quarto, esbarrando em Jake de propósito, por pura birra. Revirei os olhos. Eles sempre tinham esses momentos de... Irmãos.

Jake me encarou, e sorriu torto. Meu coração naturalmente deu um solavanco, com aquele olhar carinhoso sobre mim. Meu lobinho andou a passos largos até mim, e se sentou do meu lado. Me arrepiei, sentindo nossos braços se tocando. Sorri torto, e entrelacei nossos dedos, fazendo carinho em sua mão com o polegar. Fiquei as olhando. Nossas alianças ali... Pequenos objetos que significam a eternidade de um amor.

– Hey. – Jake chamou, virando meu rosto para encara-lo. Seus olhos negros me olhavam intensamente, com um misto de curiosidade, preocupação, e carinho. – Você está bem?

– Uhum. – Assenti sorrindo fraco, encostando meu rosto no seu. – Melhor. – Expliquei, dando de ombros, e dei um selinho em seus lábios morenos. Seu calor emanava de uma forma comovente. Jake beijou minha bochecha, e eu virei o rosto novamente, pegando sua boca. Ele sorriu. – Eu te amo tanto... – Sussurrei o abraçando, e beijando seu peito repetidas vezes.

– Não sabe como me sinto feliz, ao ouvir você dizer essas palavras. – Ele sussurrou, enquanto fechávamos os olhos, perdidos nos braços um do outro. Jake beijou minha testa, e fez cafuné em meus cabelos. – Eu também te amo, minha pequena... Você não sabe o quanto. – Sorri torto, sentindo meu coração se inflar ao ouvir aquelas palavras, sendo citadas com tanto amor e reciprocidade. Naquele momento, jurei a mim mesma que, jamais deixaria alguém se intrometer no nosso relacionamento novamente.

***

– Oi gente. – Suspirei, ao pisar o pé em casa. Todos os olhares se voltaram para nós. Senti a presença de Jake atrás de mim, e logo sua mão se entrelaçou a minha, como uma forma de dizer eu estou aqui. – Vocês estão bem? – Perguntei, juntando o cenho. Eles nem se mexiam. Só ficavam me olhando. Percebi a ausência de meu pai.

–Nós só estávamos... Nada demais. – Minha mãe falou, vindo até mim.

– Preocupados? – Indaguei receosa. Ela suspirou, e assentiu. – Olha, eu vim aqui, porque a vovó me chamou pra almoçar, e.... Quero passar essa tarde com vocês, ok? Não quero que vocês passem o resto do dia assim.... Preocupados, e com esse clima na casa... Eu estou bem. Sério. – Afirmei, tentando, de alguma maneira, encoraja-los. – E de qualquer forma... Não adianta ficar remoendo isso... Eu acho. – Sussurrei mais pra mim mesma, do que pra eles. Eu ainda estava insegura, em como ia reagir ao ver meu pai.

– Não, não adianta ficar remoendo, mas... Mesmo assim. Como vai ser, Renesmee? – Minha tia Rose foi direta. – Seu pai errou, e agora estamos todos assim.... O que vamos fazer? – Ela perguntou, de forma geral. Ela me olhava com preocupação, e receio. Sempre uma segunda mãe pra mim. Jake suspirou ao meu lado, e eu sabia que ele tinha a mesma preocupação. Como ia ser daqui pra frente? Eu me perguntava, junto com os outros.

Os encarei por um instante, absorvendo todas aquelas perguntas, em forma de olhares. Além de preocupação, havia indecisão. O que fazer? Fingir que nada aconteceu, e acolher Edward como antes, ou ignora-lo, tomando minhas dores? Eu sabia qual era a opção certa. Afinal, todo aquele rolo era entre mim, e meu pai. Pelo menos, era o que achava.

– Rosalie, não...

– Ela está certa, vô. – Interrompi meu querido avô Carlisle. – Eu também me faço as mesmas perguntas, mas ainda não sei a resposta. – Expliquei para todos, suspirando sem ação. – Mas quero pedir uma coisa. Por favor, não esnobem meu pai.

– Mas ele fez algo tão... Inacreditável.

– Sim, tia. Eu sei. – Falei pra minha tia Alice. – Meu pai errou, e todos nós erramos. Querendo ou não, ele fez as escolhas, que infelizmente, foram as erradas... Não estou pedindo para fingir que nada aconteceu. Só voltem a falar com ele, ok? Ele também mora aqui... E, querendo ou não, é meu pai, e é da família.

– Mas...

– Só tentem... – Insisti, e depois de longos segundos pensativos, todos assentiram. Minha mãe foi a única, que não se manifestou. Mas eu sabia que, se eu não fizesse esse pedido, os únicos que falariam com meu pai, seriam meu vô e minha vó.

– Mas, e você, filha? – Minha mãe perguntou preocupada.

– Ainda não sei... – Respondi suspirando. – Mas sei que não posso ficar chorando a vida inteira, certo? – Ela assentiu, e fez uma careta, incomodada com a ideia. – Eu não tenho ideia de como as coisas vão ser daqui pra frente... Só quero... Continuar com a vida, sabe? – Dei de ombros, mesmo insegura sobre como eu ia reagir ao ver meu pai, depois de todo aquele episódio. – Onde ele está? – Indaguei pra minha mãe.

– Andando, ou caçando por aí... Não sei... – Ela respondeu. Suspirou, e deu de ombros. – Daqui a pouco ele aparece. – Minha mãe se sentou no sofá, como se não se importasse com seu marido. Jake me olhou, estranhando aquele comportamento. Balancei a cabeça, vendo uma sombra de tristeza passar pelo rosto pálido de minha querida mãe.

– Bom, vem almoçar, querida. – Minha vó disse, após alguns segundos tensos se passarem. Todos ainda estavam receosos, e estranhando o comportamento de minha mãe. Mas eu sabia que ela tinha tomado minhas dores, e que isso não ia acabar bem.

– Claro. – Respondi, sem tirar os olhos de Dona Bella. Ficar longe de meu pai a matava por dentro. Mesmo que fosse ela que escolhesse isso.

***

Descemos as escadas da entrada de casa, com as mãos dadas. Finalmente, depois de longas conversas, eu iria conhecer minha casa, meu lar. Meu ninho de amor, para viver com meu Jacob. Ele sorria tão lindamente, que era capaz de curar o câncer.

Observei Jake se tencionar de repente, e segui o seu olhar sério. Engoli em seco, ao ver meu pai ali parado, com aqueles olhos intensamente dourados, me encarando assustados. Acho que ele não imaginava me ver hoje. Nem eu imaginava o ver.

Senti uma batalha dentro da minha mente, e do meu coração. Eu sentia falta de meu pai. Queria poder abraça-lo, e como magica, esquecer tudo aquilo. Mas ao mesmo tempo, sentia aquela indignação por todo o ocorrido. Ainda era inacreditável, o que ele havia feito. Depois de tudo, e após uma briga, ele havia jurado que não faria de novo. Mas fez... E por mais que eu queira, não consigo esquecer, e muito menos, confiar novamente.

– Oi. – Cumprimentei tremula, e um pouco insegura.

– Oi. – Ele disse, após ficar me encarando, atônito.

– Não precisa mais se esconder... – Falei, depois de um minuto completo, o encarando séria. – Aqui é sua casa também. Já falei com os outros.

– O que? – Ele parecia surpreso, como se não tivesse prestado atenção nas minhas palavras.

– Não precisa ficar andando por aí... Evitando todo mundo. Volte pra casa. Ela também é sua. – Expliquei, e comecei a andar em direção ao carro de Jake. Meu lobinho veio atrás de mim, sem olhar para a cara de meu pai. Percebi que ele só “perdoaria” meu pai, quando eu o perdoar... Ou pelo menos, quando começar a agir normal, novamente.

– Renesmee, você...

– Vou conhecer minha casa nova. – Concluí firme e seriamente, interrompendo meu pai. Jake abriu a porta do carro pra mim, como sempre fez. Agradeci com um olhar. – Tchau, pai. – Falei, e entrei no Rabbit, enquanto ele me olhava curioso. Parecia tentar me entender. Minha mãe mantinha o escudo sobre mim.

– Tchau, filha. – Ele disse por fim, abaixando o olhar. Suspirei, engolindo o nó em minha garganta. Eu ainda não tinha esquecido o que ele fez, mas também não ia mais chorar por tal motivo. Tinha que continuar minha vida.

Senti o carro dar uma leve tremida, com o ronco motor.

– Você está bem? – Jake perguntou, apoiando sua mão sobre a minha. O olhei, sorrindo fracamente.

– Tô sim. – Respondi, lhe dando um beijo na bochecha. Meu amado ficou meio desconfiado, pois sabia que eu não estava completamente bem. Meu pai nos observou, e vi um grande arrependimento nos seus olhos. Respirei fundo, ignorando aquilo. Eu sabia que ele estava arrependido, mas não era o suficiente para eu confiar nele novamente.

Estava na hora de eu começar aquele nova fase de minha vida. Tinha que seguir em frente. Conhecer minha casa, e amar intensamente meu marido.