Notas iniciais
Primeiro capítulo da primeira história publicada, então, please, leiam com carinho, ok? #>w<#

Suspiro. Ano novo, vida nova, colégio novo. Para os mais velhos quem acaba de completar 15 anos e ainda tem muito que viver não tem problemas, certo? Errado. Desde pequena eu sempre ouvi de muitas pessoas, em sua grande maioria místicos como videntes, leitores de tarô e etc, que o casamento de meus pais, a vida que levávamos e até meu comportamento, ou seja, tudo que tínhamos ou éramos, e que nossa vida em si era muito invejada. Nunca acreditei ou mesmo me preocupei com isso, porém minha mãe sempre fora fã dessas “bobagens místicas”.

Nossa vida é muito confortável. Meu pai é um comandante da marinha mercante e minha mãe é uma professora que virou comerciante. E é aí, meu amigo, que você se pergunta o que é que tem de errado aí, mas calminha que já te conto o que revirou minha vidinha estável e super confortável.

Faz mais ou menos 1 ano que descobri minha maior inimiga, uma mulher chamada Jade. Eu não sabia quem era, onde morava ou mesmo o que fazia da vida, tudo que sabia era que no MSN seu nickname era esse. Jade mantinha conversas “calientes” com meu pai via internet já devia fazer uns 3 meses pelo histórico que li na época. Minha primeira reação, ao contrário do que eu imaginava, foi olhar para a tela do computador por uns bons minutos sem esboçar nenhuma reação. Eu não acreditava no que estava lendo. Meu peito doía e eu não entendia a mistura de sentimentos que se encontrava em meu peito. Minha segunda reação também contrária ao que eu acreditava ser a coisa certa a se fazer foi acobertar meu pai apagando todas as conversas gravadas naquele computador. Foi a primeira vez em que pensei que o ditado ”a ignorância é uma bênção” fosse realmente válido. A pior parte de toda essa história era que eu havia descoberto tudo por um mero “acidente”. Meu histórico estava sendo gravado por causa de uma aventura de RPG que posteriormente se tornaria uma história a ser publicada no blog do meu grupo online. O histórico dele e até o da minha mãe fora gravado. Na época eu ainda era muito bobinha e não havia feito isso com segundas intenções (na verdade eu nem sabia que essa função era válida para todas as contas), mas aos poucos minhas idéias começaram a mudar e eu decidi que queria saber até onde essa história poderia chegar.

Três meses depois minhas lágrimas haviam secado junto aos meus quilos extras e uma onda crescente de raiva dominava todos os meus sentidos. Eu não conseguia mais olhar para meu pai sem sentir nojo, raiva ou mágoa. A imagem de “pai herói” que ele mantinha e eu acreditava se quebrou em mil pedaços e a cada vez que ele beijava ou abraçava minha mãe enxergava uma faca se cravando nas costas dela. “Maldito mentiroso!” era tudo o que eu pensava. E em meio ao turbilhão de sentimentos eu sabia muito bem que o certo era deixar que eles se resolvessem como os adultos fazem, mas como trazer tudo isso a tona sem machucar minha mãe e estragar um casamento de 18 anos? Impossível.

Pouco tempo depois a situação começou a ficar insuportável para mim. Eu tinha vergonha de desabafar com amigos e os encontros haviam passado para o plano físico, o que me deixava cada vez mais culpada em relação a minha pobre mãe. Foi então que resolvi abrir o jogo para meu pai e revelar tudo o que sabia. Daí pra frente minha vida virou um completo desastre. Seu comportamento mudou drasticamente e o meu também, depois disso pouco nos falávamos e o clima ficava cada vez mais estranho, ele agora tinha medo de mim e, era assustador admitir mas, eu gostava disso.Cansei de esperar e de ver aquele teatrinho de família feliz e perfeita, pressionei o velho até que a verdade saísse de sua própria boca.Que merd* que eu fiz, me senti arrependida por um bom tempo, não pelo meu pai é claro. Minha mãe entrou em depressão e desenvolveu a crise do pânico. Foram os piores dias da minha vida. Mais alguns meses que não contei se passaram, ambos fizeram terapia, se trataram com médicos e no final das contas minha mãe acabou por perdoá-lo. E ambos viveram felizes para sempre. Quem dera...

Até quando essa brincadeira de casinha vai durar eu não sei. Ele alegou ser ninfomaníaco e ela acreditou. Ele disse estar doente e ela acreditou. Um místico desses disse que havia sido uma macumba de uma pessoa invejosa e ela acreditou. E esse mesmo místico disse também que jogaram uma macumba na filha pra que ficasse revoltada e contra o pai. Ah, cara! Fala sério! SERÁ QUE ELA ACREDITOU QUE IA SER PRECISO UMA MACUMBA PRA QUE EU PASSASSE A ODIÁ-LO? Porr*, não é preciso ter poderes mágicos e nem ser um gênio pra prever esse tipo de atitude...mas tudo bem, não sou eu quem vai pagar esse salafrário mesmo. É sempre mais fácil acreditar naquilo que queremos do que aceitar os fatos.

Resumindo os fatos até agora: minha mãe tão doce e inocente conseguiu perdoar e eu, apesar de não ter que meter o bedelho na história, ainda o odeio e não consigo olhar pra cara dele sem sentir nojo/raiva/mágoa/desconfiança/whatever. Nossa relação está se deteriorando e para compensar ele acha que me dando dinheiro ou me enchendo de presentes vai conseguir conquistar ou comprar, ou sei lá o que, minha confiança outra vez. Então para deixar minha pobre e doce mãe feliz e sem ter seus famosos ataques de pânico eu simplesmente dou um sorriso amarelo e aceito tudo, inclusive dar um abraço nele de vez em quando. Felizmente eu tenho planos para o meu futuro e agora, quase um ano depois tudo o que eu quero é sumir. Não consigo mais suportar a brincadeira de família feliz, então como diz outro ditado: “Os incomodados que se mudem” e é exatamente isso que eu pretendo. Ah, suspiro, nada melhor do que ter um parente nos States pra cooperar com você nessas horas...

Notas finais
Por favor deixem reviews! Quero críticas(construtivas, por favor!) e sugestões!Quero saber se gostaram do capítulo, da narrativa, da personagem, tudo! Sei que este capítulo está meio paradinho, mas prometo que a ação já está chegando! x3
Thankx a lot! Kissus! =*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.