Uma História para Recordar. ~ HIATUS~

4 Capítulo 3 - O destino te leva a vários lugares.


Notas iniciais
Olá meus amores. Estou mais do que sumida, eu desapareci. Ta cada vez mais difícil escrever, mas eu sempre busco forças, mesmo que demore, para postar mais um capitulo para vocês. Espero que gostem deste capitulo. Boa Leitura.

Procurei-a na pequena multidão de familiares espalhadas pela sala, porém não a avistei e a dor que senti ao perceber as palavras que havia dito vieram como um nocaute em meu peito. Era claro que nossos corpos ainda estavam fragmentados. Que mesmo com toda a distancia dos anos, o passado ainda deixara sua marca em nós. E não seria o presente que a arrancaria por completo, porque não eramos mais um, não eramos mais aquele casal de adolescentes imaturos que não pensam em nada a não ser o quanto a possibilidade de arriscar iria ser satisfatória. Não eramos mais Jacob e Helena. Éramos somente dois desconhecidos que a vida tratou de apresentar. Completos estranhos que partilharam de momentos juntos, que vivenciaram de tudo que lhes foi dado até que nada se sobrou. Apenas o estranhamento passageiro, que de passageiro não tinha nada.

O barulho dentro da casa se tornou insuportável e todos os rostos ali presentes começavam a me dar náuseas. Em nenhum olho estava o olhar que me mostrava o infinito, nenhum traço me levava até as suas curvas e nenhum lábio mostrava-me o riacho úmido de seu mel. Ela não estava ali e o sentimento de perda se alojou em mim. Eu havia a deixado ir e não havia sentido o seu toque por tempo suficiente para o poder recordar. Eu o sentia. Sentia queimar, mas não o suficiente para fazer o meu corpo entrar em chamas.

Com os olhos marejados eu segui em direção a porta. Precisava de ar. Não entendia o porque de todos a minha volta estarem rindo quando ela, o motivo da festa, havia partido.

Cheguei ao lado de fora e a sua visão veio juntamente com a brisa fria da noite. Não havia lua no céu naquela noite, mas os céus contemplavam o seu corpo banhando-o com o luar. Ela estava de costas para mim e, até então não havia se dado conta de como eu a observava. Seus cabelos negros ruflavam ao vento como ondas, seus braços envolta de seu corpo, abraçando-o a pedido de conforto. Ela estava linda, mesmo em sua tristeza. Era a visão mais linda que meus olhos já viram. Era por ela que meu coração batia. E eu sabia que havia esperado tempo demais por aquele momento. Onde ela estava ali, não em meus braços, mas estava de volta em minha vida e eu faria de tudo para que ela se transformasse novamente em tudo o que eu existia.

Me atrevi a andar. Dei um passo a mais em sua direção tão lentamente, tão doloroso... Meu coração batia com tanta urgência que tive medo de que ela pudesse escuta-lo. O sangue fervilhava em minha veia, trazendo-me pensamentos que se misturavam com o passado. Lembrei-me do penhasco de La Push, onde nós nos recolhíamos escondidos ao anoitecer. Lembrei-me dela visualizando o mar com seus olhos cristalinos, tão esperançosos como os meus naquele momento. Ela estava feliz em meus braços, mas mesmo assim eu a fiz infeliz e a deixei ir.

– Me desculpe. – Meus lábios murmuraram na quietude da noite. E então ela se voltou para mim. E senti dor ao ver o quanto seus olhos se mostravam tristes.

– O que está fazendo aqui, Black? – Ela falou com impaciência. – Há quanto tempo está me observando?

– Não tem muito tempo. – Eu falei pausadamente para não gaguejar. – Eu estava vendo você dançando e por um momento você sumiu...

– Você não deveria estar aqui. Não era para você ter ficado. Você deveria ter ido embora quando teve chance.

– Por que está falando isso? Quando você mesma sorriu quando eu fiquei? – Perguntei sem entender.

– Porque isso está errado. – Foi tudo que ela disse.

– O que está errado, Helena? – Perguntei.

– Eu estar aqui. Isso foi a coisa mais errada que eu fiz. – Ela falou. – Me tire daqui, Jacob. Eu quero ir embora. – Estava escuro, mas eu conseguia ver o brilho das lágrimas rasgando o seu rosto.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei me aproximando.

– Só me tire daqui.

Atendendo ao seu pedido, eu a segurei pelo braço sentindo a gelidez de sua pele e também sua maciez. Naquele instante eu só quis tirar toda a dor que ela estava sentindo. Queria abraça-la e roubar toda a sua tristeza.

Eu estava sem carro e ela saiba disso. Quando pensei em argumentar, ela me mostrou em suas mãos, o pequeno chaveiro de Bella.

– Eu peguei a chave do carro de minha irmã. Vamos? – Ela abriu um sorriso forçado, porém lindo.

Entramos na Mercedes Guardian preta de Bella. Eu dirigia pela cidade de Forks seguindo para lugar algum enquanto Helena olhava para o nada, quieta.

– Para onde quer ir? – Perguntei, olhando-a esperando uma resposta.

– Para nenhum lugar em especial. – Ela abriu um sorriso lindo, e era como se, a vitalidade houvesse reinado em seu rosto. – Só acelera esse carro porque se ele vai a mais de 200 km/h não é para você dirigir a 40. – Ela sorriu.

– O que? – Perguntei sem entender e ao mesmo tempo sua reação louca me alegrou.

– Só dirige, Black. Eu só quero sentir a adrenalina de quando se está perto de morrer. – Ela bagunçou os cabelos, como se estivesse se preparando para a sensação.

– Se é isso que você quer. – Pisei no acelerador.

Helena e eu tínhamos em comum a paixão endoidecida por adrenalina. Mas, com Helena era diferente. Era como se ela tivesse que experimentar porções demasiadas daquela sensação. Como se só ali, nos momentos de perigo ela se sentisse finalmente viva para conseguir sentir a morte. E eu amava isso nela. Amava o jeito louco que ela gostava de viver.

– Você ainda está me achando muito madura? – Ela perguntou quase gritando, tentando lutar com o barulho do motor.

– Para dizer a verdade... Sim. – Brinquei.

– Black, Black... Não me subestime. – Ela riu, como se eu tivesse dito algo errado. Nós riamos, brincávamos e conversávamos tão abertamente sobre nada que os anos que nos separaram pareciam se juntar em um encaixe naquele momento. Não existiam anos naquela hora. Não existia o passado amargo em nossos lábios. Apenas sorrisos. Alegres sorrisos que eram presentados com o presente.

– Ainda existem rachas por aqui? – Ela me perguntou.

– Eu não sei. Parei de participar deles há muitos anos. – Contei.

– Quando eu falei que você tinha virado um velhote, eu não mentia. – Ela brincou. – A Leahbisgoia te modificou muito. Você não me parece mais o cara descolado por quem me apaixonei. – Ela colocou as mãos em sua boca, surpresa por suas próprias palavras.

Meu coração saltou quando suas palavras chegaram aos meus ouvidos. Meu peito palpitou e queimou como se uma nova chama tivesse sido acesa. O sorriso que se abriu em meu lábio foi inevitável.

– Não precisa ficar se achando. – Ela disse envergonhada. – Eu não curto caras certinhos.

– E eu sou certinho para você? – Perguntei.

– Certinho demais. – Ela falou aquilo e meu sorriso morreu. Por mais que no fundo, talvez o que ela tinha acabado de dizer fosse mentira, me doeu.

– O Black que eu conheci nunca vestiria blusa social. – Ela riu. – E sem falar que ele já teria me beijado a muito tempo. – Eu freei o carro.

O brilho de seus olhos se esvaeceu quando nossos olhares se encontraram. O silêncio nos engoliu na calada da noite e o som ritmizado de nossos corações soavam como tambores. E mais uma vez eu ousei em me aproximar. E era como se algo mais forte do que nós nos prendesse naquele momento. O infinito das dimensões havia aberto um buraco, e o mesmo nos teletransportava para vários anos atrás. Nos levando ao passado e à aquele presente. Estávamos sendo balançados por aquelas ondas, que nos jogavam ao encontro das pedras e que também nos distanciavam do horizonte.

Estávamos tão próximos um do outro e mesmo assim eu sentia como se estivéssemos distantes. E eu queria beija-la, mas o misto estranho do desconhecido me fazia parar para pensar, quando na verdade o que eu mais queria era mergulhar meus lábios nos seus e sentir o gosto doce, refrescante e até um pouco picante dos seus lábios. Mas algo me dizia e até gritava dentro de mim dizendo-me para conhece-la. Para experimentá-la novamente como se a mesma tivesse muito mais sabores para me oferecer. Que ela tinha muito mais para me ensinar e eu muito mais para conhecer.E eu me afastei contra gosto de seus lábios. Vendo o brilho fosco de decepção a assolar.

– Vamos para La Push. – Ela quase exigiu quando o nosso silêncio se tornou demais.

Minhas mãos tocaram o volante e distanciando meu olhar de seus olhos, eu comecei a dirigir.

Notas finais
Meninas o que acharam? A fic ainda está lenta, mas daqui a pouco Helena irá começar a pirar do jeito que eu gosto kkk Espero que tenham gostado. Me mandem comentários. Até o próximo capitulo... Beijinhos... By: Milleyd
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.