Uma História de Hogwarts: O Livro de Merlin
2 Capítulo 2
Notas iniciais
_Nicole_
– Filha, eu tenho que te falar uma coisa — Disse Meu pai me olhando séria — Eu sei que sente falta da sua mãe, e que faz apenas um mês que ela faleceu. Mas eu achei melhor, te colocar em um lugar para esquecer um pouco isso tudo, e também como você não tem mais sua mãe para lhe ensinar magia, Eu irei te colocar em Hogwarts. Eu sei que você não pode gostar...
– Hogwarts pai? — Eu disse surpresa — Claro que eu vou gostar! Mas...
– Mas nada! Eu sei que sua mãe não queria, mas é perigoso em todo o tipo de lugar. Por isso quero que entre em hogwarts, quero que aprenda a se defender. — ele deu uma pausa, e começou a chorar — Eu sei que posso está arriscando a vida da minha única filhinha, mas eu sei que não estará segura comigo. Sou apenas um trouxa...
– Mas pai, não estou segura de quê?
– Eu não sei... Sua mãe nunca me contou, apenas sei que agora estão atrás de você...
– Pai eu te amo...! — disse o abraçando, secando suas lágrimas.
Eu lembro da minha mãe me dizendo que se ela morresse, eu teria que obedecer o papai, qualquer que fosse a sua ordem. "Ele irá te proteger, ele sabe o que está fazendo!" As palavras dela passaram em minha cabeça.
Eu fui burra em não acreditar em minha mãe, ela dizia que me proteger, e agora ela se foi. Me arrependo muito de não ter escudo-a.
_***_
_Narrador_
Um ano atrás, em meio de uma nevasca, os Travers estavam reunidos na mesa para a sua tradicional ceia de Natal.
– O que pediu para o Papai Noel Filha? — Disse o Sr. Traver quebrando o silêncio.
Nicole olhou para ele, seu pai nunca deixava de falar sobre Papai Noel para ela, mesmo ela não acreditando mais.
– Pai, eu não sou mais criança! — Disse ela — E eu sei que o Noel não existe!
– Como você sabe!? Não tem provas de sua existência, mas não quer dizer que não existe. Não pode parar de acreditar.
Ela revirou os olhos, seu pai era um trouxa e a fazia acreditar nas suas lendas de trouxas.
Sra. Traver deu um sorriso, ela adorava a grande imaginação que John queria passar para a filha.
– Sabe Pai... — Disse Nicole — Eu acho que pediria para o Papai Noel, Fazer minha mãe tomar vergonha na cara e me deixar ir para Hogwarts!
Ela falou tão determinada, com uma raiva em si, que as luzes começaram a piscar, cada vez mais até que tudo ficou apagado.
Senhor e Senhora Travers se olharam surpresos, nunca haviam visto a filha falar daquela forma, e nem se ligaram o estrago que a filha fez com a eletricidade.
– Lumos Solem! — Disse Sra. Travers apontando a varinha para a lâmpada.
– Nicole eu já te falei que lá é perigoso!
– Será que o Meu Perigo é Hogwarts Ou Você!? — Disse ela com raiva batendo os braços na mesa.
No mesmo instante a lâmpada se espatifou. Nicole se levantou da mesa e saiu da sala de Jantar.
– Isso vá para o seu quarto! E só volte de lá quando pensar direitinho de como falou comigo! — Gritou Sua mãe.
Ela olhou para Jonathan, e começou a chorar. Ele veio a cobriu com um abraço.
– Eu queria! Eu queria que ela conhecesse aquele lugar! — Disse ela chorando — Para que ela pode-se sentir aquela magia toda, queria levá-la para o Beco Diagonal, queria que ela fosse para Grifinória também, mas não posso! Não posso arriscar perdê-la! Se ela for, ele não vai não pensar duas vezes e não pegar ela! Ele vai fazer isso para me torturar como sempre fez!
Nicole estava escutando sua mãe por trás da parede. Estava ficando mais confusa, quem seria esse "Ele" e por que faria alguma coisa em mim para torturar minha mãe. Estava com muita raiva e preferiu não acreditar, sabia que aquilo era apenas drama de sua mãe. Ela sabia que o verdadeiro motivo de sua mãe não deixá-la ir era porque ela era super protetora e não conseguiria me deixar dormir num lugar por alguns meses para estudar.
Ela correu pelas as escadas e foi para o quarto de sua mãe, abriu o armário em procura de uma caixa preta. Quando-a encontrou jogou a caixa na parede, quebrando a fechadura, pegou sua varinha. Foi para o seu quarto e se trancou. Apagou a luz e começou a a fazer brasas saírem da varinha, e logo adormeceu.
_***_
_Nicole_
[...]
– Filha!? Está pronta? — Disse Meu Pai batendo do outro lado da porta.
– Estou sim! Já desço! – Eu disse, enquanto fechava minha mala.
Puxava minha mala enquanto descias a escada, indo em direção a sala de estar. Havia passado mais de um mês de meu aniversário de quatorze anos, meu pai havia me convencido há me matricular em Hogwarts, o que era meu sonho desde antes de completar onze anos. Meu pai me revelou também, que eu tinha tios, e uma prima, Bruxos. Meu pai contou toda a nossa história para eles, a Lucian, irmã da minha mãe, ficou arrasada quando soube de seu falecimento, e aceitou a proposta do meu pai. Que era de me fazer passar uma semana na casa dos meus tios, aprender um pouco sobre o mundo mágico, e me levarem a Hogwarts, Junto com a minha prima, Camille, que aparentemente, iria cursar o mesmo ano em Hogwarts que eu.
– Pronta? – Perguntou meu pai, pegando as chaves do carro.
– Desde os meus onze anos! Desde os onze, pai! – Eu disse, acho eu, que com o maior sorriso do mundo.
Coloquei minha mala, no porta malas do carro, e me sentei no banco do carona.
– Eu não sei como eu vou deixar meu bebezinho, ir para um internato mágico por alguns meses, longe de mim... – disse meu pai
– Pai, eu não sou um bebê!
– Para mim você é! – Ele disse rindo – Mas sério, eu vou sentir a sua falta nesses meses.
– Eu também pai! – disse dando um beijo em sua bochecha, enquanto dirigia.
– Preparada para a reunião com a diretora?
– O QUE? – Gritei – REUNIÃO COM DIRETORA?
– Sim... A Minerva, aquela senhora amigável, que você fez um teste, para ver se você entraria no primeiro ou no quarto ano.
Me lembrei que há algumas semanas atrás, eu tinha feito um teste de magia com uma senhora. Tive que realizar alguns feitiços, poções, e transfigurar alguns objetos. Só que eu não sabia que ela era a diretora da escola. No final, Ela havia me dito que eu tinha me saído muito bem, só que não tinha muito contato com história da magia e algumas outras matérias. Então ela resolveu que eu iria cursar o 4° ano, só que com algumas aulas para reforçar os quatro anos de aulas perdidas.
– Ah sim! A McGonagall – disse – Ela parece ser legal...
– Sim, verdade...
[...]
_Narrador_
O Sr. Traver, estacionou em frente a porta da casa dos cunhados, Nicole saiu correndo do carro, e seu pai pegou sua mala.
– Seja Bem-Vinda Nic – Disse Lucian
Nicole estranhou ser chamada de Nic, pela a sua tia que acabará de conhecer.
– Obrigada Tia! – Nicole se virou ao seu pai – Eu te amo pai! Vou sentir a sua falta!
Eles se abraçaram, e o Sr. Traver foi embora aos soluços, era a primeira vez que ficaria longe de sua filha.
– Nic, se importaria em dividir o quarto com sua prima? — Disse Lucian
– Não tia, tudo bem...
– Vamos lá?
Nicole concordou com a cabeça, e sua tia a levou para o quarto em que passaria a semana, dividindo com sua prima. Quando chegaram, as duas encontraram Camille, deitada na cama lendo.
– Filha, essa é sua prima, Nicole... – disse Lucian
Camille guardou o livro e se levantou da cama, com um sorriso que Nicole não sabia se era amigável ou maligno.
– Prazer Nicole, Eu sou sua prima, Camille.
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