Uma História de Hogwarts: O Livro de Merlin
11 Capítulo 11
POV Bruno
Acordei quando senti alguns pingos de água caírem em minha cabeça. Minha visão estava um pouco embaçada, mas pude perceber que estava em um lugar parecido com uma caverna. O chão feito de rochas, meio úmido, com grades na minha frente.
Fiquei desesperado quando as vi. Tentei procurar minha varinha mas não estava lá. Por Merlin, onde é que eu estava!?
Tentei milhões de vezes passar por aquelas grades, mas sem sucesso.
Do outro lado da cela, vi que tinha água, bastante, provavelmente estávamos em uma caverna perto do mar.
Onde será que estava Nic? Comecei a ficar preocupado. Será que ela estava bem? Tinha que falar com ela, tinha que achá-la.
Tentei de tudo. Mas ainda tentava, tinha que sair dali. Não sabia onde estava, o que estava acontecendo. Acredito que tinham se passado duas horas, quando desisti. Não sei por que estava muito cansado, minhas pálpebras imploravam para que eu as fechasse. Sentei, e me encostei na parede. Mesmo com a fome me impedindo, fechei os olhos, e cai no sono.
POV Victor
[No dia anterior]
Sabia que se qualquer um que descobrisse isso, acabaria com a minha reputação. Era nojento, errado, eu não podia gostar de um garoto. Principalmente de uma "bicha" ridícula como ele.
Aquela bicha ridícula, com os olhos e o sorriso mais lindo do mundo. E aqueles lábios que faziam me arrepiar só de pensar.
– Porra Victor! Seja menas! — Disse em voz alta.
Eu era doido em mandar aquela carta. Mas não aguentava mais, precisava dele.
POV Hugo
[No dia Anterior]
Algo batia ferozmente em minha janela. Era a puta de uma coruja, que estava quase quebrando o vidro.
– Já vai, buceta! — Disse enquanto me levantava e ia em sua direção.
Aquela coruja era familiar, bastante. Peguei a carta do seu bico. Fui a cozinha e peguei um prato de qualquer coisa e deixei ela comer.
Fui em direção à sala, enquanto observava a carta. Era de Victor. Mas estranho impossível.
Me desculpa, por tudo. Eu não sei onde estava com a cabeça. É algo novo para mim. Você não deve entender. E isso pode acabar com tudo que tenho construído desde sempre. E meus pais também não aceitariam. Mas Hugo, eu não me importo. Eu quero você para mim. Não consigo passar uma noite sem pensar em você, sem pensar naquele beijo.
Preciso te encontrar.
Estou indo para seu chalé amanhã.
–Victor
Eu estava com a vontade de sair pulando, e dar no meio da cara daquele garoto.
– Camille! Nic! — Precisava falar com elas.
Nenhuma das duas responderam. Fui andando para seus quartos, quando vi a vaca da Amy, saindo do quarto dela, apontando uma varinha para mim.
– Tá na hora de mimir Hugo — Disse ela sorrindo
– Oh puta, abaixa essa varinha. Tá achando que eu sou tuas negas!? — Tentei o mais rápido que consegui pegar minha varinha. Mas em vão.
Senti uma surra na cabeça, e comecei a me desligar de meu corpo.
POV Bruno
[Dias atrás]
Estava no meio da torre de astronomia, de volta a hogwarts. Nic estava sentada ao meu lado. Ela estava deslumbrante. Me olhava com aquela cara dela, aquele sorriso fofo, e aqueles olhos, os quais eu ficasse olhando por muito tempo me perderia facilmente.
– Eu te amo. — Disse. Não sei o motivo. Por alguma razão, as palavras escaparam do meu corpo.
– Eu também te amo Bruno. — Disse ela — Não que você não saiba, mas você me completa. Você é meu tudo.
Não conseguia parar de sorrir. Ela deitou, tentando observar as estrelas. Deitei ao seu lado, quando ela me surpreendeu, quando foi deitar de lado e começou a passar a mão em meu cabelo. Aproximei meus lábios dos dela, lhe dei um beijo, lento e suave.
Eu estava muito apaixonado por ela, e não tinha a noção do tamanho disso.
[Dias atuais]
Aquele dia não saia da minha cabeça, se minha Nic estivesse em perigo, e eu não pudesse fazer nada. Aquilo estava me deixando péssimo. Precisava dela, precisava encontrar ela.
Procurei algum lugar, qualquer lugar que desse para eu abrir.
Devo ter ficado uns dez minutos vendo cada lugar com detalhe da minha cela.
Pronto!
Na grade havia uma parte na ponta de terra. Se eu conseguisse tirá-la, poderia empurrar a grade, até conseguir sair.
Nic, onde quer que você esteja. Eu já estou indo
POV Hugo
– AMY SUA FILHA DE UMA PUTA ME TIRA DAQUI — Gritei em vão
Não tinha ninguém ali. Eu estava quase tendo um ataque ali mesmo. Queria acabar com tudo.
Mas isso tudo afirmava aquilo que eu vinha pensando. Amy é WL. Aquela piranha vai ser queimada viva. Só espera eu sair daqui.
[...]
POV Bruno
Fiquei quase uma hora tentando cavar aquele buraco, até conseguir fazer um buraco decente para eu conseguir empurra a grade.
Quando fiquei do outro lado, sai correndo procurando por Nic.
Não tinha quase nada lá, além de rochas, e água. Vi que na minha frente tinha outra cela, fui correndo em sua direção, na esperança que Nicole estivesse lá. Mas era apenas Hugo.
– BRUNO! — Disse ele — Por Merlin, me tira daqui. Preciso matar a puta da Amy.
– O que!?
– Amy é WL.
Foi quando minha ficha caiu. E um ódio começou a ferver no meu corpo.
– Deixa que eu vou matá-la primeiro — Disse
– Mas como você vai me tirar daqui!? — Perguntou ele
Realmente não tinha nenhuma parte de terra.
– Eu sei como. — Uma voz familiar veio em nossa direção.
Victor Lightwood
POV Hugo
Não era possível. Não tinha como ser real. Victor estava lá.
– Quando eu vi que não tinha ninguém no Chalé. Comecei a ficar preocupado. Com medo que tivesse acontecido algo com você. Pensei em aparatar, mas não conseguia pensar em nada, em nenhum lugar, só você. Ai parei aqui. — Disse Victor.
Ele tirou a varinha do bolso, e lançou um feitiço na grade, que a fez explodir.
Não sei por que, mas quando sai, fui correndo abraçar ele. Eu estava tão bem agora, conseguia sentir seu calor, e escutar seu coração bater. Eu estava seguro com ele.
– Precisamos achar as meninas — Disse
– Mas onde será que elas estão!? — Perguntei
– Precisamos de um grande ajuda. — Disse
– Elas não estão na terra. — Disse alguém com a voz fraca — Preciso da ajuda de vocês para salvá-las e salvar o mundo mágico.
Era um senhor, com vestes longas e desgastadas. Parecia ter mais de uns cem anos.
– E quem seria o senhor? — Perguntei.
– Merlin, meu caro.
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