Uma História Por Trás De Soul Eater
12 Capítulo 12 - Uma perda
Notas iniciais
– Maka, eu queria esperar mais para te contar, mas agora acho que seria melhor te contar logo. – ele ficou de cabeça baixa com o olhar perdido.
– Me contar algo?
– Sim. – ele levantou a cabeça, olhou para Maka e sentou no sofá. Maka também sentou – Depois da batalha contra Kishin, quando eu fiquei hospitalizado, fiz alguns exames. – ele respirou fundo – Um deles mostrou que havia insanidade se espalhando pelo meu corpo e me afetando fisicamente. Em vez de afetar a mente, a insanidade está destruindo meu corpo.
– Mas você pode se tratar, certo? Pode se curar, né? – Maka estava assustada com a situação
– Não, pois quando fiz o exame, já estava em um ponto que nem com a magia da Kim seria possível curar.
– Então você vai ficar doente pelo resto da vida?
– Sim, mas não do jeito como você está pensando.
– Como assim?
– Meu corpo está sendo pouco a pouco destruído. A partir do exame, os médicos... – era doloroso dizer algo assim – Eles estimaram que eu tivesse mais quatro meses de vida.
– Quatro meses? – lagrimas caíram dos olhos de Maka – Mas já se passou quase dois meses, então... – ela abraçou Stein o mais forte que pôde. Stein acariciava seu cabelo. Os dois ficaram assim por um momento e Maka chorava cada vez mais – Não pode ser! Não me deixe! Por favor...
– Maka...
– Eu... Eu vou ficar ao teu lado, eu vou ficar com você durante esse tempo, eu prometo.
– Maka... – ele enxugou as lagrimas no rosto dela e segurou suas mãos – Obrigado. Eu te amo.
– Eu te amo mais, muito mais!
Stein estava feliz pelas palavras e triste pela situação. A dor que os dois sentiam era algo indescritível. Aproveitar o maior tempo possível juntos era o melhor que eles poderiam fazer. Eles demoraram um pouco para se acalmar, principalmente Maka.
– Quem mais sabe sobre isso? – perguntou Maka
– Hum...Teu pai... O Kid, claro... e o Soul.
– O Soul?
– Como você acha que eu o convenci a deixar você e eu ficarmos juntos?
– Faz sentido... – Maka riu – Parecia mesmo que ele tava tentado se controlar esse tempo todo.
Dia após dia, as dores ficaram cada vez mais fortes e frequentes. Stein parou de dar aulas. Maka e Spirit estavam sempre visitando ele. As pernas foram as primeiras a serem atingidas fazendo com que ele ficasse com dificuldade para andar. De vez em quando eles saiam para passear e aproveitar o dia. Certa vez eles foram para o mesmo lugar onde tinham ido quando estavam treinando em grupo. Ali perto tinha um espaço com uma bela vista da cidade. O vento refrescava aquela tarde ensolarada. Os dois apreciaram o pôr do sol e compartilharam a alegria de estar ao lado da pessoa amada.
Faltando duas semanas para completar os quatro meses Stein teve que ser internado. Ele teve duas crises que fez com que pensassem que ele não resistiria, mas ainda não tinha chegado sua hora. Ele passou mais três semanas no hospital.Todos estavam preocupados, principalmente Maka, claro. Ela estava em casa quando recebeu uma ligação de seu pai: “Desculpe, ele não resistiu a mais uma crise.”. Maka não suportou ouvir essas palavras, ela ficou paralisada e deixou o telefone cair fazendo barulho.
– Maka o que foi? – Soul entrou correndo na sala e encontrou Maka ajoelhada no chão. Ele pegou o telefone e conferiu se ainda tinha alguém na linha, mas não tinha – Maka... O que aconteceu? – ele sentou ao lado dela e abraçou-a
– Soul... – ela soluçava por causa do choro – Me leva lá? Me leva no hospital? Eu preciso ir...
– Maka, calma! – ele enxugou o rosto dela – Acho melhor você ficar aqui mais um pouco e se acalmar. Depois você vai lá.
– Não, que quero ir agora.
– Não, me escuta, vai tomar um banho e se acalmar. Enquanto isso eu vou falar com seu pai.
Assim ela foi tomar banho e se arrumar. Soul ligou para Spirit, ele contou o que havia acontecido. Ele também pediu para que Soul não deixasse Maka ir ao hospital, que era para esperar pelo funeral. Foi difícil, mas Soul conseguiu manter ela em casa.
Eles logo fizeram o funeral. O dia estava nublado, como se também lamentasse o que aconteceu. Maka estava inconsolável. Todos estavam presentes para se despedir do grande professor, talvez até o melhor professor que a Shibusen já teve.
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