Uma História Não Contada
1 O Policial
Era um simples homem, que ninguém nunca reparou. Usava o mesmo uniforme que muitos outros: calça militar, colete, botas, máscara de gás, luvas de couro, capacete balístico, arma longa empunhada. Nunca ninguém o havia visto como único, ele era como todos os outros que estavam ali. Decidiu quando pequeno que seguiria a profissão de policial, após chegar uma vez em casa e encontrar o pai chorando em um canto, pois haviam assaltado a mãe, e ela, defendendo-se dos marginais, foi cruelmente assassinada. Ele sempre se esforçou, principalmente para esquecer aquilo que lhe ocorrera. Tal fato ocupara-se de sua mente por muito tempo, chegou a ficar insano por vários dias antes de tornar tal decisão realidade. Pensava que talvez pudesse fazer a diferença e impedir que isso ocorresse com qualquer outra pessoa. Hoje luta por você e por mim.
Mas o que não podia esperar era o que estava por vir, tão perto quanto pudesse imaginar. Durante uma missão contra os Ajin, este policial, entre tantos outros, fora atingido por tiros na região do abdômen. A arma que os Ajin utilizavam era um fuzil de calibre .762, e o colete balístico, de nível 2, não conseguira aguentar o impacto. Ele caiu ao chão agonizando, fora levado ao hospital. Estava internado. Ele morreu.
Porém, logo voltou à vida. Percebeu então, que era um dos que o haviam matado. Tentou se matar de novo. Interminavelmente. Agonizantemente. Sem sucesso.
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