Notas iniciais
Oi meu amores, esse capitulo é tenso kkk prontas pra descobrirem os problemas de Jacob? Aposto que irão se surpreender kkkk enfim né... como ta tarde, nem olhei se tem erro de ortografia entao... Boa Leitura! Beijinhos

Pov. Jacob

Ouvi os passos de todos os Cullen saindo sorrateiramente de casa, deixando eu e minha pequena sozinhos. Eu agradeci mentalmente por isso, mesmo sabendo que Edward não queria nos deixar sozinhos, com medo de que eu falasse algo pra Nessie. Mesmo eu querendo, eu não ia falar. Pois eu sabia o que aconteceria caso eu abrisse a boca. E no momento, eu estava com uma raiva tremenda de Edward.

Nessie estava sentada na beirada da cama, de costas pra mim, como se evitasse olhar em meus olhos. E automaticamente, meu cérebro me fez pensar que ela estava com raiva de mim. O barulho de seus soluços ecoavam pelo quarto, me destruindo de dentro pra fora. Permaneci um tempo parado perto da porta, respirando fundo. Ness e eu jamais brigamos desde que ela nasceu, mas sabia que tinha uma grande probabilidade de isso acontecer agora.

Andei a passos lentos até minha pequena, sentindo ambas nossas respirações pesarem drasticamente. Cheguei ao seu lado, e Ness virou o rosto para a janela, não permitindo eu enxergar seus olhos que eu tanto amo.

– Posso sentar? – Minha voz saiu estranhamente baixa, quase em um sussurro. Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça. Não podia falar a verdade, mas também não queria que Nessie pensasse que eu não quero ter filhos com ela. Ouvi um suspiro longo de Nessie, interrompido por outro soluço. E logo, ela assentiu minimamente com a cabeça.

Sentei nem tão perto, e nem tão longe. O suficiente para conseguir sentir Nessie ao meu lado, sem meu corpo começar a dar sinais de “tortura” por nossa distância. Nessie não olhava pra mim. Fixava seu olhar e talvez seu pensamento em algum lugar distante, perto da grande janela de vidro do, até então, nosso quarto. Na qual a fria chuva de Forks batucava com raiva, e ao mesmo tempo com serenidade. Comecei a me perguntar se Nessie também controlava a agua, porque naquele momento, a chuva estava bem parecida com seus estado emocional. Mas afastei esse pensamento, porque sabia que era loucura.

– Renesmee, eu... Aquilo que o Sheldon falou não é verdade. – Afirmei com medo de ela não acreditar em minhas palavras. Minha voz continha um pouco de desespero. – Sei que eu ando estranho ultimamente em relação a esse assunto, mas... – Parei de falar, sabendo que não podia revelar a verdade. – Não é com você... – Parei de falar novamente, sendo surpreendido pela mão quente de Ness se entrelaçando com a minha, mesmo que ela ainda não olhasse em meus olhos. A mão que continha nosso anel de noivado. Senti um pequeno alivio por ele ainda estar ali.

Nessie só ficava encarando nossas mãos, enquanto segurava uma possível cachoeira de lágrimas. A observei por um instante, tentando enxergar seus olhos, porém ela simplesmente encostou sua testa em meu ombro, respirando fundo, como se absorvesse o cheiro de minha pele. Me ajeitei, e fui mais para seu lado, finalmente sentindo os deliciosos arrepios de ter sua pele branca como a neve encostar-se a minha.

Com a mão livre, meu amor limpou uma lágrima solitária que desceu por seu rosto, enquanto com a outra, segurava firme minha mão, como se tivesse medo de soltar. Apoiei minha cabeça por cima da sua.

– Olha, Ness... Eu te amo, e desculpa se te magoei. – Beijei o topo de sua cabeça, e Ness soltou um ruído, e logo lágrimas e mais lagrimas. – Sei que você está com raiva de mim...

– Não. – Ela me interrompeu chorando, e passou os braços por meu pescoço. Instantaneamente, nos abraçamos. Lhe dei um selinho rápido, me afundei em seus cabelos ruivos cor de fogo. Mesmo assim, ainda não tinha conseguido olhar e seus olhos. – Não estou com raiva de você, meu amor. – Ness chorou, e mesmo triste por vê-la daquele jeito, fiquei feliz por ela não estar com raiva de mim. – Não posso ter raiva de você, se não quer filhos.

– Mas eu quero fi... – Quando eu ia falar, Ness inclinou a cabeça pra trás e olhou no fundo dos meus olhos. E foi aí que eu vi... Culpa?

– A culpa é minha. – Ness soluçou, cobrindo seu rosto com as mãozinhas perfeitas de pianista. – Eu não sou normal. Não posso te dar filhos normais... Isso me mata por dentro, mas por favor não me deixe...

– A culpa não é sua, pequena. – Falei indo lhe abraçar, mas ela não deixou.

– É sim. Não posso ter filhos... Ou melhor, até posso, mas não sabemos como vão ser, e..... Se você quiser a gente adota, ou... A gente nem tem filhos... Vamos casar, e ser só nós dois.... Faço tudo o que você quiser, mas por favor.... Não me deixe, Jake. – Nessie falou tudo rápido demais, e quando ouvi seu pedido, olhando naqueles olhos chocolates, meio vermelhos devido ao choro, a única coisa que fiz foi a beijar da forma mais devotada e apaixonada possível.

Senti que se eu não tocasse naqueles deliciosos lábios de morango o mais rápido possível, iria explodir. Lhe dei um selinho demorado, passando meus braços por sua fina cintura, me aproximando mais e mais. Comecei a induzir o beijo, de uma forma ansiosa, descolando e colando nossos lábios repetidas vezes. Como se eu dependesse daquilo pra viver. E eu realmente dependo.

No início, minha pequena ficou sem reação, mas logo começou a subir com suas mãos desde minha barriga, até meu peito, lentamente, causando-me arrepios. Chegou até meu pescoço, e agarrou meus cabelos com ansiedade, do mesmo jeito que nos beijávamos.

Nossos lábios se moldavam com lentidão e ansiedade ao mesmo tempo, me causando as conhecidas sensações de quando eu ficava perto de meu amor. O gosto de morango inebriante de minha pequena era tão delicioso, me deixando mais ansioso por ela. Por nós.

As lagrimas dela se misturavam com o beijo, o deixando triste de certa forma. Ness me beijava como se tivesse medo de me perder. Ela nunca iria me perder.

Lentamente, nossas línguas dançavam em nossas bocas, trocando caricias deliciosas. Puxei minha pequena par o meu colo, segurando sua coxa. Nessie arfou, ao sentir meu toque, e logo, continuamos nos beijando, com ânsia de um amor intensamente correspondido.

– Eu nunca.... Nunca vou te deixar. – Afirmei ofegante com nossas testas coladas. Ness deu um sorriso torto, meio triste. – Hey amor, não fica assim.... Você não tem culpa de nada. – Falei sentindo nossas bocas quase se roçando. Seu hálito invadia minha boca. Uma sensação maravilhosa. – Eu te amo, e.... – Nessie sorriu ao me ouvir falar. Sorri junto. – Desculpa se fiz você entender errado... A verdade é que...

– Shh... – Ela sibilou. – Eu também te amo, Jake. Eu... Não quero mais falar sobre isso, ok? – Ela pediu suspirando.

– Mas você precisa saber o motivo por...

– Imagino qual seja. – Ness disse meio triste. Mas ela não tinha a mínima ideia do que aconteceu. E o piro é que eu não podia contar a ela. Isso seria loucura.

– Não, Ness...

– Shh... Não vamos mais falar sobre isso... Não quero... Por favor. – Ela pediu em um sussurro. – Sei qual é motivo... – Ela acha que sabe. – Mas... Prefiro não ouvir da sua boca, porque sei que vou chorar mais por não poder te dar um filho como todas as mulheres podem...

– Você pode me dar um filho. – Afirmei com um pouco de desespero na voz. – Dois, três... Quatro se quiser...

– Não normais... – Ness insistiu decepcionada consigo mesma. Percebi que o tempo todo, ela não chorava por mim ou pelo o que eu dei entender. Ela chorava por culpa e vergonha de si mesma. Mas, por alguma razão, eu sempre soube que quando Ness finalmente engravidasse, as crianças seriam normais e ela seria a grávida mais linda do mundo. – Não insista mais nesse assunto Jake, por favor...

– É isso realmente que quer? – Perguntei lhe dando a última chance de ouvir, e eu de dizer a verdade. Uma verdade um tanto cruel.

– Sim... Vamos fingir que nada disso aconteceu. – Nessie afirmou um tanto desorientada, enquanto limpava algumas lágrimas que haviam caído. A abracei fortemente de forma protetora. Ela afundou seu rosto em meu peito, enquanto eu afundei meu rosto em seus cabelos.

– Eu te amo, Jake.

– Eu te amo, Nessie.

***

Mais tarde, naquela mesma tarde, deitamos em nossa cama, abraçados e unidos da forma mais possivelmente possível, e Nessie acabou dormindo sobre meu peito, recusando cobertores. Uma vez, logo depois de fazermos amor em nossa cabana que temos usado muito desde... Sempre, minha pequena me disse: Nenhuma garota precisa de um cobertor pra dormir numa noite de inverno, quando se tem um namorado lobinho, quente e gostoso pra te aquecer... Em todos os sentidos. Sorri lembrando da risadinha sapeca e maliciosa que ela deu, após terminar a frase e um segundo antes de eu tomar seus lábios com amor e desejo.

Meu sorriso sumiu após lembrar o verdadeiro motivo por eu ter aparentado não querer filhos.

*Flashback On*

Eu estava na oficina, terminando de concertar a moto de um cliente. Realmente, a oficina estava indo muito bem. Um bom sinal, afinal iria poder sustentar direitinho minha pequena e nossos prováveis filhos quando nos casarmos.

Meus pensamentos foram interrompidos, por um barulho na porta. Olhei, pensando haver algum cliente, mas era alguém que nunca imaginei entrar na minha oficina. Edward. Embora o pacto da fronteira tenha sido quebrado de vido a Nessie e eu, nunca achei que Edward Cullen iria vir até aqui, na minha oficina. E algo estava me dizendo que não era coisa boa.

– Edward? – Indaguei arqueando a sobrancelha, e me erguendo do chão.

– Jacob. – Ele cumprimentou observando ao redor, vendo o meu local de trabalho.

– Sem querer ofender nem nada, mas porque você está aqui? – Perguntei segurando o riso por ver um cara “limpinho e certinho” como Edward, num ambiente cheio de graxa e coisas de... Homem?

– Sou homem também, Jacob. – Edward disse fazendo careta em relação ao meu pensamento. Soltei uma risada. Lembrei que o escudo de Bella não chegava até aqui. Se ele afundasse mais um milímetro na minha mente, iria ver coisas inimagináveis que eu e sua filha fizemos na cama, no chão, no banheiro, no banco de trás do meu carro, na boate, no sofá de casa quando todos tinham saído, no terraço (alguns minutos depois de sairmos do sofá) ... – Ah Meu Deus, Jacob! – Edward exclamou fazendo cara de nojo. – Não precisa listar e nem me mostrar... Poderia continuar a existir sem saber dessas coisas...

– Você não está em questões de reclamar. – Falei com obviedade. – O senhor está nas minhas terras, na minha oficina e na minha mente... Se não quiser ver o que eu faço com sua filha, não devia ficar perto de mim pelo resto da vida... – Afirmei, contando com o fato de que Nessie é a dona de qualquer pensamento meu.

– Não vim aqui pra ver pornografia. Já vejo demais na cabeça do Emmet e dos meninos de seu bando... Tem cada coisa... E se eu fosse você, ficava atento pois o Brad anda tendo uns pensamentos nada decentes em relação a Renesmee...

– É, eu sei... – Falei suspirando derrotado, enquanto limpava minha mão suja de graxa num pano qualquer. – Infelizmente, não posso controlar os pensamentos de ninguém em relação a minha noiva, e não tenho culpa se ela é tão...– Edward arqueou as sobrancelhas como se me perguntasse se eu realmente iria terminar a frase com meu sogro presente. – Então, o que você está fazendo aqui? – Perguntei mudando de assunto, e sentando numa cadeira qualquer. Edward continuou de pé me encarando.

– Vim falar com você. – Ele respondeu sério.

– Então fala logo porque tenho muita coisa pra fazer... O dinheiro dessa oficina que vai sustentar a Ness, e nossos futuros filhos, e....

– É sobre isso que quero falar. – Edward me interrompeu. Juntei o cenho confuso.

– Sobre minha oficina? – Perguntei arqueando a sobrancelha.

– Não. – Ele respondeu, e respirou fundo como se precisasse. Senti que não era coisa boa. – Você não pode ter filhos com minha Renesmee.

– Que? – Perguntei tentando raciocinar. Eu não podia ter ouvido aquilo.

– Isso mesmo que você ouviu. Você não pode, e não vai ter filhos com a Renesmee.

– Como é que é? – Perguntei nervoso me levantando.

– Vocês são de duas raças extremamente peculiares e diferentes, Jacob. – Edward começou a tagarelar e eu já sabia onde aquilo ia parar. – Não estou tagarelando. Estou sendo um bom pai e a tirando de um futuro trágico.

– Futuro trágico? – Perguntei incrédulo. – Virou a Alice agora? Que eu saiba engravidar não é trágico. – Debochei de suas palavras.

– Engraçado você pensar isso, não é mesmo Jacob? – Edward falou seriamente cínico. – A alguns anos atrás, você também queria impedir que Bella levasse adiante a gravidez, e hoje você é noivo do “monstro” que nasceu. – Ele debochou, e íamos nos aproximando com olhares cínicos e um tanto desafiadores um para o outro.

– Exatamente. – Afirmei. – Eu errei de pensar daquele jeito...

– Ah por favor! – Edward debochou. – Você sabe que se ela engravidar de você, ela poderá morrer... O veneno não tem o mesmo efeito nela, Jacob.

– A questão não é essa. – Falei entredentes. – Quando Bella engravidou, a gente pensava que ia ser um monstro... E não é. Nasceu a menina que eu amo, a menina mais doce que já conheci. – Confirmei os fatos. Não custava alguém naquela casa de malucos, tirando a Ness, pensar diferente?

– Fala isso dela porque teve o imprinting. – Edward disse convencido.

– Mas que droga, Edward! – Exclamei nervoso. — Veio aqui discutir se eu realmente amo sua filha? – Desafiei chegando mais perto, controlando minha vontade de virar lobo ali mesmo. – Pois bem. Eu amo ela. Com todas as minhas forças. E não vou deixar, você decidir o que é bom pra ela! A Nessie já disse! Você mesmo ouviu! Ela quer ter filho, e eu também quero!

– Eu só estou sendo um bom pai. – Dei uma risada sarcástica com sua revelação. – Estou sendo realista, Jacob. Não sabemos o que a mistura das suas raças vai formar.

– Não vamos saber se não tentar. – Interrompi firme.

– Continuando.... – Ele me ignorou. – Só estou querendo o melhor pra minha filha. Quase perdi Bella por causa da gravidez inesperada, mas ela sobreviveu, entre aspas, por causa do meu veneno. Mas em Renesmee, nós não sabemos o efeito do veneno. Provavelmente, vai matá-la... Não posso transforma-la como fiz com Bella, Jacob. Pense nisso.

– Você acha que eu não penso nisso toda a vez que eu e MINHA Nessie falamos em ter filhos?! – Perguntei exasperado. – Acha que não estou preocupado com a segurança dela?! – Ele revirou os olhos, sem paciência. – Eu me importo sim, Edward! Eu tenho medo do que pode acontecer, mas caso não tenha notado, a Nessie não é humana! Ela é forte! Pode aguentar!

– Exatamente. Ela não é humana. Uma mistura das suas raças podem dar em...

– Em o que?! – Exclamei incrédulo por estar tendo essa conversa com a pessoas que depois de anos convivendo por um mesmo proposito (ver Renesmee feliz), se tornou quase um irmão pra mim. – Não ligo pro que pensa Edward! A Nessie é forte! E eu não acredito que estou tendo essa conversa ridícula com você! Por acaso você pensava que o bebê que a Bella estava tendo ia ser a Ness? A menina que te ama, e que, acredito eu, não sabe que o pai é um verdadeiro... Idiota?!

– Não sou idiota. – Edward continuava sério e calmo, como se tivesse uma carta na manga.

– Vamos ver se a Nessie vai pensar isso quando eu contar pra ela. – Falei me virando, e voltando minha atenção a moto.

– Ela não vai saber. – Ele afirmou com firmeza.

– Como? – Perguntei incrédulo, me virando e olhando em seus olhos estranhamente dourados.

– Se minha filha ficar sabendo dessa conversa que a gente teve, ou melhor... Se vocês continuarem a conversar sobre terem filhos bizarros ou sei lá o que... – Tive vontade de quebrar aquele pescoço magrelo por ouvi-lo falar daquele jeito. – Eu pego Nessie e Bella, e sumo do mapa... Você nunca mais vai vê-la. Quer queira, quer não.

– A Nessie vai casar comigo. Você não pode simplesmente fazer isso... – Argumentei tentando controlar o desespero em minha voz. – E segundo a carteira de identidade da Nessie, ela tem quase 20 anos... Pode tomar suas próprias decisões... Você não pode simplesmente tira-la do país a força. – Falei o obvio.

– Pague pra ver. – Edward desafiou me mandando um olhar mortal.

– A Nessie quer ter filhos, Edward! – Exclamei a verdade. – Sempre disse pra mim que quer... E eu quero também! Todos sabem muito bem que eu e ela vivemos conversando sobre o futuro! Eles saberiam que tem algo errado, logo que eu rejeitar ter filhos...

– Eles não vão saber, porque não sabem dessa conversa, e nem nunca vão saber... A não ser que você queira dizer adeus pra minha filha.

– Ah claro! – Debochei. – O que eu devo dizer pra Nessie? Oi amor, eu não quero mais ter filhos com você, ok? O seu pai filho da puta não deixa! – Gritei a última parte, cuspindo as palavras na cara de Edward. Ele trincou o maxilar, e andou até mim com passos lentos, porém firmes.

– Não tente manipular a situação, Jacob. – Edward disse com superioridade. – Só quero o bem da minha filha. Não duvide do que posso fazer pra salvar a vida dela. Não vou deixa-la engravidar, e no final morrer. Pense bem Jacob. Não é tão difícil. – Ele falou cínico. Pela primeira vez na vida, o comparei com algum sanguessuga da corja italiana. – Quando ela, ou qualquer pessoa tocar nesse assunto, fuja... Fale que não tem nada a ver com aquilo... Deixe Renesmee pensar que você não quer filhos... Do jeito que ela te ama, só pra vocês não brigarem, ela vai deixar passar.

– Edward...

– E não tente complicar as coisas. Nessie sabe que estou fazendo isso aqui só para vê-la feliz. – Revirei os olhos, sabendo que aquilo tudo que ele tava falando era ridículo. – E além disso, todos nós sabemos que vocês dois não podem ficar longe um do outro. Vocês se amam. E você tem que estar sempre lá pra protege-la.... Não vai dar pra proteger se ela estiver em outro país. E sei que você sabe disso. Pense a respeito, ou se prepare para dizer adeus amanhã mesmo a minha filha. – Edward falou tudo aquilo, e saiu em velocidade vampiresca de minha oficina, me deixando com um nó no estomago.

Fiquei repassando toda aquela conversa em minha mente, por pelo menos umas 5000 vezes seguidas. Eu não conseguia acreditar que Edward tinha falado tudo aquilo, e feito tudo aquilo. Chegou a me chantagear. E o piro de tudo é que ele estava certo. Não posso ficar sem Nessie. Ela não pode ficar sem mim. Preciso protege-la. Cuidar dela. E mesmo o desafiando, não duvido ada de que Edward suma do mapa com a esposa e a filha. Fico me perguntando se Bella sabe sobre tudo isso. Acho que não. Se soubesse, não teria deixado o marido psicótico nem entrar aqui em La Push.

Bati com mão na mesa de madeira, quase a quebrando. Eu estava de mãos atadas.

*Flashback Off*

Senti um embrulho no estomago só de pensar que nesse momento eu estou encobrindo atos errados do Edward Cullen. E pensar que depois de tudo aquilo, ele continua agindo normal, com a Bella, com a Ness... Até comigo. Como se nada tivesse acontecido. Mas sempre tem um brilho no olhar dele, me alertando sobre as consequências de minhas próprias decisões.

E agora me sinto culpado porque Ness se sente culpada, sendo que eu que devia NÃO ter aceito toda essa merda, e lutar para conseguir manter minha pequena em Forks. Que confusão. Tudo por causa daquele santinho do paoco! E o pior é que nem tem como contar pra Ness agora, porque ela me fez prometer que nunca mais iriamos tocar no assunto filhos e gravidez.

Ah saco! Onde foi que eu me meti? Sei que Edward tem medo do que possa acontecer com a Nessie. Eu também tenho, mas acredito na força dela. Não preciso de nenhuma chantagem besta para assegurar isso. Mas Edward precisa.

Senti minha pequena se virar para o outro lado, abandonando meu peito. Observei-a por um instante, e logo a abracei por trás, ficando de conchinha. Ness abriu um leve sorriso enquanto dormia.

– Saiba sempre que eu te amo, meu amor. – Sussurrei em seu ouvido, e logo adormeci naqueles cachos cor de fogo.

Notas finais
O que acharam? E calma, o Edward não foi possuído pela alma do Aro kkk... Só acha que é o melhor pra filha dele ... comentem e recomendem