Notas iniciais
Oi minhas lindas!!! Consegui pegar o 3G do meu pai, ushuahsuahsuhsuah Gente, estou tão feliz hoje. Queria agradecer pela recomendação da leitora FabiCullen, e também por todos os comentários maravilhosos que estou recebendo! Meninas, obrigada por tudo. Amo vocês de paixão! EStou tão emocionada. Espero que tenham um ótimo Natal, e um próspero Ano Novo! Muito obrigada por tudo!!!! Beijinhos, e Jacob's pra todas vocês!!

Três dias depois, na mansão dos Cullen...

Pov. Bella

– Bella, eu peço desculpas, eu...

– Qual o seu problema, Edward? – Perguntei me levantando, não acreditando em tudo o que ele nos contou.

Edward havia falado que queria conversar com toda a família presente, e confessou tudo sobre a chantagem que ele impôs a Jacob. Todos estavam incrédulos demais para pronunciar algo. Carlisle e Esme, principalmente. Acho que eles não pensavam que o próprio filho fosse capaz de fazer algo assim. Ninguém pensava.

– Eu só queria o bem dela. – Edward se defendeu abaixando a cabeça. Até ele sabia que aquela desculpa era ridícula. – Na época, pensei que fosse a melhor coisa a fazer.

– Queria o bem dela? – Eu estava indignada. – Queria o bem de Renesmee, quando chantageou o noivo dela? Quando ameaçou afastar os dois? Quando fez uma chantagem ridícula, impondo algo sobre um assunto que nós não devemos nos meter?

– Desculpe, eu...

– Meu Deus, Edward! Você é impossível! – Exclamei nervosa. Juro que pensei que ia ataca-lo, com a raiva que eu estava. Edward me olhava triste. – Sempre quer ter o controle de tudo! Sempre quer ter razão! Sempre quer se meter na vida da nossa filha, que já é casada por sinal!

– Ela não estava casada, quando eu fiz tudo aquilo. – Todos ficaram incrédulo, ao ouvi-lo dizer aquilo sem nenhum arrependimento. Como se aquela justificativa ridícula, desfizesse toda a merda que ele fez.

– E daí, Edward? Ela estava noiva! – Exclamei incrédula com as defesas de Edward. Por mais que eu o amasse mais que minha vida, eu estava muito brava. Não reconhecia o homem a minha frente. – E mesmo que não estivesse noiva, você tem que entender que Renesmee já cresceu! Ela não é mais a filinha do papai. Ela toma as próprias decisões. – Falei firme.

– Bella, tente entender meu lado. Você engravidou, e olhe no que deu. – Edward se levantou, falando aquilo com convicção. Eu sabia que em parte ele estava certo, afinal não sabemos como pode ser um filho gerado por Renesmee e Jacob. Mas mesmo assim. Chantagear?

– Estou olhando no que deu! Renesmee! Nossa filha! – Gritei, sentindo a raiva correndo por minhas veias. – Filha que você diz amar mais que tudo, mas ainda faz ela sofrer com esse seu ciúme doentio! — Acusei sem dó, ou piedade. Todos estavam atônitos com nossa briga. Nunca brigávamos. Até hoje, só brigamos uma vez por causa da intromissão dele no relacionamento de Renesmee. E acho que agora vai ter uma segunda. – Mais que droga, Edward! Pare de se intrometer na vida de nossa filha! Se ela quiser ter 10 filhos, ela vai ter, e dane-se o que você pensa a respeito! – Gritei om obviedade.

– Bella, sei que errei, mas nós não sabemos no que vai dar, caso ela engravidar. – Edward estava calmo, respeitando meu limite. Ele sabia que, caso gritasse, a situação entre a gente ia piorar.

– Você pegou pesado, cara. – Emmet comentou suspirando, balançando a cabeça em negativa.

– Edward, nós também não sabíamos no que ia dar quando eu engravidei. Admito que fiquei fraca, mas hoje temos Renesmee. – Falei mais calma, desistindo de gritar. – Ela é uma pessoa maravilhosa, e nunca fez mal a ninguém.

– Bella, eu...

– E além do mais, Renesmee é forte. Mais forte do que um humano. – Argumentei com obviedade. – E diferente de mim, ela tem o apoio do marido caso isso aconteça. – Falei mais pra mim mesma, do que para Edward. Mas sei que ele ouviu. Todos arregalaram os olhos, quando eu disse aquilo.

– Você sabe que eu...

– Sim, eu sei. Você só queria meu bem. – Falei revirando os olhos, bufando. – A questão é que enquanto você achava que fazia o bem a Renesmee, ela chorava, Edward. – Falei entredentes. – Por causa dessa idiotice toda, Jake teve que ignorar todo esse assunto, fazendo ela chorar escondida, praticamente todos os dias. E ela não o culpava por nada. – Falei cruzando os braços, como um sinal para o meu irreconhecível marido, não encostar em mim. – Renesmee se culpava, achando que ela geraria aberrações, caso engravidasse. – Todos suspiraram com olhares de pena, lembrando os soluços de nossa princesa durante o banho. Ela achava que e chorasse lá dentro, ninguém ouviria. – Edward, você sabe quantas vezes Jacob teve que acalma-la enquanto ela ficava chorando? Sabe quantas vezes eu a peguei tomando anticoncepcional além da conta, com medo de engravidar? Com medo de Jake a deixar, caso ela tivesse um filho?

– Eu sei, me desculpe.

– Não, não sabe. – Falei com obviedade. – Edward, filhos são um assunto entre marido e mulher. Sogros não se metem. – Falei firme. – Principalmente quando a filha já brigou com o pai, por causa da intromissão no relacionamento dela. – Lembrei da briga que eles tiveram ano passado.

– Eu sei...

– E Edward, não acredito que você ameaçou mesmo separar os dois. – Admiti incrédula. – Você viu como Renesmee ficou quando Jacob estava em coma. Ia querer mesmo ser o motivo do sofrimento dela, se é que já não é? – Perguntei indignada. Edward abaixou a cabeça. — Aliás, acha mesmo que ela ia embora com a gente sem o Jacob? Eles não podem, não conseguem ficar separados, Edward! – Exclamei nervosa.

– Percebi isso... No dia em que Nahuel a atacou.

– Sua filha precisou morrer para você entender isso?! – Perguntei indignada. – Sorte sua que Renesmee está viva, pois eu duvido que você ia conseguir viver com esse peso na consciência. – Falei entre dentes, firme.

– Bella, me desculpe, eu...

– Pare de pedir desculpas, Edward! – Gritei nervosa. Ele se assustou. – Não é pra mim, não é pra gente... – Apontei para os outros. – Que você tem que pedir desculpas!

– Eu sei.

– Ótimo. Ainda bem que sabe. – Falei firme. – Não importa se Renesmee quer ou não saber. Quando ela voltar de lua de mel, eu vou falar com ela, e você vai contar tudo pra ela. – Mandei entre dentes.

– Prometo que vou contar.

– Ótimo. E se ela voltar grávida de lá como eu, ou engravidar em algum momento, eu vou apoiar ela, e é bom você também apoiar, se não... Você entendeu. – Falei séria. Edward assentiu. Todos assentiram, sabendo que se não apoiassem minha filha, a situação não ia ficar nada boa. Quando se trata de minha Renesmee, eu protejo ela com unhas e dentes. – E Edward, fique sabendo... Escreva essas palavras. – Mandei firme. – Caso eu saiba que você se intrometeu de novo no relacionamento deles, ou tente tomar qualquer decisão... Se fizer nossa filha sofrer, ou se fizer qualquer chantagem... – Olhei profundamente eu seus olhos dourados. — Eu peço divórcio, e nunca mais olha na sua cara. – Ameacei firme. Por mais que eu o amasse, já estava sem paciência a respeito daquela possessão de pai idiota. Todos ficaram assustados, percebendo que eu falava sério. Edward ficou visivelmente com medo, assentindo freneticamente.

– Prometo não fazer mais nada, Bella. Prometo. – Ele disse com medo na voz, tentando se aproximar.

– Nem vem. – Me afastei. – As coisas só voltam a ficar normais entre nós quando você falar com ela, e ela te perdoar.

– Mas e se ela não me perdoar? – Ele perguntou alarmado.

– Viva com isso. – Falei saindo de casa, e indo em direção ao chalé. Eu precisava de um tempo para colocar as coisas no lugar. Eu o amo, mas essa vez Edward passou dos limites.