Uma História JakeNess- Como Acho Que Deveria Ser 2
23 Capítulo 23 - Kaure
Notas iniciais
Pov. Nessie
Seu peito desnudo brilhava, devido a mais uma vez fazendo amor. Eu e Jake não nos desgrudamos desde que chegamos aqui. Após a tão esperada noite de núpcias, nós dormimos. Porém quando acordamos, começamos a nos beijar, e já viu onde tudo foi parar, certo?
– Gosto do seu cabelo assim. – Falei fazendo carinho em seus cabelos bagunçados, que lhe deixavam com um ar mais sexy. Meu lobinho estava a centímetros de meu rosto. Sorriamos um para o outro, e conversávamos como dois adolescentes. Embora agora estejamos casados, ainda continuamos duas crianças. – Ai Jake... – Suspirei entrelaçando nossas mãos, em frente a nossos rostos.
– O que, amor? – Sorri ao ouvi-lo me chamando desse jeito. Adoro isso.
– Queria poder ficar aqui pra sempre. – Assumi sorrindo sonhadora. Jake fez um carinho em minha bochecha.
– Mas esse é só nosso primeiro dia aqui. Temos duas semanas pela frente, pequena. – Ele afirmou sorrindo, tirando minha franja comprida dos olhos.
– Eu sei... Mas está tudo tão perfeito.
– E vai continuar perfeito. – Jake disse me dando um beijo na ponta do nariz. Soltei uma risadinha, corando. – Lembra daquela nossa promessa?
– Fizemos tantas... – Comentei rindo. – De qual você está falando?
– Sempre seriamos namorados.
– Na verdade, sempre te considerei meu namorido. – Declarei inalando seu perfume amadeirado, que continha o meu misturado. Nossos cheiros misturados eram o melhor perfume que já senti na vida. Jake sorriu com meu pensamento.
– Vem cá. – Ele abriu o lençol com o qual eu estava enrolada, me puxando para bem mais perto. Nossos corpos se colaram, se encaixaram perfeitamente. Sorrimos. A sensação de sentir seu corpo quente contra o meu é sempre tão boa. Jake sorriu, e nos “embalou” dentro do lençol branco. Demos risadas, enquanto eu passei meu braço por seu pescoço, e ele passava o seu por minha cintura.
– Meu bebê... Só meu. – Declarei lhe dando um selinho demorado. Jake sorriu, fazendo carinhos arrepiantes em minhas cintura e costas. – Aliás, senhor Black, se na faculdade alguma garota der em cima de você, é porque ela não tem medo de morrer. – Falei firme, e possessiva. Jake riu. – Estou falando sério. Você é meu, e de mais ninguém. E hoje em dia, as gurias não entendem isso, quando ficam dando em cima do namorados das outras... Aliás, do marido das outras. – Falei com ênfase, bufando enquanto imaginava alguma vadia tentando agarrar meu lobinho.
– Não se preocupe, minha pequena. Só tenho olhos pra você. – Jake disse me dando um selinho demorado. – E eu não sou como esses idiotas, que não percebem quando a guria está avançando demais...
– Bom mesmo. – Falei emburrada.
– Minha senhora Black. – Jake disse roçando nossos narizes, de forma carinhosa e divertida. Dei risada.
– Só sua. – Afirmei apertando meu abraço em seu pescoço. – Não sei o que faria caso você ficasse com outra, Jake. – Declarei suspirando.
– Nunca vou fazer isso, pequena. – Ele disse sério, com firmeza na voz. – E mesmo se um dia você me dispensar, não vou ficar com outra.... Sempre vou estar te esperando, Nessie.
– Nunca vou te dispensar. – Declarei sincera.
– Estamos quites então. – Jake brincou, me fazendo rir. E logo já estávamos nos beijando com todo o amor, e carinho do mundo, sentindo nossos corações saltarem na mesma velocidade de nossas respirações irregulares.
***
Tomei o terceiro remédio anticoncepcional, desde ontem à noite até hoje de manhã. Eu e Jake não havíamos usado camisinha, e eu precisava me prevenir. Aliás, quase nunca usávamos camisinha, e eu não queria causar nada que pudesse atrapalhar minha relação perfeita com meu lobinho.
Enquanto meu amado tomava banho, me dirigi a cozinha, morta de fome. Jake acabou comigo, e eu não como nada desde a festa de casamento. A coisa está trágica. Dei risada com esse meu pensamento enfático.
Primeiramente, preparei um sanduiche gigante para meu Jake, do jeito que ele gosta. Eu sabia que se eu estava morta de fome, ele estaria muito pior. Fiz um sanduiche integral pra mim, e sentei na bancada, servindo um suco de laranja natural para mim e Jake.
Antes de eu dar a primeira mordida em meu sanduiche, senti um cheiro desconhecido atrás de mim. Desconhecido, porém humano. Me virei, e vi uma senhora, de cabelos lisos, porém já um pouco grisalhos. Ela vestia roupas simples, e tinha uma vassoura em mãos.
Num silencio desconfortável, enquanto a senhora me encarava de forma pensativa, fiquei pensando de onde ela tinha surgido. Não tive medo, porque ela parecia uma mulher normal. Mas fiquei confusa, afinal aquela era uma ilha privada. Mas logo, uma conversa com minha mãe me veio a cabeça.
Mamãe havia me contado sobre quando ela descobriu que estava gravida de mim. E falou sobre Kaure. Uma senhora que junto com seu marido Gustavo, eram caseiros da mansão da praia. E foi Kaure que denunciou o que aconteceria com minha mãe, semanas depois. E embora a mulher a minha frente tinha os cabelos um pouco mais grisalhos, eu sabia que era ela.
– Oi. – Cumprimentei em português, tentando quebrar aquele silencio desconfortável. – Você é a Kaure, certo? – Perguntei sorrindo amarelo. O jeito que ela me encarava chegava a dar arrepios. De certa forma, ela chegava a me intimidar mesmo sendo uma humana inofensiva.
– Você... Sua aparência.... Qual seu nome, menina? – Kaure perguntou depois de um bom tempo pronunciando tremula, tais palavras. – Você... A morte. – Ela sussurrou pra si mesma, me deixando ainda mais desconfortável com tal menção. – Você é a menina, filha daquele casal que veio aqui anos atrás. – Kaure afirmou sem nenhuma dúvida.
Engoli em seco, com medo de ela falar alguma coisa sobre meu futuro com Jake. Depois de ela previr sobre minha mãe, deu um medo de ela falar sobre qualquer gravidez que me matasse, ou... Sei lá... Me senti insegura.
– A humana e o vampiro. – Ela disse se referindo a meus pais. – Você é a cópia exata daquele menino-homem. – Kaure se referiu a meu pai. E eu concordei minimamente com a cabeça. Mas realmente, todos sempre acharam que ao longo dos anos, fiquei mais parecida com ele, do que com minha mãe. – Como está a sua mãe? Ela está viva?
Fiquei confusa em como responder, afinal mesmo Kaure sabendo dessa lendas e superstições a respeito de vampiros, eu não sabia se podia responder essa pergunta, sem denunciar o real estado de minha querida mãe. Afinal, ela não está viva, tecnicamente.
– Sim. – Foi a única coisa que respondi, com receio na voz. Kaure entreabriu os lábios meio assustada, mas nos seus olhos tinham a.... Compreensão? Antes que ela falasse algo, ouvimos um barulho, e Jake apareceu distraído na cozinha. Quando ele viu Kaure, juntou o cenho, como se perguntasse de onde ela tinha surgido. Me encarou confusa, e depois olhou pra ela.
Kaure encarou Jake de cima a baixo, observando cada detalhe de seu corpo. Meu lobinho parecia desconfortável, e um pouco constrangido com a mulher índia olhando seu corpo. Contando com o fato de meu amado estar sem camisa, somente com uma bermuda preta. Porém, ela não encarava com admiração ou qualquer coisa do tipo. Kaure o avaliava como se soubesse tudo dele, através um só olhar. Inclusive que ele é um lobo.
Pareceu um eternidade, os segundos que se seguiram. Só na troca de olhares avaliativos, ou confusos. Eu olhava Kaure, e o jeito que ela encarava meu Jake. Ela o avaliava, e Jake a encarava fazendo careta.
– Kaure. – Ouvi a voz de um homem, que entrou na cozinha com produtos de limpeza na mão. O reconheci como sendo Gustavo. Minha mãe também havia falado sobre ele. – Já falei para não fazer isso com as pessoas Kaure. – Ele disse baixo pra ela, a repreendendo. – Principalmente com as que vem nessa casa. – Ele enfatizou, achando que eu não sabia que língua estavam falando. Bem que minha mãe avisou que ele não gosta muito das atitudes da mulher. – Vamos fazer nosso serviço. – Gustavo foi ao seu lado, quebrando seu olhar com meu lobinho, que parecia confuso e incomodado. — Pare, Kaure! Vamos. – Ela a puxou, e ambos saíram da cozinha em direção ao nosso quarto.
– Que mulher sinistra. – Jake comentou estremecendo o corpo, como se afastasse coisas ruins. – Quem era ela?
– Lembra que minha mãe havia nos falado sobre os caseiros daqui? Uma casal, e tals?
– Sim, mas que caseiros sinistros são esses? – Ele perguntou se sentando ao meu lado, em frente ao sanduiche que eu lhe fiz.
– Kaure e Gustavo.
– Pera aí. Kaure não foi aquela mulher que... – Assenti para meu amado. Ele também havia ouvido a história sobre as superstições da índia a respeito da gravidez de minha mãe. Superstições que por sinal, estavam certas. Senti um arrepio na espinha. – Eu, hein. – Jake comentou fazendo careta.
– Né. – Concordei com obviedade, e finalmente dei uma grande mordida no meu sanduiche, encerrando o assunto. – Tá bom? – Perguntei olhando o sanduiche que fiz pro meu lobinho.
– Tá ótimo, pequena. Valeu. – Ele disse sorrindo, e me deu um beijo na bochecha. Sorri. – Mas foi mancada sua, hein?
– O que? – Perguntei confusa.
– Tomou banho antes de mim. Nem me chamou. – Jake se fingiu de triste. Revirei os olhos, sorrindo.
– Você dormiu... De novo! – Enfatizei sorrindo. – Tentei te acordar, mas você dorme feito pedra... Não me venha com histórias de abandono. – Falei balançando a cabeça em negativa, e dando uma mordida em meu sanduiche.
– Ninguém mandou ter me cansado tanto ontem à noite, né Ness... – Jake comentou com um sorriso malicioso nos lábios. Corei violentamente, dando uma risadinha. – Gostosa. – Ele disse me dando um selinho demorado, enquanto apertava minha coxa pro debaixo da mesa.
– Para de provocar, Jake. – Falei rindo em seu ouvido, enquanto ele descia beijos por meu pescoço.
Me arrepiei por inteiro, ao sentir seus dentes roçarem no lóbulo de minha orelha. Ele me deu um chupão no pescoço, apoiando um de suas mãos em minha cintura, causando-me arrepios.
– Para Jake. – Dei um risadinha. Meu lobinho sorriu, distribuindo beijos por todo meu rosto. – Vamos parecer aqueles tarados dos filmes pornôs que o Embry assiste. O casal transa na mesa da cozinha. – Exclamei indignada, fazendo careta. Jake deu aquela risada rouca que abala minhas estruturas.
– Somos casados, então vale. – Ele argumentou, e eu sorri, passando meus braços por seu pescoço.
– Te amo, meu lobinho. – Declarei beijando a ponta de seu nariz moreno. Jake sorriu, passando seus braços fortes por minha cintura, quase me tirando da cadeira, enquanto me pressionava contra seu corpo.
– Te amo, minha gostosa. – Ele declarou sorrindo malicioso.
– Safado! – Exclamei divertida, o beijando com voracidade. Jake retribuiu.
– Kaure, pare de olhar! – Ouvimos a voz de Gustavo, e paramos o beijo. Encontramos Kaure no outro cômodo, nos olhando séria. Jake a encarou meio bravo. – Desculpe. – Gustavo disse num inglês meio forçado.
– Tudo bem. – Respondi em português, mas eu ainda estava meio desconfortável com a situação. Gustavo assentiu tirando Kaure do outro cômodo, com relações sobre seu modo de ser.
Eu e Jake nos encaramos, suspirando. Balançamos a cabeça em negativa, tentando ignorar o ocorrido. Meu amor puxou meu prato em sua direção, e me pegou em seu colo. Sorri, lhe dando um selinho demorado. Voltamos a comer.
Fiz careta, enquanto tomava meu suco de laranja. Jake comia que nem um esfomeado. Parecia que nunca tinha visto comida na vida. O encarei segurando o riso.
– Que foi? – Ele perguntou com a boca cheia.
– A comida não vai fugir, Jacob. – Respondi com obviedade, limpando o canto de sua boca, com um guardanapo.
– Desculpa se eu tô com fome... Mas ontem, misteriosamente, eu perdi milhares e milhares de calorias. – Jake disse insinuativo. Revirei os olhos, tomando meu suco. – Você sabe que te amo, né ruivinha? – Ele perguntou de um jeito carinhoso, me fazendo rir.
– Claro que sei, seu bobo. – Respondi, e lhe dei um beijo na bochecha. – Agora, para de falar de boca cheia. – Falei rindo. Jake assentiu, dando o sorriso que eu tanto amo.
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