Notas iniciais
Eu particulamente gostei desse capítulo, e espero que vocês também gostem!

Dentro da casa o som era altíssimo eu mal escutava a minha própria voz. Assim que entramos zack foi procurar seus amigos. O lugar estava lindo, panos de variados tamanhos nas cores preto e roxo estavam pendurado pela parede, e fitas espelhadas estavam pregadas no teto, sem faltar é claro o globo de vidro refletindo as luzes brilhantes. As pessoas andavam pra lá e pra cá, não tinha ninguém dançando.

Era de se esperar já que a banda de mulheres que tocavam no mini palco eram horríveis, não falo sobre a beleza delas. Quero dizer, elas são bonitas, mas cantam mal demais.

-Que horror, elas cantam muito mal. – disse no ouvido da Fernanda, já que não daria para falar mais longe que isso.

-Tô contigo. Até a gente canta melhor. – respondeu falando também em meu ouvido.

-Uhum, vamos andar por ai. – falei um pouco mais alto, para Line também ouvir.

-Certo. – concordaram.

Andamos pela casa e encontramos amigos da escola, logo eu me perdi delas. Eu sei, isso é lamentável.

-Cadê vocês? – perguntei pro nada. As meninas que antes tocavam no palco saiam, e agora um DJ tocava “Bleed It Out” do Linkin Park.

O pessoal invadiu a pista de dança, eles dançavam, batiam palmas e cantavam juntos. Ficava melhor ainda na parte rápida. Cara, vocês tem noção do quanto é dificil cantar essa parte? É muito rápido, mas ainda assim eles acompanhavam e abriram uma rodinha. Aquelas rodinhas idiotas onde um monte de garotos se jogava uns em cimas do outro e se jogavam pro alto. Claro que vez ou outra aparecia uma garota. Corajosas essas.

Enfim, quando a música acabou o DJ colocou músicas e mais músicas animadas e divertidas. Depois de uns trinta minutos eu ainda estava perdida. Sério, eu não consigo achar as minhas amigas e nem meu irmão.

Eu me sentei no quarto degrau da escada e esperei alguém que eu conhecesse aparecer. Mas alguém fez o favor de tropeçar em mim.

-Ai! – eu e o ser que tropeçou, reclamamos.

-Desculpe. – disse enquanto me levantava e estendia a mão para a garota de cabelos dourados. Ela aceitou a ajuda e se levantou.

-Tudo bem. Mas o que você estava fazendo sentada no meio da escada? – perguntou enquanto avaliava seu vestido de cor grafite curto, ele tinha alças grossas de amarrar no pescoço, o vestido tinha pequenas ondas no final dando-o um pouco de volume.

Dei de ombros e respondi:

-Me perdi das minhas amigas. – logo depois ri. Que coisa mais idiota de se dizer. – Aliais, meu nome é Rosemerie Delisair, você é...?

-Graziela Biloone. – Respondeu. – Mas pode me chamar de Gabi, todo mundo me chama assim, apesar do meu nome não ser Gabriela ou alguma coisa parecida. – respondeu um pouco mais do que eu queria saber.

Ouvi um estalo dentro da minha cabeça – Você é a irmã do Erick, né?! – perguntei debilmente.

Ela assentiu. – Você o conhece? – perguntou.

-Só por isso estou aqui, já que não te conhecia – sorri sem graça. – Ah, meus parabéns pelo aniversário.

-Brigado.

-Quantos anos?

-Faço dezesseis. – respondeu.

-Mas... Pera aê. O Erick também tem dezesseis, mas vocês não se parecem muito fora a cor dos olhos, e eu nunca te vi lá na escola. – Ok, essa ultima parte é realmente ridículo, já que eu não sabia da existência do irmão dela na semana passada, nem mesmo a existência dela. – Muito menos nas turmas do segundo ano.

-Bem, é um assunto delicado, mas é que Erick e eu fomos adotados e temos a mesma idade, mas por eu fazer aniversário no meio do ano eu tive que voltar um ano. Ele faz dezessete esse ano. – respondeu.

-Ah.

-Você quer ajuda, para acha suas amigas? – perguntou.

-Por favor.

-Vem – pediu pegando em minha mão e me puxando por entre a multidão.

Ficamos andando e conversando, hora ou outra pegávamos uma bebida ou dançávamos, acabei por me esquecer de Fernanda e Aline. Que péssima amiga eu sou.

De repente as pessoas começaram a empurrar umas as outras e logo eu consegui ouvir o motivo disso tudo. A galera gritava:

-BRIGA! BRIGA! BRIGA! BRIGA! – enquanto gritavam, o pessoal jogava as mãos pro alto e pulavam.

- Ei, vamos ver quem está estragando a festa. – falei para Gabi. Andamos lado a lado, ou melhor, tentamos andar lado a lado, já que a multidão não deixava. Mas no final eu e Gabi empurramos uma ou sete pessoas, talvez mais, porém não sei ao certo. Quando chegamos bem perto do núcleo de tudo eu vi uma coisa que eu realmente não esperava ver. Na verdade era uma coisa bem bizarra.

Pessoas tentem imaginar, por favor.

Line, Fê, Zack e as garotas que antes estavam cantando – acho que tentando fica melhor – se encontravam no meio de tudo aquilo. Zack e Fê estavam segurando Line, esta estava se debatendo tentando se soltar deles, do outro lado a baterista da banda estava sendo segurada por duas garotas enquanto as outras duas garotas da banda gritavam com Line.

Eles gritavam uns com os outros e seguravam uns aos outros. Aproximei-me mais um pouco e entendi um pouco dos gritos.

-Nunca mais, me ouviu? Nunca mais toque nele! – gritou Line. Ela se debateu ainda mais e seus cabelos ruivos voavam para seu rosto.

-Ele... beijou...mim! – foi o que consegui entender das palavras que a baterista gritava. Ela se debateu e conseguiu se soltar. Line também.

-Fudeu! – exclamei. A garota que eu não sei o nome deu um belo tapa no rosto de Line. – Agora fudeu de vez! – disse. Eu só consegui dar dois passos para frente e depois parei, pois o soco certeiro que Line deu, acertou o olho da garota.

UI! Aquilo vai ficar roxo. Vocês devem estar se perguntando: “Por que, diabos, ela não entrou no meio?”, eu tenho uma resposta bem simples.

Se eu me enfiasse no meio, com toda certeza do mundo, acabaria sobrando pra mim. COMO SEMPRE!

- Aquela lá é a Aline? – perguntou Gabi.

-Uhum.

-Que soco.

-Também achei.

Gabi entrou no meio da rodinha e foi para o lado de Fê, ela falou algo em seu ouvido e apontou pra mim. Fernanda me olhou e me chamou. Eu fui quase correndo. A pancadaria havia parado já que Zack segurou Line antes que ela começasse a espancar a garota.

- O que tá acontecendo com a Line? – perguntei para Fê.

-Longa história. — respondeu. – Depois eu te conto, mas agora me ajuda a segurar ela.

-Eu? – perguntei quase gritando. – Tá maluca? A última vez que me enfiei no meio de uma briga da Line, eu sai toda roxa. – resmunguei.

-Mas você a impediu de deformar a cara daquela amiga da Bianca.

-E?

-Só você conseguiu isso. – falou irritada.

Suspirei derrotada. – Ta. – eu me dirigi até Zack que fazia um tremendo esforço para segurar Line, parei na frente da dita cuja e a sacudi depois falei:

-Pára com isso! Você está parecendo louca. – A Line me encarou com raiva e disparou...

-ELE A BEIJOU NA MINHA FRENTE!

Fiquei confusa, tipo, quem beijou quem ou qu...Pera aê! Levei meu olhar para Zack e o olhei nos olhos, ele desviou o olhar pra baixo e corou. Ah, não!

Estreitei meus olhos e falei ameaçadoramente para meu irmão:

- Você não fez isso, fez?

-Ér... – enrolou.

Eu puxei Line fazendo-a se afastar do meu irmão idiota, a garota louca ainda gritava coisas que para mim pareciam desconexas, os convidados também ainda gritavam.

Line me abraçou com os olhos lacrimejando e disse no meu ouvido:

-Eu disse que ele não me amava. – ela fungou e se afastou ainda mais de Zack, fazendo assim ela se afastar de mim.

-EU DISSE! EU DISSE QUE ELE NÃO É SEU! – gritou a garota que não sei o nome.

Ela já estava me irritando com aquela gritaria toda, então eu fiz algo realmente normal pra minha pessoa... Fui a sua direção e tentei falar com uma voz calma, mas que saiu entre dentes.

-Você poderia, por favor, calar a porra da boca?

-Quem você pensa que é pra falar comigo assim? Você sabe quem eu sou?

Não sei se falei para vocês, mas tanto eu quanto Line temos pavio curto, beem curto mesmo. E tendo pavio curto sou explosiva e volúvel, meu humor está sempre mudando e não queiram ficar perto de mim quando estou com raiva. Mas a biscate não sabia disso, não é mesmo?

-Eu sou Rosemerie Delisair e é um desprazer conhecer você, puta recalcada! – falei chegando ameaçadoramente perto dela, ficando apenas alguns centímetros longe. – Estou pouco me lixado pra quem você é ou deixa de ser, voc-

-Eu sou a líder da melhor banda que você já ouviu! – interrompeu.

-Foda-se – falei devagar, quase separando as sílabas. – e sua banda é de toda certeza, a pior do mundo – pisquei o olho esquerdo pra ela e disse calma. – fica a dica.

Me afastei dela e consegui ouvir algo do tipo:

-Aposto meu carro, que você não consegue cantar melhor que eu!

Notas finais
Sm eu sou má! Mas não e preocupem, eu posto a parte final do capítulo ainda hoje! (eu acho)