Uma Guitarrista Nada Normal
9 Santinha ou Encapetada?
Notas iniciais
Enfim, desculpa? *-*
Chega de explicações, leiam logo..
Depois que eu saí de casa eu fui direto pra casa da Gabi, eu teria que devolver o carro pra Vivian e se eu não fizesse isso era bem capaz da minha mãe gritar mais uma vez comigo. O que é uma coisa que eu não quero, já que ela grita sonoramente alto.
Neste exato momento eu estava a alguns minutos da casa de Gabi, já que eu não sabia o endereço da garota, talvez ela saiba.
Eu respirei fundo e liguei o rádio do carro e olha que legal, tocava a música que a minha mãe mais amava: She Will Be Loved – Maron 5. Bufei e mudei a estação e a música? Ultraviolet – The Stiff Dylans. Pelo menos essa faz mais o meu estilo.
Cheguei a casa vulgo mansão segundos depois de a música terminar e desliguei o rádio saindo do carro em seguida. Olhei para o jardim da ‘casa’ e você não acreditaria que naquele mesmo lugar, horas atrás, houve uma grande festa. Estava tudo limpo e impecavelmente arrumado.
-Wow – soltei sem conseguir segurar minha língua. Andei até o Hall e apertei a campanhia, sendo atendida em segundos.
-Sim? – uma senhora de cabelos negros com poucos fios grisalhos presos num coque alto, uma roupa social e sapatos de salto alto, atentendeu a porta.
-Hã... A Gabi está em casa? – perguntei.
-Sim. – respondeu e fico olhando pra minha cara. Ok, ela não vai chamá-la?
-Ér... E a senhora pode chamá-la?
-Sim. – esperei que ela saísse e chamasse a Gabi, mas não, ela continuou ali, me encarando.
- Então... Pode chamá-la agora? – perguntei já ficando impaciente.
-Oh sim, claro. Entre por favor – disse dando espaço para que eu passasse. Entrei meio desconfiada. Essa mulher é doida, só pode. – Sente-se, você gostaria de beber alguma coisa? – perguntou.
-Não, não. Obrigado. –falei enquanto me sentava no sofá de couro creme.
-Se precisar é só chamar, agora eu vou chamar à senhorita Biloone.
Apenas assenti e fiquei esperando. Quase pulei do sofá quando ouvi a voz de Eric bem do meu lado.
-Hey, Rose. – ele riu quando eu dei um pulinho no sofá quando ele me chamou. – O que faz aqui?
-Ah, que susto Eric, eu vim falar com a sua irmã. – respondi.
-Gabi? – perguntou.
-E você tem outra?
-Não que eu saiba. – respondeu e se sentou ao meu lado.
-Eu não te vi na festa ontem, onde você estava? – perguntei apenas para puxar assunto.
-Você não vai querer saber... — respondeu.
Tem certeza? Bebê você atiçou minha curiosidade. – Se eu perguntei é porque eu quero saber, não acha?
-Ta gentil hoje, hein? – falou com sarcasmo.
-Desculpe, meu dia não foi um dos melhores.
-Tudo bem. – Eric passou o braço sobre meus ombros e me abraçou. – quer falar sobre isso? – perguntou.
Eu ri um pouco e falei:
-Virou psicólogo agora?
Eric tirou os braços da minha volta e deu de ombros – só quis ajudar. – falou.
-Eu sei. – dei um beijo em sua bochecha e me levantei. – Mas só a sua irmã pode me ajudar.
-Hã... Coisas de garota? – perguntou.
-Quase isso. – dei uma piscadela. – Mas não mude de assunto. Onde você estava?
Ele suspirou. – Você não deixa passar nada. Depois do show que vocês fizerem...
-Você viu e nem foi falar com a gente né? – perguntei, mas fui ignorada. Eric continuou como se não tivesse sido interrompido.
-... Eu fui conversar com a Bianca. Na verdade ela veio falar comigo... — ele deu uma pausa dramática e disparou rápido – Ela pediu pra gente voltar.
-Nossa. – murmurei – E vocês voltaram? – perguntei e fiquei decepcionada com a resposta.
-Sim.
-Que triste. – murmurei. Mas eu acho que ele ouviu, pois meu olhou com cara de: ”Você ta falando sério?”, mas era mais para deboche do que para qualquer outra coisa. – Boa sorte, hein?!
-Ér... Valeu. Acho que vou precisar.
-Pode ter certeza. – falei.
-Rose! – Gabi me chamou.
Gabi usava um short jeans curto e uma regata rosa fluorescente (Eca!) ela estava descalça.
-Oi, Gabi! – falei caminhando em sua direção. – Pode me dar uma ajudinha? – perguntei.
-Claro! Manda aê, o que você precisa?
-Ér... – olhei por sobre o ombro e notei que Eric nos encarava e estava mais perto do que antes. – Ham, podemos conversar no seu quarto? É que é meio particular, sabe?! – dei ênfase à “particular”.
-Ah! Claro, tudo bem. – Gabi chamou.
Subimos para o segundo andar e entramos em uma das várias portas do corredor. O quarto de Gabi era definitivamente um sonho de consumo para qualquer patricinha. As três paredes na cor rosa clarinho, com uma parede de vidro voltada para os fundos da casa. O piso todo forrado por um tipo de tapete felpudo rosa super escuro, quase roxo. “Fru frus” de todas as cores pendiam do teto, dando um ar fantasioso ao cômodo, a cama maior que uma king size estava forrada por uma colcha de seda, acho que na cor pérola, com um monte de almofadas e travesseiros em cima. Num canto do quarto tinha uma mesinha com o computador de última geração, com um abajur de metal ao lado deste, acima da mesinha havia várias prateleiras com uma quantidade enorme de livros, fotos, ‘portas-trecos’ etc..
No quarto também tinha três portas, duas eu tenho quase certeza que são o banheiro e closet, agora o outro eu não faço idéia do que seja. O lugar estava uma bagunça, mais bagunçado que o meu até, sutiãs pendurados no dossel da cama, maçanetas, cadeiras e até avistei uns preso nos fru frus. Roupas espalhadas no chão e encima da cama.
-Não repara a bagunça. – pediu Gabi quando entramos no quarto.
Ri sem graça. – Agora é tarde.
-Não esperava visitas.
-Sem problemas.
-Então... O que você queria falar comigo? – disse enquanto jogava as roupas que estavam em cima da cama no chão e se sentava batendo com a mão ao seu lado para que eu me sentasse.
Eu me sentei. – Quero o endereço da Vivian. – falei. Vi Gabi franzir o cenho.
-Por quê? – perguntou.
-Eu quero devolver o carro. – disse.
-Por quê? – tornou a perguntar.
-Não me sinto bem com ele. – dei de ombros para reforçar a mentira.
EU AMEI AQUELE CARRO, isso é fato, mas eu não podia ficar com ele, caso contrário sabe-se lá o que minha mãe faria comigo.
-Ham. – murmurou. – Uma pena, é um belo carro.
-Sim é. – suspirei. – Você pode me dar o endereço? – perguntei.
-Ah! Claro, claro. – Gabi levantou-se e foi até a mesinha e pegou uma agenda listrada arrancando uma folha dela e pegando uma caneta verde neon de um dos ‘portas-treco’. Ela escreveu alguma coisa no papel e me entregou. — Ela ainda deve estar em casa. Aparece lá até as hrs14: 00.
-OK. – disse. – Te vejo amanhã. – falei enquanto saia do seu quarto e fechava a porta. Mas aí eu me lembrei do meu planinho para amanhã e voltei. — Gabi?
-Hum?
-Amanhã eu vou fazer uma coisinha, e vou precisar da sua ajuda. Topa?
-E o que seria exatamente? – perguntou arqueando uma sobrancelha.
Sorri abertamente e dei uma piscadela. – Amanhã. – Disse.
Notas finais
Ah, eu ainda quero reviews, ok? E não me abandonem, por favor =D
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