Uma Guerra Dois Mundos

3 Capítulo 3 - Memorias Torturantes.


Notas iniciais
Um pouquinho do passado de Lorna junto do presente, espero que gostem.

Não era assim que eu planejava passar o meu ultimo ano em Hogwarts, creio que o Potter pense o mesmo, só Merlin sabe o que ele anda fazendo junto dos seus amigos, ele é a esperança do mundo bruxo, mas o que ele poderia fazer pra derrotar o Lorde das Trevas? Voldemort é um bruxo extremamente poderoso, como podemos colocar nossas esperanças em um adolescente, se nem Dumbledore foi capaz de derrota-lo na batalha no ministério da magia?

Eu só queria poder voltar para o meu quarto ano onde minha maior preocupação era conseguir um par para o baile e conseguir um novo vestido a tempo, vi Vayne Lin com o vestido idêntico ao meu, Elena precisou me acalmar já que caí em prantos em seus ombros, bons tempos aquele.

Agora minhas preocupações são não me ferir gravemente nas aulas de magia das trevas e não ceder à pressão e acabar torturando um aluno do primeiro ano para que eu não seja a aluna torturada.

— Não desmaiou ainda? – Perguntou Carrow me olhando surpreso. Como o Diretor Snape podia permitir que os alunos da sonserina fossem torturados pelos comensais de Voldemort? Fomos seus alunos!

— Devo ter ficado mais resistente, com o tempo isso acontece, o mesmo acontece quando a poção do sono é tomada em longo prazo, ela começa a perder o efeito. – Respondi em quanto tentava levantar do chão. Todo meu corpo doía, parecia que tinha sido espancada, manchas e cortes estavam por todo o meu corpo.

— Só precisa tomar uma poção mais forte, crucio..

Os meus grito se uniram ao dos outros alunos presos na sala, em algum momento eu perdi a consciência, quando voltei a mim estava na enfermaria, era noite, na mesa ao lado da maca tinha uma bandeja com alguma comida.

— Como eu odeio as quartas-feiras. – Comi alguns pedaços de bolo junto de uma poção para dor, já tinha até decorado como se fazia ela. Depois de alguns meses comecei a fabricar e dar para os alunos da Lufa-Lufa e Grifinória, a Corvinal dava mais mão de obra e alguns dos alunos da sonserina me ajudavam com os ingredientes.

Dumbledore teria ficado orgulhoso de nós, pela primeira vez as quatro casas trabalharam juntas para se ajudarem.

***

— Gostaria de testar? – Perguntou Jane com aquele sorriso sociopata.

— Para alguém que se compara a uma boneca você é bem sinistra, se fosse mais simpática às pessoas gostariam de você. – Disse sem responder sua pergunta.

— Não é relevante se gostarem de mim. – Falou Jane.

Olhei para Edward e ele me encarava com pena, deveria ter lido minhas memórias quando pensei nelas.

— Caso eu sobreviva à luta com a Elena devo procurar um terapeuta. – Sorri para o Edward. Não me olhe assim vampiro.

— Vamos! O motor do carro já esta ligado. – Chamou Jane, olhei para sua mão e ela carregava um objeto estranho para mim.

— É um celular, nunca viu um? – Perguntou Edward confuso.

— Já vi um modelo anterior, mas eles não eram tão finos e pequenos, em que ano estamos? – Havia esquecido de perguntar o mais importante, que dia era hoje, quanto tempo fiquei desacordada?

— Dois mil e oito. – Respondeu Jane impaciente.

— Como é que é? – Dei alguns passos para trás até me encostar na parede, comecei a fazer as contas nos dedos. – Onze anos, se passaram onze anos! Como eu avancei no tempo? Por Salazar o que esta acontecendo?

— Acalme-se. – Pediu Carlisle se aproximando de mim e me pedindo para respirar fundo.

— Estou com falta de ar. – Avisei.

— Você esta tendo um ataque de pânico, respire fundo, Esme pegue um copo de água. – Pediu o loiro.

Como era possível? Como havia acabado a guerra? O mundo não parecia tão sombrio, a gente venceu? Mas porque os vampiros estavam preocupados com uma comensal da morte e onde estava o ministério da magia para conter isso?

Eu poderia estar em outro mundo?

— Tente pensar no seu lugar feliz. – Instruiu Carlisle.

Meu lugar feliz?

A minha infância, quando minha magia despertou involuntariamente, flutuei até o muro alto da vizinha para fazer carinho no gato de pelos alaranjados, quando percebi que tinha feito obviamente caí, mas a queda foi mais demorada do que eu esperava, por sorte um homem de capa me pegou no ar, ele foi à coisa mais bonita que havia visto, sua pele brilhava, chorei em seu colo por vários minutos, depois não quis soltá-lo, queria continuar admirando sua beleza, quando voltei para casa contei aos meus pais que tinha encontrado uma vieela. Esse era o meu lugar feliz.

Peguei o copo de água e bebi até a ultima gota.

— Melhor? – Perguntou Carlisle em um tom de voz gentil, eu acenei com a cabeça e devolvi o copo para Esme.

— Creio que agora devo ir alguém precisa delatar Elena Stone para as autoridades. – Olhei para todos de relance, me despedindo silenciosamente, meus olhos pararam no do Edward, como eu queria ele prestou atenção nos meus pensamentos e lhe passei instruções para verificar uma coisa para mim, precisava de provas para saber se realmente estava em outro mundo.

Viajamos de carro para fora da cidade de Forks, fizemos uma pequena pausa na cidade seguinte para obter mantimentos e medicamentos para mim e algumas mudas de roupas. De acordo com Jane a viagem seria cansativa para mim, e passaríamos um bom tempo dentro do avião particular dos Volturi.

Quando aquela estrutura de metal ganhou altitude eu me agarrei ao meu assento, não era possível algo tão pesado ficar no ar.

— Esse avião é mágico? – Perguntei a Jane que estava olhando para a tela do seu celular.

— Não. – Respondeu Jane entediada.

— Como ele pode estar voando então? – Ouvi seu suspiro.

— Porque não vê um filme? Ou dorme? – Sugeriu Jane.

— Como se vê um filme? – Perguntei confusa.

— Demetri, a ensina a como colocar um filme. – Pediu Jane aborrecida.

Acabei vendo um filme chamado Jumper, alguns minutos depois não houve mais turbulências e quando acabou o filme eu coloquei outro para ver e acabei dormindo no processo.

Notas finais
O próximo capitulo será maior, prometo! Não deixem de comentarem, deixará uma autora feliz :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.