Notas iniciais
Palavras não são pedras, não as joguem com força pôs machucam.

A pequena cidade de Samervilley fica bem próxima ao Maine pode até passar desapercebida no mapa se você não estiver muito atento. Mas ela esta lá, com suas pessoas simples vivendo suas vidas, criando seus filhos, pintando suas casas. Aparando a grama no verão e retirando a neve da garagem no inverno. Eu odeio aquela cidade ... Não exatamente a cidade, seria talvez um pouco injusto o chocolate quente no Dammis e o melhor ... caminhadas no bosque dos pinheiros posso sentir agora mesmo o cheiro de cedro que vem de lá , parece um lugar misterioso e sempre vai estar nas minhas lembranças secretas de criança, junto com outras lembranças que me fazem lembrar porque eu na verdade odeio Samervilley ou pelo menos as pessoas de lá ... ou algumas pessoas três em especifico de forma muito odiosa .

Foi para a pacata Samervilley que viemos, vindo de Dakota, eu era uma criança de sete anos que sentia falta do meu balanço e meu quarto de janelas azuis. Samervilley era feia e fria de mais no inverno e quente de mais no verão. Tinha muitas arvores pontudas e alta e nenhuma que podia pendurar um balanço. Chovia demais, era frio. Morávamos em uma casa com um porão assustador, e minha vozinha teve que ir morar numa casa em cima da garagem, eu não gostava nada daquilo estava tudo errado e a culpa era da quela cidade perdida no meio do nada.

Eu não tinha um único amigo, fora os garotos que vinham de bicicleta uma vez por dia me atacar com pedrinhas na frente de nossa casa. Eu os odiava, e a o mesmo tempo ficava estranhamente ansiosa quando eles simplesmente demoravam a parecer. Sentada na grama em frente a minha casa com meus brinquedos espalhados, esperava realmente que um dia eles parassem e falassem comigo, mas eles pareciam muito satisfeitos em só me atacar com pedrinhas. E saírem rindo disso.

Nenhuma arrancou meu olho mas algumas machucavam de verdade, eu chorava e corria para minha avó. Minha mãe teria levado aquilo para o lado pior, ela ia acabar descobrindo onde cada um daqueles garotos movam e feito eles pedirem desculpas e eu iria talvez perder meus estranhos amigos inimigos. Por isso eu corria para minha avó que me olhava com carinho e colocava band aids divertidos em meus machucados. E dizia com carinho que isso logo logo passaria. E realmente passava então eu acreditava nessas palavras com seriedade.

Meu pai uma vez construiu uma casa na árvore e eu estava muito ansiosa para ele terminar logo seria meu forte eu poderia correr e me proteger lá contra as pedradas e com um pouco de coragem eu poderia quem sabe retribuir esses ataques.

Em uma certa noite ouvimos barulhos de estalos e foguetes e toda a minha família acordou assustada. Corremos para frente da casa de onde vinha o barulho, meu pai segurando um taco de basebol, minha mãe de robe e rolos no cabelo, minha avó sem seus dentes e eu com minhas pantufas de coelho, camisola da moranguinho.

Me vi olhando a coisa mais monstruosa que eu podia ter visto. Minha casa caindo de cima da árvore estourando em foguetes e bombinhas, para depois cair reduzida a cinzas pelo fogo.

—Eu disse que essa coisa não era segura Rents, imagina se Lily estivesse lá dentro. _Minha mãe falou me apertando nos braços.

Meu pai correu ainda tentou salva la, mas nada podia ser feito, minha casa da árvore estava no chão, e eu sabia quem tinha feito aquilo. Meus inimigos, agora eram só isso, meus inimigos e eu verdadeiramente os odiava agora. Aos sete anos eu descobri o que era odiar alguém. Pela primeira vez e eu tinha três alvos de ódio.

Passei a descobrir os horários que eles vinham e me escondia, via eles contornarem a casa e saírem frustrados por não me acharem, eu já devia ser uma rotina na vida deles assim como ele eram na minha, mas isso tinha chegado ao fim... Não se pode destruir a casa de alguém e achar que isso e aceitável! Descobri escondida no mercado da rua uma certa vez, o nome deles. Eles estavam escolhendo gibis e eu me esgueirei sorrateiramente na prateleira de biscoitos guando minha mãe escolhia as verduras. Eu agora era a vigia mas astuta da cidade , eu estava em alerta máximo com aqueles vilões destruidores de lares de bonecas!

Tormem a tormenta ele definitivamente era o pior. Era o líder daquele trio .

Damil o demônio ele vivia com um maldito pirulito na boca o que deixava a boca dele toda vermelha e ria de tudo que Tormem falava e o riso dele parecia um chiado de cachorro velho.

Westeres. Ou Westt como eles o chamavam era o calado parecia sempre estar olhando tudo em volta. Vi ele enfiar duas revistinhas no bolso da jaqueta. Então ele era o ladrão...Os três patetas que destruirão minha casa da arvore sem eu nem mesmo ter tido a chance de usa-la. Meu pai queria ter começado tudo de novo mas eu sabia que eles iam acabar destruindo tudo, então era perda de tempo.

Naquele ano as aulas começariam, eu iria começar na nova escola e descobri para meu terror absoluto que os três patetas moravam na minha rua e pegaria o ônibus da escola todos os dias junto comigo. Bem eu não tenho como enumerar o tipo de coisa que eu tinha que aturar... Foram anos de terror para mim.