Uma Garota Sombria

7 Entre flores e espinhos, garotinha


Notas iniciais
Olá. Novo capítulo para vocês. Espero que gostem. Como vocês pediram, o cap. está maior e com aquela pitada assustadora que vocês adoram. Não sei se exagerei. Boa leitura a todos. Um beijão aos que comentaram o capítulo passado: * anaeliza * HavennaPurple * tati_eu * GabyyEstevao * Raven_Madison * Vaah E um beijão a todos que estão lendo agora. Até logo :*

Marcony foi embora, e eu passei o resto da tarde conversando com Charlotte sobre Fausto, e sobre o homem misterioso do cemitério. Marcony não apareceu na conversa, embora ocupasse uma parte insignificante de meus pensamentos. Ele tinha algo que eu gostava. Talvez sua sinceridade ou o seu lado misterioso.

“- Talvez eu saiba mais do que imagina.”

Aquele jeito confiante.

“- Você irá se surpreender comigo. Eu sou mais do que aparento ser.”

Ele me lembrava alguém.

Anoiteceu e minha tia convidou Charlotte e sua família para dormir conosco. Charlotte adorou a idéia e ficou radiante. O dia foi longo e todos estavam exaustos, prontos para uma tranqüila noite de sono. Exceto eu.

Eu tinha outros planos para aquela noite. E nem mesmo para Charlotte eu contaria. Eu tinha um assunto mal resolvido no cemitério. E eu não podia esperar nem mais um dia.

Esperei Charlotte dormir, e saí em silêncio. A lua estava enorme. E eu me sentia cada vez mais confiante. Eu sabia que não haveria ninguém, pois já era madrugada. Então se eu visse ou ouvisse qualquer coisa eu teria certeza de que não passava de imaginação ou... De alguém me seguindo. De qualquer maneira eu tinha que enfrentar. Eu não acreditava em fantasmas que fogem de seus túmulos para assustar os humanos. Para mim, sempre foi muito simples. As almas boas descansam em paz no paraíso que há acima do céu, enquanto aqueles que foram ruins e maldosos pagariam por seus pecados longe dos humanos, em um lugar onde não pudessem mais fazer o mal. Esse era o justo. Era o certo. Já que não havia justiça na vida, a morte deveria ser justa.

E por isso eu não temia os mortos e seu silencio absoluto, mas sim os vivos, que me assustavam com seu cinismo e crueldades.

Eu caminhei entre as lápides, até chegar ao túmulo de meus pais. E então, a surpresa. Eu coloquei minha mão sobre a boca. Sobre a lápide de minha mãe, havia uma rosa branca. Aquele era um cemitério abandonado, e era muito raro ver alguém andando por ali. Ninguém visitava minha mãe além de mim. Somente no dia de seu aniversário, minha tia Elissandra deixava flores. Mas ela não gostava de cemitérios. E eu tinha certeza absoluta de que não tinha sido ela. Uma única rosa. Quem poderia ter a deixado ali? Era uma rosa muito bonita. Tinha sido deixada a pouco tempo. Eu olhei para os lados, tentando ver qualquer coisa que parecesse estranha, mas era só mais uma noite escura no cemitério. Exceto pela rosa. Aproximei minha mão devagar, sempre olhando para os lados. Tomei cuidado para não me espetar com algum espinho, mas assim que peguei a rosa, deixei-a cair. Em baixo dela estava um pedacinho de papel. Estava escrito em letras grandes. ANNE.

A minha respiração ficou irregular, e eu não sabia mais o que pensar. Quem poderia ter feito isso? Na minha cabeça se passavam tantas coisas! Quem havia falado comigo?Quem havia deixado a rosa?

Então eu ouvi passos. Passos que se aproximavam. Um vulto preto estava vindo em minha direção. Um misto de medo, arrependimento e curiosidade se passavam em mim. Ele andava devagar e aos poucos eu pude ver o que se aproximava. Era um homem coberto por uma capa preta. O tecido leve se movimentava enquanto ele andava. O capuz cobria inteiramente seu rosto e ele olhava para baixo. Certamente eu não o conhecia. Será que ele era um louco? Eu queria ir embora, mas eu estava paralisada. Apavorada. Confusa. Hipnotizada. Ele chegou perto de mim, e se abaixou. Eu não sabia o que ele queria, mas sabia que era tarde demais para fugir ou gritar. Ele pegou a rosa e levantou-se. Sua mão era branca. Um pouco maltratada e suja, mas de alguma forma estranha, delicada. Ele tocou a rosa em meu braço. Eu sabia o que ele queria, então eu peguei a rosa e sem querer nossas mãos se tocaram. De repente, um milhão de pensamentos e lembranças se entrelaçavam em minha mente. Ele também ficou atordoado e começou a dar passos para trás. Era um medo sombrio. Um medo louco. Eu estava apavorada, como nunca havia ficado. E eu só queria ir embora dali. Comecei a andar em direção a minha casa, mas eu não sabia com que forças eu ainda me mantinha em pé. Em minha mente vinham cada vez mais flashes, várias vozes e palavras soltas que não faziam o menor sentido.

“Volto logo, Anne”

“Ele foi assassinado na capital.”

“Eu não vou suportar por muito tempo minha querida”

Uma rosa branca. Um vulto preto.

“Você vai amar ele!”

“Talvez eu saiba mais do que imagina.”

“Não me decepcione mais.”

A morte. A vida. A dor. O medo. O sonho.

“Se não for agora, não vai ser nunca.”

“Temos que pensar no nosso futuro.”

“Prometa que vai cuidar dela”

Felicidade. Tristeza.

“Você tem que esquecer isso.”

“Eu sempre te encontro.”

A mão. As mãos. Meus pais. Um pedaçinho de papel.

“Eu te proíbo de ir lá novamente.”

“O que mais você poderia querer?”

Minha mãe chorando. Minha mãe morrendo.

“Ainda não te chamam de bruxa!”

“Eu não confio nessa sua tia.”

Um vestido. Um cemitério. Uma floresta.

Elisabeth Cavenaghi

Albano Cavenaghi

“Eles não vão voltar.”

“Apenas duas lápides”

O que tudo aquilo significava? Alguma coisa tinha significado?

Eu lutava para respirar. As lágrimas começavam a cair enquanto eu andava num ritmo apressado. Não havia como, nem por que correr. Minhas pernas estavam tremulas. EU estava tremula. Ele não tinha vindo atrás de mim. Ele também parecia estar assustado. Mas com o que? Será mesmo que ele era um louco? Era a única explicação. E se ele mudasse de idéia e viesse correndo atrás de mim? O que eu faria? O que ele estava fazendo ali? Por que aquela rosa? Por que aquele jeito? Por que aquela capa? Como ele sabia meu nome? O que ele queria fazer comigo? E por que não fez nada?

Eu passava as mãos trêmulas pelo cabelo e olhava para trás a toda hora. Meu coração estava fora do normal. Eu estava tão estranha! Eu pensava em tudo e em nada ao mesmo tempo. Como isso era possível? Tudo estava embaralhado em minha mente. E eu não conseguia entender meus próprios pensamentos. Eu sentia algo estranho no peito. Um frio e um vazio perturbador! Eu não sabia explicar o que estava acontecendo. Eu cheguei em casa e entrei pelos fundos. Quase sempre esqueciam a porta destrancada, e é óbvio que eu não me importava nem um pouco. Agora era diferente. Eu me sentia desprotegida. Havia um estranho no cemitério, que estava me seguindo, e eu dormia todos os dias com a porta da minha casa destrancada. E não era só isso. Havia também as janelas. Quando as portas estavam trancadas, eu entrava pela janela sem dificuldade. Escalar aquela casa era a coisa mais fácil do mundo. Coisa que qualquer pessoa poderia fazer.

Eu chorava descontroladamente e não conseguia parar por mais que tentasse. Era o medo que havia invadido impiedosamente meu corpo. Fui pegar a chave na segunda gavetinha branca, e só então percebi ao estender a mão que eu ainda segurava a rosa. Meu punho estava fechado em torno do caule da rosa, e a apertava insanamente, como se ela pudesse a qualquer momento desaparecer. Eu estava tão confusa que nem havia reparado. Sentei no chão e a observei por um tempo. Aos poucos, as lágrimas foram diminuindo até que cessaram. E eu fui me acalmando. Uma rosa branca... O que ela significava? Seu Lauro já havia me explicado sobre as rosas. Todas tinham significados. Lauro era o jardineiro. Ele já trabalhava para a minha família há muitos anos. Desde que meus pais se casaram, eu acho.

Ele sabia tudo sobre flores, e talvez aquela rosa tivesse algum significado. Eu tentaria descobrir quando amanhecesse. Talvez ele estranhasse um pouco, mas não há nada que Seu Lauro mais goste neste mundo do que falar de flores. Ele iria me ajudar.

Apesar de tudo, eu gostei da flor. Era bonita e me trazia certa tranquilidade. Tranquei a porta e subi para o meu quarto.

Charlotte estava dormindo desengonçada, quase que caindo da cama. Fechei a janela e a tranquei. Eu havia deixado aberta de propósito, para se caso trancassem a porta dos fundos. Não seria nada bom acordar a todos ou dormir do lado de fora.

Porém nem mesmo estar trancada em meu quarto, fazia com que eu me sentir tão segura quanto ter a rosa em minha mão.

Sentei na cama e olhei fixo pra ela por um longo período. Era uma rosa sem espinhos. Uma rosa fascinante. Eu girava a rosa delicadamente e sentia seu cheiro. Mas uma coisa me preocupava. O que eu falaria para Charlotte? Era uma história muito estranha e sem sentido. E se ela achasse que eu estava ficando doida? Podia até dizer que eu estava vendo espíritos. Em breve eu estaria noiva. O que iriam pensar se vissem essa rosa? Charlotte me faria muitas perguntas e eu terminaria falando. Levantei da cama com lágrimas nos olhos. Arranquei uma pétala e a coloquei dentro de um dos meus livros prediletos, “Adeus, querida menina”. Joguei a flor pela janela sem pensar duas vezes, e tranquei a janela novamente. Não demorei a dormir.

“Eu estava numa tempestade. O longo vestido preto que eu usava estava encharcado e pesava. Eu estava perdendo o fôlego e era difícil correr naquele estado. Eu estava exausta, meus cabelos estavam grudados no meu rosto e em meu pescoço. Os meus pés descalços estavam sujos de lama e maltratados. Algo me perseguia e eu estava apavorada. Eu não sabia se era um homem ou um animal feroz. Um rugido alto ecoou por toda a floresta. Eu tropecei em uma pedra e caí no chão. Então a fera pulou em mim, esmagando uma de minhas pernas. Ela possuía dentes afiados e garras enormes, que rasgaram minha roupa e minha pele. Senti o sangue escorrer pelo meu rosto. Eu não sabia exatamente o que aquilo era, mas pelos seus olhos, estava faminto.

Não havia mais nada a fazer. Numa noite de lua cheia, abaixo de um céu estrelado, eu seria dilacerada por uma fera. Essa seria a última noite que eu veria? E minhas últimas palavras, quais seriam?Em meio ao medo eu conseguia reconhecer um som. O barulho das galopadas de um cavalo ficava cada vez mais intenso. Estava se aproximando. Do meio da escuridão, surgiu montado em um cavalo, um cavaleiro coberto por uma capa preta. Sua espada atravessou a fera. E ela caiu do meu lado sem vida. Foi tudo rápido de mais para pensamentos. Ele tirou sua capa e eu pude ver seu rosto aterrorizante. Ele possuía olhos vermelhos. Olhos de sangue. Olhos de ódio. Em sua espada escorria o sangue daquele lobo gigante. Meu corpo tremia. O meu salvador era repugnante, e se aproximava de mim silencioso. Sem piedade, ele enfiou sua espada em minha barriga, e eu fui tomada pela surpresa. No chão, eu agonizei de dor, enquanto ouvia novamente as galopadas de seu cavalo. E eu não conseguia pensar em mais nada, além dos olhos de sangue daquele homem monstruoso.”

Acordei um pouco assustada. Eu já estava acostumada a pesadelos, mas eles ainda me deixavam perturbada.

Charlotte não estava mais na cama. Nem no quarto. Vesti um vestido qualquer e prendi o cabelo num rabo de cavalo. Desci para tomar café e encontrar Charlotte. Ela estava conversando com minha tia na sala.

- Bom dia, Anne. – As duas disseram quase na mesma hora, quando me viram.

- Bom dia.

- Ah Anne, meus pais já estão indo embora. – Ela falou em tom de tristeza.

- Que pena Charlotte. Eu gostei muito de ter sua companhia ontem.

- Vocês ainda têm uns minutinhos. Vou deixar vocês conversando a sós, mas não demorem. Sua mãe tem compromissos importantes hoje, Charlotte. Não pode se atrasar.

Minha tia saiu e nós sentamos no sofá. Charlotte estava séria, algo que não era muito comum.

- Anne, eu fiquei pensando muito sobre o que nós conversamos.

- Sobre o que exatamente?

- Sobre aquela história do... – ela continuou quase sussurrando –... Cemitério. Você realmente não faz idéia de quem... Poderia ter sido?

- Não, eu não tenho Charlotte, e... Não quero falar sobre isso.

- Mas você ontem falou tanto sobre...

- Eu sei, eu sei, mas... É exatamente isso. Eu já falei de mais sobre esse assunto e tem tantas coisas que eu quero pensar, e na verdade, não é bom falar muito sobre isso, porque se minha tia ouvir...

- Mas você disse que contou ela.

- Sim, claro, eu contei Charlotte! Mas ela falou que era pra eu esquecer e para eu não tocar mais no assunto. Se ela descobre que eu falei isso com você, ela vai ficar furiosa comigo.

- Eu entendo Anne. Só que... Isso me assusta tanto!

- Eu também estou assustada. Mas como é que eu posso saber? Eu não vi o rosto daquele homem.

- Então você tem certeza que era um homem?

- Tenho... Eu não vi, mas eu tenho. Só que isso não quer dizer nada, pode ter sido qualquer pessoa. Qualquer louco! Minha tia está certa, eu tenho que esquecer isso.

- E parar de ir lá? – É lógico que não. Eu podia ter medo, mas se me faltava coragem, me sobrava loucura e curiosidade. Eu não conseguia aceitar a idéia de não saber quem estava embaixo daquela capa.

- É lógico que sim, Charlotte. Eu... Não vou mais lá. Pelo menos sozinha. – Era melhor mentir para Charlotte. Ela nunca ia entender os meus motivos. Na verdade, nem eu os entendia.

- Desculpe-me minha amiga, mas não conte com minha companhia. Não gostava de cemitérios antes, agora menos ainda.

- Está tudo bem. Eu acho que eu também não tenho coragem de voltar lá.

- Isso é tão estranho. Você tem certeza que... E a voz? Você não reconheceria?

- Não. Impossível. Foi tudo muito rápido, eu só me lembro que era uma voz forte, grossa. Parecia de um homem, quer dizer era um homem. Com uma voz... Normal de homem. Eu sou péssima com isso, Charlotte. Eu... Não reconheceria.

- Ah Anne, você está certa de não ir mais lá. Eu fico até preocupada, só de pensar. Mas você sabe que pode sempre contar comigo. Eu sou sua amiga.

- Eu sei Charlotte. É tão bom ter uma amiga novamente!

Eu a abracei com um enorme carinho. Porém, eu estava decidida a não contar sobre aquela noite. Por enquanto eu deveria entender o que estava acontecendo, para depois explicar a alguém. Não era só a rosa, a curiosidade ou o medo. Era algo mais. Algo dentro de mim.

- Você sabe que eu queria ficar mais um pouco, mas meu pai tem que trabalhar, minha mãe tem um chá, e eu, bem... Tenho que ficar em casa.

- É. Não é fácil ser mulher aos 15 anos.

- Ah, mas você tem sorte, logo estará casada. E muito bem casada.

- É... Que sorte...

- Bom, é hora de ir. Adeus minha amiga.

- Adeus Charlotte. Minha querida amiga.

Assim que Charlotte foi embora eu saí e fui andar pelo jardim, em busca de Lauro, o jardineiro. Eu não queria perder um minuto sequer.

O nosso jardim era lindo, mas eu não costumava ir lá. Eu não era como minha mãe. Ela adorava aquele jardim e ia ver suas flores quase todos os dias antes de ter problemas de saúde.

O jardim era enorme. Havia todos os tipos de flores e árvores também.

Seu Lauro estava podando um arbusto quando o avistei.

Ele me viu e acenou sorridente. Eu fui até ele, mas ainda não sabia por onde começar. Seu Lauro tinha cabelos brancos e um bigode engraçado. Seu olhar era cansado, mas havia sempre um sorriso em seu rosto redondo. Devia ter mais ou menos uns 55 anos e muitas histórias boas. Era um homem sábio.

- Lauro, será que você tem um tempo livre, para me ajudar?

- Tenho, eu já estou terminando. No que eu poderia ajudar você, garotinha? Já tem tanto tempo que não vem visitar esse velho...

- Eu quero saber sobre flores.

Ele riu.

- De novo?

- É que já faz muito tempo. Eu não me lembro mais nada.

- Falando assim até parece que aprendeu alguma coisa. Você queria destruir meu jardim, isso sim.

- Eu era uma criança. Desculpe-me pelos estragos.

- Era? – Ele riu novamente. – E quando você deixou de ser uma criança?

- Parece que é o único que acha isso. Todos querem que eu me case.

- E esse “todos” inclui você?

- Não.

- Então porque vai se casar?

- Porque eu preciso. Minha tia está à beira da falência. Nós vamos perder tudo. Ela disse que o dinheiro que meus pais deixaram está acabando. Eu não posso afrontar minha tia e deixar minha família na miséria. Eu prometi a minha mãe que cuidaria de Elise. Eu prometi.

Ele ficou sério. Um semblante triste.

- Quem vive muito se assusta com os gritos do sangue.

- Gritos?

- O grito do tempo. O tempo que parece voltar e que não acaba nunca. O mesmo livro e a mesma página. – Ele parecia ter se perdido em seus próprios pensamentos. Seu olhar estava além do jardim. Muito além de qualquer coisa que eu pudesse ver. — O mesmo livro e a mesma página, garotinha.

- Tem vezes que não entendo seus conselhos.

- Não foi um conselho. Foi um lamento.

- Você é tão misterioso. Eu não entendi nada do que você falou. Sangue, livro...

- É um livro. Um livro que já li.

- Parece ser bom. Depois eu vou ler. Quando eu tiver tempo pra pensar nisso. Agora eu preciso saber sobre flores.

- Alguma em especial?

- As rosas. Eu lembro que minha mãe adorava flores.

- Ela gostava mesmo. Cuidava muito bem das flores. Eu já acabei com os arbustos. Vamos ver as rosas.

Seu Lauro me mostrou os tipos de rosa e explicou sobre como devemos tratá-las. Qualquer um podia ver nos seus olhos que ele amava as flores.

- Você disse que as rosas representam várias coisas.

- Sim, isso mesmo. As vermelhas representam amor, paixão... São perfeitas para presentear a mulher amada.

- E as brancas?

- As brancas representam paz, inocência, pureza, segredo... Apropriadas para se presentear moças jovens. Um buque de rosas brancas e vermelhas representa união e harmonia. Ficam lindas juntas.

- Mas e se for uma única rosa? Representa alguma coisa?

- Uma solitária rosa significa simplesmente “eu te amo”. – Ele pegou uma rosa amarela e a cheirou. – As rosas são tão bonitas... Muito perfumadas também. Mas se não tiver cuidado com elas garotinha, os espinhos te espetam. — Falou me mostrando quantos espinhos aquela linda rosa tinha. – Você deve estar sempre atenta. Até as flores machucam. – Ele me entregou a rosa gentilmente. – As rosas amarelas podem representar amizade.

- E se a flor não tiver espinhos? Significa alguma coisa?

- As rosas sem espinhos significam amor a primeira vista. É muito romântico, não é? Rosas são sempre românticas. Você por acaso recebeu rosas, garotinha? É a única coisa que explica esse seu interesse repentino por elas.

Onde eu estava com a cabeça quando fui procurar Lauro? Ninguém sabia sobre significados de rosas. A rosa não apareceu sozinha e muito menos foi deixada por um espírito. Era apenas um louco. É claro que todas as rosas significam coisas fofas e românticas. Eu é que estava enlouquecendo em vim tentar entender de flores.

- Não... Eu... Depois eu volto Seu Lauro. E aí você me explica mais. Eu me lembrei de uma coisa que tenho de fazer agora. Desculpe fazer o senhor perder tempo. Eu tenho mesmo que ir.

- Tudo bem, garotinha. Não perdi meu tempo. Foi bom poder ajudar você.

- Eu volto outro dia.

- Eu sei que vai.

As coisas estavam muito confusas. Tudo o que eu precisava agora era ficar sozinha e pensar com calma no que estava acontecendo. Tranquei a porta do quarto e fui ler um livro, chamado “adeus, querida menina”.

Notas finais
Aqui estou eu de novo. xD Gostaram? Não gostaram? Está faltando alguma coisa? Oportunidade IMPERDÍVEL ali em baixo, de enviar seu comentário pra mim. ^ ^ Se acharem algum erro gritante e vergonhoso podem falar também, por que eu sempre releio várias vezes mas como fui eu que escrevi, ás vezes eu passo pelo erro de digitação, e leio certo. *** E sobre os significados das flores, para quem já está me chamando de louca, não fui eu que inventei não, eu pesquisei. As informações foram tiradas do Wikipédia e do site floriculturayohana, não estou fazendo propaganda nem nada, só dizendo da onde eu tirei. Tudo o que eu escrevo na história que não me pertence eu falo. O resto todo saiu da minha cabeça mesmo. Beijokas e até logo.