Uma Garota Qualquer.
1 Piloto - Ano novo vida não tão nova.
Notas iniciais
Uma Garota Qualquer.
Era fim de ano e todos estavam contentes enquanto faziam suas listas de metas que nunca seriam cumpridas para o ano que iria entrar. Eu ao contrário dos outros estava melancólica graças ao termino de um relacionamento que estava fadado a dar errado desde o começo.
—____Memórias on:
— Victoria? — Disse Peter surpreso do outro lado da linha.
— Eu não posso acreditar que me excluiu das suas redes sociais depois de marcar um almoço para que pudéssemos nos reconciliar... – disse arfando – Para depois mudar o seu status para namorando, e o pior ainda por uma foto no perfil com ela. – continue. Minha voz estava engasgada por causa do choro que eu reprima enquanto as lagrimas escorriam no meu rosto.
— Nós não tínhamos mais nada, eu errei em não te contar, mas eu estava solteiro há um ano natural que eu comece a namorar. — disse ele com toda naturalidade do mundo.
— Sabe o que você é Peter? Uma pessoa manipuladora e mentirosa espero que ela descubra quem você é antes que seja tarde.
—____Memória off.
Engraçado como as coisas são conheci Peter em uma rede social quando ainda tinha quatorze anos e eu o detestava, ele por sua vez sempre tentando ser amigável; dois anos depois nós nos tornamos grandes amigos e por fim quando eu completei dezenove anos nos apaixonamos. Ele tinha uma namorada que estava dando um tempo e então terminou para que assumíssemos o nosso amor exatamente o que ele estava fazendo comigo agora. Namoramos durante três anos e por causa das brigas constantes, ciúmes e frieza da parte dele, decidimos dar um tempo, mas em nenhum momento ele deixou de me cobrar e me perseguir.
Eu estava imersa em meu pensamento quando a contagem regressiva começou.
— Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um. – contavam todos.
Todos começaram a se abraçar e desejar feliz ano novo enquanto eu caminhava em direção à porta.
— Pode parando expertinha. – disse Lauren enquanto me puxava para um abraço. – Onde estava pensando em ir? – perguntou ela.
— Bem... Não estou em clima de festa. Cumpri o que prometi, passei a virada... — ia dizendo quando ela me interrompeu.
— Xiiiiu! Está ouvindo isso?
— O que eu deveria está ouvindo Lauren? — retruquei.
A festa estava exageradamente barulhenta. A música era uma batida incessante e as pessoas gritavam umas com as outras na tentativa de se ter uma conversa.
— É O SOM DA DIVERSÃO!- gritou bem alto. – É disso que você esta precisando Tori. – disse ela novamente me abraçando.
— Sei que está preocupada comigo En, mas eu vou ficar bem eu prometo. – menti. — E além do mais eu preciso ir até o Antony para saber como está o gato que ele atropelou. – continue para que ela não comentasse sobre a minha mentira.
— Tudo bem, mas me prometa que iremos almoçar amanha, ok?
— Só se você pagar a conta. – disse abrindo um sorriso.
Peguei meu casaco e meu cachecol, estava descendo as escadas quando dei de cara com vários caras embriagados bloquendo a passagem.
— Com licença, eu preciso passar. – disse e minhas feições mudaram enquanto os olhava me ignorarem. – Olá, eu preciso passar. – continuei.
Eu estava ficando brava quando decidi que iria passar por eles por mal já que por bem não estava adiantando. Eu desci as escada decididamente empurrando todos que estavam no caminho até que eu tropecei no salto que Lauren me forçou a usar e torci o pé.
— Isso foi feio, deixa que eu te ajudo. – disse uma voz desconhecida.
Fale com o autor