Uma Garota Fora Da Lei

21 Verdadeira \"eu\"


Notas iniciais
Oi... Bom, eu não tenho nada do que falar, eu já cansei de escrever sempre as mesmas coisas, então...
Não diria que esse capítulo está ruim, mas também não está bom.
Boa leitura.

O que ele tem na cabeça? Por que ele fez isso? Eu quero matar o Luther.

Mas o que me impede é que seus braços estão segurando os meus. Então...

- Ai! – Ele cai no chão gemendo de dor.

- Isso é para aprender a não me beijar.

- Aposto que quando o David te beijou, você não fez isso... – Ele continua reclamando da dor.

- Eu dei um tapa na cara dele.

- Antes na cara – Ele levanta e ainda reclamava – Qual o seu problema?

- Eu não gosto que me beijem sem que eu queira.

- Então você queria que o David te beijasse?

- Bom... Não.

- Então?

- Isso não vem ao caso, o caso é... Nunca mais tente me beijar.

- Mas... Emily, eu gosto de você.

- Problema seu, eu sei que você não deve ser o único, mas... Enfim, a gente nunca daria certo.

- O David daria não é?

- Para de comparar tudo com ele.

- Será que não vê que gosta dele?

- O que? – Rio alto, e depois de muito rir eu volto ao normal – Eu não gosto dele Luther, eu... Eu... Apenas sinto menos ódio do que sentia antes.

- Fala sério... Emily, eu preciso que você fique comigo.

- A gente precisa de água, comida... De mim você só quer matar seus desejos.

- Não é nada disso.

- Luther, eu acho que se você gostasse mesmo de mim você não ficaria com mil e umas meninas. E nem com três de uma só vez. Eca.

- Eu sei, mas esse é o meu jeito, eu sou totalmente estranho, eu não consigo me controlar.

- Eu entendo, mas você tem que entender que, para ficarmos juntos, eu também teria que gostar de você.

- Mas... Você não gosta?

- Eu não tenho nada contra, até agora... – Digo e dou as costas.

- Como assim até agora? – Viro-me de volta para ele.

- Pode parecer idiotice Luther, mas quando alguém “gosta” de mim, eu me afasto dela.

- Por quê? – Várias lembranças começam a invadir minha mente, lembranças que não preciso, e nem quero descrever.

- Eu já me arrependi demais por ter me apaixonado por quem não devia, e foi por minha causa de eu perdi a pessoa.

- Poderia explicar?

- Não.

Abro a porta e vou direto para o meu quarto, chegaria mais rápido se no caminho não tivesse me esbarrado com David.

- O que foi? – Ele me encara.

- Conversou com ele?

- Sim – Digo e encaro também – Ele “gosta” de mim.

- O que?

- Ele disse que quer ficar comigo, disse que gosta de mim.

- Isso é sério?

- Tenho motivos para mentir?

- Não.

- Então?!

- O que vai fazer? Vai ficar com ele?

- Pessoas que gostam de mim eu afasto.

- Por quê?

- Elas podem... Sofrer.

- Como assim?

- David tem a ver com tudo que está acontecendo.

- Com o Felix e a policia?

- Sim.

- Explica?

- Me desculpa, mas não!

Vou para o quarto e tranco a porta.

Agora tudo está totalmente perdido... O Luther está provavelmente apaixonado por mim, o que eu fiz para merecer isso? Eu acho que nada, ou talvez tudo.

Não é que eu queira que ele se afaste de mim, muito pelo contrário, eu o vejo como um amigo, e eu quero os amigos perto de mim, eu sei que ele pode até ter uma quedinha por mim, mas eu não acredito que ele realmente esteja apaixonado.

Não mesmo.

Não sei o que é, mas algo me diz que ele está apenas iludido com os fatos. Ele pode achar que eu goste ou tenha algum tipo de interesse nele, e a última coisa que eu quero é iludi-lo. Isso nunca. Já que muitas vezes eu já sofri com isso, e não quero que ninguém sofra como eu sofri.

[...]

Mais uma vez algum desocupado começa a bater na porta.

Eu com boa moça, levanto e atendo.

- O que é? – Pergunto encarando David.

- Foi verdade que o Luther te beijou? – Eu não acredito nisso.

Uma raiva percorre todo o meu corpo, a esse momento eu já deveria está vermelha, ou quase pegando fogo.

- Ele te disse isso? – Eu tento ficar calma.

- Sim – Respiro fundo, milhares de vezes, tenho que manter a calma. Ou simplesmente eu posso querer matar o Luther.

- Eu vou... Mata-lo.

Saio andando, ou quase correndo, mas antes que eu pudesse chegar longe demais, David segura meu braço.

- Isso é verdade? – Ele pergunta olhando nos meus olhos, eu encaro os seus também...

- David, eu...

- É verdade... – Ele ri pelo nariz e me solta.

- O que você tem a ver com isso?

- Nada, a boca é sua, à vontade também, você pode beijar quem quiser.

- Sim, eu posso.

- Mas o Luther?

- Ele é seu amigo, por que fala assim dele?

- Eu cresci com ele Emily, eu sei o que ele faz depois que diz que está gostando e beija a menina.

- O que?

- Vai continuar ficando com ele?

- Por quê?

- Se sim... Descubra você mesma, se não... Estarei no meu quarto, qualquer coisa é só falar comigo.

- O que? – Ele da as costas - David volta aqui, o que você quer dizer?

Ele me ignora por completo e continua andando, ele some de vista.

- Idiota! – Digo sozinha.

Solto um suspiro e assim que me viro dou de cara com Luther me encarando sorrindo.

- O que é? Vai ficar me perseguindo assim?

- E se eu disser que sim?

- Luther, eu já disse que eu não quero nada com você.

- Eu sei.

- Então para de tentar. – Passo dele caminhando, mas não demorou muito para que ele estivesse me acompanhado.

- E se eu te mostrar que podemos ficar juntos? Que você pode se apaixonar por mim?

- Não, eu já disse que não quero me apaixonar por ninguém, e eu não vou.

- Mas Emily, somos feitos um para o outro.

- Desculpa, mas isso aqui é algum conto de fadas?

- Não, mas... Eu gosto de você Emily.

- O que você quer Luther?

- Será que é tão impossível de ver? Eu quero você comigo Emily.

- O que é? Vai dar uma de romântico super apaixonado por mim agora?

- E se eu disser que sim?

- Vou te chamar de idiota.

- O que tem tanto contra o amor?

- Tudo, tudo de ruim e de péssimo. Amor complica tudo, deixa sua cabeça longe demais, só pensando no idiota.

- David?

- Ele é idiota, mas não é esse idiota, e pode parar, eu não gosto dele.

- Eu sei, só queria ver sua reação.

- Normal, então para.

Chego ao quarto e paro, ele fica de frente para mim.

- Emily, por favor.

- O que?

- Deixa eu te mostrar que podemos dar certo?

O encaro por um bom tempo, olhando bem no fundo dos seus olhos, tentando ver a mentira que ele poderia está escondendo ali, tentando ver se esse gosto por mim era verdadeiro, mas nada dava sinal de mentira. Até por que não só encarando a pessoa que você sabe que ela está mentindo, tantos ótimos mentirosos por ai, e eu me preocupando com o Luther.

- Luther, eu sei que você quer, mas sou eu, e eu sei que isso não vai certo.

- Você por acaso prevê futuro? Você sabe o que vai acontecer se deixar?

- Sim, vai dar tudo errado.

- Mas... Eu quero tentar.

- Mas eu não vou deixar.

Ele me encara nos olhos, e eu não entendo nada do que ele estava tentando fazer com aqueles olhares estranhos. Então ele se aproxima... E eu coloco a mão em seu peito o empurrando.

- Luther, não...

- Se fosse com o David você deixava...

- Eu já disse para você parar com isso, não tem nada de David aqui, eu não quero o David, eu não gosto do David... E nem de você – Eu entro batendo a porta em sua cara.

Pronto! Minha vida é superlegal. E para deixar mais “legal” ainda, Luther vai começar à insistir em um relacionamento que nunca vai existir.

Estamos falando de mim, e do Luther... Isso realmente nunca daria certo, em nenhuma hipótese.

Só de me imaginar grudada ao Luther, por quase vinte e quatro horas por dia, ele sempre falando coisas “românticas” em meu ouvido, me beijando a todo momento. Só de pensar nisso é de dar ânsia de vomito.

Meu celular começa a tocar. E para ser mais legal, era o Félix.

- O que é? – Pergunto assim que atendo.

- Tem que falar direitinho comigo hein mocinha...

­- Félix, diz logo o que você quer...

- Nada! Apenas avisar que a audiência é daqui a algumas semanas.

- Eu sei.

­- O que a princesinha vai falar?

- Que tal... A verdade? – Ele ri sarcástico.

- Você anda tão brincalhona esses dias...

- Mas Félix, o que quer que eu faça?

- Que diga que é a culpada, é tão complicado assim?

- Sim, porque eu não sou a culpada.

- Cadê a Emily que não se importa em ser presa milhares de vezes? Cadê a Emily que não se importa em se entregar? Acho que ela morreu depois que chegou nesse internato.

- Pode ser que sim, mas aquela ainda é essa Emily, mas acontece que eu me entregaria se eu fosse a culpada.

- Emily, você sabe que se me entregar...

- O que acontece? Você vai me matar? É isso?

- E se sim?­ – não tinha resposta, eu conheço o Félix, e eu sei que ele realmente faria isso.

- Você vai preso... – será que eu não tinha uma resposta mais... Ameaçadora?

- Ah, isso? – ele ri – Quantos crimes eu já pratiquei e eu estou aqui? Solto...

- Eu não sei, mas se fizer isso comigo, vai se arrepender

- Não se esqueça querida Emily, para toda a sua ação, terá a minha reação...– desligo sem falar mais nada.

Tudo bem, é mês que vem, tenho menos de trinta dias para pensar no que dizer, o Félix é o culpado, eu não posso me entregar por uma coisa que eu não fiz, mesmo se eu falar que não foi eu, vou ser presa de qualquer jeito. Eu tenho que entregar o Félix, mas depois quem vai sofrer as consequências sou eu.

[...]

Renata estava comigo no quarto, estávamos conversando sobre coisas aleatórias, até que ela toca em um assunto desagradável.

- Por que você deixou o David te beijar? – reviro os olhos.

- Para que quer saber disso? Isso não é mais importante.

- Não faz tanto tempo assim, é claro que você não se esqueceu da sua... – ela se aproxima e fala em meu ouvido – pegada – depois se afasta e rir.

- Nossa Renata, que legal hein? Mas o David não tem... pegada – Digo no mesmo tom que ela.

- Sei, sei... Tudo bem, vamos mudar de assunto.

- O que vamos falar agora?

- Hum... – Ela fica um bom tempo pensando – Você vai se inscrever para fazer a abertura dos jogos do internato?

- O que? – A encaro.

- Todo ano, o diretor organiza um grande jogo contra outros colégios, e sempre chama no máximo quinze meninas para dançar na abertura.

- Eu? – Começo a ri – Dançar na abertura dos jogos? Se desilude Renata. Isso não cola.

- O David é capitão do time.

- E o que EU tenho a ver com isso?

- Sei lá, eu acho que um capitão do time e uma capitã das lideres de torcida ficaria bem legal.

- Primeiro... Eu não vou dançar. Segundo, eu não estou nem ai se o David é ou não capitão do time de futebol ou sei lá o que eles jogam, e por ultimo, eu não sou o casal dele.

- Sei, eu não que não sou.

- Vamos parar com isso, por favor.

- Ah Emily, vai falar que não gostou daqueles lábios juntos aos seus, vai dizer que aquela mão percorrendo todo seu corpo, não te deixou louca? Afim de um pouco mais?

- Sim, eu não gostei, quer dizer, é, ele é legal, mas não é nada do que eu vejo as outras meninas falando.

- Tudo bem, é o seguinte... Eu duvido que se você beijar o David mais uma vez você resista.

- E porque eu o beijaria mais uma vez? – E por que eu ainda estou forçando esse assunto?

- É verdade, as vezes eu esqueço que você é a Emily.

- Hã?

- A metidinha a rebelde que quer que todos pensam que ela é jogo duro, que ela é difícil, que você é que manda em tudo.

- Mas...

- Emily, para com isso poxa, todos nós sabemos que você não é assim...

- É claro que eu sou, eu sempre fui.

- Eu sei que não, eu sei que você não é essa Emily. Eu sei que tem outra, mas você tem medo de revela-la para não se machucar... Não é isso?

Começo a refletir sobre minha vida, o que eu pouco faço – ou muito – na verdade, eu mal sei por que eu me tornei isso. Eu não sei por que eu sempre fico assim, eu não sou “metida a rebelde”, eu sou assim, eu sou essa Emily, e sempre vou ser.

- Não, agora faça o favor de dar licença – Abro a porta para ela – Até mais – Aponto para a saída.

- Você é complicada Emily. Muito complicada.

- Eu sei, isso não é nenhuma novidade para mim.

- Por que não diz a verdade? Por que não mostra quem realmente é?

- Porque essa sou eu Renata, essa Emily sou eu, e essa sempre será, agora da licença – Ela não diz nada, apenas sai, eu bato a porta e solto um suspiro alto.

Afinal, essa é a verdadeira... Eu?

Notas finais
A historia vai ficar legal, vai começar logo, eu quase desisti da fic... Até fiquei alguns dias sem entrar no nyah, porque eu realmente ia desistir, mas daí eu e minha amiga começamos a conversar e complementamos minhas ideias, e eu não desisti... Por pouco :s
Não espero que amem o capítulo, porque eu não gostei, mas...
Espero receber reviews, e sabe.. Eu nunca mais recebi uma recomendação hihi '-'
Até mais.