Uma Garota Fora Da Lei
43 Eu Sou Melhor que Ela.
Notas iniciais
Acho que eu não podia ser mais clichê, o que aquela garota fazia comigo? E como ela me faz ficar assim? Eu estava a observando dormindo como uma anjinha, porque quando acorda ela não é nada disso.
Eu realmente não sabia mais o que fazer para controlar o meu desejo pela Emily, eu não conseguia mais me imaginar sem ela, sem ela dando suas respostas e sem seus dramas, por mais que mesmo eu me envolvendo com ela, as coisas não ocorreram tão bem, eu ainda a quero.
Todo esse tempo que ela passou fazendo os serviços aconteceu algumas coisas, eu e o Luther voltamos a ter uma amizade menos conturbada por causa de uma garota, a Maria vinha me ver quase todos os dias, e em um deles ela tentou me beijar, mas eu conseguir controlar, eu recebi uma ligação do internato e o diretor me disse que eu e a Emily deveríamos voltar para o internato no máximo em dentro de dois dias e que a minha viagem para a faculdade, que seria em Londres, não demoraria muito, entre muitas outras coisas.
Eu comecei a tentar juntar tudo o que estava me confundindo, porque realmente eu estava confuso em relação à Emily, eu já disse que sou apaixonado por ela para o Luther, e ontem à noite eu consegui coragem de dizer a ela, e como sempre, ela fez mais uma de suas gracinhas, mas eu sei o que ela pensa sobre isso, então a única coisa que eu posso fazer é esperar o tempo dela, não tenho outra escolha.
Olho para a problemática – e folgada – que estava deitada sobre meu peito e sorrio, dou um beijo em sua cabeça e levanto a deixando na cama e indo para o banheiro, depois de alguns minutos volto e me arrumo. Emily ainda dormia.
— David? – Escuto a voz da minha mãe, e logo depois a maçaneta da porta sendo forçada a abrir.
— Oi! Eu estou bem. – Respondo.
— Por que a porta está trancada? Quem está ai? Abre essa porta David. – Ela diz quase gritando.
— Calma, eu já vou descer.
— Não, você não pode, abra essa porta agora David. – Ela grita.
— Mãe, calma! Eu não estou morrendo e sim só machuquei o braço, eu já vou descer.
— Três minutos para você está lá conosco na mesa, temos que tratar de alguns assuntos mocinho... – Então eu não escuto mais nada.
Olho para a cama e a princesinha ainda dormia, de onde ela tirou tanto sono?
Ando até a cama e a cutuco.
— Emily? – Cutuco mais uma vez. – Emily? – Cutuco de novo. Ela resmunga uma coisa que foi impossível de decifrar e vira para o outro lado.
— Sai daqui. – Diz ela, ainda com os olhos fechados.
— Emily, a minha mãe está lá em baixo, e chamou para tomar o café, levanta. – Ela se vira com raiva para mim.
— Se você não sabe, eu estou cansada...
— Vamos Emily, menos drama, por favor, eu fiz a mesma coisa que você e não estou assim. – Ela revira os olhos.
Depois de mais alguns segundos enrolando, ela puxa o lençol da cama e vai para o banheiro.
— Como se eu não tivesse visto nada ai. – Ela levanta o dedo médio em um gesto carinhoso e bate a porta do banheiro.
Balanço a cabeça negativamente rindo. Sentei a cama esperando ela terminar no banheiro.
Demorou mais do que os três minutos que minha mãe deixou, por sorte ela não veio aqui, mas se viesse não iria mudar nada, eu continuaria com a porta fechada.
Ando pelo quarto pegando algumas roupas do chão.
— Emily? – Grito.
— O que é? – Ela grita do banheiro.
— Queria saber se você vai sair vestida com o lençol, porque a sua roupa está aqui.
— O quê? Argh! Traz para mim, por favor...
— Se quiser vem pegar.
— David, sua mãe vai reclamar por está atrasado, adianta, traz logo aqui.
— Eu estou sentado, e não vou levantar. Se quiser, venha pegar. – Escuto mil e um xingamentos e depois ela abre a porta, ela sai de lá enrolada em uma toalha, e vem com raiva pegar a roupa.
— Cadê? – Pergunta com raiva.
— Aqui. – Levanto o braço, eu estava sentado em uma poltrona do quarto. Ela vem batendo o pé, eu fico de pé.
— Me dê. – Ela diz com raiva, começo a rir. Coloco a roupa no ar e ela tentava pegar.
— A toalha vai cair... – Digo.
— Me dá David! – Ela pulava tentando pegar.
Eu ria enquanto ela pulava, ela para e fica me fitando com raiva.
— Vai me dar ou está difícil?
— Só depois disso... – Digo antes de puxá-la pela cintura e beijá-la.
Logo sua mão envolve meu pescoço, enquanto uma das minhas estavam em sua cintura trazendo seu corpo para mais perto do que podia.
Não conseguia ficar mais sem aquilo. Queria saber o quê que aquela garota causava em mim, porque a cada dia que passa, eu preciso mais dela.
Separamos-nos, mas nossos rostos ainda estavam muito perto um do outro, abro os olhos e fito os dela que ainda estavam fechados, depois que ela abre sorrio e ela corresponde.
— O que você fez comigo? – Ela ri.
— Não começa... – Ela me empurra e pega a roupa, vai para o banheiro. Ela olha para trás e sorri, faço o mesmo, ela bate a porta.
Fico alguns minutos sentado esperando que ela saia do banheiro, e depois que ela sai vem até mim.
— Estou com fome, podemos ir agora? – Pergunta ela.
— Claro, vamos. – Saímos do quarto. – É o seguinte, a minha mãe está ai, e você sabe que ela não queria você aqui.
— Sim, eu sei.
— Então eu peço, por favor, que não arranje encrenca com ela.
— Pode deixar, hoje eu to mansinha... – Ela me abraça e eu continuo andando. Descemos as escadas indo direto para a cozinha.
— Bom dia! – Desejamos a todos que estavam na cozinha, ou seja, meu pai, minha mãe e a Paulina.
— Bom dia! – Todos desejam de volta. Minha mãe olha para cima e vê a Emily. Ela fica perplexa.
— David, eu posso saber o que ela está fazendo aqui? – Olho para a Emily.
— Sim, ela veio ficar comigo ontem.
— Como assim? O que eu disse sobre ela aqui dentro?
— Mãe, ela não vai me matar. – Eu e a Emily sentamos.
— Oi senhor Gregori. – Emily diz ao meu pai, que sorri para ela.
— Olá! Está tudo bem?
— Sim, eu estou ótima.
— Eu ainda estou aqui, se não sabem, eu não quero você aqui dentro. – Ela olha para a Emily.
— Eu estou com o seu filho e não com a senhora.
— Senhora sua avó, eu mando aqui dentro, e eu escolho em pode entrar, ou não.
— Marcela, por favor, agora não – Gregori começa a falar –, quando vai aceitar que eles vão continuar se falando você querendo, ou não? Para com isso, foi por causa dela que o David está aqui, lembra-se que foi ela quem doou o sangue? Pois bem, deixe os dois. – Meu pai volta a ficar calado.
Como eu amo esse homem, seguro para não rir da minha mãe, e a Emily também.
— Então agora você vai defendê-la? – Ela levanta da mesa – Você sabe que ela não faz bem para o nosso filho, você é cego ou o quê?
— Para com esse drama Marcela.
— Drama? Agora eu sou dramática? É isso mesmo Gregori? Quer saber, fique ai com a querida nora. – Ela sai da sala de jantar, meu pai levanta e vai atrás dela.
—Volta aqui Marcela.
E por fim ficamos eu e a Emily na mesa, já que a Paulina foi fazer algo na cozinha. Começo a olhar para ela.
— Ficamos apenas eu e você... – Digo.
— Sério? – Ela pergunta irônica. – Jurava que tinha mais alguém aqui. – Ela olha para os lados.
— Sempre com suas piadinhas... – Suspiro, e ela me fita.
— Está tudo bem?
— Sim, é que... Sei lá, sobre ontem?! – Ela pigarreia e abaixa a cabeça, depois volta a olhar para mim.
— O que é que tem?
— Você sabe, não tem nada para falar?
— David, eu queria poder te dar uma resposta, mas... – Ela suspira – Eu não sei.
— Não sabe? É tão fácil, é só dizer se sente a mesma coisa.
— Para você é fácil, para mim não.
— Quando vai parar com essa desculpa de que não quer se apaixonar?
— Não é desculpa, você sabe que é verdade.
— É a verdade, mas um dia você vai precisar esquecer o que aconteceu antes de tudo isso.
— Eu sei disso, mas eu tenho medo de... – Interrompo-a.
— De se machucar? De acontecer algo ruim com a pessoa que você gosta? Se a pessoa for mesmo eu, já aconteceu, qual a desculpa agora? – Fico olhando sério para ela.
— Não é desculpa! – Ela grita.
— Então é o quê? Eu só quero saber se eu não vou ser um idiota se continuar apaixonado por você. – Ela revira os olhos.
— Agora quer me obrigar a te amar? É isso? – Abaixo a cabeça, solto uma risada nasal balançando minha cabeça negativamente.
— Eu só fiz uma pergunta.
— E eu não tenho a resposta!
— Tudo bem, não quero brigar com você, também não preciso da resposta agora. – Levanto da mesa – Eu estou lá em cima... – Saio da sala de jantar a deixando sozinha.
Eu não sei por que eu fiz isso. Mas continuei andando, foi tão fácil para eu dizer o que sentia por ela, mas não é fácil para ela dizer se pelo menos eu continuar não vai ser em vão.
Assim que passava pela sala a campainha toca.
—Eu atendo! – Grito e ando até a porta e assim que eu abro me deparo com a Maria.
— Oi! – Diz ela, em seguida me abraça e me dá um beijo na bochecha, mas precisamente no canto da boca.
— O que tá fazendo aqui?
— Eu venho aqui todos os dias, por que não viria hoje? – Olho para trás e não tinha sinal da Emily. – Não vai me convidar para entrar?
— Por quê? – Ela ri.
— Você está muito engraçadinho hoje hein? – Ela me empurra para dentro e logo em seguida passa por mim e vai caminhando para dentro de casa.
— Para onde você vai Maria? – Evito gritar.
— Para onde ficamos todos os dias... – Ela sobe as escadas, vou atrás dela.
— Volta aqui Maria. – Continuei a seguindo.
— Vem logo... – Ela chegou à porta do quarto, abriu e logo em seguida entrou, corro pelo corredor e entro no quarto também.
— Que bagunça é essa aqui dentro? – Ela olha em volta.
— Maria, por favor, vai embora. – Ela se vira para mim.
— Por quê?
— É que hoje não dá para você ficar aqui.
— O que é que tem?
— Por favor, vá embora! – Aponto para a porta, ela se aproxima de mim. – Maria... – Ela coloca os braços em volta do meu pescoço.
— Quando você vai deixar de ser teimoso?
— O que é que você quer?
— Eu quero tudo do passado David, eu quero voltar o tempo e viver tudo aquilo que a gente viveu antes, eu gostava tanto de ser sua namorada.
— Maria, eu não quero te machucar com palavras, então vá embora.
— Por que está assim hoje? – Tiro os seus braços do meu pescoço.
— Não é nada, eu só quero que saia daqui. – Ela franze o cenho.
— Um dia ainda vai voltar para mim, David! – Reviro os olhos. – Você estava tão bom comigo todos esses dias, por que está assim agora?
— Eu estou normal, eu estou bem, não preciso mais... – Ela volta a ficar perto de mim.
— Não gosta mais dos meus beijos?
— A gente não se beijou.
— Então que tal matar a saudade? – Antes que eu dissesse algo, ela me puxa pelo pescoço e beija meus lábios, eu não estava correspondendo, mas estava impossível de sair dali, tiro minhas mãos de sua cintura e tento segurar os seus braços, assim que consigo a empurro.
— Você é louca? – Grito.
— Mas o que foi?
— Por que fez isso?
— Porque eu te amo.
— Você não ama nem a si mesma, não tem respeito a si própria, Maria.
— Até onde eu sei, você é solteiro, eu também sou, não tem nada que respeitar aqui. Por que está assim comigo?
— Porque... – Ela olha para atrás de mim e revira os olhos, viro-me e Emily estava na porta, ela entra no quarto.
— Essa bagunça e o seu jeito já tem uma explicação... – Diz Maria.
— Emily? – Pergunto como se não fosse obvio.
— Quem mais? – Ela olha para Maria e sorri. – Olá Maria! – Maria a olha de cima a baixo e sorri.
— Oi! – Depois revira os olhos.
— Você... Viu alguma coisa? – Pergunto.
— Deveria ter visto? – Pergunta com o cenho franzido.
— Se foi o meu beijo com o David, não perdeu nada! – Olho perplexo para a Maria. A Emily ri.
— Ah! O beijo? – Ri novamente, eu ainda estava parado esperando alguma das duas começarem uma guerra, mas não foi nada disso que aconteceu. – Não sabia que estava atrapalhando o casal, me desculpem! – Ela sai do quarto.
— Emily? Espera ai! – Saio do quarto.
— Depois a gente conversa... – Ela dá as costas e desaparece do corredor.
— Agora temos tempo... – Maria vinha em minha direção.
— Qual o seu problema? – Ela faz cara de confusa. – Sai daqui Maria, vai embora e se for possível não aparece mais.
— O quê? Agora é assim que você me trata depois que essa cadelinha aparece? – Ando até ela a segurando pelos braços.
— Não fale assim dela...
— Meus braços, seu idiota! – Ela os puxa. – Tudo bem, fique com a Emily, mas quando ela te deixar, eu não vou mais estar aqui. – Ela sai do quarto, passo a mão pelos cabelos e bufo. – É brincadeira. – Franzo o cenho e olho para a Maria. – Quando precisar é só ligar! – Ela acena e sai.
Dou risada da cena, aquela garota tinha problemas, mas não me importa. Agora o caso era a Emily, vou até o banheiro e lavo meu rosto com água gelada tentando relaxar, depois de alguns minutos vou atrás dela ver se ainda estava em casa.
Andei por todos os lugares, mas não a encontrei, fui à cozinha e Paulina estava lá.
— Paulina você viu a Emily? – Ela para de cortar as verduras e me fita. – Eu a vi passando para o quintal, se ainda está lá, eu não sei.
— Obrigado! – Passo por ela.
— Por nada querido! – Saio da cozinha passando pela porta que ia direto para o quintal, olhei para todos os lados.
Andei para perto da piscina e ela estava lá. Vou devagar e sento ao seu lado sem dizer nada. Ela me fitou.
Ficamos em silêncio, pelo jeito ela não estava com raiva, pelo menos não agora, então eu decidi quebrar o silêncio.
— Tá chateada comigo? – Ela ri baixo.
— Motivos? – Nos fitamos.
— A Maria.
— O que é que tem?
— Ela me beijou.
— Eu sei! – Diz obvia.
— Não está com vontade de matá-la? Ou eu?
— Eu sei que você não quer nada com ela. – Diz como se tivesse toda a certeza e sorrindo sem mostrar os dentes.
— Como pode ter tanta certeza disso? – Pergunto rindo.
— Eu sei.
— Fala sério, eu posso querer algo com ela.
— Ou não.
— Ela é... Hm...
— Gostosa? – Dou risada. Não aguentei ouvir a Emily falar aquilo. Ela continua séria – Boa de cama? Beija bem? Gostosa de novo? Boa de cama mais uma vez?
— A resumiu direitinho. – Ela arqueia uma sobrancelha.
— Sou melhor... – Ela vira o rosto empinando o nariz e continua “matando” a flor em sua mão.
— Não tenha tanta certeza senhorita convencida.
— Não quer assumir por orgulho.
— Orgulho? Eu só disse para não ter tanta certeza.
— Eu tenho certeza, eu sou melhor.
— Não sei. Já experimentou ir para a cama com ela?
— Não, e nem pretendo, mas é uma pena que não pôde realmente experimentar das minhas experiências ontem! – Sorrio e ela mantém um sorriso irônico nos lábios.
— Aposto que não, acho que a Maria é melhor! – Digo tentando provocá-la.
— Não teria tanta certeza se fosse você, eu sei fazer muitas coisas... – Ela olha em volta e sorri.
— A hora que quiser me mostrar, já sabe aonde é o quarto. – Ela levanta. – O que vai fazer?
— Vem cá! – Levanto e aproximo-me dela. – Mais perto... – Me aproximo mais.
— O que você quer?
— Isso... – Ela me empurra para trás e eu acabo caindo na piscina. – Idiota! – É o que eu escuto quando consigo voltar à superfície.
— Você não fez isso... – Digo rindo.
— Ah! Eu fiz sim, e se duvidar de minha experiência, faço de novo. – Ela me observava de cima.
— Ah é? – Ela assente. Nado até as escadas e saio da piscina.
— O que você quer? – Ela ia se afastando.
— Nada de mais, só... Vingança! – Ela arregala os olhos.
— Não! – Diz se afastando mais.
— Ah sim... – Se afasta mais.
— Não David, nem pensar. – Ela se afastava mais e eu me aproximava ainda mais.
— Então corra! – Digo e vou correndo em sua direção, ela corria rápido, mas eu era mais rápido ainda, consigo segurá-la.
— David, me solta! Você está todo molhado, me solta. – Ela tentava afastar-se de mim.
— Nem pensar... – A pego no colo e vou a levando para a piscina.
— Não, por favor, não! – Ela gritava.
Assim que chego bem perto.
— Bom banho... – Soltei para ela cair na piscina, mas como ela era uma pessoa esperta, segurou meu braço muito forte me levando junto.
— Idiota! – Ela grita e começa a me afogar. Assim que volto a seguro e a levo até a beirada da piscina a deixando na parede, me aproximo dela.
— A vingança está feita.
— Não se esqueça David, está dois a um.
— Eu gostaria de empatar...
— E eu gostaria de ganhar mais um ponto. – Ela sorri.
— E como pretende?
— Provando. – Ela deixa um sorriso safado formar em seus lábios.
— O quê?
— Que eu sou melhor que ela. – Coloco uma de minhas mãos em sua cintura.
— Para com isso, não precisa provar nada. – Aproximo-me para beijá-la, mas ela me empurra e sai nadando para as escadas.
— Não vem? – Ela pergunta quando saiu da piscina.
— Você tem certeza? – Ela apenas sorriu e começou a andar em direção a porta.
Fiquei um tempo a observando e depois sai da piscina a seguindo.
Ela olhou para trás e sorriu, ela estava pouco a frente de mim, passo a mão pelo meu rosto e entramos na cozinha.
— Oh céus, o que você dois fizeram? – Paulina pergunta assustada.
— Fui derrubada brutalmente por um ogro dentro da piscina.
— David! – Paulina põe a mão por cima do peito.
— Você me considera um ogro, Paulina? – Pergunto como se estivesse triste. Ela revira os olhos.
— Saiam da minha cozinha, já, já! – Emily ia para trás, mas eu a empurro e a puxo correndo.
— Não, voltem aqui, vai molhar toda a sala. – É o que eu escuto por ultimo antes de sair correndo da cozinha com a Emily, riamos iguais a duas crianças. Minha mãe estava na sala, e quando passamos por lá, ela toma um susto.
— O que estão fazendo? Saiam daqui, estão molhados.
— Vem! – Continuo puxando a Emily para o andar de cima.
— Saiam de dentro de casa, agora! – Minha mãe grita, ignoramos e continuamos subindo as escadas. – Paulina! – Minha mãe grita, e depois não escutamos mais nada.
Quando estávamos no corredor, Emily vira-se para mim e me puxa beijando meus lábios com voracidade, eu a agarro pela cintura e a bato contra a porta, ela abre e entramos, com o pé eu fecho a porta, minhas mãos passeiam pelo corpo da Emily, e depois para em sua coxa e levantando, ela cruza as pernas envolta de minha cintura e a prendo contra parede, começamos a arrancar as roupas um do outro sem muita cena.
Derrubamos abajur, porta-retratos, e tudo o que tinha em cima da cômoda quando coloco e Emily em cima.
Começo a mordiscar o seu pescoço e ela puxava devagar os meus cabelos, meus lábios tomam conta de mais abaixo do seu pescoço, e ela sussurrava meu nome.
Seguro-a de novo e a levo para a cama, deito, e antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa, somos interrompidos.
— David! – Minha mãe grita e empurra a porta, Emily puxa o lençol e se joga da cama para o outro lado para minha mãe não poder vê-la, e eu levanto da cama, minha mãe me olha de cima a baixo. – Linda cueca! – Pego um travesseiro e boto na frente.
— O que quer agora, mãe?
— O Luther está ai embaixo, tratem de aparecer como gente, e não como dois animais que nunca viram comida e querem comer um ao outro.
— Mas... – Ela me interrompe.
— Por mim tanto faz, ainda quero ter uma conversa com vocês dois, adiantem e desçam logo.
Ela bate a porta com força. Olho para trás e Emily levanta a cabeça.
— Doeu! – Dessa vez ela levanta por completo com o lençol preso ao seu corpo. Olho de cima a baixo e começo a dar risada. — O que é? – Pergunta com o cenho franzido.
— Você não me provou nada... – Ela sorri, passa por cima da cama e para em minha frente, aproxima o rosto do meu e sussurra em meu ouvido:
— O dia ainda não acabou, David! – Dá as costas e vai para o banheiro.
— Se puder adiantar, eu também tenho que trocar de roupa.
— Cada coisa tem o seu tempo. – Ela bate a porta.
Depois de alguns minutos ela sai de lá enrolada na toalha.
— Minha roupa está totalmente molhada, o que eu vou vestir?
— Se eu não me engano tem um short seu aqui, mas blusa não tem nenhuma.
— Me dê o short e uma blusa sua, a menor que tiver.
Vou para o banheiro e a deixo procurando a roupa, tinha esquecido completamente da cena que eu fiz na mesa, mas é bom que ela não tocou no assunto.
Saio do banheiro e ela já estava pronta, com um short e uma camisa minha amarrada na cintura.
— Tão sexy! – Digo e ela ri.
— Fazer o quê... É automático! – Rimos.
Depois que eu me arrumo descemos e Luther estava sentado no sofá esperando por a gente.
— Olha quem está aqui! – Ele diz olhando para a Emily, ele vai em direção a ela e depois de se cumprimentar nós três sentamos. – Não sabia que os dois estavam de bem.
— Por que não estaríamos? – Emily pergunta.
— Não sei, são apenas coisas inúteis de minha mente, mas enfim, quando vão para o internato? Estão perdendo muita coisa.
— Coisas do tipo? – Pergunto.
— São tantas informações.
— Muita coisa para o seu cérebro, não é? – Emily pergunta e Luther joga uma almofada nela. – Violência...
— Tudo bem, conte-nos. – Digo.
— O diretor quer que vocês dois estejam lá, logo, eu e a Renata saímos algumas vezes.
— Escutei bem? Você e a Renata? – Emily ri.
— Sim, ela é uma garota legal.
— Uau, nunca imaginei vocês dois juntos. – Diz Emily.
— Sério? Bem antes de você chegar o Luther era caidinho por ela. – Digo.
— O quê? – Luther pergunta – Eu só a achava atraente.
— Gostosa e queria realizar os seus sonhos eróticos com ela.
— Faça-me o favor David.
— Pode assumir Luther, a Renata é mesmo gostosa! – Emily diz rindo. Eu e o Luther ficamos sérios – Ah, qual é gente, eu estou apenas dizendo, não insinuei que eu e ela temos algo, seria estranho, eu gosto de homens.
— É, eu sei... – Digo.
— Voltando, ela é uma pessoa legal, sabe? Eu contei tudo para ela, e ela está feliz em saber que os dois estão bem, e quer que a Emily assuma que está apaixonada pelo David. – Luther faz silêncio. Eu olho com a sobrancelha arqueada para ela.
— O que é? – Nós dois estávamos encarando ela. – Poupe-me vocês dois, a Renata fuma. Ela não sabe o que diz.
— Não, ela não fuma. – Luther nega.
— Ah qual é! O que quer que eu faça?
— O que a Renata pediu. – Luther diz.
— Eu não vou dizer nada!
— Você é complicada garota. – Digo.
— Mas você ama... – Reviro os olhos e ela ri, ela se aproxima e me dá um rápido selinho.
— Vocês dois estão juntos? E não me dizem nada?
— Não estamos juntos. – Emily nega.
— Tudo bem, quero que os dois me digam tudo o que aconteceu durante esse tempo. – Luther diz.
— Não aconteceu nada! – Diz ela.
— Sei, vamos, vamos. Digam-me. – Luther pede.
Ficamos um bom tempo conversando sobre coisas aleatórias, o Luther falava mais sobre a Renata e ele, e a Emily negava que estava apaixonada por mim, não que eu queria que ela afirmasse agora, mas do jeito que estava, estava bom.
Passamos a tarde assistindo filmes e perturbando a Emily, ela dizia que tudo aquilo era porque ela era a única mulher no meio de nós dois, a menos que um de nós fosse gay.
Foi bom o tempo que nós três passamos juntos, eu estava feliz por ter a Emily junto a mim e o Luther como um amigo novamente, queria aproveitar todo aquele tempo com os dois antes da minha viagem, que eu ainda não tinha citado com a Emily, mas ela não precisaria saber de nada agora.
Mas eu estava feliz por ter meu amigo de volta, e está apaixonado por uma garota “fora da lei”.
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