Notas iniciais
Olá! Eu sinceramente esperava mais reviews, mas como é somente o primeiro, eu perdoou... (: Aqui está mais um, façam bom proveito. Até as notas finais!

Estava com a luz apagada, a porta fechada...

– Emily eu já vou me deitar... – Minha mãe diz do lado de fora.

– Se não queria que eu nascesse, porque se importa comigo? Vai lá, e faça bom proveito de cada parte do corpo do Brian...

– Emily, mas eu...

– Boa noite para você senhora Carmen...

Ela não responde, mas ouço os passos e a porta do seu quarto sendo fechada. Ótimo...

Escuto vários barulhos na minha janela, sem abrir eu olho pelo vidro e Pedro jogava pequenas pedras, eu acendo a luz e com a mão faço um sinal para ele esperar. Pego a mala e vou para a porta, minha mãe estava acordada e ouviria a porta, então o jeito é a janela, a abro.

– Você vai pular? — Pedro pergunta.

– Não Pedro, apenas queria ver sua cara antes de irmos. — Reviro os olhos.

– Eu sei, sou um gatão...

– E convencido.

– Isso é uma exceção.

– Segura. – Jogo a mala para ele, ele não pega – Você é um idiota, se fosse para cair no chão eu não diria “SEGURA”.

– Emily? Está com alguém ai? – Jogo-me para trás e caio na cama

– Só estou no telefone! — Respondo torcendo para ela não entrar no quarto.

– Hum... Olhe o que vai fazer.

– Me matar? Pode?

– Argh! Estou no meu quarto, boa noite!

– Tchau! – Reviro os olhos e volto para a janela – Faz mais silêncio.

– É você que está no andar de cima, quem faz mais barulho é você...

– Ah, esquece. – Coloco minha outra perna para fora e me viro de costas para a rua, seguro na janela, e piso em um pequeno espaço que tinha nas laterais da casa.

– Não se solta...

– Ah claro! Porque eu estou muito afim de me jogar não é?

– Menina dramática...

Ignoro e continuo a descer, coloco o pé em outro lugar, e a mão eu seguro onde meu pé estava antes, e assim eu desço, quando estava no último lugar, eu caio no chão.

– Ai... — Gemi pela dor que senti.

– Eu disse para não se soltar! – Peguei uma pedra e joguei nele.

– Você é um idiota!

– Mas você gosta...

– Ah claro, eu amo. – Disse irônica.

Fomos para o carro e encontramos o resto do pessoal, Ana, Victoria, João e o pior de todos, o Félix.

– Boa noite Félix. — Digo quando já estava dentro do carro.

– Menos papo, por favor, temos coisas melhores a fazer.

E ele liga o carro e vamos para o nosso devido local. Pouco tempo depois...

– Estava de castigo bebê? – Ana pergunta.

– Sim, porque eu sou um bebê muito rebelde...

– A mamãe ainda tem controle sob ela.

– Escuta, acha mesmo que se ela tivesse eu estaria aqui?

– Deixe a menina em paz... – Pedro pede.

– Você diz isso porque a ama. — Diz Ana.

– Não é isso. — Ele responde, se defendendo.

– Que se ferre... Que dia vamos chegar nessa boate? Ano que vem?

– Victoria fique na sua, já chegamos. – O tempo passou tão rápido. O que é bom, ninguém merece ficar muito tempo com todo esse pessoal.

Descemos do carro e nos escondemos atrás de uma coisa nojenta que tinha por lá, em outras palavras: uma lata de lixo.

– Quem vai atacar primeiro? – João perguntou

– Você quer ir? Vai! – Digo.

– Quem manda aqui é eu. – Diz Félix.

– Disse o chefão... – Eu o provoquei.

– Sabe que eu não tenho medo de bater em mulher, não é?

– Sabe que eu não tenho medo de revidar, não é?

– Eu sou o dobro de você Emily! — Ele diz, rindo.

– E isso é uma vantagem para mim...

– Se você fosse outra garota, já estaria toda roxa!

– Vamos parar, por favor, temos alguns mimados para assustar.

Apenas que queríamos nos divertir assustando algumas pessoas, essa não era a primeira vez que iriamos fazer isso, e também não seria a última, essa era apenas mais uma de nossas diversões.

– Faz assim, eu andei pesquisando o local – Félix começa –, não vai ser muito difícil de entrar, a esquecida porta dos fundos está prestes a cair, e só um peteleco a gente entra nessa boate. Já sabe o que vão fazer?

– Eu vou sair quebrando tudo. – Respondo.

– Eu vou pichar as paredes. – Victoria escolhe

– Eu vou assustar as gatinhas... – João diz

– Tá, sabemos muito bem como você quer assustar!

– Bom, o resto vamos faz o que quiser, sai roubando as bebidas, tacando fogo, não sei, se virem, mas eu quero esse lugar um inferno para eles.

– Ok! – Todos concordamos, e vamos pela porta do fundo.

Não é mesmo que um leve tapa derruba tudo? A porta cai e nós entramos. Vamos devagar, passamos por um lugar meio apertado até chegarmos à pista de dança...

– Preparar, apontar... Façam o que quiserem.

Corremos gritando que nem um bando de loucos, eu peguei o bastão ou taco, sei lá... E comecei a bater em tudo, quebrando e não deixando nada intacto.

Olhei para o lado e Victoria e Ana pichavam o lugar, e os vestidos das garotas, João “assustava as gatinhas” Félix estava... Bom, não deu para ver o que ele fazia. E Pedro estava comigo quebrando tudo e mais um pouco.

Pedro se afasta e eu continuo, as pessoas corriam de um lado para o outro e tentavam sair do local, os garotos pareciam mais assustados que as meninas, somente alguns tentavam algo, por isso que odeio esses mimados.

Quando eu vou bater o taco em uma estante de bebidas alguém segura atrás de mim, viro-me e um ser com os cabelos pretos, marrons, não sei... Estava segurando.

– SOLTA! — Grito e tento puxar.

– Solta você, isso não é coisa para meninas...

– Pois então não me considere uma, solta isso ou eu vou bater em sua cabeça...

– Solta isso, os seguranças vão entrar!

– Que entre, mas eu não saio daqui sem quebrar TUDO. – As meninas corriam para o banheiro, e outras sumiam de vista assim, do nada.

– Solta isso garota.

– Solta você. – Puxo de vez e dou uma joelhada... Bom... Onde o sol não bate.

– Você me paga!

– Desculpa, mas não trouxe dinheiro. – Disse e continuei derrubando tudo, os seguranças entram e é a nossa vez de sair correndo, entra policia e tudo o mais no local.

– Vamos Emily – Pedro me chama, mas antes que eu saia correndo, eu bato o bastão em uma estrutura que segurava algo, que eu não sei o que é, e a coisa perecia que ia cair, eu corri.

– Corre Emily, vai cair – Pedro grita mais um pouco, quando eu estava pronta para sair totalmente algo atinge minha cabeça e eu caio com tudo no chão, vejo a imagem de Pedro embaçada e logo desaparece...

***

– Essa já é a sexta vez só essa semana senhora Moore.

– Eu sei, eu já fiz de tudo, mas não tem jeito.

– Tem jeito sim, você sabe qual é, sua filha é uma delinquente e dessa vez poderia ter morrido se aquele ferro a pegasse de jeito.

– Eu sei, mas...

– Como ela não tem dezoito, aqui está o total do gasto. – O policial entrega algo a minha mãe que se assusta ao ver o que está escrito. – Dessa vez ela poderia ser presa, mas como eu conheço a sua família, eu sei que você consegue consertar essa menina, espero que dessa vez você consiga, porque se não, da próxima a coisa vai ficar feia não só para ela, como para o seu lado também. Tenha boa sorte.

– Obrigada! – Minha mãe se vira e eu fecho os olhos, eu estava deitada, obviamente em um hospital. – Emily pode parar, eu sei que está acordada.

Eu não me movo.

– Emily para, eu te conheço, vamos... Levante! – Ainda não respondo – Vou te chamar pela ultima vez, e se não responder...

– O que é? – Abro os olhos – Será que nem com a cabeça doendo e quase que eu morri a senhora não me deixa em paz?

– Você quase morreu porque estava aprontando.

– Mas eu... — Ela me interrompe

– Você nada, levante daí, vou ver se você já pode ir para casa – Ela sai, mas só isso? Pensei que iria ter a 3ª guerra mundial... Só que só dentro do hospital...

– Irmã? – Olho para a porta e Lara entra, um sorriso preenche meus lábios e o sorriso cresce mais ainda quando eu vejo que meu pai está junto

– Pai! – Sorri e ele me abraça – Saudades!

Ele era o único que eu conseguia amar de verdade, o único que eu olhava nos olhos e dizia aquelas três palavrinhas que se eu disser para outro, pode me internar, ou vou está louca.

– Eu não sabia que eu tinha que parar em um hospital para você se descolar daquela loira em sua casa e vim me visitar. – Eu falei, nós rimos.

– Me desculpa, você sabe que eu ando muito ocupado.

– Tudo bem, eu perdoou dessa vez...

– Assim como perdoou das outras!

– Pois é – Sorrio.

– Emily, você tem que parar com isso!

– Pai, volta para casa que eu paro rapidinho.

– Você sabe que não é esse o problema Emily, eu estou com outra e sua mãe também já tem outro e isso faz quase três anos.

– Mas não interessa, eu não aceitei.

– Isso não vem ao acaso, o caso é: Você foi longe demais dessa vez, atacar uma boate e sair destruindo tudo?

– Desculpa, eu...

– Por que não me disse? Eu tinha uma coisa que ia te ajudar nisso – Ele ri e eu acompanho

– Você é o melhor – Sorrio e o abraço

– Você já pode ir para casa, venha Emily – Minha mãe aparece na porta.

– Você vai pai?

– Vou sim, sua mãe quer me falar algo – Sorrio, e meu pai me ajuda a descer da cama.

Minha mãe vai com o Brian em um carro e eu vou com o meu pai e a Lara em outro.

Vamos cantando o caminho todo, uma música qualquer que passava no rádio, até que chegamos em casa, e o meu sorriso desaparece.

– Estava tão bom, tem mesmo que parar aqui?

– Emily, ela é a sua mãe.

– Se pelo menos ela me amasse.

– Ela te ama, você só não dá chances para ela dizer.

– E eu não quero que ela diga, tenho nojo de amor, com exceção de você, claro – Ele balança a cabeça negativamente.

– Tudo bem, vamos entrar, vamos Lara?

– Vamos pai! – Ela sorri e entramos em casa, eu me sento ao sofá e Lara ao meu lado, meu pai senta na poltrona e Brian em outra, minha mãe fica em pé.

– Vai demorar para o show começar? Eu quero dormir – Eu disse e ela me fuzila

– Emily... Dessa vez você foi longe demais...

– Fala sério mãe, eu já...

– Cale a boca que eu não terminei de falar – Eu cruzo os braços e encosto-me ao sofá, reviro os olhos e a encaro.

– Esse foi o ultimo fio, minha paciência esgotou, assim como A MINHA CONTA BANCARIA.

– Você trabalha com...

– Eu sei no que eu trabalho... Você foi longe dessa vez Emily, muito longe, aquela é uma das boates mais caras da cidade, sabe o preço que eu vou pagar – Ela gritava e ninguém abria a boca para dizer nada.

– Sabe? Não, você não sabe, porque não pensa nas consequências de seus atos Emily, você não pensa no que vem a seguir, você não pensa que a prejudicada da historia também sou eu.

– Mas não foi só eu, foi meus amigos também.

– QUE AMIGOS? Se fossem mesmo amigos estariam aqui, te ajudando com a multa e seria menos reclamação, todos acham que foi só você.

– Ah claro, porque eu sou a ninja que consegue destruir uma boate inteira sozinha.

– Chega de papo, vamos direto ao ponto.

– Até que enfim!

– Você sabe o que eu digo a seguir não é?

– Sim, Emily... Você vai para um reformatório – Disse fazendo uma voz chata, ou seja, a dela.

– Não – A encaro e todos também

– Não?

– Não...

– Então eu estou livre... – Sorri e levanto, eu já estava na escada

–Ainda não terminei mocinha, volte aqui – Me viro e volto para o sofá

– Então?

– Então a historia é... Eu andei pensando muito, muito mesmo... E sabe o que eu decidi?

– Que me odeia e quer me matar?

– Você não vai para um reformatório, e sim para um internato.

– O QUE?

– Isso mesmo.

– MAS MÃE, o internato é cheio de pessoas idiotas, filhinhas de papai, que ficam se gabando por tudo!

– Exatamente, você odeia essas coisas, e por isso que vai para lá.

– Pai? – Olho para ele – Você vai deixar? – Ele não responde – Mãe eu prefiro ir para o reformatório.

– Eu andei pensando, e no reformatório tem gente da mesma laia que você, então o melhor é um internato e olha... É o melhor que tem na cidade

– Você não vai fazer isso, VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO.

– POSSO SIM, eu sou sua mãe faço o que quiser com você, sua matricula já foi feita e amanha pela tarde você irá.

– Mas... MÃE!

– Suba para o seu quarto e vá arrumar as malas

– Eu não vou!

– VAI SIM EMILY, SUBA AGORA!

– Eu não vou, eu fujo, me mato, mas eu não vou, pai? Você vai deixar?

– Filha é o melhor para você.

– O melhor? O melhor? Eu odeio gente daquele jeito mimadinhos e vocês sabem disso, estão cansados de saber.

– Vai ser melhor enturmar com gente de outro jeito. Você vai mudar

– EU NÃO QUERO MUDAR. Mas como estão todos contra mim, já que minha opinião não vale... Ok! Mande-me para onde quiserem, mesmo o reformatório sendo cheio de câmeras, com mais regras que outros lugares, com diretores muitos mais severos e mais protegido, me mande para onde é cheio de patricinhas, me mande para onde tem menos regras e fazemos o que quisermos, ok! Amanha estarei pronta – Grito e subo. Tranco a porta e saio jogando tudo, mas tudo... No chão

– Que inferno que é essa vida!

Notas finais
Bom, deixem review, eu preciso saber se estão gostando, para quem me acompanha sabe que essa fic é um pouco diferente de todas que eu já postei, e não estou ASSIM, tão segura dela... Mas deixem opiniões. ;)Volto o mais rápido possivel, 2bjus :*