Uma Garota Bipolar No Japão
7 Cap. 7 - Lembranças que fazem mal! Part.1
Notas iniciais
Cap. 7 – Lembranças que fazem mal! Part.1
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!! – O grito saia da minha garganta sem controle algum. Minha cabeça latejava e fazia uma pressão imensa.
– Meu amor se acalme mãe só quer ajudar! – Ela dizia, e eu queria correr para seus braços! Mais ao em vez disso eu arremessei um vaso que havia na mesinha de centro.
–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! – Os gritos faziam a dor aumentar, eu tentava segurar minha cabeça com as mãos, mais sempre que tentava algo me impedia.
– Katy, meu anjinho! A mamãe só quer ajudar!! – Ela chorava, e eu me sentia mal! Mais algo dentro de mim ria, ria para tudo aquilo, ria para o meu sofrimento!
“Por quê?!” – Eu gritava em meus pensamentos.
Já não tinha controle do meu corpo que jogava as coisas para direções opostas.
‘Porque já estou cansada de ser a 2ª’ – A voz rouca fez tudo ficar escuro. Não vi nem senti mais nada.
Estava quente, como se fizesse 40°! E no Japão 40° é tipo o fim do mundo!
Abri meus olhos, mais minha visão estava embasada! ‘Óculos’ pensei. Peguei-o em cima da minha mesa de cabeceira.
O quarto estava escuro junto ao céu lá fora. Vi a sombra de alguns corpos, um na cadeira um pouco próxima a minha cama, apertei os olhos e vi os cabelos curtos de Yume! Ela dormia bem desconfortável.
Pensei em acorda-la mais não lembrava o motivo dela estar ali, não me lembrava de ter acordado! Que dia será hoje?
Deitei e fiquei encarando o teto, tirei meus óculos, gosto dos borrões que se formam quando não a luz. Fiquei a pensar, o porquê de Yume ter vindo pra cá! Acho que ela tem coisas mais importantes para fazer!
As sombras no teto me pareciam familiares, tinham formatos de almofadas de ovelhas, iguais as que tinham no quarto..... Aquele quarto!
As paredes azuis fizeram meus olhos arderem, tinham nuvens nelas, nuvem branquinhas que pareciam irradiar luz! Havia um sol lá também, Grande de um amarelo que se confunde com laranja, ele sorri muito para mim! Parece querer dizer:
–Cure-se Foshi!-
A cama que eu estava era macia, muito macia! Eu levantei um pouco minha cabeça, e a dor logo veio, olhei em volta e vi ovelhas, alguns porquinhos, e dois sapinhos.
Deitei-me de novo, aquela dor é insuportável!
‘Fazenda’ – Falou algo, mais um suspiro interno.
Fazenda? Fazenda!!!
Este é o quarto fazenda que o Drº Charlie me mostrou um dia! Ele havia me dito que este quarto é para.... É para... Para oque mesmo ele é?
Olhei pra onde minha vista alcançava com meu corpo deitado, não vi uma porta! Maçaneta, janela! Nada!!! Nada além daquelas almofadas coloridas no chão! O Quarto parecia todo forrado!
‘Isso não é bom!’ – O suor descia de minha testa.
E algo veio a minha mente......
A dor fez-me remexer-me na cama. Porque diabos essa dor não passa?!
Remexi-me mais e senti uma mão no ombro:
–Katy, Katy acorde! – Uma voz doce dizia como aquelas vozes que falam “Felizes para sempre!”. Abri meus olhos e vi Yume, perto demais. – Finalmente você acordou! – Ela disse com um alivio que me assustou.
– O... Por que você esta aqui?! – Perguntei com a mão na cabeça, a dor latejava como se quisesse sair do meu crânio.
– Você não se lembra? – Os olhos dela estavam assustados.
– Lie! – Falei e uma angustia passou por sua face que ela fez questão de esconder. Mais por quê?
– É melhor eu ligar para o Drº Traveli! – Ela levantou-se. Mais este é o Drº Charlie.... A vista escureceu e eu vi Yume me chamar, mais não consegui responder.
Ele gritava, gritava com ela! Porque ele gritava com ela?
– Ela está bem Charlie! – As lagrimas dificultavam sua fala. – Ela só precisa dormir! Só precisa de descanso!!! – As lagrimas dela me fizeram sentir um aperto no peito.
– Você só pode estar louca Catarina! – Ela a segurava pelos pulsos. Pulsos! Os meus estavam amarrados, não conseguia ergue-los. — Vou interna-la!
– Não, Não!! – Ela tentava puxa-lo. – Não faça isso Charlie! Por favor!
– Não temos opção Catarina! – Ele se desvencilhou dos braços dela, e subiu onde eu estava ela tentou falar, gritar, não sei! Só vi um mar de escuridão a minha frente.
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A sala era toda branca, a dor que causou nos meus olhos era imensa! Só causou-me mais dor na cabeça:
‘Pare, pare, parem! Deixe-me!’ – A voz rouca gritava na minha cabeça. E isso doía, doía muito.
– Acalme-se pequena! – Doutor Charlie entrou no meu campo de visão, ele estava de mascara! Porque essa marcara?! – Prometo que vou fazer isso ir embora! – Ele sorriu, aquele sorri de ‘Talvez você tenha esperança’ só talvez..... Ele colocou uma marcara de plástico em mim, a vista ficou turva, só ouvi. – O cérebro primeiro! Bisturi.....
O cheiro forte me fez despertar, era alho?!
– Ela acordou! – Ouvi suspiros.
Abri meus olhos e vi uma loira em cima de mim, minha visão estava embaçada. Mexi minhas mãos e encontrei meus óculos do lado de meu corpo, os coloquei e vi a diretora Crist:
– Voltou para nos Katy! – Ela sorriu.
‘Parem de sorrir!’
Meu rosto contorceu-se em dor:
– Você está bem Foshi? – Perguntou Yume dando um chega pra lá na diretora.
– Dor.... Cabeça! – Foi à única coisa que consegui dizer.
– Remédio! – Ela pulou. – Remédio, remédio, remédio! – Ela andava pelo quarto, ela pegou sua bolsa e tirou uma ampola laranja, que eu particularmente conheço bem! – Tome! – Ela pegou 3 comprimidos amarelos.
Peguei-os, e os engoli de uma vez:
– Oque acontece agora? – Perguntou Dan. Nem sabia que ele estava aqui.
– Dan! – Keiko lhe deu um tapa na cabeça. Eu queria rir, mais algo faltava. Um pedaço!
Piquei meus olhos, elas ficavam lentas, muito lentas. Comprimidos amarelos! Amarelos. Como aqueles, aqueles....
Não aguentava mais! Aquela sala me deixava louca!! Durante a noite, destruíram-na!
Não qualquer um, ou qualquer coisa! Eu!
Minhas mãos rasgavam as almofadas, as paredes, o travesseiro!
Minhas mãos iam furiosamente nas paredes e almofadas, enquanto minha garganta fazia palavras ao qual eu não queria, pensar, dizer:
– Me sooltem!!! – A voz ecoava. – Agora!!!! Quero sair!!! Me deixem! – Rasgava cada vez mais. Minhas mãos continham sangue, meu sangue!
– Segurem-na! – Uma voz ecoou pelo quarto, e braços fortes me seguraram. – Abra a boca Katy! – Pedia o Doutor Charlie.
– EU NÃO SOU A KATY!!!!!!!!!!!!! – O grito saiu. Mais essa sou eu!
– Amarrem-na! – Os braços me jogaram na cama, e prenderam meus pulsos, tornozelos, e alguma coisa segurou minha testa. – Abram a boca dela! – Um home alto moreno segurou meu maxilar e abriu minha boca, Charlie jogou 2 comprimidos amarelinhos.......
Eu corria pelo consultório, o médico estava falando com a mamãe, algo sobre uma Anny, ou algo assim!
– Estes comprimidos... – Ele mostrou a mamãe dois comprimidos amarelos, pareciam até bala de maracujá. – São para, a dor!
– Oque são? – Perguntou mamãe.
– Esse remédio é conhecido como Acineratropis, ele ajuda com o caso da Katy, pois controla as dores e tudo mais!- Ele sorriu aquele sorriso de médico.
Acineratropis, quarto fazenda..... Manicômio de Sant. Luís!
Batida, grito, estrondo, explosão, vista... ‘Eu te amo!’
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