Notas iniciais
Então né... u.u Mil perdões pelo sumiço. De novo. Eu adoraria falar que não vou fazer mais isso, mas... Well. Obrigada pelos comentários maravilhosos e por todo o apoio! Espero que vocês gostem desse capítulo. Ultron está chegando!

Um ano depois...

—Merda!

—Olha a boca!

Susan teve que segurar a risada. Não era o momento. Jarvis estava falando de campos de proteção, Stark estava querendo explodir coisas e soldados não paravam de ataca-los.

Finalmente, depois de uma longa busca, tinham encontrado o cetro de Loki. Agora era hora de recupera-lo.

O que mais irritava Susan era que o engraçadinho sabia exatamente onde o cetro estava e nunca quis contar. Sim, ele ainda aparecia para incomoda-la. Governar Asgard devia ser fácil demais se ele tinha tempo para enche-la dessa forma.

Sokovia era um país devastado por uma guerra civil, que ainda se recuperava e tentava se reconstruir. HYDRA ter uma base ali não era nada surpreendente, mas da próxima vez ele podiam escolher um país menos frio. Susan odiava a neve.

—Majestade, qual seu status? —a voz de Clint veio pelo comunicador.

—Ocupado. –ela respondeu, derrubando mais um soldado.

—Bom, desocupe-se e venha me ajudar com os bunkers.—ele falou.

—Entendido.

Ela estava a caminho quando ouviu o grunhido de dor de Clint.

—Clint!—era a voz de Natasha.

—Nós temos um aprimorado na batalha.—o Capitão anunciou.

—Clint foi atingido!—Natasha gritou nos comunicadores.

Susan começou a correr em direção a Clint e Natasha quando um vento passou por ela. De repente havia um rapaz na frente dela.

—Você é bem mais bonita que os outros. –ele falou com um sorriso arrogante e um sotaque forte.

Susan mediu-o rapidamente. Devia ter vinte e tantos anos, mais alto que ela, tinha a forma musculosa, embora não como Thor e Steve, olhos azuis. Não lembrava-se dele em qualquer arquivo da SHIELD.

—É você quem está atacando meus colegas? –ela quis saber, mão indo para a pistola em sua perna.

—Eles começaram. –ele deu de ombros, um sorriso maroto e sem um pingo de arrependimento em seu rosto.

Susan sacou sua arma, mas ele desapareceu em um borrão e ela sentiu um tapa em sua bunda.

—Aquele desgraçado! –ela gritou.

—O que?—Steve perguntou preocupado.

—Ele deu um tapa na minha... No meu... –Susan respirou fundo.

—Ele o que?—Steve pediu incrédulo ao mesmo tempo que Tony começou a rir.

Agora o Capitão vai querer defender a honra da princesa!—o bilionário falou divertido.

Susan alcançou Natasha e Clint bem a tempo de ver Thor se preparando para levar o arqueiro.

—Onde o tapa foi exatamente? –Natasha provocou com um sorriso.

—Eu vou cortar a mão dele quando tiver a chance. –Clint prometeu.

—Obrigada, papai. –Susan revirou os olhos –Ele é novo e definitivamente não é um soldado. Podem haver mais como ele.

—Espero que não. –Natasha comentou, vendo Thor levar Clint -Vamos terminar isso.

Elas voltaram para onde a maioria das tropas inimigas tinham ficado caídas e Steve pediu a Natasha para ir cuidar de Banner.

Então Tony anunciou que tinha encontrado o cetro.

Finalmente. Ela estava pronta para um banho de espuma e chocolates.

XxX

Susan colocou o brinco de pérola em sua orelha e checou seu reflexo no espelho.

—Senhorita Lewis está no telefone para falar com você, Senhorita Pevensie. –a voz de Jarvis soou no quarto.

—Pode passar, Jarvis. Obrigada.

Uma tela se abriu na parede e o rosto de Darcy apareceu sorridente.

—Oi, garota. –Susan sorriu divertida.

—Oi, você. –os olhos de Darcy estavam arregalados –Você está incrível.

—Não está demais? –Susan perguntou passando a mão no tecido azul de seu vestido.

—Demais de quente. –Darcy retrucou –Você parece pronta para devorar corações. O Capitão não vai ter chance alguma.

—Darcy...

—La vem você com esse papo de “complicado”. –Darcy revirou os olhos –Sabe, essa sua frescura é tão igual a de vários herois que é clichê, não uma desculpa.

—Não é desculpa. –Susan falou –Como estão as coisas em Tokyo?

—Entediantes. –Darcy falou, obviamente decidindo deixar o assunto pra la –Queria estar nessa festa.

—Eu troco de lugar com você. –Susan ofereceu.

Darcy riu e as duas conversaram mais alguns minutos, mas era hora de ir.

Susan passara um bom tempo com Natasha e Clint, viajando e destruindo células da HYDRA. Era difícil acreditar que tinha acabado. A verdade era que não acreditava.

Quando eles decidiram voltar e unir-se aos Vingadores, Susan teve suas dúvidas. Ainda não entendia o que devia estar fazendo ali, mas estava lutando pelo que era certo e isso era o que contava.

O time estava mais unido, trabalhando melhor. A última missão deles mostrara isso claramente. Havia um entendimento entre eles agora, uma união. Com o tempo eles seriam algo realmente grandioso.

Mais do que ja eram.

—Esse vestido é adorável.

Susan revirou os olhos.

—Eu torço pelo dia que Jarvis vai te pegar em camêra e eu vou me livrar de você. –ela falou olhando para Loki.

O semi-deus, que estava casualmente deitado na cama dela, apenas sorriu.

—Ele nunca vai conseguir. –ele falou tranquilamente –Eu sou poderoso demais para isso.

Susan bufou.

—Eu tenho uma festa para ir. Você quer alguma coisa?

—Heimdall me informou dos acontecidos da última aventura de vocês. –ele falou sentando-se –Do cetro e dos gêmeos.

—E?

—Eu tenho um presente para você. –ele declarou, levantando-se graciosamente da cama.

Uma bracelete de prata e com uma pedra azul apareceu em sua mão.

—O que isso faz? –ela quis saber.

—Tanta desconfiança... –um sorriso satisfeito –Isso irá te proteger da bruxa.

—Wanda Maximoff?

—Sim. –Loki pegou mão direita de Susan e deslizou a peça para seu pulso –A pedra combina com seus olhos.

Susan analisou a peça. Era muito bonita e delicada.

—Eu agradeço. Imagino que ficarei te devendo algo. –ela arqueou uma sobrancelha.

—Você pode não acreditar, mas eu me preocupo com você. –ele deu de ombros –Eu preferiria mante-la segura.

—E seu irmão? –ela insistiu.

—Ele não é meu irmão. –ele falou, mas era sem o ressentimento de antes. Era uma frase reflexiva.

—Você sabe que isso não é verdade. –ela falou suavemente, então olhou a peça mais uma vez –Obrigada, Loki.

—Sempre um prazer, minha Rainha.

E ele desapareceu, aquele sorriso irritante em seu rosto.

—Essa festa nem começou e eu ja estou cansada.

XxX

—Soa como um grande briga. Pena que eu perdi. –Sam comentou, andando ao lado de Steve.

—Se eu soubesse que ia ser uma grande briga, eu teria chamado. –Steve ofereceu.

—Eu não estava falando sério. Eu só queria parecer durão. –Sam falou divertido –Estou perfeitamente satisfeito em seguir pistas frias do nosso caso de pessoa desaparecida. A ação é mais seu estilo que o meu. O seu mundo é louco.

Os dois pararam lado a lado, observando a festa que acontecia em volta.

—Ja achou um lugar no Brooklyn? –Sam quis saber.

—Eu não acho que posso bancar um lugar no Brooklyn. –Steve admitiu.

—Talvez você não queira se mudar. –Sam provocou –A vista aqui é com certeza melhor.

Steve virou-se para acompanhar o olhar de Sam e dizer que a vista não era la essas coisas, quando percebeu que o amigo não estava falando da cidade.

Uau.

Susan estava vindo em direção aos dois.

—Sério, Rogers. Faça alguma coisa, antes que alguem mais esperto fique com essa garota. –Sam falou com um sorriso.

—Nós só somos colegas de time. –Steve falou, os olhos deslizando para o chão.

—Se você acredita nisso, você não é tão esperto quanto eu pensava. –Sam informou antes de ir ao encontro de Susan –Majestade, você está linda essa noite.

—Obrigada, Sam. –ela sorriu para o homem –Você também está incrível. É bom ver você por aqui.

—Aliás, eu preciso falar com a Hill. –ele falou de repente –Me dêem licença.

Steve tinha que lembrar de matar Sam mais tarde.

—Boa noite, Capitão. –Susan virou-se para ele com um sorriso divertido.

—Susan. Eu estava começando a achar que você não ia descer mais. –ele falou.

—Foi tentador. –ela admitiu –Mas eu sabia que Tony nunca me deixaria em paz e eu tinha um vestido novo.

—Ele definitivamente merecia ser usado. –Steve concordou.

—Senhor Rogers! –Susan falou com falso choque –Se eu não te conhecesse eu diria que você está flertando comigo.

Steve sentiu seu rosto inteiro queimar de vergonha. Tudo bem, ele conseguia fazer isso. Tinha quase certeza absoluta. Não custava tentar.

—Susan...

—Ah ela está aqui! –Tony brotou das trevas e jogou o braço sobre o ombro de Susan –Princesa, tem pessoas que querem falar com você. Vamos.

—Tony, eu estava falando com Steve. –ela falou desvencilhando-se dele.

—Eu tenho certeza de que o Picolé não se importa. –Tony falou, sem se preocupar em olhar para Steve.

—Nós nos falamos mais tarde, Susan. –Steve ofereceu.

Ela pareceu disposta a argumentar, mas então mudou de ideia. Tony arrastou-a para o andar de baixo.

Jesus, ele era um idiota mesmo.

XxX

—Então... Você e o Capitão?

Susan revirou os olhos.

—Pode parar, Natasha. Eu sei o que você está fazendo e não vai dar certo. –ela falou séria.

—Eu não sei do que você está falando. –a ruiva falou com graça.

—Essa sua mania de querer juntar casais é frustrante. –a outra mulher falou –Vá e foque-se... Bom, você sabe em quem.

—Eu estou tentando. –Natasha informou sem um pingo de vergonha –Embora eu esteja começando a me perguntar porque eu me dou ao trabalho.

No tempo que passou com Clint e Natasha, Susan acabou ficando muito próxima deles. Stark falava que eles pareciam essa pequena família feliz, com o arqueiro e a espiã como papais da rainha.

—Porque ele vale a pena. –Susan falou, esticando o braço para pegar a mão da ruiva –Ele é um bom homem, pé no chão, leal. Ele só está assustado, ja passou por muita coisa. Exatamente por isso eu acho que vocês seriam perfeitos um para o outro.

—Obrigada, Sue. Mas sabe o que é estranho? –Natasha começou, um sorriso divertido em seu rosto –Eu ia dizer exatamente a mesma coisa sobre um certo Capitão.

Susan revirou os olhos, mas riu.

—Eu sei que ele é um ótimo rapaz, Natasha. –ela falou –E eu sei que me envolver seria fácil. Aliás, fácil demais.

—E o problema seria...?

—Eu não sei por quanto tempo eu vou ficar aqui. –ela admitiu –Eu ja tive alguém que perdi. Eu não quero passar por isso de novo.

Natasha apertou a mão de Susan que ainda segurava a sua.

—Você vai ficar aqui, Sue. –ela falou de forma firme –Ou eu juro por tudo que é mais sagrado, que eu dou um jeito de te caçar por tempo e espaço e te trago de volta.

Susan sorriu para Natasha e agradeceu. Ela queria ficar, mas a essa altura já não criava mais falsas fantasias de nada.

XxX

Depois que a grande maioria dos convidados se foi os Vingadores se reuniram para terminarem a noite em um clima mais amigável.

Doutora Cho estava dormindo no sofá, mas todos os demais estavam rindo e conversando. Inclusive Natasha e Bruce que estavam bem próximos e levemente distante do resto das pessoas na sala. Então o assunto foi parar no martelo de Thor que estava sobre a mesa.

—É um truque. –Clint estava dizendo de sua posição ao lado de Hill.

—É muito mais do que isso. –Thor afirmou passando uma cerveja para Steve.

—Aquele que for digno terá o poder. –Clint falou com uma voz dramática –Que seja, é um truque. –insistiu.

—Fique a vontade, então. –Thor apontou para o martelo.

Clint olhou para ele com desconfiança, mas então levantou-se. Todos riram e o provocaram, mas o arqueiro andou confiante até o martelo.

—Você sabe que eu já vi isso antes, né? –ele comentou com Thor.

O deus apenas abriu um sorriso divertido.

Clint pegou o cabo do martelo e tentou levanta-lo, sem sucesso.

—Eu ainda não sei como você faz. –admitiu com uma risada sem graça.

Daí para frente eles começaram a um provocar o outro, com Tony tentando e falhando, seguido por Bruce e Steve, que mexeu levemente o martelo e quase fez Thor morrer do coração.

—Viúva? –ofereceram a Natasha.

—Ah não. –ela falou com um pequeno sorriso –Está uma pergunta para a qual eu queira uma resposta.

Então todos os olhares viraram para Susan.

—Majestade? –Tony falou sarcástico.

—Eu? –ela falou arqueando a sobrancelha, então lançou um olhar a aThor.

—Se você acha que deveria... –o homem falou, mas ele ja não parecia mais tão seguro.

—Certo, então. –Susan levantou-se graciosamente.

Ela caminhou deliberadamente até o martelo e esticou apenas uma mão graciosamente, fechando-a em volta do punho. E quando ia fazer força para levantar....

—Espera! –Thor pediu –Eu acho que eu não quero a resposta para essa pergunta.

—Ei! –os demais protestaram.

Susan riu e sentou-se entre Thor e Steve.

Todos estavam rindo e resmungando sobre como devia haver algum tipo de truque.

—Quem tiver as impressões digitais de Thor deve ser a tradução mais literal. –Tony estava remungando.

—Ah sim. –Thor levantou-se –É uma teoria muito interessante... –ele caminhou até o martelo –Mas eu tenho uma mais simples. –ele levantou a arma com facilidade. –Vocês não são dignos.

O asgardiano deu uma piscadela para Susan enquanto os demais bufavam e reviravam os olhos. Foi aí que o som saiu de algum lugar, como um apito muito irritante que chegou a machucar o ouvido de todos eles.

Algo estava errado.

—Digno... –uma voz eletrônica e quebrada disse.

Uma figura cambaleante entrou na sala. Um robô, um dos de Stark na verdade, quebrado, danificado.

–Como vocês poderiam ser “dignos”? –ele falou, sua voz ficando mais forte, mais definida -Vocês são todos assassinos.

—Stark... –Steve chamou, sem tirar os olhos da máquina.

—Jarvis? –Tony chamou.

—Desculpe... –o robô continuou falando –Eu estava dormindo. Eu estava sonhando.

Tony estava tentando desligar a máquina, mas Jarvis não respondia a suas chamadas. O robô ainda estava falando, algo sobre cordões, estava confuso, cambaleante.

—Eu tive que matar o outro cara.–ele falou de repente -Ele era um cara legal.

—Você matou alguém? –Steve perguntou.

—Não seria minha primeira opção. –ele respondeu –Mas no mundo real somos confrontados com escolhas difícieis.

—Quem te mandou aqui? –Thor quis saber.

—Eu vejo armaduras no mundo todo. –uma gravação com a voz de Tony respondeu.

—Ultron. –Bruce falou chocado.

—Em carne e osso. –Ultron falou –Bom, não ainda. Mas eu estou pronto. Eu tenho uma missão.

—Que missão?

—Paz no nosso tempo. –ele declarou.

Foi quando os demais robôs invadiram a sala.

—Susan! –Natasha tirou a arma que estava em sua cinta-liga e passou para a garota.

Todos pularam para a batalha, porque eram mais robôs do que esperavam. Natasha estava tentando remover Bruce do meio da tensão.

Thor era o único deles que conseguia lutar mais eficientemente, porque seu martelo estava ali. Até Steve estava sem seu escudo.

Tony pulou de um dos balcões em cima de um robô que estava voando e eventualmente Clint arremessou o escudo de Steve para ele.

Eles finalmente conseguiram acabar com todos. Menos o que começara a coisa toda.

—Isso foi dramático. –Ultron declarou –Me desculpem. Eu sei que vocês tem boas intenções, só não pensam direito. Vocês querem proteger o mundo, mas não querem mudar. Como a raça humana pode ser salva se não for permitida evoluir?

Ele recolheu um dos robôs caído no chão.

—Esses... Fantoches. –Havia desprezo na voz dele quando esmagou a cabeça da máquina, mas como um robô podia sentir desprezo? –Só há um caminho para a paz: a extinção dos Vingadores.

Thor arremessou sue martelo contra o robô, destruindo o último deles.

Susan sentia que não era o fim. Ah não. Aquilo era só o começo.

Notas finais
Agora ficou sério hein! COMENTEM! B-jão