Uma Família nem um pouco Tradicional
1 Capítulo 1
Notas iniciais
pra vcs vê, ela era pra ser postada no NATAL, mas aqui estamos, né mores.
bom, acho que tá bem explícito sobre quem eu tô me referindo quando for citado o Tobirama durante a história. a intenção não é ofender quem gosta dele, só foi um personagem que serviu pro papel.
esclarecimentozinho rapido: Saori é a gêmea de cabelo rosa da Sarada.
ok? ok.
boa leitura, mores
O que constitui a famigerada “Familia Tradicional Brasileira”?
Um homem, uma mulher, dois filhos homens, a caçulinha, um cachorro, um relacionamento abusivo e um(a) amante?
Melhor dizendo: um casal hétero e seus filhos? Oh, não podemos esquecer, é claro, cristãos e conservadores. Machistas, LGBTfobicos e intolerantes? E me arrisco a dizer eleitores de um certo alguém. Ou pelo menos, era isso o que a sociedade, em pleno século 21, pregava.
Acontece que a família Haruno-Uchiha estava muito, mas muito, muito mesmo, longe de ser essa tal de “Familia Tradicional Brasileira”.
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Ah, o Natal...
Época de se reunir com a família, brindar a união, comer bastante, celebrar o nascimento de Cristo, distribuir presentes, sorrisos, preconceitos, fingir que gosta daquele tio machista, homofóbico e tobiraminion, responder perguntas inconvenientes sobre namoradinhos e brigar por política.
Principalmente, brigar por política.
Para falar a verdade, estar no meio dos Harunos e dos Uchihas estava se provando um verdadeiro teste de paciência e autocontrole, por que a qualquer descuido, sua mão podia acabar voando na boca de alguém na forma de um soco. Totalmente sem querer, é claro.
Era isso que Sasuke, Sakura, Saori e Sarada pensavam daquela reunião — que estava uma bosta, a propósito.
— Por que quando o Mito assumir ele vai acabar com essa pouca vergonha que tem ai — o velho Danzou dizia, um Uchiha que nem Uchiha era. — Essas histórias aí de homossexualismo, de ideologia de gênero, uma pouca vergonha! Muito diferente daquela frouxo do irmão dele que só afundou nosso país.
A família Haruno-Uchiha revirava os olhos, na tentativa — que os quatro sabiam ser falha — de evitar discussões. Haviam até mesmo apostado: quem começasse a discutir primeiro, dirigia. E como bons orgulhoso que eram, aposta feita é aposta ganha.
— Tobirama não vai acabar com nada disso, por que isso é simplesmente natural, senhor Danzou — Sarada disse, sem demonstrar na voz toda a irritação que sentia com aquele velho. — A única pouca vergonha aqui é o senhor, um velho frustado com a vida que tem como único passatempo infernizar a vida dos outros. E aliás, é homossexualidade e identidade gênero os termos corretos.
Foda-se a aposta, se Danzou começasse com aquelas indiretinhas de merda Sarada não iria ficar quieta coisissima nenhuma! Podia ter a aparência e a personalidade de Sasuke, mas ainda era filha de Sakura Haruno, e não iria de jeito nenhum levar desaforo pra casa.
— Calma, amor — Chouchou sussurrou em seu ouvido, depósitando um beijo casto em sua bochecha e apertando sua mão. — Não se estressa com esse tipo de gente não.
E como mágica, Sarada acalmou-se, e fez a melhor coisa que podia: se afastou daquele velho e foi até a mesa beliscar algo com a namorada, ignorando a existência de Danzou pelo resto da festa.
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— ... ainda bem que você não é que nem essas feminazis aborteiras que tem por ai. Que deixam os pelos crescerem, saem por aí dizendo que não precisam de homem, que lugar de mulher é onde ela quiser, que tem ódio pelos homens... Ainda bem que eu eduquei você muito, pra você não acabar ficando igual sua irmã e sua mãe.
— Na verdade, vó Mebuki... — Saori começou, a voz calma. Havia escutado a avó falar por bastante tempo, sem interromper, já que não estava nem um pouco afim de se estressar, afinal aquilo faria mal a seu bebê. — Eu sou feminista sim, e isso que você tá dizendo é um estereótipo. Na verdade vovó, a mulher pode ser como ela quiser, seja mantendo os pelos, seja se depilando ou trabalhando fora. Ah, — levou a mão até a boca, fingindo surpresa. — caso a senhora não saiba, eu sou totalmente a favor da descriminalização do aborto, mesmo eu não optando por faze-lo, até por que o mundo não gira em torno do meu umbiguinho, né vovó?
Sorriu ao fim, pegando na mão de Boruto que a observava boquiaberto e orgulhoso, sairam dali, indo cumprimentar tio Itachi e procurar uma cadeira para sentar e descansar os pés inchados. Não era nem um pouco fácil carregar um bebê e ainda ter que escutar o tanto de merda que ouviu. Merecia um bom mimo do tio Itachi e comidinhas na boca.
E quanto a aposta? Boruto podia dirigir.
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Era em momentos como aquele que Sasuke agradecia por ser uma pessoa minimamente controlada.
Ao contrário de sua ex-companheira, que Sasuke tinha certeza estar se segurando para não arrancar a cabeça da algum Uchiha por aí. Sério, quanto tempo sua família iria demorar para aceitar um divórcio que havia acontecido anos atrás? Aparentemente nunca, já que desde o momento em que pisou alí, vieram pessoas encherem a porra do saco com dicas de como reatar uma relacionamento que, veja só, já havia acabado há anos!
E eles estavam bem assim. Os anos juntos como casal e as filhas os ajudaram a amadurecer muito e a criar aquele vínculo de amizade e companheirismo que tinham. Nunca estiveram tão bem. Quando suas famílias iriam enfim entender que eles haviam se casado apenas por pressão da família e por não terem sido ensinados a se protegerem? Eles haviam engravidado com 16 anos, pelamordedeus, era óbvio que não sabiam o que estavam fazendo naquela época.
O divórcio havia sido a melhor coisa que fizeram, tinham maturidade suficiente para enxergarem isso — e suas filhas também. Mas aparentemente, suas famílias não tinham a mesma maturidade para enxergar uma coisa tão óbvia como aquilo.
— É por isso que eu digo que mulher não tem que trabalhar. Elas começam a ganhar o próprio dinheiro, a se acharem independentes. Mulher minha nunca trabalho e vê se meu casamento não tá indo que é uma maravilha?
Ao menos Kagami tinha a decência de dizer aquilo longe de Sakura, sorte dele, por que Sasuke não iria segurar a ex-companheira caso ela quisesse dar um bom murro da cara de seu tio. Agradeceria até.
— Tenho certeza que a culpa da sua filha, aquela lá que usa óculos, ser machora é daquela mãe dela lá — ele tornou a falar, a voz arrastada denunciando o estado de embriaguez. — Se tivesse feito o papel dela como mãe direito não tinha dado nisso — ele riu, como se tivesse dito a coisa mais engraçada do mundo.
— Escuta aqui, Kagami — disse irritado, fazendo o tio virar os olhos negros arregalados em sua direção com sua súbita mudança de tom. — Você pode falar o que quiser, quando quiser. Não posso te impedir. Mas a partir do momento que você insulta alguém da minha família aí, titio — a palavra saiu carregada de ironia. — Aí a coisa é mais embaixo. Por que ai, titio, a briga que você vai arranjar é comigo e com a Sakura. E eu te garanto, o soco dela é muito forte, sabe?
Kagami olhava para ele com os olhos arregalados, podia até dizer amedrontados. Estalou os dedos da mão esquerda, como forma de deixar a ameaça mais real. Funcionou, Kagami sentiu um arrepio descer a espinha.
— Que feio, papai — escutou a voz de Sarada dizer, o tom zombateiro combinando com o sorriso, os olhos negros brilhando em divertimento. — Brigando com os parentes. Tsc, tsc. Acho que alguém vai dirigir hoje.
Ninguém precisava saber que Sarada já havia perdido a aposta a tempos.
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Curiosamente, Sakura, a mais invocada da família, e que todos esperavam ser a primeira a começar a discutir com algum e, cair na porrada quem sabe, foi quem se manteu mais calma, para a surpresa da família Haruno-Uchiha.
Continuava tão plena quanto havia chegado, não iria ficar com rugas de estresse por causa de gente como aquela. Podia se dizer que ela havia até mesmo aproveitado a recepção, então, ninguém podia julga-la pelo leve sorriso debochado que lançava para Sasuke, o senhor-controlado-e-calmo.
No momento, estavam todos os presentes sentados naquela mesa estupidamente grande dos Uchihas comendo a ceia. Na verdade, estava tudo muito gostoso, o que fazia de certa forma as raivas que passaram valerem a pena.
Não totalmente, mas em partes.
A mesa se encontrava com um certo climão, que era muito bem ignorado pela família Haruno-Uchiha e por Itachi e Shisui, que conversavam tranquilamente como se não fossem os responsáveis por aquilo.
—- E quando que sai esse casamento, hein? — Shisui perguntou para Sarada e Chouchou, sem conseguir conter a animação.
O casal trocou um olhar apaixonado.
—- Ai, Shisui, você nem sabe o quanto eu tô ansiosa! — Sarada respondeu, com os olhinhos brilhando, e Shisui não pode achar mais fofo.
—- Eu tô que não me aguento de felicidade! — Chou respondeu também, pegando na mão da noiva e beijando a aliança prata.
—- Ah, que bom, meus amores — Itachi disse, sorrindo orgulhoso das duas. — Vocês são muito abençoadas, sabe? Que Deus cuide de vocês.
Itachi sempre fora bem religioso, não que isso incomodasse a família Haruno-Uchiha, já que Itachi era a pessoa mais da paz que eles conheciam. Por isso que nunca tiveram medo de falar abertamente sobre aquele relacionamento.
—- Obrigado, tio — Sarada disse, aceitando a benção.
Mas como estavam no meio da bela e moral família Uchiha, não era surpresa ver as caras amarradas de alguns parentes.
—- Deus não, não fale essas coisas em nome de Deus, garoto — Danzou, para a surpresa de ninguém, disse se metendo na conversa.
—- Deus ama o pecador, mas não o pecado — Sora completou, um primo de 3 ou 4 grau de Sasuke que ele não fazia ideia de quem era.
—- Isso mesmo — Danzou concordou com um gesto de cabeça. -A bíblia diz que...
—- A bíblia diz muitas coisas, senhor Danzou — Sakura o interrompeu, continuando a cortar seu pedaço de peru. Levou um pedaço a boca, mastigando calmamente.
—- Sim, sim. Mas está escrito no Velho Testamento que...
—- Que você não deve comer carne de porco? — Sakura rebateu, com um sorriso debochado.
—- Não. Sim mas...
—- Que você não pode usar roupas de tecidos diferentes?
—- Não! Garota, pare me interromper. Eu estava dizendo...
—- Então você deve estar falando daquela que diz algo sobre não poder se barbear? — rebateu novamente, observando com prazer o rosto do velho avermelhar de raiva.
—- Controle a boca de sua mulher, garoto! — esbravejou para Sasuke. — A bíblia é muito clara quanto ao homossexualismo. "Não te deitaras com homem, como te deitas com uma mulher; é repugnante".
Um pequeno silêncio se seguiu, e por um pequeno momento, Sasuke agradeceu por sua mãe não estar mais ali para escutar aquele tipo de merda vindo da família.
—- Eu acho curioso que mesmo Levíticos dizer inúmeras outras coisas, como Sakura citou, você só foca nessa parte em especifico — Sasuke comentou, com o rosto apoiado na mão enquanto fitava Danzou. — Algum tipo de desejo reprimido, titio Danzou? A psicologia explica isso, sabe? — sorriu de lado, debochado.
O coro de risos reprimidos se seguiu, ao mesmo tempo que o rosto do velho se avermelhava mais ainda e um olhar de puro ódio era dirigido para Sasuke, que o sustentou, com o queixo erguido.
—- E aliás — continuou. — Eu não tenho que "controlar a boca da minha mulher", até por que nós não somos mais casados a anos, Danzou. E se mesmo na nossa época de casados eu nunca fiz isso, não vai ser agora que eu vou fazer, não acha?
—- Até por que se você fizesse isso a mamãe ia te comer na porrada — Saori completou.
—- Exatamente, querida — Sasuke concordou tranquilamente. — Supera, meu anjo.
—- Mas isso é um absurdo! — Danzou esbravejou novamente, socando a mesa com força. — Eu não vou tolerar um absurdo des...
—- Não vai tolerar o que, Danzou? — a voz de Fugaku repercutiu como um trovão, fazendo todos olharem para ele. — Lembre-se que esta casa não é sua, você não manda em nada aqui. Quem decide o que deve ou não ser tolerado sou eu. Agora vamos voltar a comer.
Todos ficaram em silêncio, voltando a comer. Ninguém ali era louco para questionar Fugaku, nem mesmo a família Haruno-Uchiha.
Sasuke ainda fitava o pai, um tanto surpreso pela atitude dele já que ele estava quieto desde a hora que ele e sua família haviam chegado ali.
—- Algum problema, filho? — Fugaku questionou, tomando um gole do refrigerante.
O Uchiha mais novo demorou alguns segundos para entender que o pai estava falando com ele, e não com Itachi.
—- Não... — respondeu, atordoado. Chacoalhou a cabeça, se recompondo. — Tá tudo bem.
—- Bom. — o Uchiha mais velho assentiu com um gesto de cabeça. — Então, todos voltando a comer.
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Curiosamente, após a pequena discussão envolvendo Danzou, a familia Haruno-Uchiha voltou a conversar tranquilamente com Itachi e Shisiu na sala, ignorando o climão que haviam causado junto com Fugaku, que participava da conversa sobre o casamento de Sarada e Chouchou com uma animação bastante incomum.
E Sasuke não podia negar: era bom. Estar com sua familia daquele jeito era muito bom. Mas não podia se impedir de pensar sobre as pessoas que faltavam ali — que com certeza não eram os parentes que eles estavam ignorando na cara dura -, pessoas importantes, e o Uchiha sentia muita falta.
Como sua mãe, Mikoto. Seu tio Madara e tio Izuna, o trísal KakaObiRin e claro, Naruto (mas isso seria assunto para outro momento), mas princialmente de sua mãe. Ela era a alegria daquela casa.
Fugaku riu de sua cara de distraído enquanto fitava o lugar vazio no sofá, como se soubesse exatamente no que estava pensando.
—- Também sinto falta dela — ele comentou baixo, como se contasse um segredo que apenas Sasuke pudesse saber.
Olhou para o pai, vendo a expressão suave e os olhos amorosos. O fitou com certa curiosidade e talvez desconfiança. Fugaku soltou um riso pelo nariz ao notar seu olhar e bagunçou seus cabelos, num gesto carinhoso.
—- Vá buscar a sobremesa para seu pai, rapaz — disse, voltando a se aconchegar no sofá e a assistir o especial do Roberto Carlos.
—- Vai buscar a sobremesa, Sarada — Sasuke mandou, voltando sua atenção para a tv.
—- Vai buscar a sobremesa, Saori — Sarada mandou.
—- A Saori tá gravida, querida — Sakura interviu.
—- Isso mesmo. Eu tô gravida e daqui eu não saio — Saori disse, aproveitando a massagem que sua mãe fazia nos pés inchados. — Boruto, vai buscar a sobremesa pra sua namorada gravida, vai.
—- E eu tenho outra opção? — Boruto resmungou, se levantando.
—- Não — a família Haruno-Uchiha respondeu.
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—- Me visitem mais, okay? — Fugaku dizia enquanto acompanhava a família Haruno-Uchiha até o portão para se despedirem.
—- Prometo que assim que o nosso meninão nascer e esses compromissos de casamento passarem, nós vamos te visitar mais, pai — Sasuke disse, abraçando o pai.
—- Vou cobrar isso, hein? — o Uchiha mais velho comentou, brincalhão. Beijou a testa do filho, fazendo o mesmo no restante da família.
Itachi o fitava emocionado e orgulhoso.
—- Até mais futuro biss'ô Fugaku! — Saori acenou, com uma mão repousando sobre a grande barriga.
O futuro bisavô acenou de volta, sorrindo. Se virou, voltando para dentro de casa com Itachi e Shisui, pensando em como Mikoto iria ficar feliz de ver como sua família estava.
Já dentro do carro cheio demais, a alguns kilomêtros da casa dos Uchihas, a viajem seguia calma e silênciosa.
Mas obviamente que nada que tenha um Boruto Uzumaki vai ser calmo e silencioso, Sasuke nem sabia por que estava surpreso. O garoto estava sentado no meio do banco de trás, fitando o sogro com expectativa e sem parar de se remexer.
O Uchiha revirou os olhos, irritado.
—- Desembucha logo, garoto — resmungou, virando a esquina de casa.
Boruto respirou, como se tivesse tentando conter a emoção. Mordeu os lábios, risonho.
—- Eu só queria saber... como vão as coisas com o papai, sogrão?
O tom insinuante e sem um pingo de vergonha na cara fez Sasuke pisar no freio enquanto sua família se segurava para não rir de sua cara vermelha.
—- É, pai — Saori disse, com a voz risonha, sentada no banco ao seu lado. — Quer dizer que o senhor tá pegando meu sogro. Bem safadinho o senhor, hein.
Sarada e Sakura riam escandalosamente no banco de trás, junto a Chouchou e Boruto que riam de forma mais controlada — eles tinham certo medo de Sasuke.
Mas o Uchiha apenas levantou o queixo, ignorando-os.
—- Te expuseram de verdade, Sasuke, nem adianta disfarçar — Sakura comentou assim que conseguiu parar de rir
—- Agora eu sei por que o papai anda tão bem-humorado — Sarada comentou, se aconchegando melhor no colo de Chouchou.
—- Se você quer saber, senhor Uchiha — Boruto começou. — O velho tá parecendo um adolescente apaixonado. Fala o dia todo do senhor. É bem fofo.
Sasuke olhou para o genro com a cara fechada.
—- Não chama seu pai de velho — reprendeu-- Olha que bonitinho. Ele até defende o namorado — Saori debochou, com a mão no peito.
—- Mas ele tá certo, Sasuke — Sakura disse, com uma sobrancelha arqueada em deboche. — Não é como se o Naruto fosse tão novinho assim, também. Ele já tem o que? Uns 40 anos?
O Uchiha a olhou com as sobrancelhas franzidas, a jugando de forma silenciosa, algo como 'mas você tem a mesma idade que ele'. Entretanto se Sakura notou que estava sendo julgada por pensamento, ignorou completamente.
Sasuke sorriu sacana, algo passando pela sua cabeça. Fitou a ex-companheira com um brilho divertido e maldoso no olhar.
—- Bem, certeza que ele é mais novo que Sasori, se não estou enganado.
Bingo, as bochechas da mulher coraram na hora. Sasuke voltou sua atenção para a estrada, rindo vitorioso.
Sarada, Saori e Boruto caíram na gargalhada enquanto Sasuke sorria com um ar triunfante e Sakura escondia o rosto vermelho. O Uchiha sentia-se vingado.
E Chouchou? A akimichi se limitou a esconder o rosto nas costas da noiva e segurava a risada, pensando em como havia ido para no meio daquela família nem um pouco tradicional. Ela não podia ter pedido família mais maravilhosa.
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