Notas iniciais
Boa leitura!!!!

Um ano se passou desde o nascimento de Olivia. Um ano de muita felicidade, amor e também desafios. Tanto Luke como Cassie estavam aprendendo como ser pais. A experiência tinha seus altos e baixos.


Era muita responsabilidade cuidar e proteger uma criança indefesa. Mas tudo valia a pena quando ela lhes olhava e sorria, quando dormia tranquila a noite, quando lhes chamava por "mam", "papa". Tudo se iluminava, tudo se transformava em amor, amor incondicional e eterno.


Cassie e Luke estavam se ajustando a essa nova rotina do casal. Olivia demandava muito tempo, atenção e energias. Luke ficou os três primeiros meses integralmente com a família e depois seguiu com seu trabalho. Era assistente social e amava muito sua profissão.

Cassie tirou todo o primeiro ano para ficar com a filha. Foram meses que passaram muito rápido e logo ela voltaria a cantar na banda. Porém seu coração estava dividido, ansiosa para voltar a fazer o que tanto amava, contudo não estava pronta para ficar longe de sua filhinha por tantas horas. E também seu coração doía por pensar que ela ficaria numa creche-escola assim tão novinha. Mas era necessário.

Tudo se ajeitaria com o tempo, mesmo não sendo fácil.


Como Olivia estava completando seu primeiro aninho de vida, um momento tão especial, eles queriam comemorar e muito.

O problema é que os avós babões queriam fazer a festa cada um em sua casa.

Cassie e Luke ficaram numa saia justa terrível. Não quiseram dizer não a nenhum deles, pois eles eram incríveis e sua rede de apoio em todas as horas.


A solução não tão ideal foi um sorteio.

O ganhador? Jacob Morrow. Para desgosto e aborrecimento de Marisol. Que ficou chateada durante dias. E aliás, ainda estava. Como consolo a festinha de dois anos seria na sua casa. O que a animou um pouco.


Tanto Cassie como Luke entendiam que tudo isso não era nada além de amor da parte de Marisol como de Jacob e eles ficavam muito felizes com isso. E como era bonito ver um amor tão puro, tão imaculado da parte de ambos e também da reciprocidade do amor genuíno de Olivia por eles.


A festa ficou acertada para um sábado à tarde no quintal da casa de Jacob.

No dia marcado, tudo estava arrumado para tal. O tempo estava lindo, o Sol brilhava e tudo foi preparado para uma festa ao ar livre.


O tema escolhido foi Jardim das Borboletas, Olivia amava as borboletas… Painel, decoração, bolo, doces, salgados, sucos, refrigerantes e lembrancinhas tudo providenciado com muito amor, carinho e dedicação.


Os convidados seriam apenas os parentes e amigos mais próximos, a festa não seria grande e sim mais íntima e reservada.


Passava um pouco das 16:00 hrs e todos os convidados já haviam chegado.

Todos já estavam prontos para a festa, que já havia começado. Incluindo Peaches.


E se alguém achasse que uma criança de apenas um ano não estava entendendo nada e não se divertia em sua festinha de primeiro ano, estava totalmente enganado. Olivia já havia corrido, pulado, gritado, feito birra para abrir os presentes, bebido refrigerante, dançado, 'roubado' brigadeiro, tirado fotos e selfies, feito vídeos e … sujado toda sua roupa.


— Que bagunça meu amor. — Falou sua mãe sem saber se ria ou ficava 'brava' com aquele serzinho. Abaixou e pegou a pequena em seu colo.

— Quer ajuda para trocá-la?

— Luke, não ri. Assim você só dá mais corda.

— Amor, é a festa dela e está se divertindo tanto, não foi para isso que fizemos? — O pai babão começou a encher de beijos a pequena, que estava nos braços da mamãe.

Era tão fofa a cena, não dava pra resistir.


— O que eu faço com vocês dois? — A mamãe fingiu estar séria, enquanto Luke deu de ombros. — Tudo bem, vamos trocar essa roupa.

— Papai vai ajudar.

Como a festa seguia animada, nem perceberam que os três saíram por alguns instantes.


— Acho melhor dar um banho nela. — Sugeriu o pai da pequena.

— Concordo. Vou refazer o penteado também.

— Como se ela tivesse tanto cabelo. — O pai fazia careta e a pequena Olivia ria e se derretia toda.


— Pode preparar o banho pra mim, Luke?

— Sim. Estou indo.

— Vamos tirar essa roupa, amorzinho.

— "Piti". — Chamava movimentado a mãozinha. — "Piti".

Cassie olhou em volta e lá estava a

golden retriever, outra pequena bagunceira.

— Você também está se divertindo, não é Peaches?

Ela ganiu em resposta, já com as asas de sua roupa torta.


— Cass, pode trazê-la, já está pronto.

— Vamos amor, tomar banho?

Ela negou com a cabeça

— Não? Como assim, não? — Cassie não parava de rir. — Ficar bonita pra voltar para festa? — Ela falava enquanto levava a filha ao banheiro. — De festa você gosta. Banho nada. — Cassie não controlava o riso.

— A parte do banho puxou a mamãe.

— Há há há, engraçado demais você, nossa Luke! Estou com a barriga doendo de tanto rir.


Tanto ele como a filha riam das caretas da Cassie.


A mãe deu banho em Olivia, e secou e colocou o vestido de borboletas, o segundo do dia. Mas esse apenas estampado, sem as asas, mais leve, mais confortável.


— Luke, esqueci o creme para pentear os cabelos dela. Vou buscar.

— Vem com o papai.

Cassie saiu e Luke a colocou sentada sobre o sofá, eles estavam em seu antigo quarto na casa do vovô Jacob.


— Luke? Onde ela está?

— Aqui — ele girou o corpo e voltou seu olhar para o sofá e não a encontrou. — Não levei nem um minuto para buscar o sapato dela.

— Olivia filha, vem cá.

— Olivia. — Luke a chamava enquanto procurava por ela.

— Amorzinho? Vem com a mamãe, pentear os cabelos para voltar para a festa.


— O que foi? — Perguntou Marisol ao entrar no quarto.

— Mãe, você viu a Olivia?

— Não.

— Onde está essa menina? Encontrou ela, Luke?

— Não.


Cassie começou a se desesperar.

— Calma filha. Vamos olhar primeiro onde ela possa ter se escondido. Já olhou no closet?

— Verdade mãe, ela gosta de brincar lá.

Elas foram procurar e nada.

Saíram para ver se Luke a encontrara e nada.


Nora se aproximou delas.

— Olivia sumiu. — Disse Cassie com desespero na voz.

— Sumiu? Como assim?

— Luke a deixou no sofá por menos de um minuto e ela sumiu.

— Não pode ter sumido assim. Vou ver se está com um dos convidados. — Nora foi verificar.


— Luke, será que ela saiu? — Cassie sentia um aperto no peito. — Alguém pode ter esquecido e deixado o portão aberto.

— Vou olhar.

Ele foi e nada, o portão estava devidamente fechado.


Jacob se juntou a eles na procura.

— Vamos nos manter calmos. Vamos procurá-la em lugares improváveis, porém perigosos como geladeiras, armários porque se por acaso se trancar lá, pode ficar sem ar e passar mal. — Ele tentava manter a calma, contudo suas pernas estavam bambas, tinha conhecimento que acidentes fatais assim já ocorreram.


Apesar de achar que uma coisa assim não aconteceria ou não queriam acreditar que pudesse acontecer, seria prudente seguir as recomendações do vovô.

Assim fizeram e nada de encontrá-la.


— Alguém roubou minha filha! — Cassie chorava. — Sequestraram minha filha, minha Olivia.

— Como sequestraram? — Marisol não queria crer nessa possibilidade.

— É a única explicação mãe, não temos mais onde procurar por ela. Levaram minha filhinha…


Luke ao ver a cena, o desespero tomando conta de sua amada esposa, se sentiu culpado. Ele apenas a deixou por uma fração de segundos.


— Vou ligar para meu amigo da polícia e ver o que ele me orienta fazer. — Disse o avô tentando se manter calmo.

— Vou com você, pai. — Disse o tio Jake.


— Vou pegar água para você, filha, se acalme. Ela vai aparecer. — Marisol também tomaria um copo de água, estava precisando.

Luke estava calado e preocupado e se sentindo culpado.

Quando seu olhar encontrou o de Cassie, ele desabou. Abaixou e repousou seus braços nos joelhos dela, que estava sentada no sofá.


— Luke, eu não posso perder ela.

— Isso não vai acontecer… — ele tentava consolar a esposa. — Eu vou procurar por ela lá fora. Ela tem que estar em algum canto.

— Vou com você, não consigo ficar parada.

Eles não se aperceberam que Peaches também não estava por perto.

Todos os convidados estavam dentro da casa, conversando e tentando ajudar de alguma forma.


Como na casa do Jacob não tinha piscina, por esse lado estavam despreocupados com um possível afogamento.


Luke olhou em volta de todo o jardim.

— O que estou deixando passar?

Ele passou a observar todo canto do quintal. Algo lhe chamou a atenção, e foi até o painel de decoração. O que tinha acontecido com o bolo?

— Hmm...

Foi bem devagar e deu a volta por trás.


— Cadê meu celular? Cass, Cass — ele sussurrou e fez sinal para ela ir devagar.

Ele estendeu o braço, mostrando a cena para Cassie e sussurrou:

— Tá gostoso o bolo, filha? — Ele não queria assustá-la.

— "Xim". "Dotoso".


Cassie sentiu um alívio tão grande dentro do peito. Se aproximou dela, abaixou e abraçou a pequena, que estava toda lambuzada de chantilly colorido.

— Não me dê outro susto desses, filha. A mamãe não aguenta. — Cassie não sabia se ria ou se chorava.


Eles observavam a serenidade e a felicidade dela comendo o bolo. E sua companheira inseparável, Peaches, também. As duas totalmente sujas de bolo e comendo ele.


— Tá vendo Cassie, você não quis fazer o tal de Smash the Cake*! — Luke começou a rir.

— Parece até que eu estava adivinhando que não ia precisar.... Luke, melhor chamar o povo para cantar os parabéns porque o bolo já partiram. — A mamãe também ria.


— Pai. Pai. — Ele gritava. — Cancela a polícia! Mistério solucionado. — Ele riu da situação. — Não é sequestro da aniversariante, é furto do bolo!!!


A mamãe, ajoelhada sobre a grama com a menina sobre suas pernas, enchia a pequena de beijos. Alheia a tudo, Olivia lambia seus pequenos dedos, agora cobertos pelo delicioso doce.


— Oh Luke… — Ela disse com o rosto colado na cabecinha de Oliva, fitando fixamente o homem que amava parado a sua frente.


Ele chamava a família e os convidados para retornar a festa.


— O que foi, amor? — Ele perguntou, encontrando seu olhar com o de sua amada esposa.


De todas as coisas que ele pensava em ouvir da Cassie nesse momento, essa foi totalmente inesperada:


— Amor, eu quero ter mais um filho.

— É o que?!

Notas finais
Eu estava morrendo de saudade dessa família, por isso fiz esse capítulo bônus. O que acharam? *O Smash the Cake é um ensaio de origem americana que traduzindo para o português fica, “amassar o bolo”. E como funciona? Em um pequeno cenário é entregue um bolo smash the cake para a criança brincar. Nessa brincadeira a criança amassa o bolo, come, se lambuza, faz a maior festa. O objetivo do ensaio Smash the cake é registrar a reação do bebê ao ter o seu primeiro contato com o sabor e a textura do bolo. As fotos ficam lindas e ainda podem ser usadas nas lembrancinhas, na decoração da festa de aniversário, no banner ou quadro de entrada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!