Uma Era De Ordem E Honra
21 20. Se você não se curvar aos preceitos dessa família, você será quebrado até aceitar.
Notas iniciais
Lady Rachel Somerset iria curvar-se ou manter-se de pé? Essa era uma ótima pergunta, com uma ótima resposta, ela iria se curvar sim, ou melhor, suas pernas seriam quebradas até ela cair. E os três últimos meses foram a amostra disso.
Enquanto Alfred preparava o casamento de Amélia, no sentido de liderar as negociações entre as cortes de Brunswick e Niedersieg; planejar o contrato de casamento; decidir o dote e todas as outras coisas envolvidas em um casamento dinástico, Elizabeth tentava preparar Lady Rachel para ser tanto a condessa de Aberavon, como uma consorte Tudor-Habsburg.
A questão era que ela era uma pirralha! Não existia uma palavra melhor para descrever Lady Rachel Somerset. E se Lady Hastings achou difícil no passado ensinar Elizabeth, ela acharia muito mais difícil ensinar Lady Rachel, mas por sorte a velha baronesa já tinha trabalho o suficiente com as três princesinhas de Bristol.
Estava sendo muito difícil, insuportável, Elizabeth nunca desejou tanto viajar para o Castelo de Ocenia e assim deixar a jovem dama com sua família, bem longe de Cornwall. A marquesa estava quase que desistindo.
— Mas por que não se pode falar com os criados? Eles também são pessoas.— Lady Rachel fechou seu livro, o que ela nem mesmo leu, e perguntou presunçosa.— Isso parece tão antiquado quanto a servidão.
As duas estavam hoje estudando na sala de música, onde também Joshua Reynolds, o pintor, estava preparando um retrato de Amélia, como uma recordação para eles nunca se esquecerem dela após o casamento. Elizabeth apertou as folhas do seu livro com força e falou doce a jovem:
— Bem, creio que temos uma iluminista entre nós.— E ela deu um sorriso de lado, enquanto Lady Rachel riu, era tão falsa.— Mas milady, tudo é uma questão de posição social, de status. Não os trate de forma ruim, mas também não se dirija a eles com palavras.
— Eu ainda não...— Elizabeth levantou a mão sinalizando para ela parar, Lady Rachel parou com um suspiro impaciente.
— Muito bem, saiba o momento de ficar calada e o de falar.— Com um sorriso e voz doce Elizabeth falou, e dessa vez Lady Rachel nem mesmo sorriu falsa.— Posição social, é assim que o mundo funciona, e nenhum de nós é corajoso o suficiente para ir contra. E mais, a milady fala com seus criados?
— Não.— Com um tom de irritação na voz ela admitiu.
— Muito bem, o assunto está encerrado para sempre.— Assim Elizabeth esperava. Mas para a irritação da marquesa, Lady Rachel se levantou de onde as duas estavam sentadas e começou a andar pela sala.— Lady Rachel, para onde a milady está indo? Nossa aula não acabou!
— Eu não concordo com isso, com nada disso na verdade.— Lady Rachel falou atrás de Elizabeth, e a marquesa revirou os olhos, nem dava para perceber isso.— Eu não quero ser simplesmente contida, calada, sem opinião própria, pensamento próprio, as mulheres dessa família são tão... submissas.
E o que Lady Rachel esperava!? Elizabeth fechou os olhos com força, aquilo foi uma ofensa disfarçado, e ela sabia muito bem como responder. Abrindo seus olhos, Elizabeth sorriu novamente, e ainda de costas, falou:
— A milady se engana, uma princesa Tudor-Habsburg não tem opinião, e um príncipe não tem voz. Nós sorrimos, assentimos, mas nunca respondemos, nunca falamos ou mostramos.
— Mas isso é tão...— Lady Rachel iria responder, e com o seu tom presunçoso ainda, mas Elizabeth fechou o seu livro com força, fazendo ela calar-se, assim como fez o Sr. Reynolds tremer em seu lugar.
Finalmente levantando de seu lugar, Elizabeth olhou para trás, para Lady Rachel, e colocou um sorriso simples no rosto.
— É assim que funciona, Lady Rachel. Cabe a você apenas aceitar, ou...— A marquesa então parou com um sorriso inocente, fazendo a dama mais jovem levantar uma de suas sobrancelhas curiosa.
— Ou o que, minha marquesa?— Lady Rachel perguntou com curiosidade, mas também impaciente.
Sorrindo, Elizabeth deu de ombros e se virando na outra direção, ela caminhou até onde estavam Amélia e o pintor, deixando Lady Rachel para trás. Mas quando Elizabeth chegou perto do pintor, ela olhou em direção a Lady Rachel e finalmente disse:
— A milady será destruída.— E era simples assim. Elizabeth voltou a olhar para o pintor, assim perdendo a oportunidade de ver a dama apertar os lábios, tentando assim esconder sua irritação.— Sr. Reynolds, eu nunca vou me cansar de dizer isso, mas sua forma de pintar e tão bela, o senhor consegue captar tão bem a delicadeza de Amélia.
Joshua Reynolds era um pintor maravilhoso, talvez o melhor da Inglaterra, era a primeira vez que os Tudor-Habsburg o contratavam, mas ele já mostrava que todos os elogios sobre ele eram verdadeiros. O pintor sorriu e assentiu para a marquesa.
— Minha senhora é muito gentil, mas quando se tem uma beleza tão grande, é fácil expressar na tela pelo menos um pouco de...— O Sr. Reynolds parou, olhou para Amélia e sorriu.—... de toda essa bela grandeza.
— Assim o senhor me deixa constrangida, por favor.— Amélia riu com uma falsa vergonha.
— Mas é verdade, minha princesa, uma grande verdade.— Amélia balançou a cabeça como se não estivesse acreditando muito. Agora foi Elizabeth que balançou a cabeça, se havia alguém naquela sala que tinha a consciência de toda a beleza que possuía, essa pessoa era Amélia.— Mas eu devo dizer que quem eu mais desejo pintar é a senhora, minha marquesa, quero eternizar a sua beleza em uma das minhas telas.
— Bem, quem sabe isso não aconteça um dia?— E iria acontecer sim. O pintor então voltou a sua tela, com Elizabeth observando cada ação dele.— Como o senhor consegue captar toda a delicadeza de Amélia?
Na visão de Elizabeth, uma leiga nesse assunto se pintora, os quadro de Joshua Reynolds sempre retratavam as pessoas com delicadeza, doçura, perfeição e nobreza. Ela não iria se desfazer de Nathaniel Dance-Holland, mas Joshua Reynolds pintava de uma forma mais impressionante.
— A princesa Amélia tem muita delicadeza, minha marquesa, na verdade, todos os irmãos da princesa tem uma grande delicadeza.— O pintor falou pensativo.
De fato isso era uma verdade, a delicadeza Tudor-Habsburg não se limitava apenas as mulheres, mas também aos homens, Alfred pelo menos tinha um rosto tão frágil como as pétalas de uma rosa.
— Eu não concordo, Sr. Reynolds.— Elizabeth fechou os olhos ao se lembrar de Lady Rachel, que agora estava ao seu lado, também olhando para a tela.— Henry não é delicado, ele é muito robusto até.
— Isso claramente apenas na sua opinião.— Amélia zombou das palavras de Lady Rachel.— Henry tem apenas um pouco mais de fermento, mas ele está muito longe de ser robusto. Papai era forte, robusto, mas não Henry.
E Amélia riu mais ainda, Elizabeth olhou para Lady Rachel, ela estava ficando desconfortável com essa risada. Mas era necessário aceitar, nenhum homem Tudor-Habsburg, no momento, era igual aos homens "normais", faltava neles mais "saúde", força no rosto e nas expressão faciais. Embora muito dificilmente eles deixassem de exalar a masculinidade.
E ficou assim, era possível perceber que Lady Rachel não gostava de Amélia, embora conseguisse esconder bem qualquer sentimento ruim que nutrice em relação a Elizabeth.
— Cada ser humano tem sua peculiaridade, é por isso que a arte tem a missão de mostrar essas peculiaridades como a grandeza humana.— Joshua Reynolds não estava dando muita atenção ao que acontecia entre as damas, mas sua fala serviu para fazer o ar voltar a ser respirável.
— Está completamente certo, Sr. Reynolds.— Elizabeth completou, e olhou para Lady Rachel logo em seguida.— Creio que não acabamos, milady.
— Minha marquesa, eu...— Depois de suspirar cansada, Lady Rachel tentou protestar, apenas para ser impedida pela entrada de três princesas de Bristol na sala.
Katherine, Elizabeth e Charlotte entraram correndo na sala de música, com Lady Cambridge entrando um pouco depois, as três foram logo em direção a tia mais nova, com Amélia as recebendo com prazer.
— Mas por Cristo! O que é isso, uma invasão?— Joshua Reynolds se levantou de seu banco ao perceber as três meninas, e olhou para a marquesa pedindo uma ajuda.— Minha senhora!
Elizabeth deu de ombros, também era uma surpresa para ela isso, mas ao olhar para o lado, a marquesa teve outra surpresa, Lady Rachel estava saindo da sala.
— Ah minhas rosas, vou sentir tanto a falta de vocês três.— Elizabeth voltou sua atenção para Amélia, ela pegou Charlotte e a colocou no cravo.— Vamos aprender a tocar?
— Creio que acabamos por hoje, Sr. Reynolds.
Com um belo sorriso Elizabeth avisou o pintor, ao mesmo tempo que deu as costas que se virou a caminhou em direção a saída, ela tinha que procurar Lady Rachel.
*****
Como as coisas haviam chegado nesse ponto? Essa era uma pergunta que Henry sempre fazia a si mesmo, mas a resposta nunca lhe vinha.
Henry sentia-se tão envergonhado pelas coisas que disse, como falou, das ameaças que fez. Mas ao mesmo tempo, ele se sentia tão... decepcionado pela forma como Alfred e Elizabeth trataram e falaram de Rachel, como Alfred a colocou em uma posição inferior e injusta.
A questão era que tudo isso fazia Henry infeliz, ele sim tinha Rachel, e seu amor o fazia feliz, além disso haviam os títulos de conde de Aberavon e visconde Baltimore, e a fortuna que ele ganhou acesso, mas nada dava a Henry a felicidade plena que ele buscava ao decidir se casar com Rachel.
Muito pelo contrário, Henry sentia-se como um vilão, um indigno desonesto e desonroso. Não era o perfeito cavalheiro que seu pai o havia ensinado a ser. Ao pensar isso, Henry fechou os olhos e o punhos com força, era doloroso pensar assim, seu pai iria sentir vergonha?
— Henry? Algo aflige você?— Percebendo o incômodo do noivo, Rachel perguntou a ele preocupada.
Os dois estavam sentados debaixo de uma árvore nos jardins de Hampton Court, longe de qualquer um que desejasse os incomodar. Henry tinha um de seus braços envolta de Rachel, enquanto ela estava com sua cabeça apoiada nos seus ombros, falando de seus problemas com Elizabeth. Ao ouvir a pergunta da noiva, Henry olhou para ela e sorriu.
— Não é nada para você preocupar-se, meu amor.— Aproximando-se dela, Henry lhe deu um leve beijo, e Rachel voltou a falar logo depois.
Como sempre na sua vida, Henry colocou em seu rosto uma expressão alegre, feliz e despreocupada, até mesmo tola. Tudo para esconder sua tristeza, suas preocupações e seus verdadeiros sentimentos. Ele ainda se considerava o mais feliz de seus irmãos, mas ele não deixava de ser o mais falso.
—... depois ela disse que eu devo sempre ser honrosa, digna e todo o resto da baboseira. Devo me comportar como uma princesa, mas eu nem mesmo serei uma princesa! Vou ser simplesmente a condessa de Aberavon!— Henry sentiu a frustração de Rachel quando ela apertou sua mão, hoje ela estava mais irritada que o normal. Então ele a abraçou mais forte.— Fracamente Henry, eu não entendo isso. Não é como se as pessoas dessem importância, elas dão valor apenas ao rei e a família dele, não a sua.
Mas o abraço não foi o suficiente, Rachel se afastou levemente e o olhou procurando uma resposta. Henry pensou por um momento:
— Realmente as pessoas não se importam muito conosco, mas ainda existe um pouco.— O quase exílio da marquesa Anne, a mãe deles, provou isso.— Além do mais a sociedade está sempre nos vigiando, se não andarmos como devemos seremos... bem, destruídos, estaremos acabados, é como se uma dama solteira ficar grávida e isso se tornar público.
Rachel se acalmou um pouco e voltou para perto de Henry. Suspirando ela colocou novamente sua cabeça no ombro dele.
— Agir como uma dama eu sei muito bem, sou filha, sobrinha, neta e irmã de duques. Mas ser uma princesa isso é muito diferente, ser sempre altiva, graciosa, e mostrar sempre o melhor lado, o melhor humor, e como consequência as vezes se esquecer do resto, eu não quero ser assim.— Rachel parou e olhou para ele.— Você não é assim.
O príncipe riu consigo mesmo, ele não era? Mas Rachel estava certa em algo, ser um príncipe, uma princesa, não era fácil, não era um mar de rosas douradas, ou talvez fosse, mas toda rosa também tinha seus espinhos.
— Sinto lhe informar, mas eu sou sim.— Henry tentou fazer uma graça, não saiu como ele queria, mas Rachel ainda assim sorriu.— Sou um príncipe Tudor-Habsburg, cheio de regras de conduta, sou honrado,... digno e sou... sou um perfeito c-cavalheiro.
Ele era um hipócrita! Henry sentia-se um hipócrita ao falar isso. Com certeza seu pai teria vergonha dele. Mas Henry engoliu o choro e o pesar, apenas para continuar a sorrir para Rachel.
— Não se pode negar que você é um Tudor-Habsburg. Mas em você, Henry, não existe todo aquele orgulho arrogante e frio dos seus irmãos.— Ela se referia a Alfred, claramente era Alfred. Henry tentou desviar o olhar para outra direção, mas Rachel pegou o rosto dele e o segurou na sua direção.— Todos ficam confortáveis ao ter você por perto, não existe aquela mesma admiração e reverência do marquês, mas sim uma cordialidade agradável.
Ele tentou, e muito, mas Henry não conseguiu segurar um sorriso feliz, ninguém nunca havia o dito que ele poderia ter o que Alfred nunca teria, Alfred sempre teve as melhores qualidades.
— Eu gosto dessa ideia, Rachel. Cuidado, ou posso ficar arrogante por conta disso.— Rachel sorriu e riu francamente com a resposta. Fingindo certa ofensa, Henry então perguntou:—Qual a graça? Eu falei a verdade!
Rachel riu ainda mais alto, não permitindo mais segurar-se, ele também começou a rir. A futura condessa então parou de rir, e olhando para o futuro marido, entrelaçou suas mãos envolta do pescoço de Henry.
— Eu amo seu sorriso, Henry. É sempre tão verdadeiro e espontâneo que me alegre.— Então ele iria começar a sorrir enfrente ao espelho agora.
Henry também envolveu suas mãos envolta da cintura de Rachel, e se curvou se aproximando mais dela. Henry e Rachel iriam se beijar, como sempre faziam quando estavam debaixo dessa árvore, mas quando seus lábios estavam quase se tocando...
— O amor de dois jovens é realmente lindo! Mas no momento muito inadequado.— Era Elizabeth! Henry abriu rapidamente os olhos, e Rachel simplesmente apoiou sua cabeça no queixo dele.— Deixem esses momentos para depois, ou irão pensar que o casamento já foi consumado.
— Por favor, Elizabeth! Seja boa conosco.— A marquesa balançou a cabeça e chegou mais perto do casal. Quase que gemendo, Henry se afastou de Rachel.— Mas o que você faz aqui?
— Sua noiva fugiu da aula.— Elizabeth respondeu séria, havia irritação na sua voz. Mesmo assim a marquesa estendeu sua mão a Rachel.— Devemos voltar, Lady Rachel. Ainda temos muito que aprender.
— Eu suplico o seu perdão, minha marquesa. Eu pensei que já tínhamos acabado.— Elizabeth não esboçou reação alguma, embora fosse visível que Rachel a provocou, acertando seu objetivo.— De qualquer forma tenho que voltar para casa, então perdão, minha marquesa.
Rachel aceitou a ajuda de Elizabeth, ao mesmo tempo que logo fez um mesura e saiu rapidamente em direção ao palácio. A marquesa apenas a olhava, com uma expressão indecifrável.
— Sua noiva tem uma habilidade incrível de me irritar, sabia?— Talvez porque elas eram dois opostos. Henry se levantou, ao mesmo tempo que Elizabeth se virou a ele.— Mas que cara é essa? Não me surpreenderia se fosse arrependimento pelo casamento.
— Não... não é nada, Elizabeth. E eu também não se arrependi! São apenas meus pensamentos...— Henry ficou muito surpreso com essa sinceridade de Elizabeth. Ele apenas queria dizer isso, mas não foi assim.– Eu posso contar tudo para você, não é mesmo?
Agora foi Elizabeth que ficou surpresa, ela lentamente assentiu para Henry. Poderia ser estranho isso, mas ele tinha confiança de que Elizabeth não iria trair a confiança dele, ela iria saber o responder.
— Fale o que sente.— Henry suspirou se preparando.
— Não é nada de muito importante, mas eu queria saber se... bem...— Por que era tão difícil? Elizabeth levantou a sobrancelha curiosa.—...Alfred ainda está muito irritado comigo?
— É essa a dúvida que lhe incomoda tanto, Henry?— Depois de um momento calada, Elizabeth finalmente respondeu, Henry não fez, falou ou sinalizou nada.— Não se preocupe tanto, Alfred apenas está sendo exposto a muito estresse. Niedersieg, Bristol, nossa situação com o povo britânico, o casamento de Amélia com o duque Friedrich August, o seu casamento com Lady Rachel, e ainda temos agora a adesão dele ao Conselho Privado do rei, são muitas coisas.
Isso era, por mais ruim que parecesse, muito acalmante, Henry poderia se casar com alguma paz a mais.
— Eu espero que um dia ele me perdoe.— Olhando para Elizabeth, procurando um sinal, Henry admitiu, ela sorriu calmamente.
— Como eu disse, não se preocupe tanto, Henry. Irmãos sempre se perdoam.— Era irônico ela dizer isso. Elizabeth e seu irmão, o conde de Carlisle, haviam discutido por conta de viúva Lady Carlisle, e agora ela se recusava a voltar ao Castelo Howard.— Desejamos sua felicidade, e se ela está com Lady Rachel, que assim seja.
Henry suspirou aliviado, se Elizabeth, que aparentemente não gostava de Rachel lhe falou isso, talvez um dia ele realmente conseguisse esse perdão.
— Ótimo, e onde está Alfred?
— No escritório, escrevendo o que ele chama de "Código Bristol".
— Muito bem.— Henry se levantou com o seu sorriso tolo habitual no rosto.— Vou então lá perturbar nosso Alfred.
Elizabeth sorriu com o bem-humor de Henry, o príncipe deu as costas e saiu, deixando a marquesa para trás. "Isso irá acontecer novamente no futuro?" Elizabeth pesava consigo mesma, seus descendentes não poderiam cometer o mesmo erro.
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