Uma Era De Ordem E Honra

18 17. É necessário fazer muito além do que as pequenas bondades que todos os nobres fazem.


Notas iniciais
Já faz muito tempo que eu não como uma manga de verdade, no caso a fruta mesmo e eu não gosto da fruta, mas mesmo assim eu tive que comer um pedaço, só pra escrever esse capítulo. Valorizem ele.

25|03|1763 Tudor House, Londres

Os primeiros dias da primavera haviam chegado, a neve do ano anterior, estava derretendo, as flores desabrochando, os pássaros cantavam e o clima era de paz, pelo menos para a aristocracia, a nobreza e para quem não estava envolvido com o parlamento.

Essa era a melhor época do ano, era a favorita de Elizabeth, tudo era tão gostoso, colorido, agitado. Era o momento em que a aristocracia deixava suas propriedades no campo e viajava a Londres, para a temporada social.

Eram dias não apenas de bailes, festas, teatro, ópera, ballet, mas também de festas no jardim e encontros entre amigos. E Elizabeth não poderia ficar fora dessa diversão. A marquesa decidiu fazer uma pequena festa nos jardins da Tudor House.

Não era algo grande, apenas para os amigos próximos, se bem que o duque e a duquesa de Bravandale não eram próximos. Elizabeth planejou tudo para ser simples, pequeno e sem a possibilidade de lhe fazer sentir dor de cabeça, ou impedir que ela desse outras festas no futuro. E foi justamente por ela dar poucas festas, que quase todos os amigos que ela convidou aceitaram, não era sempre que os Bristol abriam as portas da sua intimidade familiar.

As crianças corriam brincando pelo campo gramado, a viscondessa Cambridge, que era a dama do berçário, as olhava de longe. Enquanto isso, as damas e os cavalheiros estavam sentados na grama.

— Você vê essa fruta, Charlotte? É uma manga.— O rei mostrou a rainha a fruta alaranjada. Era isso então que era uma manga? Elizabeth apenas tinha escolhido as frutas.— Não é bonita?

— Manga? Que nome mais engraçado.— Charlotte tentou pegar a fruta, mas desistiu no meio do caminho, preferindo pegar o prato de porcelana onde estavam pedaços da fruta.— São das colônias?

— Na verdade são da Índia.— Alfred respondeu, ao mesmo tempo que Charlotte pegou um pedaço e colocou na boca.— Temos acesso a elas graças ao nosso império comercial, se bem que...

Quanto Alfred iniciou a última parte da sua frase, Elizabeth quase fechou os olhos com medo, George não iria reagir bem, mas Charlotte interrompeu:

— É áspera, mas ainda é doce, lembra pêssego, mas não é a mesma coisa.— A rainha colocou mais um pedaço na boca, e a sujou no processo, ela não percebeu, mas George, Alfred e Elizabeth sim, e não foi possível segurar um risada.— O que foi?

— Você parece Georgie comendo, Charlotte.— George comentou rindo, e só assim Charlotte entendeu o que estava acontecendo, ela corou envergonhada.

— George, não ria de mim.— O rei ofereceu a ela um lenço, que Charlotte rapidamente pegou e limpou sua boca.— Muito gostosa a fruta, mas nunca mais desejo vê-la.

— Charlotte, tudo isso é raiva da pobre manga?— A rainha ainda envergonhada simplesmente balançou a cabeça, Elizabeth não entendia.— Manga, que nome realmente engraçado. Quem será que o escolheu?

— Acho que os portugueses...— Alfred começou a falar, apenas para ser interrompido.

— Desculpe interromper, meu marquês, mas eu devo dizer.— Alfred fechou os olhos fortemente, e os abriu novamente, agora sorrindo e assentindo para o duque de Bravandale.— Está tudo muito agradável minha marquesa, como já disse antes, muito agradável mesmo. É como voltar ao campo sem sair da cidade. Agradecemos pelo convite.

E o duque exibiu um grande sorriso de agradecimento. Elizabeth inclinou levemente a cabeça e sorriu. O duque falou tão rapidamente, ela quase não acompanhou.

— Charles, foi inconveniente.— Tão sensata a duquesa de Bravandale, que censurou o marido.

— Não foi inconveniente, Violet, mas sim muito conveniente. Eu considero elogios...— A duquesa revirou os olhos, e voltou a conversar com a duquesa de Portland, e com isso, os que davam atenção ao duque seguiram seu exemplo, menos Elizabeth, era sua obrigação o ouvir.—... e bem, a questão é que estamos em paz, o mundo está em paz, a guerra acabou.

— Certamente a guerra acabou.— Alfred olhou para o duque por um momento, apenas para depois desviar para George.— Mas não vejo muitos motivos para comemorar. Lord Bute fez uma paz que deu muitos benefícios a França.

Agora Elizabeth realmente fechou os olhos por conta do desgosto. George olhou para Alfred, e sorriu irônico.

— Alfred, a guerra acabou. Não dávamos atenção a ela antes, por que dar agora que acabou?— Mas de nada adiantou, as palavras de Elizabeth caíram a surdos ouvidos.

— Eu concordo, Alfred. Foi muito benéfico aos franceses.— George comentou ainda irônico, olhando desafiador para Alfred. Elizabeth procurou os olhos de Charlotte, buscando sua ajuda.— Mas quem é o diplomata aqui? Ele ou você?

Alfred sorriu, não um sorriso de alegria ou satisfação, mas um mostrando que ele não iria perder.

— Realmente, eu não sou um diplomata, e muito menos Lord Bute, o que ele é mesmo?— O antigo sorriso de George morreu, e havia agora uma ponta de irritação.— Ah, é mesmo, ele é um escocês, Tory, favorito do rei, e foi apenas por esse motivo, e simplesmente por isso, que ele se tornou primeiro-ministro.

A chegada de Lord Bute ao cargo de primeiro-ministro havia sido apoiada principalmente por George. Poderia se dizer que Lord Bute era o principal motivo para o rei ser impopular no momento. Mas mesmo assim, o rosto de George ficou visivelmente irritado, de uma forma que ele não poderia esconder. Era como um explosivo de pólvora, prestes a ser explodido.

Mas por sorte, ou azar, talvez o segundo, no gramado, a pequena princesa Katherine acabou tropeçando e caindo, ela começou então a chorar, mesmo com o pequeno James Berkeley, conde de Ernel, o filho e herdeiro dos Bravandale, tentando a ajudar. Isso foi o suficiente para dissipar uma possível discussão, mas também para preocupar Elizabeth.

Se levantando de seu lugar, ela por um momento pensou em ir até sua filha mais velha, mas Lady Cambridge correu para ver a menina. Não pareceu ter sido algo muito grave, na mesma rapidez que Elizabeth se levantou, a viscondessa olhou para trás e balançou a cabeça. No mínimo Katherine tinha ralado o joelho. Elizabeth voltou a sentar, suspirando aliviada.

— Será que a pequena Katherine está bem, Elizabeth.— A rainha perguntou preocupada, ao mesmo tempo que colocava mais chá para si.

— Eu imagino que sim, veja, ela já está correndo com o jovem Ernel.— Elizabeth apontou, ao mesmo tempo que começava a rir junto de Charlotte.— daqui a alguns anos nossos filhos vão estar brincando juntos, Charlotte.

— Já estou ansiosa para esses momentos.— Elizabeth também estava, e até lá, ela teria seu conde de Rivers. Olhando para trás, a marquesa percebeu então que a duquesa de Bravandale também olhava para as duas, inclinando a cabeça, Elizabeth sorriu.

— E a duquesa, o que acha disso?— A duquesa quase engasgou ao perceber que foi notada, mas com a dignidade... de uma duquesa, ela se recompôs.

— Eu acho que a princesa Katherine está crescendo tão rápido, está tão grande.— Elizabeth sorriu agradecida, Katherine estava realmente crescendo rápido. A duquesa riu consigo mesma logo em seguida.— Não irá demorar muito e a princesa será uma linda rosa desabrochada. Então ela vai ser disputada por vários pretendentes.

As três riram entre si com esse comentário. Mas Elizabeth sabia de uma coisa, suas filhas não se casariam com nobres britânicos, e muito menos seus filhos com damas inglesas. Interrompendo todas elas o duque de Bravandale também começou a rir. A alegria da duquesa morreu.

— Eu e Violet esperamos então que nosso pequeno Ernel seja o primeiro da fila.— Elizabeth tentou, ela realmente tentou, mas não foi possível manter um sorriso. Seu olhar caiu em Alfred, que mesmo conversando com o rei e com Charles Beckham, o 2° conde de Clasterberg, um de seus cavalheiros, escutou as palavras do duque de Bravandale.— O que acha, meu marquês?

Olhando séria para Alfred, Elizabeth balançou a cabeça, ele não deveria ser arrogante. Alfred olhou para ela, depois para o duque, e por fim riu, riu da forma mais irônica, arrogante e orgulhosa que Elizabeth já viu.

— Bravandale, os Tudor-Habsburg se casam apenas com a realeza. Perdão, mas Ernel não é realeza.— Elizabeth discretamente suspirou aliviada, Alfred se ao mínimo controlou.— E ainda, uma de minhas filhas irá se casar com um dos filhos de Maria Theresa, já foi combinado.

Os olhos envergonhados do duque de Bravandale se arregalaram de horror. Já era esperado isso.

— Com um arquiduque austríaco!? Meu marquês, eles são católicos!— E Elizabeth não era uma princesa, tudo tinha remédio. A marquesa estava começando a cogitar a ideia de levar as damas para dentro, afim de apreciar a arquitetura.

— Não importa a fé, mas sim que são realeza, uma realeza que tem sangue imperal diga-se de passagem. Está na hora de juntarmos nossa família novamente.— Alfred esqueceu de dizer que "e até pouco tempo, nós também éramos católicos". Elizabeth foi até Charlotte e sussurrou em seu ouvido para elas entrarem.

— Mas...— O duque ainda tentou.

— O dia em que uma princesa Tudor-Habsburg se casar com um nobre britânico, será o dia que príncipes irão se casar com pessoas normais. Além do mais, existem casamentos fracassados demais entre a nobreza, a condessa de Pembroke foi deixada pelo marido; o duque de St. Martin já esteve em todos os bordéis de Londres; a baronesa Avon foi trocada pela governanta; Lady Arthur Congreve é amante do marquês de Nondell, próprio cunhado; e ainda há Sir David Hill que é um bruto com Lady Hill e suas filhas. Não quero isso para minhas rosas.

Foi o suficiente para calar o duque, assim como qualquer outra pessoa que desejasse falar. Agora que eles haviam acabado, Elizabeth então se levantou.

— Miladys, vamos para dentro explorar a casa?— Apesar do sorriso, Elizabeth queria mesmo era fugir dos homens e suas tolas discussões.

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— Meu desejo é que seja magnífico, uma grande estrutura de vidro que irá conter amostras das mais variadas espécies.— Os olhos de George quase se arregalaram com as palavras de Alfred.— Eu até mesmo já pedi para o príncipe de Orange enviar algumas plantas das colônias holandesas.

— Parece que será realmente uma estufa magnífica.— Alfred ficou curioso, o modo de George falar foi misterioso.— Parace até um novo Kew, tome cuidado, Alfred, mamãe talvez fique irritada.

Balançando a cabeça, Alfred riu levemente.

— Longe de mim tentar suplantar a princesa viúva. Os jardins de Kew são impossíveis de superar.— Até que viesse alguém e fizesse algo muito maior. Mas o rosto de George ainda estava curioso.— Deseja perguntar algo a mais?

O rei deu de ombros e se levantou. Alfred olhou para a mesma direção que o rei, para as criança brincando, isso se o príncipe William e Amélia ainda fossem considerados crianças. Isso lembrava a Alfred que ele deveria pedir para que George avisasse a seu irmão mais novo que...

— Um jardim grande e belo não é construído apenas para ser grande e belo.— Voltando a olhar para o rei, Alfred percebeu a expressão questionadora dele.— Sempre tem um motivo. Qual o seu motivo, Alfred?

— Você é tão perspicaz, George, parabéns.— Quase irônico, o marquês aplaudiu George.— Mas está você certo, tenho um motivo. Eu desejo construir uma propriedade, uma grande prioridade...

— Um palácio?— Alfred olhou para o conde de Clasterberg e inclinando a cabeça, dando de ombros.

— Mas só o rei pode ter palácios.— Muito bem Bravandale por esclarecer isso, todos eles já sabiam.— A exceção apenas o duque de Marlborough, o duque de Hamilton, e o duque de Buccleuch, mas isso é na Escócia, e Marlborough foi um herói.

Todos os cavalheiros olharam para Bravandale, foi desnecessário, mas já havia sido dito. Depois de um suspiro, Alfred respondeu então:

— Tenho conhecimento de tudo isso. E devo dizer que, apesar de ser um príncipe imperial, ser realeza, a status de qualquer casa que seja construída por mim, será designado apenas por uma pessoa.— George olhou de lado para Alfred, com uma expressão desinteressada, mesmo assim o marquês aprontou para ele.— Cabe apenas a você, George.

— Que seja.— Tão simples e desinteressado que fez Alfred rir, mas ele ainda iria considerar isso um sim.— Espero que as damas estejam se divertindo vendo as obras de arte.

Dando uma última olhada na campo, o rei se virou e voltou para onde estavam os outros, e começou a colocar para si chá. Isso lembrou a Alfred de algo, uma coisa que quase foi dita anteriormente. Poderia causar problemas relembrar disso, mas...

— O que você iria dizer antes, George?— O rei lhe olhou sem entender por um momento, ao mesmo tempo que colocou um cubo de açúcar no chá.— Quando falávamos sobre Lord Bute.

— Ah, você fala disso.... deseja realmente falar sobre isso, Alfred?— Pegando uma colher, o rei mexeu seu chá.— Eu não faço questão.

Inclinado sua cabeça, Alfred pensou. Realmente ele não queria ter nenhuma discussão com George, mas mesmo assim, era melhor resolver essa pendência, e não existir nenhuma dúvida entre eles.

— Eu também não faço, mas o Tratado de Paris não foi...

— Nada benéfico para a Grã-Bretanha, eu sei disso, Alfred. Mas você queria o que? O parlamento decidiu assim, eu não posso ir contra o parlamento, posso ir contra o primeiro-ministro, mas o parlamento não.— Alfred se calou, ele não poderia discutir contra esse fato.— Eu também queria acabar logo com essa guerra, era uma simples desavença entre a Prússia e a Áustria, mas uma desavença que envolveu o mundo inteiro.

— Me acalma que você tenha esse conhecimento.— George revirou os olhos e bebeu seu chá sem mostrar muito interesse na conversa.— Que saiba que foi um erro.

George afastou a xícara da sua boca, e olhou para Alfred.

— Você fala isso apenas por conta do seu partidarismo Whig.

— Foi você e o seu partidarismo Tory que nos colocou nessa situação. Assim como é ele que está fazendo você se tornar tão impopular, George.— Se era para falar, Alfred falou.

O rei olhou furiosamente para Alfred. A força que ele colocava na sua xícara era muito grande, mas Alfred não tinha medo, George tinha raiva, mas não agressividade.

— Meu partidarismo!? Minha impopularidade!?— O desinteresse de George sumiu definitivamente.— Você não é ninguém para falar sobre isso comigo, Alfred! Lembre-se que você e sua família são imensamente impopulares!

— Talvez sejamos realmente, mas...

— E ainda não fazem nada para mudar essa imagem.

Agora foram as palavras de George que atingiram Alfred.

— Vamos a festas, bailes, ópera, nós mostramos visibilidade! Isso é algo!

— Mas e as pessoas?— Alfred fazia muitas coisas pelas pessoas comuns. Mas antes de Alfred falar qualquer outra coisa, George interrompeu.— Financiar a reconstrução de igrejas, e ajudar financeiramente algumas vilas não é o suficiente. Não ajuda a resolver o problema de impopularidade.

Alfred não respondeu isso, ele não sabia o que responder. E esse silêncio dele continuou por muito tempo. Quando as damas voltaram, todos decidiram que era o momento de ir embora, tanto para suas casas geminadas, como seus palácios, e assim se foi.

Mas isso não significava que Elizabeth, Amélia e as duas pequenas princesas também ficaram caladas, e era uma alegria que as três princesas mais jovens estavam em outra carruagem.

— É uma casa realmente impressionante, parece até um palácio.– Mas não era, nunca foi e nunca será.– E tinha um salão enorme, já posso até visualizar os bailes que daremos. Você deveria ter visto, Amélia.

— Posso até imaginar.— Junto com Henry, Amélia era a pessoa que mais conhecia a Tudor House.— Mas eu estava me divertindo tanto com William e as duas rosas. É bom deixar a sala de música as vezes.

O marquês olhou para sua irmã, Amélia estava desalinhada, seu penteado quase desfeito, e as rendas do seu vestido estavam rasgadas em alguns pontos. A diversão dela era visível.

— E você Alfred? Está calado a tanto tempo, algo lhe aflige?— Alfred olhou para Elizabeth, que parecia preocupada.

— Não, não. Estou apenas pensando.— As palavras de George não deixavam sua mente, Alfred encostou sua cabeça na janela pensativo.

— Não se preocupe, Elizabeth. Ele não está com seu caderninho, não deve ser nada de importante.- O caderno, Alfred havia se esquecido dele, havia tanta coisa para escrever.

Depois desse momento na carruagem, tudo passou muito rápido e quando Alfred percebeu, ele estava em seus aposentos, com seus cavalheiros lhe ajudando a vestir sua roupa de dormir, e Elizabeth sentada na cama comendo morangos.

— Esses estão tão doces. Não consigo para de comer.— Levando mais um morango a boca, Elizabeth riu.— Será que estou grávida?

— Talvez sim, talvez não, logo saberemo.— Ela assentiu levando mais um morango a boca.

Os condes de Clasterberg, Knolly e o visconde Kensington acabaram de vesti-lo e saíram logo em seguida, deixando Alfred e Elizabeth sozinhos.

— Elizabeth eu posso lhe fazer uma pergunta?— Deixando os morangos de lado, Elizabeth o olhou curiosa.

— Claro. Qual o assunto?— Ela se levantou e se aproximou dele.— Se for sobre seu cabelo eu tenho que dizer que realmente está muito grande, acho que se você não cortar terá que usá-lo em vez da peruca...

— Não é sobre isso Elizabeth.— Mas olhando bem...— Não importa isso. Na verdade, tem algo que está me procupando, e muito. Você acha que fizemos algo, algo realmente bom, para nossa popularidade?

Elizabeth ficou calada, agora ela realmente tinha em seu rosto uma expressão apreensiva.

— Ajudamos as populações de cidades e vilas próximas de nossas propriedades. É necessário mais?— Alfred assentiu lentamente.

— Pelo que parece sim.— Fechado os olhos fortemente, Alfred suspirou.— É necessário fazer algo muito além do que pequenas bondades que todos os nobres fazem.

Apesar de os Tudor-Habsburg serem bons, eles não eram o suficiente. Alfred sentiu a mão de Elizabeth em seu ombro.

— Amanhã chamaremos o conselho.— Essa era a melhor ideia. Alfred assentiu e sorriu para Elizabeth.— Agora vamos dormir, isso vai ajudar em nossos pensamentos.

O sorriso de Alfred se alargou, então ele abraçou Elizabeth e lhe deu um leve beijo no rosto. Tê-la por perto era muito bom.

Notas finais
Um fato interessante sobre a manga: A manga já é cultivada a séculos no sul da Ásia, na região da Índia. Mas foi só durante a Era Colonial que a fruta começou a ser comercializada e cultivada para outras partes do mundo, como no Brasil nos século 16 e 17. Mas ainda não era muito popular na Europa do século 18. É interessante notar que o nome manga realmente foi criado pelos portugueses. E realmente é verdade o que falei sobre palácios. Na Grã-Bretanha só quem tem palácio é o rei e a família real, existem as exceções, mas foram só três eles até agora, um herói nacional, um descendente dos reis escoceses, e um bastardo do rei Charles II, respectivamente como eu escrevi.