Uma Era De Ordem E Honra
13 12. Tenho tanto medo de ferir, de fazer sofrer. Mas também quero ser feliz, quero curar, dar prazer.
13|04|1760 Bravendale House, Londres
Do outro lado da carruagem, Alfred observava Elizabeth, ela poderia não estar mostrando, mas estava muito descontente. E Alfred sabia o motivo: era ele mesmo.
— Você poderia pelo menos sorrir, Elizabeth?— Para o descontentamento de Alfred, ela continuou olhando pela janela.
— Se eu sorrir irão dizer que sou uma mulher ingrata.— Elizabeth desviou o olhar da janela para o encarar.— Se eu ficar séria, irão dizer que sou arrogante.
— Mas não é como se a arrogância não fosse uma das características dos Tudor-Habsburg.— Henry, que junto de Anne, também estava na carruagem, falou provocador.
— Eu sei que é difícil, Elizabeth. Mas sorrir, mesmo que de forma contida, é necessário.— Alfred não queria de forma alguma dar razão a Henry.
— Eu estou de luto, Alfred! Meu pai morreu não faz nem dois meses.— Mas logo faria.
Ele não iria discutir, que Elizabeth fizesse como ela bem desejasse. Mas no fundo, Alfred já deveria ter esperado por isso, ele que insistiu que ela viesse.
O duque de Bravandale era um dos ministros do duque de Newcastle e de William Piit, era um homem politicamente importante, um Whig, as festas que sua esposa, a duquesa fazia, não eram impressionantes, e muito menos importantes, mas seria bom para os Tudor-Habsburg estar nesse tipo de festa. Elizabeth recusou, disse não, e eles tiveram que fazer conceções. E no final, ela veio, a contragosto, mas veio.
— Eu não entendo isso, ela se esqueceu que nossa família nunca faz seus próprios desejos, mas o da família?— Anne estava do lado de Alfred, e lhe sussurrou. Alfred lhe deu um olhar feio.— Eu também não queria estar aqui! Mas estou.
Anne olhou para Elizabeth, que também agora olhava para ela. Nos atual estado de espírito em que Elizabeth estava, Alfred tinha até medo desses olhares. Mas antes que qualquer coisa pudesse acontecer, a carruagem parou. Eles haviam chegado em Bravandale House.
Os quatro saíram da carruagem silenciosamente, e nem mesmo Henry teve o atrevimento de falar algo, dar sua opinião.
Assim que entraram, a atenção se voltou para eles, como era comum. E o duque e da duquesa de Bravandale se aproximaram, dessa vez Alfred não poderia dar um suspiro, era apenas sorrir mesmo.
— Seus Altezas, sejam bem-vindos a Bravandale House!— Contrariando a regra, o duque foi o primeiro a falar.— Creio que seja a primeira vez aqui, não?
— Posso dizer, e com muita certeza, que é a minha primeira vez.— Para o alívio de Alfred, Elizabeth respondeu ao duque, lhe mostrando um sorriso. O duque assentiu.— E devo dizer que estou encantada.
— Sua Alteza, é muito gentil em dizer isso.— A tímida e simples duquesa respondeu gentilmente a Elizabeth.— Nossas...
— Nossas portas vão estar sempre abertas para os Bristol.— O duque, muito animado e feliz pela afirmação positiva, não aguentou e interrompeu a duquesa.
Atrás de Alfred e Elizabeth. Henry sorria muito divertido com isso, mas tentando se controlar para não rir, já Anne, apesar de sorrir, um sorriso que não chegava aos olhos, observava todo o salão, assim como o casal anfitrião. Se ela tivesse sido mais categórica, poderia ter conseguido se livrar desse lugar.
— É uma satisfação saber disso, é recíproco.— O duque ficou visivelmente satisfeito com a resposta da Alfred, ou melhor, ele ficou extasiado, por um momento parecia que o duque não respirava.— Sua...
— Com toda certeza iremos retribuir, não é Violet?— A duquesa abriu a boca para falar, mas o duque não a esperou.— Ah, temos que mostrar a casa ao marquês, Violet. Eu irei lhe mostrar a casa, meu marquês.
Mostrar a casa? Alfred estava ficando confuso. Ele e Elizabeth trocaram um olhar, um baile não servia para mostrar uma casa.
— Charles, acho que não é apropriado.— Discretamente a duquesa tentou trazer seu marido para a razão, mas ele riu dela.
— Diz bem, Violet. Você acha, não sabe.— A duquesa revirou os olhos. Ela havia desistido. Mas então, era Alfred que iria sofrer agora.— Vamos, meu marquês.
Alfred pensou em recusar, dizer não, ou talvez simplesmente dar de costas e sair. Mas era o duque de Bravandale, um ministro, suspirando, Alfred assentiu e sorriu. Não sem antes olhar para trás, em direção ao divertido Henry, que ficou confuso com esse olhar. Seu sorriso deixou de ser divertido.
— Algum problema, Alfred?
— Não. Mas você não vem?— Passou de divertido a tenso em questão de segundos. Henry primeiro olhou para o duque e depois para o irmão, ele poderia recusar, mas teria consequências.
— O duque trouxe seus troféus de caça?— Ele assentiu feliz. Henry suspirou.— Será divertido, como uma galeria de pinturas.
Pois assim foi. E o duque voltou a falar quase que imediatamente.
*****
A duquesa de Bravandale olhava para Elizabeth, e depois para Anne, sem muito o que dizer. Para falar a verdade ela parecia envergonhada.
— Eu... Charles é tão animado, minhas princesas.— Era o mais perto de um pedido de perdão que ela poderia chegar.
A duquesa fez uma simples mesura e saiu de perto das duas princesas logo em seguida. Elizabeth não queria nem imaginar as vergonhas que o duque a fazia passar.
— Ela pelo menos sabe o seu lugar.— Anne falou sem muito ânimo, antes de olhar para Elizabeth.— Elizabeth, querida, você iria se ofender se eu lhe deixasse sozinha?
Ela se limitou a balançar a cabeça, Anne poderia ir para onde bem desejasse. A jovem princesa sorriu agradecida. Elizabeth também estava por ela ter lhe feito esse favor.
Agora sozinha, Elizabeth se pôs a passear pelo salão, tentando encontrar alguém, para conversar.
Por que Alfred teve que lhe fazer isso? Nesses últimos dois meses eles estavam tão bem. Eles riam, se divertiam. Um sorriso rápido surgiu nos lábios de Elizabeth, eles agora também se beijavam. Estavam progredindo tanto. Mas então, Alfred decidiu que eles deveriam vir nesse baile. Pelo menos ela pôde vir usando uma roupa mais escura.
— Elizabeth! Elizabeth.— Essa voz. Elizabeth parou de andar e virou-se. Era Beatrice Brosbank, Lady Brosbank; junto com seu irmão, Philip Leverson, 3° visconde Leverson.— Finalmente eu encontrei você, estava muito difícil.
— Eu digo o mesmo.— Sorrindo, Elizabeth falou. Não eram os melhores amigos dela, mas serviam.— E onde está nosso 4° Baronete Brosbank?
— Você fala de Philip?— Não existia um outro Sir Philip Brosbank, casado com uma outra Beatrice Leverson, pelo menos Elizabeth não conhecia.— Deve estar dançando com uma das irmãs dele.
— Beatrice, não foi por isso que viemos aqui.— Sorrindo para sua irmã, o visconde tentou a chamar. E depois sorriu para Elizabeth.— Você está muito bonita, Elizabeth. Mas está usando vermelho. Não combina muito com você.
— Ela está de luto, Philip.— Os dois irmãos Leverson estavam muito falantes hoje na opinião de Elizabeth, eles quase e faziam sorrir.— Elizabeth, você está sabendo que estão falando de você?
Estavam sempre falando dela, isso era um fato. Mas pelo olhar preocupado de Beatrice, se poderia imaginar que o conteúdo dessas falas não era o comum, mas sim algo muito diferente, preocupante.
— O que exatamente estão dizendo?
— Não são coisas assim tão ruins.— Beatrice riu, mas Elizabeth também olhou para Philip, ele estava muito irritado. Eram dois extremos.— Estão chamando a atenção para o fato de você, bem... não estar sorrindo.
— Parece que você veio de mal gosto.— Bem, não era uma mentira. Elizabeth não queria estar aqui. Mas Philip não acabou.— Estão chamando você de arrogante!
— Não grite, Philip.— Beatrice pegou nos braços de irmão, tentando o acalmar.
Arrogante, estavam lhe chamando de arrogante, e simplesmente porque ela não estava sorrindo radiante? Isso era o cúmulo. Elizabeth nunca sentiu-se mais ofendida em sua vida. Mas se eles a chamavam de arrogante, ela iria mostrar como era sim.
— Se você me deixar, eu mesmo busco quem começou isso, Elizabeth. E se for um homem, eu...
— Pois os deixem falar, Philip!— Não foi apenas Philip o tomado pela raiva, mas Elizabeth também. Ela falou alto.— Esses nobrezinhos insignificantes precisam falar de algo grande, eu. Que falem!
Alguns que estavam passando por perto ouviram Elizabeth, e começaram a falar entre si. Santo Cristo! O arrependimento começou a bater em Elizabeth. As regras, ela esqueceu das regras. Philip e Beatrice estavam chocados na sua frente.
— O que irão dizer, Elizabeth?— Beatrice logo conseguiu falar algo.
— Bem, que eu sou uma Tudor-Habsburg.— Sorrindo, Elizabeth tentou voltar a ser a versão normal dela. Quando Anne descobrisse, seria um escândalo em Hampton Court.— Eu acho que fiz algo errado.
— Que tipo de coisa errada? Quem são esses?
Era Alfred! Mas ele não deveria estar olhando a casa com o duque e Henry? Lord Leverson e Lady Brosbank fizeram uma mesura assim que ouviram Alfred, mas foi apenas quando fizeram isso que ele percebeu a sua presença.
— O visconde Leverson, e sua irmã, Lady Brosbank, a esposa de Sir Philip Brosbank, o 4 baronete. São amigos meus.— Elizabeth falou rápido e tentando desviar da primeira pergunta. Alfred assentiu para os dois irmãos.— Já acabou sua excursão pela casa?
O marquês fez uma careta ao lembrar, ao mesmo tempo que os dois irmãos saíam de perto do casal. Ou melhor, Beatrice puxou Philip para longe do casal.
— Que excursão? Era necessário dar mais atenção ao que ele falava do que mostrava.— Pela apresentação no início, já era possível ver. Todos os Berkeley eram assim? Talvez fosse hipocrisia de Elizabeth pensar assim, sua avó materna era uma Berkeley, mas eram ramos diferentes da família.— Quando ele se distraiu, mostrando seus troféus de caça para Henry, eu fugi.
— Ele deixou?
— Ele nem mesmo percebeu.— Alfred sorriu, quase divertido. Mas Elizabeth não acho engraçado.
— Pensava que o objetivo era agradar essas pessoas, não as irritar.— A irritação na voz foi uma surpresa até para Elizabeth. Ela não iria se repreender, Alfred falou tanto sobre agradar, mas ele mesmo estava fazendo o contrário.
— Agora é você que está irritada, Elizabeth.
Ela tinha seus motivos. E Alfred sabia quais eram esses.
— Elizabeth está não apenas irritada, mas mostrando também outra coisa.
Elizabeth fechou os olhos fortemente por um segundo, havia também Anne. A fofoca correu muito rápida hoje. A princesa Anne estava séria, isso fez com que Alfred olhasse confuso primeiro para sua irmã, e depois para sua esposa.
— O que você quer dizer com isso, Anne?
— Você logo irá descobrir, Alfred. Não se preocupe.— Lentamente, Anne veio até Elizabeth e lhe encarou. Não havia raiva em sua expressão, nem outro sentimento negativo, o objetivo dela era assustar.— Eu lhe sugiro que sorria, e tente parecer feliz. Você não é mais a simples Lady Elizabeth Howard, mas a princesa de Niedersieg e marquesa de Bristol.
Anne se afastou de Elizabeth, e logo em seguida se afastou do casal também. Alfred ficou muito confuso. Elizabeth suspirou e ofereceu seu braço para ser segurado por Alfred. Ele iria saber logo, e não seria nem mesmo pela boca de Anne.
O resto do baile seguiu como era normal, danças, bebidas e fofocas. No final, os únicos, além dos anfitriões e de sua família, que falaram com ela foram a duquesa de Portland, a duquesa de Clifton, a marquesa de Rockingham, a condessa de Knolly, o barão Gray, e Lady Brosbank, seis pessoas, e a festa durou seis horas, foram uma pessoa por hora.
****
— Eu ainda não lhe perdoei pelo que você fez, Alfred! Me deixar sozinho ouvindo Bravandale, foi uma tortura.
Será que Henry tinha ideia do que estava acontecendo e estava tentando acalmar as coisas, ou ele apenas estava falando? Alfred não sabia, mas o que ele sabia era que Elizabeth e Anne não iriam aguentar ficar no mesmo espaço em paz por muito tempo.
— Não é você um entusiasta da caça? Pensei que você iria gostar.— Mas apesar do ar, Alfred respondeu inocentemente seu irmão.
— Sou sim. Mas ninguém merece passar quase uma hora ouvindo a voz irritante do duque. Nem mesmo eu aguento.
— Você não consegue se fazer de idiota? É só fazer-se de surdo.
Henry lhe fez uma careta, e se assustou logo em seguida. Ele não tinha percebido só agora, ou tinha? Alfred pensou seriamente que seria assim, mas logo em seguida Henry riu muito divertido, e um pouco tenso.
— Você fez uma coisa muito ruim, Elizabeth. Fez sim.— A marquesa deu a Henry um olhar feio, fazendo ele se encolher em seu lugar. Isso Alfred achou divertido.— Até você!? Esse baile fez todos nós irmos ao limite.
— Ao limite eu não sei, mas que foi um fiasco, isso eu tenho certeza.— A voz de Anne se sobressaiu, a jovem princesa encarou Elizabeth, que desviou o olhar.— Pelo menos você, Henry, não nós fez passar vergonha.
— Realmente, foi um fiasco.— Henry falou mostrando um falso pesar, antes de sorrir divertido.— Elizabeth, eu sugiro que você vá para seu quarto se... Sim! Isso mesmo. Ela é tão boa.
Antes mesmo de Henry acabar sua frase, Elizabeth já havia começado a sair da hall de entrada. Alfred suspirou e balançou a cabeça, ele iria falar com ela mais tarde, quando Elizabeth estivesse mais calma. Mas muito diferente dele, Anne ficou muito ofendida com a ação da cunhada.
— Não se dá as costas quando está se recebendo uma repreensão, Elizabeth! Parece até que você foi mal criada!
— Anne!— O que sua irmã havia dito foi ofensivo, Alfred não a iria deixar falar assim.— Se cale, por favor!
— Alfred, Elizabeth fez uma coisa errada! Ela não deve pensar que sairá impunemente disso.— Mas não era a obrigação de Anne mostrar isso, a princesa olhou para a cunhada.— Nós não damos importância para as coisas que os insignificantes falam!
Elizabeth começou então a subir a escada, sem nem mesmo ouvir o que Anne falava. Ela foi espetacularmente digna. A princesa bufou, mas logo percebeu os olhares de seus irmãos. Um zombeteiro de Henry e um repreendedor de Alfred. Ela orgulhosamente ajeitou sua postura e colocou uma expressão calma no rosto.
— Eu acho que é você que vai levar um carão.
— Controle as ações de sua esposa, Alfred.
— Eu farei isso, Anne. Mas pesso que você controle também as suas próprias ações.— Alfred encarou sua irmã mais nova, ela não iria fugir disso.— Não é sua obrigação cuidar das ações dela. Cuide apenas das suas.
— Eu sou a princesa Tudor-Habsburg, por nascimento, mais velha, eu acredito que...
— Pois acredita errado.— Ela se calou ao ouvir isso. Ele de forma alguma aumentou a voz, ou foi grosso, mas Alfred não iria deixar como estava.
— Ah como é bom! Eu havia me esquecido de como é ver alguém repreendedo você, Anne.— Henry riu, mas logo parou quando percebeu o olhar feio tanto de Alfred como de Anne.— Eu vou ficar calado então.
Calmamente Henry sentou em um dos bancos no hall, com os olhos vidrados nos dois. Se esse não fosse um momento importante, Alfred iria dar um tapa na sua cabeça. Mas dando um suspiro, ele voltou a olhar para Anne.
— A questão é que Elizabeth sabe o que um Tudor-Habsbur pode e não pode fazer. Ela percebeu que errou. Eu não quero mais que você fique apontando e tentando corrigir ela, entendeu?
Orgulhosamente Anne deu de costas e foi em direção a escada. O orgulho dela não a iria deixar dizer algo, responder algo. Mas contanto que isso não voltasse a se repetir, estaria bom. Suspirando, Alfred também foi até um dos bancos e sentou.
— Você fez bem, Alfred. Anne precisa saber que tem limites, todos nós precisamos saber.— Henry estava certo, muito certo. O príncipe mais jovem se levantou de seu banco, e deu um tapinha nas costas do irmão mais velho.— Tenho certeza que com Elizabeth vai ser mais fácil.
E ainda tinha Elizabeth. Alfred colocou as mãos em seu rosto e bateu sua cabeça na parede.
Henry também logo subiu para seu quarto. Por fim, Alfred fez o mesmo, ele não queria chegar no quarto de Elizabeth e a ver dormindo. E para a sua surpresa, ela não estava dormindo, mas acordada, apenas com a chemise de dormir, mas acordada. Elizabeth imediatamente se levantou quando ele entrou no quarto.
— Eu... eu fico aliviado que não interrompi o seu descanso.— Alfred tentou sorrir para ela, mas Elizabeth estava tão séria
— Elizabeth eu...
— Não, Alfred. Me deixe falar primeiro.— Ela poderia ter gritado, poderia ter sido grossa, mas ela foi tão serena.— Perdão! Eu peço perdão pelo transtorno que eu causei. Uma princesa Tudor-Habsburg não dá importância ao que outros dizem, e muito menos deixa o descontentamento e a frustação tomar conta de si.
— Eu... você me pegou de surpresa.— Se aproximando de Elizabeth, Alfred pegou suas mãos amavelmente e a levou para sentar na cama.— O importante é que você sabe que errou, mas soube reconhecer. Mas eu também devo dizer que... eu não deveria ter obrigado você a estar no baile, foi praticamente pedir para que isso fosse acontecer.
— Alfred, eu não minto que fiquei sim irritada. Mas, em parte, isso já era de se esperar. Eu não nasci para ser uma princesa, eu serei eternamente Lady Elizabeth Howard. É esperado que tenham comentários negativos sobre mim.
Inclinando levemente a cabeça para o lado, Elizabeth falou. Ela aceitava essa condição, mas mesmo assim. Carinhosamente, Alfred tocou na bochecha dela, fazendo Elizabeth fechar os olhos sorrindo.
— Me dói tanto isso. Ver você triste, com raiva. Dói tanto.
— Seu coração é Tudor-Habsburg demais Alfred. Não se sinta muito culpado por todos os seus, ou meus, erros, isso causa tristeza e afasta.
Eles se beijaram. Tão docemente como se fosse da primeira vez. Mas apesar dessa doçura, havia um desejo tão grande entre eles. A cada momento a mais que Alfred a beijava, ele sentia que ficava mais perto de... Alfred levou sua mão ao ombro de Elizabeth. Mas então ele parou.
— Eu queria tanto, Elizabeth. Mas tenho tanto medo. Eu não quero ferir você.— Sua mão, continuava no ombro. Elizabeth olhou para Alfred, e lhe deu um sorriso.
— Eu não vou sentir dor alguma. Já passamos disso.— Mas mesmo assim, Alfred tinha medo, muito medo. Elizabeth beijou Alfred, e pegando sua mão ela o fez tirar a primeira alça da chemise.
— A dor emocional pode doer mais do que a física.
— Mas ainda pode ser cuidada.— Agora sozinho, Alfred foi para a outra alça.— Não precisamos ter medo, Alfred.
Ele não teria. A outra alça foi tirada, e a chemise caiu lentamente, deixando os seios de Elizabeth amostra. Novamente os dois se beijaram, agora seguindo o momento, com mais fogo, mais tensão. Alfred sentiu Elizabeth tirando colete, ele tirou sua peruca empoada e a jogou, e então Elizabeth tirou a camisa de Alfred.
Estava tão quente. Alfred queria tanto se libertar logo. Mas Elizabeth, ela não estava livre das suas roupas. Tirando o resto da chemise de Elizabeth, Alfred percebeu que ele também não estava livre.
Os dois se beijaram novamente. Elizabeth gemia, Alfred começou a apalpar seus seios, e com outra mão tirou a sua calça, se libertando. Os dois estavam livres. Elizabeth se aconchegou mais na cama, e Alfred foi mais para cima. Os dois poderiam se completar, dar todo o prazer que desejavam.
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