Uma Dose de Clichê

16 ♡ 16 "Sobre sentimentos pronunciados"


Notas iniciais
Boa noite, galera! Tudo bem com vocês? Espero muito que sim! Bem! Vamos aos agradecimentos! Agradeço a todos que estão acompanhando, que favoritaram a história e que comentaram no capítulo passado: AnaBia, sabrinavilanova, limbo, Yaoi, Deby Costa, Monna, Nilla e Mr Reisen. 'Cêis são demais e me motivam muito! Agradecimento especial a minha amiga Babs que surtou com o capítulo e sempre me ajuda com várias dicas ♥ Espero muito que vocês gostem desse capítulo! Boa leitura!

Capítulo 16 — Sobre sentimentos pronunciados

— É uma noite bonita.

Sam concordava com ele. Era uma noite muito bonita aquela. Não mais que os olhos de Edward, mas era sim muito agradável e colorida por pontinhos brilhantes das tímidas estrelas.

Desde o momento em que entrou na caminhonete, o ruivo não conseguiu guardar o ar leve e o sorriso que surgia a cada segundo, maior e mais brilhante que aquelas estrelas. É claro que havia a preocupação por ter saído correndo sem se importar com as ordens do pai, mas bastava olhar para aqueles olhos azuis que esquecia-se de temer as represálias. Era mais proveitoso curtir o presente que lamentar o futuro.

E também não estava fazendo nada demais. E o presente estava muito agradável.

Um pouco frio, talvez, mas a noite estrelada era um brinde ao encontro dos dois. Encontro... Era muita ilusão usar aquela palavra quando estava a sós com o garoto que fazia seu coração acelerar feito um carro de corrida. Era sempre boba a maneira como ele se sentia quando estavam próximos. Queria tocá-lo a cada palavra, mas as mãos se comportavam dentro dos bolsos do casaco. Um passo de cada vez e... Bem, não sabia se um dia chegariam a parte em que um poderia tocar no outro sem maiores impedimentos. Era melhor nem pensar muito e aproveitar a presença dele.

Bem, se Edward o havia procurado, é porque ficariam bem.

Mas Edward ainda parecia um pouquinho distante apesar de tudo.

Os olhos escuros buscaram os azuis em expectativa, mas encontraram o perfil parcialmente coberto pelo capuz de uma blusa.

— Acho que me ferrei na prova. — Era melhor dizer algo? Certo? — Fiquei nervoso e—

— Você sempre acaba inventando um assunto quando fica assim. — Edward o interrompeu e um sutil inclinar de lábios surgiu quando o rosto se virou. — 'Tá nervoso com o quê, Mackenzie?

As sobrancelhas claras se arquearam com aquela pergunta e o modo solto com que ela chegou aos seus ouvidos. Tão leve e descontraída que além de um sorriso, trouxe também um rubor as suas bochechas. Parecia mais uma provocação que qualquer outra coisa.

— Foi mal por ter te deixado no intervalo e por ter agido feito um idiota. — Agora ele não sorria. Estava sério como se tivesse pensado muito sobre o que dizer. E tinha mesmo, mas era complicado usar todas aquelas palavras para se expressar.

— Tudo bem. — Sam encolheu os ombros. Aquilo era tão estranho. — É só não repetir esse crime horrendo. — Dramatizou, embora tivesse sentido muito com aquele tratamento distante. Conhecia o amigo e sabia que ele não estava muito confortável naquele momento ao se desculpar.

— Não vai se repetir. — Era uma promessa, o mínimo que podia fazer com alguém o qual gostava como um irmão. Irmão. E então, lembrou-se da cena no refeitório e sentiu uma coisinha incômoda ali em algum lugar. A mesma coisa chata que sentiu no momento em que viu Sam e aquele garoto conversando. — Arranjou companhia bem rápido. — Quis morder a língua e se punir por dizer coisas desnecessárias e que os levaria ao ponto inicial da conversa, mas apenas se martirizou mentalmente por alguns segundos.

O comentário fez com que Samuel novamente buscasse pelos olhos azuis. Mariah havia dito: ciúmes, mas não ciúmes de amizade. Não, estava somente se iludindo e era melhor parar antes que se machucasse. Que se machucasse ainda mais com aquelas ideias sem fundamento.

— O Miles é um cara legal. — Não estava provocando, somente sendo sincero. Seria bonitinho se os três fossem amigos. — Acho que você se daria bem com ele. Vocês tem gostos parecidos pra muitas coisas.

— Já 'tá sabendo bastante sobre o tal Miles. — De novo. Que raios acontecia com ele quando estava com Sam? Antes as coisas entre eles eram bem mais fáceis e ele agia como gente normal. Até mesmo estava um pouco mais afastado e evitando encarar os olhos escuros que gostava tanto de observar. — Esquece. — Suspirou. — Eu só queria me desculpar e deixar claro que 'tá tudo bem. — Esse era o ponto daquela conversa, afinal.

Mas então, se estava tudo bem…

— Vem pra cá. — Sam balançou as pernas no ar feito uma criança. Tinha bastante espaço entre eles e isso o incomodava. — Desde quando a gente fica assim tão longe?

Edward não era das pessoas que colocavam o contato físico em um pedestal, o ruivo sabia, mas ele também sabia que queria o amigo mais pertinho e queria muito abraçá-lo também. Mordeu o lábio inferior em nervosismo ao pensar que queria sentir o cheiro dos cabelos e da pele dele. É que os hormônios andavam um tanto alertas há algum tempo e… Céus! Que vergonha!

— 'Tá tudo bem, Mackenzie?

Os olhos negros dobraram de tamanho, tanto pela aproximação quanto por se perder em pensamentos indevidos nos momentos mais inoportunos. Ele tinha apenas que aproveitar a companhia do melhor amigo. Somente isso. E Eddie agora estava tão perto.

— Sem abraços. — A voz baixa veio como um alerta e parou as intenções de certo ruivo. Eles estavam na pracinha onde costumavam brincar na infância, sentados em um tronco compartilhado por duas árvores de densas folhas que balançavam com o vento. Tinha algumas pessoas por lá, sentadas nos bancos de pedras, conversando sobre a noite ou jogando dominó.

— Você não me deixa ser feliz. — Sam rolou os olhos, mas sorriu. Um sorriso genuíno. Por mais que não pudesse beijá-lo e nem nada que fosse contra a amizade dos dois, ele estava genuinamente feliz e bobo como sempre ficava na presença de Edward, mas ainda havia algo que ele precisava perguntar para que não houvesse mais nenhum desentendimento entre eles.

— Tudo bem mesmo eu gostar de garotos? — Mordeu o lábio inferior ao fim da pergunta e se sentiu apreensivo com a resposta. Mais cedo Edward havia dito que estava tudo bem sobre essa parte, mas em seguida as coisas desandaram um pouco e agora sua frágil certeza estava ainda mais abalada.

Aquela pergunta…

Edward ajeitou a postura e voltou as mãos para os bolsos que há pouco sentiam a aspereza do tronco de árvore. Já estavam ali há bastante tempo e o pai de Sam devia estar uma fera pelo filho ter saído com ele.

— Tudo bem. Mesmo. — Reforçou. Havia entendido os motivos por ele não ter tocado antes naquele assunto e se sentia ainda mais idiota por ter feito cena. Mas também havia algo que ele queria muito saber. — Mas e aí? Quem é o cara de sorte?

— Cara de sorte? — O cenho do ruivo se franziu com a estranha pergunta e o alívio da resposta deu lugar a sua curiosidade.

— É, Mackenzie! — Edward deu um tapa na nuca de fios avermelhados. Ele era tão esquecido, mas poderia fazê-lo se lembrar com aquele afetuoso incentivo. — O cara de quem você gosta. Quem é?

— Tem hora pra voltar pra casa agora?

Não era a primeira vez que Bruce olhava para o celular, buscando pelas horas e aquilo chamou a atenção do ruivo que o acompanhava.

— Pensei que seria tipo a noite dos garotos e a gente ia virar a madrugada bebendo e cantando. — Cantando de maneira desafinada, claro, de sua parte.

Audrey King era um dos amigos de Bruce. O ruivo de cabelos curtos e olhos azuis, morava do outro lado da cidade em um lugar mais agitado e mal visto pelos outros moradores. Era um companheiro de tempos, mas devido ao trabalho do outro e aos ensaios com a banda, não se viam com frequência já há algumas boas semanas.

Bruce não negava que ele era uma companhia agradável e que sentia falta das “aventuras” de dias passados, mas segundo o próprio Audrey, ele agora era um cara de algemas. Algemas asiáticas.

— Foi mal, cara. — Desculpou-se ao dar tapinhas no ombro do amigo que mostrou-se desolado. — Não fica assim, Tigrão.

A implicância de um apelido muito duvidoso fez Audrey sorrir como o sacana que era e lembrar-se de certas coisas divertidas.

— Vai lá com o amor da sua vida. Eu não me importo. — Deu de ombros e buscou por uma nova garrafa de cerveja. — Mas não vem me ligar quando estiver chapado como da última vez.

— É muito a minha cara fazer essas coisas. — Bruce rolou os olhos, mas novamente se aproximou.

Audrey podia ser muitas coisas que as pessoas ao redor insistiam em chamar, mas ele o conhecia bem o suficiente para saber o quão valoroso ele era e... Certo! Que porcaria sentimental era aquela?

— Não faz merda, cara. — O abraçou nos ombros. — Mas me liga, sabe, se precisar de qualquer coisa e... É isso! — A mão se infiltrou no bolso da jaqueta do amigo e deixou algo lá. Algo que ele era orgulhoso demais para aceitar. — Experimenta recusar pra ver se eu não enfio a minha mão nessa sua cara.

Bruce sabia como ameaçar, mas claramente estava brincando. Fazia aquilo de bom grado em preocupação com o amigo ruivo e, mesmo que a quantia não fosse ajudar em muita coisa, Audrey ao menos poderia resolver aquele problema sobre o pai dele.

— Me liga, Tigrão. — Falou uma última vez antes de se afastar.

Não era uma festa como certo alguém podia pensar. Era somente uma conversa entre amigos para matar a saudade e buscarem por soluções para uma vida que não ia muito bem. Esperava mesmo que ele ligasse, mas agora tinha destino certo na casa do Ogawa.

— Não me lembro desse urso de pelúcia.

A bandeja com biscoitos e um copo de leite morno foi deixada em um canto da mesa de estudos do filho. Ela sempre trazia um agrado quando Kyle passava parte da noite estudando e aproveitava para mimar o único filho um pouquinho mais. E dessa vez, o quarto sempre organizado chamou seus olhos para um novo item sobre a prateleira com figuras de personagens e livros.

— É aquele dragão do desenho? — A mãe sorriu ao pegar a pelúcia negra e de toque macio.

— Ah... — Kyle ajeitou os óculos e buscou pelo copo de leite, bebendo um gole antes de inventar qualquer coisa a respeito daquele misterioso presente. — É. Eu comprei na volta pra casa.

A mãe ainda pareceu um tanto quanto duvidosa sobre aquela resposta, afinal, viu quando ele voltou do colégio e ele não carregava sacola alguma e um dragão daquele tamanho não caberia na mochila. Então... Sorriu ao ter uma ou duas ideias a respeito daquele item.

— Vai dar para alguma garota? — Ela foi indiscreta ao apertar a pelúcia e repentinamente se animar. Bem, o filho tinha idade para ter alguma namorada às escondidas e era bonitinho pensar que Kyle não contaria por ser tímido e reservado. — Tudo bem, querido. — Ela o beijou nos cabelos ao deixar o dragão de volta na prateleira. — Quando quiser me contar, estarei pronta e ansiosa para ouvir. Agora vou deixá-lo, são muitas coisas para estudar, mas não se esforce demais. — Aconselhou. — Beijinhos e boa noite.

— Boa noite, mãe.

Kyle se recostou de maneira preguiçosa na cadeira quando a porta se fechou. No momento, nem mesmo os biscoitos favoritos trouxeram qualquer ânimo. Os olhos recaíram em Banguela, o dragão negro de uma conhecida franquia de animações. Não era a primeira das misteriosas coisas que surgiam da noite para o dia em seu quarto: livros, blusas, bonecos de ação e até mesmo algumas caixas bonitinhas dos doces que gostava.

Era tudo culpa do idiota do vizinho.

Achei fofo e me lembrei de você.

Bruce dizia quando invadia seu quarto com alguma tranqueira que ele insistia ser a sua cara. Não negava que eram presentes legais, embora achasse que não os merecesse por vários motivos que não gostava de pensar. E ele não era fofo! Não mesmo!

Suspirou quando estudar deixou de ser uma agradável opção. Decidiu que poderia deixar para depois, já que entendia bem dos assuntos que cairiam nas provas. Podia descansar um pouquinho e refletir um pouco mais sobre as conversas do jantar. O corpo caiu no colchão, mas antes ele pegou a pelúcia e a trouxe para um abraço.

O tema do jantar tinha sido certo loiro e sua falta de perspectivas para o futuro. O assunto se iniciou quando a mãe exaltou as notas de seu boletim e sua ótima conduta em sala de aula, algo que ela sempre fazia e até mesmo o deixava desconfortável. O pai, era claramente orgulhoso também, porém, não evitou comentar sobre o filho dos vizinhos.

Banda de rock? Não! Isso não daria futuro para ninguém. Pobres dos Riley com um filho caçula rebelde e... Desprovido de inteligência.

Certo que Bruce não era mesmo a pessoa mais inteligente para assuntos lógicos, mas ele sabia sobre muitos outros assuntos, mas como não dedicava muito a estudar, o pai o via somente como um peso e agradecia por ele não ser seu filho.

Kyle jamais diria que, sim, tentou defendê-lo daquele julgamento precipitado e injusto. Injusto. Muito injusto, pois seu pai não o conhecia como ele. Até acreditava que se o loiro se empenhasse mais, quem sabe até poderia entrar para alguma faculdade e dar o almejado orgulho aos familiares. Mas talvez fosse pensar demais e desejar muito para alguém que não estava disposto a dar um jeito na vida e só queria curtir.

Há duas horas, Bruce havia postado uma foto ao lado de um certo amigo naquela rede social que, em sua opinião era somente perda de tempo. Ele poderia estar ali estudando também ou, de repente, fazendo qualquer coisa mais útil, mas não, ele preferia sair e passar a noite ao lado de gente abusada e com os mesmo interesses descompromissados. Audrey King, um ruivo que morava do outro lado da cidade e que era o tal amigo do loiro, era uma versão piorada de Bruce Riley, isso sim.

E novamente, o nome daquela banda não podia fazer mais sentido.

E se pensasse demais, ficaria de mau humor. Era melhor dormir.

Com esse pensamento, caminhou para o banheiro e foi escovar os dentes. O espelho mostrou o rosto arredondado e um tiquinho mais emburrado que o normal e a irritação tomou conta quando o creme dental manchou a blusa do pijama estampado.

Quando voltou para o quarto, retirou os óculos e se ajeitou sob as cobertas. Estava com um pouco de frio e buscou novamente Banguela para um abraço, mas desejando que fosse alguém ali em vez da pelúcia.

Pelo visto, passaria os momentos antes do sono chegar, pensando ainda na conversa com os pais e em uma dúzia de preocupações que surgiam com ela. E enquanto pensava, ouviu um barulho na janela.

A única pessoa que fazia visitas em horas inapropriadas e nunca usava a porta para entrar. Era tão inconveniente, mas tão banal, que a expressão de Kyle sequer mudou, somente os olhos se ergueram para a janela, esperando o príncipe da Rapunzel escalar a torre, mas com a dificuldade de não ter os cabelos da amada para conseguir qualquer apoio.

O inconveniente, folgado, invasor de quartos, debochado e descarado, sorriu quando, na tentativa de não fazer barulho, quase derrubou as cortinas ao se atrapalhar com o tecido. Ele podia enumerar mais alguns apelidos carinhosos para o loiro, mas no momento, além de todos os outros nomes pejorativos...

Bruce era bem-vindo.

— Quem é...?

Sam parecia ter esquecido como se respirava tamanho o nervosismo que sentiu no momento. Tantas oportunidades surgiam para que ele enfim dissesse o que sentia, mas acabava sempre se escondendo e desviando do assunto. Claramente se arrependia depois, mesmo que sentisse medo em contar e perder em definitivo a amizade do melhor amigo.

— É, Sam! — Reforçaria quantas vezes fossem necessárias até que ele desenrolasse a língua. Oras, também era curioso e precisava dar sua opinião sobre aquele que roubou o coração do ruivo. — É do time? É da nossa sala? Alguém da biblioteca? Aquele cara de óculos e cabelo esquisto?

Edward não entendia o motivo de todo aquele mistério. Eram amigos há mais tempo do que poderia contar e o Mackenzie desviava do assunto sempre que podia ou iniciava uma conversa aleatória para não responder aquela simples pergunta.

— Não! — Sam balançou as mãos no ar. Que ideia! — Nossa, não mesmo! Nada contra ele, mas ele não faz o meu tipo. — Soprou o ar ao tentar relaxar daquela repentina tensão. Edward era ótimo naquilo; deixá-lo tenso.

— E qual é o seu tipo? — As sobrancelhas escuras se arquearam e ele parecia esperar tanto por essa resposta quanto pela primeira.

Do tipo alto e atlético de cabelos negros e olhos incrivelmente azuis. Sam deu o maior sorriso amarelo e coçou a nuca em desconforto. Não era como se realmente tivesse um tipo que o atraísse mais em relação aos outros, era só que Edward sempre havia roubado toda a sua atenção e era apenas uma coincidência que ele fosse extremamente bonito do tipo que atraía a todos ao redor.

— Meu tipo? — Atrapalhou-se, ainda sorrindo daquele jeito constrangido. — Ah... Nada fora do comum, mas tem que ser inteligente, educado, saber conversar sobre vários assuntos, ser uma companhia agradável... Essas coisas. — Suspirou ao fim da fala e era mesmo um garotinho apaixonado. Não havia mudado nada naqueles anos, só estava bem mais alto e um tantinho mais velho.

— Eu falei sobre aparência, mas você não é mesmo do tipo que se importa com essas coisas. — Edward deu de ombros. Já que o amigo não queria falar diretamente, talvez descobrisse alguma coisa relevante com as informações e características de um tipo em potencial, mas pelo jeito, não descobriria nada.

— E você? — Sam sondou um pouco, contendo a leve euforia, embora soubesse que provavelmente a resposta o deixaria para baixo. — Qual o seu tipo ideal?

— É parecido com o seu. Uma garota que saiba conversar sobre as coisas que eu gosto e que seja agradável. — Novamente ele deu de ombros. Não pensava muito sobre o assunto.

Garota. Claro. Sam balançou levemente a cabeça e pensou que tinham que voltar. Estava tarde, mas a noite estava tão bonita. Sam não deixou de pensar na líder de torcida, na bonitona que se derretia sempre que via Edward jogar e comentava com as amigas o quanto ele gato entre outros elogios. Mas tinham muitas outras. O amigo fazia o tipo popular e já havia disputas sobre quem seria a companhia dele para o baile. É que ele era tão maravilhoso! Ele..

— Ele deve ser um babaca. — Edward comentou após uns momentos em silêncio. Estava com um riso de descrença e atraiu a atenção dos olhos negros do amigo. — Pra não ver o cara incrível que você é.

De novo aquele clichê. Aquele velho clichê do coração acelerado, do peito aquecido e das mãos suadas. O garoto que ele gostava estava ali, dizendo que ele era uma pessoa incrível e querendo confortá-lo de alguma maneira. Seria aquele o momento? Talvez. Respirou uma boa dose de coragem antes de apertar os dedos nas calças de moletom e fechar os olhos.

— É você.

Apesar de todos os sentimentos e sensações do momento, a voz não falhou, saiu limpa e em bom tom. Não sabia o que aconteceria depois daquilo, mas foi como tirar um peso enorme do peito ao dizer e confirmar as próximas palavras.

— O garoto que eu gosto... É você, Eddie.

Notas finais
GOSTARAM? Aaaaaaa! O Sam falou, Brasil! Ele finalmente falou! É pra glorificar! Mas e agora? Como o menino porta... Quer dizer, o menino Edward vai reagir? Não percam os próximos episódios aahaha Olhaaaa, apareceu um personagem lindo e divo nesse capítulo! O Audrey, ou Tigrão para os íntimos, é um personagem de uma outra fic minha ainda não postada, ele é mesmo amigo do Bruce e é outro maravilhoso. Ele ainda vai aparecer mais por aqui, antes de eu postar a fic dele XD E por último... Menino Kyle pensando muito sobre o Bruce e querendo a companhia dele ♥ Eu morro com isso. Mas parece que existem vários conflitos aí, né? Galera, espero muito que vocês tenham gostado! Nos vemos nos próximos capítulos! Bjuss