Notas iniciais
Postando no domingo? Sim, enquanto há internet rsrs. Será que o povo se resolve dessa vez? Vamos ver e.e A fanfic está acabando minha gente, restam pouquíssimos capítulos T.T Boa leitura ^^

Mil coisas passaram pela cabeça de Tora quando analisou toda aquela cena, mas no momento apenas uma era possível de se realizar. Ela pegou a caneca de café das mãos de Debrah e jogou o líquido quente na cara de Castiel.

–- Que isso?! – Castiel acordou assustado, caindo do sofá.

–- Você é um verdadeiro cretino Castiel! – Tora berrou -- Você e a droga do seu irmão são dois cretinos nojentos!

Castiel levantou-se desorientado, não fazia ideia do que estava acontecendo.

–- E você é uma vadia! – Tora jogou a caneca em Debrah, acertando-lhe a cabeça.

–- Ai! – Debrah cambaleou para trás, com um galo nascendo na testa.

Tora bateu a porta com força e foi embora. Castiel olhou da porta para Debrah, depois para si mesmo.

–- Só pode ser brincadeira... – Castiel começou a se recordar do acontecido, na medida em que sua cabeça o castigava com fortes dores.

–- Gatinho, você está bem? – Perguntou Debrah aproximando-se do ruivo.

–- Saí daqui Debrah... Agora! – Castiel ordenou.

–- Ela quem te troca pelo irmão e é a mim quem você condena?! – Debrah começara com sua ceninha – Ela é uma cade-

Paf! Ouviu-se um estalo seco. Lágrimas começaram a inundar os olhos de Debrah, devido à dor e tristeza.

–- Nunca mais apareça na minha vida – Castiel nunca levantara a mão para uma mulher, mas Debrah mereceia aquele tapa – Caso contrário eu te mato e você sabe bem que sou capaz disso.

Debrah apenas concordou, pegou suas coisas e sumiu. Segundos depois a porta é aberta novamente.

–- Eu não te disse pra... – Castiel foi interrompido com um soco no nariz – Tá louca?!

–- Você ainda não me viu louca seu desgraçado! – Claire gritava, sacudindo a cabeleira loira.

–- Meu nariz tá sangrando! – Castiel tentava conter a hemorragia com as mãos.

–- Eu não ia muito com a sua cara Castiel, mas ainda tinha esperança – Claire andava de um lado para o outro – Só não imaginava que você pudesse ser tão canalha assim!

–- É um mal entendido porra! Foi armação da Debrah – Castiel tentava explicar – Acha mesmo que eu seria tão baixo assim?

Claire parou um pouco e pensou, Castiel realmente nunca havia feito nada tão baixo, diferente de Debrah...

–- Eu vou te dar cinco minutos pra você me explicar ou eu juro que quebro seu nariz de vez – Disse Claire sentando no sofá.

–- Não consigo, não para de sangrar – Castiel reclamou.

–- Ai senhor – Claire ajudou a estancar o sangramento e fez um curativo – Pronto, agora desembucha antes que eu perca a paciência.

Castiel começou a contar toda a história, desde o momento em que encontrou Debrah no caminho da boate até quando apagou no sofá de casa.

–- Acredita em mim agora? – Perguntou Castiel.

–- Sim, sim. – Claire revirou os olhos – A Debrah é realmente uma cadela.

–- E a história do Armin? – Perguntou Castiel, numa tentativa de amizade.

–- Aquele outro desgraçado, parece que foi um mal entendido também – Claire respondeu – Alexy me ligou dizendo que a garota que eu vi de toalha é a prima deles que veio passar uns dias por aqui.

–- Ah é? – Castiel estreitou os olhos.

–- Nem pense em dizer uma de suas abobrinhas – Claire o repreendeu – Mas enfim, não estamos aqui pra falar dos meus problemas. O que você vai fazer agora?

–- Não faço ideia, Tora é muito cabeça dura.

–- Acho que a tinta que você usa pra tingir esse seu cabelinho acabou afetando seus neurônios.

–- Isso, aproveita pra debochar...

–- Hunf! Ninguém mandou fazer burrada.

–- O que você me sugere então?

–- Eu acho que essa será sua cartada decisiva, então tem que ir com tudo.

–- E levar um pé na bunda?

–- Você acha que ela vai te ouvir se você chegar todo mansinho?

–- Não seria o mais aconselhável?

–- É... Seria, mas o caso pede medidas drásticas – Claire deu uma risadinha – Você precisa domar aquela fera.

–- Não a deixe te ouvir dizendo isso – Castiel aconselhou.

–- Nem fale hahaha – Claire caiu na gargalhada.

Castiel teria um ardo trabalho a cumprir, mas não desistiria, ele amava aquela garota.

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Quando a porta do sobrado laranja se abriu, Alicia pegou uma das almofadas do sofá e a colocou na frente do corpo encolhido.

–- O que está fazendo? – Perguntou Claire ao entrar e ver a reação da tia.

–- Estou me protegendo – Alicia respondeu.

–- Do quê?

–- De você.

–- Hã?

–- Saísse feito um furacão daqui, vai que voltas pior.

–- Não – Claire abanou as mãos – Já resolvi o problema.

–- O rapaz ainda está vivo? – Alicia abandonou sua forma defensiva.

–- Ah sim, bem... Pelo menos até agora.

–- Como assim?

–- Ele ainda tem que falar com a fera – Disse Claire sem pensar.

–- Eu ouvi isso! – Disse Tora do antar de cima.

–- Ferrou! – Claire ia correr, mas Alicia a chamou.

–- Querida! Aquele rapaz ligou novamente.

–- O Armin?

–- Sim – Alicia confirmou – Não acha que já esta na hora de falar com ele.

–- É bem...

–- CLAIRE! – Tora descia as escadas – O que diabos você foi fazer no canalha do nosso vizinho?!

–- Acho uma ótima ideia tia! – Claire se apreçou em sair dali – Tchau, eu ligo pra dar notícias – Claire voou novamente pra fora de casa.

–- Ué? Cadê aquele projeto de gente? – Perguntou Tora.

–- Foi falar com o namorado dela – Alicia respondeu bocejando – Vocês adolescentes são tão complicadas.

–- Aham, nós mesmas né tia – Tora ergueu a sobrancelha – Roberto é quem diga.

–- Oh sua pirralha! – Alicia saiu correndo atrás da sobrinha, mas Tora fugiu rindo.

Claire pegou a bicicleta caída no quintal, mas assim que a ergueu apenas o guidom ficou em suas mãos.

–- Droga – Claire largou a barra de ferro – Vou ter que pegar um ônibus.

Claire esperou cerca de quinze minutos no pondo de ônibus da esquina, a viajem foi rápida e logo chegou ao destino.

–- Bom... Lá vou eu – Claire respirou fundo e apertou a campainha da casa.

–- Olá – Novamente aquela cabeleira azul invejável.

–- Oi... – Claire cumprimentou sem vontade.

–- Ah! Você deve ser a Claire, namorada do meu primo Armin! – Disse a azulada toda eufórica – Me desculpe por aquele dia, eu tenho péssimos hábitos.

–- Tudo bem, Alexy já me explicou tudo – Disse Claire.

–- Que bom! Entre, entre – Arbel a convidou.

–- Com licença – Claire entrou.

–- Quem está ai Arbel? – Perguntou Armin vindo do corredor, logo vendo a namorada – Claire?

–- Oi Armin – Claire cumprimentou com um pequeno sorriso.

Arbel ficou parada olhando para os dois, sorrindo feito uma boba.

–- Ahm... Arbel? – Armin chamou.

–- Sim? – Os olhos negros da garota piscaram.

–- Será que você pode nos deixar a sós? – Armin pediu.

–- Ah claro! Desculpem-me – Arbel pediu licença e foi para o quarto.

–- Eu liguei pra você, mas... – Armin disse coçando a nuca.

–- É. Eu estava ocupada – Claire mentiu.

–- Então... – Armin não sabia o que dizer.

–- Você é um palerma mesmo – Claire foi até Armin e enlaçou seu pescoço, beijando-o com força nos lábios – Não precisa dizer nada.

Claire pegou Armin pela mão e o puxou até o quarto do rapaz, fechou a porta atrás de si e o empurrou sobre a cama.

–- O-o que está fazendo? – Armin perguntou, com as bochechas rosadas.

–- O que devia ter feito há muito tempo – Respondeu Claire livrando-se dos sapatos

–- Mas... – Armin não pode recusar, pois a loira lançou-se sobre ele, tirando a camisa sobre a cabeça.

–- Por favor, não fale – Claire enchia-lhe o pescoço de beijos.

Armin via que a garota estava determinada, mas também podia notar que seu corpo insistia em resistir.

–- Claire, para... – Armin pediu.

–- Shhh – Claire o calou.

–- Para! – Armin segurou a loira pelos pulsos – Não é bem assim garota!

Claire arregalou os olhos e depois baixou a cabeça, lagrimejando – Me desculpe.

–- Claire... – Armin ergueu o rosto dela e enxugou as pequenas lágrimas – Está tudo bem.

Claire apenas relaxou e começou a chorar, estava precisando daquilo, dos braços de Armin. Ele a confortou por longos minutos até que ela se acalmasse.

–- Posso passar a noite aqui? – Claire perguntou, com os olhos vermelhos.

–- Pode sim, mas a sua tia não vai achar ruim?

–- Não, eu vou ligar pra ela.

–- Ok. Vou ver a Arbel precisa de alguma coisa para o jantar.

–- Eu vou lá ajudar ela – Claire saltou da cama.

–- Mesmo? – Armin olhou receoso.

–- Ela é meio doidinha, mas parece ser legal, eu sei que ela não teve culpa de nada.

–- Está bem, eu vou chamar o Alexy então.

–- Ele está em casa? Achei que tivesse dormido fora com o... – Claire parou de falar, quando notou a carranca de Armin.

–- Alexy! – Armin saiu eriçado.

–- Ops.

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A noite chegou e Castiel decidiu agir, tomou um banho e colocou roupas limpas; respirou fundo e começou a escalar a árvore, se entrasse de supetão pela sacada Tora não teria como fugir. Ele saltou pra dentro do quarto e olhou ao redor, estava tudo muito quieto, de repente sente algo tocar suas costas e vira-se assustado.

–- É muito cara de pau mesmo – Disse Tora encostada nas cortinas.

–- Que cagaço! – Castiel colocou a mão no peito, sentindo o coração acelerar.

–- Devia ter infartado – Tora resmungou.

–- Você é do mal, sabia? – Castiel suspirou – Tora eu...

–- Não estou brava com você – Tora o cortou.

–- Como é? – Castiel ficou confuso.

–- Bem... Estou um pouco magoada sim, mas... – Tora sentou na beirada da cama – Eu sei que foi coisa da Debrah, Lysandre já me contou do que ela é capaz.

–- Santo Lysandre – Castiel agradeceu mentalmente por ter um amigo tão bom – Eu bebi demais, mal lembro do que aconteceu...

–- Por que vocês sempre bebem até ter só álcool correndo nas veias? Será que ainda não se deram conta de que coisas ruins acontecem depois que fazem isso?

–- Bem... Essa foi a primeira vez que fiz isso, então...

–- Ah... – Tora sentiu uma pitada de vergonha, não que ficar bêbado por uma garota fosse algo bom, mas ao menos podia significar que ela era especial de alguma forma.

–- Tora... Será que agora eu posso – Castiel tentou aproximar-se da garota, mas ela se afastou.

–- Isso não quer dizer que esteja tudo bem entre nós – Tora esclareceu.

–- Me dá mais uma chance – Nem parecia ser Castiel.

–- Não. Você já teve e a desperdiçou, eu quero um descanso agora.

–- Pra ficar com o Viktor?

–- Claro que não! – Tora ficou brava – Você acha que sou igual à piranha da tua ex?

–- Não Tora, desculpa, eu... – Castiel teu um tapa na própria testa.

–- Vai embora Castiel – Tora pediu.

–- Não vou – Castiel negou.

–- O quê?! – Tora se levantou.

–- Sabe, às vezes é bom deixar o orgulho de lado.

–- Ora seu – Tora estava pronta para enxota-lo a força, mas Castiel não deixou.

O ruivo a puxou pela cintura, colando seus corpos e selando os lábios com um beijo urgente. Tora não resistiu, há tempo ela queria aquilo. Depois de longos minutos eles se separam para respiram.

–- Tora... – Castiel disse em tom baixo – Eu sei que fui um idiota e que talvez seja tarde, mas...

–- Sim – Tora disse antes que Castiel perguntasse algo.

–- Mas eu ainda não perguntei.

–- Eu sei, apenas deixei o orgulho de lado – Tora sorriu docemente.

–- Como eu te amo baixinha – Castiel segurou o rosto da morena e a beijou novamente.

–- Mas há uma condição – Tora exigiu.

–- O que?

–- Vai ter que prometer que sempre entrará pela sacada – Tora sorriu maliciosamente.

–- Certo, mas eu também tenho uma condição – Disse Castiel, devolvendo o sorriso malicioso.

–- Ah é? E o que seria?

–- Vai ter que usar aquela sua camisola transparente.

Tora enrubesceu, mas logo lançou-se nos braços do ruivo e o devorou com beijos.

Notas finais
No próximo o Lys e a Helena aparecem. Beijocas :*