Uma Doce História
36 Orgulho
Notas iniciais

O dia passou rápido, mas do que se esperava, o jogo de três cortes teve quatro rodadas bem demoradas e o único a se machucar foi Castiel, quando provocou Tora e está cortou a bola num ponto especifico, após se recuperar ele a jogou no mar. Fizeram mais algumas brincadeiras até o por do sol e depois se prepararam para mais uma festa.
—- O que é isso Ryu? – Perguntou Helena entrando na cozinha.
—- Uma caixa de isopor – Respondeu Ryu enchendo a caixa de gelo – Bem grande.
—- Isso eu sei Ryu – Disse Helena – Mas o que tem dentro?
—- Algumas bebidas – Respondeu Ryu.
—- Do tipo... Refrigerantes?
—- Não. Cervejas, vinhos, energéticos...
—- Mas são alcoólicas, somos menores de idade e, além disso...
—- Seus pais não vão saber – Disse Ryu colocando mais latas do isopor – Fique tranquila, são apenas algumas latas, que mal poderia haver?
—- E garrafas – Disse Helena contando o conteúdo da caixa – Muitas latas e garrafas.
—- Relaxe, vamos apenas nos divertir.
—- O que estão fazendo ai? – Perguntou Claire vindo da churrasqueira com um pedaço de carne assada na mão – Os espetinhos estão quase no ponto.
—- Só mantendo as bebidas geladas – Respondeu Ryu.
—- Tem energético ai? – Perguntou Claire animada.
—- Sim, pegue – Ryu entregou uma lata de energético a Claire.
—- Valeu – Claire abriu a lada e voltou a churrasqueira.
—- Ei Ryu, o que você deu para a Claire? – Perguntou Tora descendo as escadas junto de Alexy.
—- Só um energético – Respondeu Ryu fechando o isopor.
—- Só um energético?! Você pode dar de tudo pra ela, menos energético, ela simplesmente não vai parar mais depois da primeira lata – Disse Tora com a mão na testa – Vai ficar falando a noite inteira.
—- Mais do que já fala? – Perguntou Alexy.
—- Muito mais – Respondeu Tora – E com a língua ainda mais solta.
—- Hahaha isso vai ser hilário – Disse Ryu – Vamos nos juntar aos outros? Claire disse que a carne estava quase pronta.
—- Certo, vamos lá – Disse Tora indo à churrasqueira seguida pelos três.
Leigh já tinha tirado a carne da grelha e cortado em pequenos pedaços que Rosalya colocara numa travessa com farofa, os espetinhos estavam na churrasqueira apenas para ficarem quentinhos. Kim já havia bebido três latas de cerveja e uma garrafa de vinho, e estava completamente sã. Iris havia ligado o som no ultimo volume e colocado um CD de pop music, Claire estava animada, dançava sem vergonha alguma e eventualmente puxava Armin para dançar também.
—- Eu não sei dançar Claire – Disse Armin tentando rejeitar o convite de Claire.
—- Todo mundo diz isso, até ouvir a música preferida e soltar a franga – Disse Claire girando pra lá e pra cá – Vamos, eu te ensino.
—- Certo... – Armin tentava acompanhar Claire, o que era um pouco difícil, já que os passos que ela fazia eram imprevisíveis – É difícil te seguir se você não faz uma sequencia.
—- Tá, vamos começar assim então – Claire dava um passinho para cada lado enquanto andava para trás e para frente – Melhor?
—- Agora sim – Respondeu Armin – Até que não é tão ruim.
—- Claro que não – Claire jogava os braços para cima e mexia o quadril loucamente.
Perto dali, no balcão do barzinho, Ryu tentava convencer Helena a beber uma taça de vinho.
—- Vamos Helena só um pouquinho – Insistia Ryu empurrando a taça para Helena.
—- Já disse que não quero – Negava Helena.
—- Mas é tão gostoso – Disse Ryu sorvendo o conteúdo da taça e logo a enchendo novamente – Tem certeza? Não sabe o que esta perdendo.
—- Tenho Ryu, obrigada.
—- Então tá, onde está o Lysandre? Até a pouco vocês estavam conversando.
—- Sim, mas o telefone dele tocou e ele foi lá fora atender, apesar de estar demorando bastante.
—- Uhm... E como vão vocês dois?
—- C-como assim?
—- Ah você sabe... Não rolou nada ainda? Nenhum beijinho?
—- Claro que não!
—- Como claro que não?! Vocês sempre estão juntos, sempre melosos e cheios de carinho.
—- Bem... Isso é verdade, mas... Eu não sei se devemos fazer isso.
—- Fala sério Helena, é apenas um beijo, você não vai perder a virgindade, apesar de isso poder acontecer futuramente.
—- P-pare de falar besteira Ryu, Lysandre me respeita muito.
—- Até demais, estou pensando se ele é gay...
—- Claro que não...
—- Ah é? E como você sabe disso?
—- B-bem... Um dia ele disse que sentia ciúmes de mim e quase se declarou, mas meu telefone tocou na hora.
—- Como assim? E porque eu não sei disso? Que prima horrível...
—- Hahaha não é pra tanto Ryu.
—- Certo... Torso por vocês, formarão um belo casal.
—- O-obridada prima.
Sentado numa das poltronas da sala estava Alexy, com uma lata de cerveja vazia na mão, cochilando com a cabeça apoiada do braço esquerdo.
—- Ei – Chamou Kentin cutucando o braço de Alexy – Tudo bem?
—- Ah sim – Respondeu Alexy despertando.
—- Porque está aqui sozinho? – Perguntou Kentin se sentando ao lado de Alexy.
—- Só estou pensando um pouco.
—- Uhm... Bem, acho que temos um assunto inacabado.
—- Não, já foi tudo esclarecido, não tem porque ficar remoendo, o que passou, passou – Alexy se levantou pronto para sair.
—- Então porque está fugindo? – Perguntou Kentin.
—- Não estou fugindo, só não quero perder meu tempo.
—- Então isso tudo foi uma perca de tempo?!
—- Não Kentin, não foi isso que eu quis dizer...
—- Então me explica.
—- Aff... Olha só, eu já te disse, você mudou muito... Você não é mais o Kentin de quem eu gostava, mas está tudo bem, afinal ficamos muito tempo separados, você fez suas escolhas e eu não vou interferir.
—- Mas... O que você sentia já acabou?
—- Não Kentin, eu ainda tenho sentimento por você, mas não trato isso com a futilidade que você trata, entendo que você não sente mais nada por mim, então...
—- O QUE VOCÊ SABE PRA DIZER ISSO?! – Esbravejou Kentin se ponto de pé.
—- Ei não grita! Os outros vão se assustar. O gay histérico aqui sou eu.
—- Olha só... Você acha que foi fácil passar dois anos naquele inferno?! Com todas aquelas regras grotescas e estupidas?! Ficar longe de você?!
—- Mentiroso! Chega! Eu não quero mais ouvir essas asneiras, você só quer me iludir!
—- Claro! Pra você deve ter sido tudo uma asneira mesmo! Mas eu voltei! Voltei por você, estou deixando meu orgulho de lado, estou...
—- Então isso se trata de orgulho? Então você tem vergonha de assumir que é gay, de dizer que gosta de mim.
—- Não é isso... Eu...
—- Vou me juntar aos outros...
—- Espera.
—- Até depois Kentin.
—- Alexy...
—- Não vou discutir com você.
—- Me ouve porra! Ou eu juro que...
—- Ou o que?! Vai gritar pra todo mundo que é gay? Duvido!
—- Não Alexy, eu farei isso! – Kentin o puxou com força contra seu corpo, surpreendendo Alexy.
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