Uma Doce História
51 Mão boba
Notas iniciais

–- Claire! Ainda está ai? – Perguntou Rosalya entrando na sala de ciências – Eu esqueci de...
–- Ah, o-oi Rosa – Claire se levantou, muito corada – O que esqueceu?
–- Ah deixa quieto, me desculpe por interromper – Disse Rosalya dando uma piscadela e indo embora.
–- Espere Rosalya... – Claire ia atrás dela.
–- Bye bye, até amanhã fofa – Rosalya acessou e sumiu pelas escadas.
–- Por que isso sempre acontece? – Perguntou-se Armin.
–- O que? – Perguntou Claire.
–- Sempre aparece alguém para atrapalhar nesses momentos – Armin passava as mãos na cabeça.
–- A-ah parece como nos animes, mas... – Claire tentava não encontrar os olhos de Armin – Vou levar essas roupas – Claire pegou o monte e foi até a porta.
Armin se pôs atrás de Claire, fechando a porta e mantendo o braço direito apoiado nela.
–- Mas eu não vou perder essa oportunidade – Armin sussurrou no ouvido de Claire.
–- Como? – Claire se virou repentinamente e encontrou o olhar de Armin. O mesmo olhar sereno de sempre, mas nos lábios se encontrava um sorriso sedutor.
Armin não perdeu tempo, logo tratou de selar seus lábios com os de Claire, sem dar chance para uma nova interrupção, fazendo-a derrubar novamente as roupas. Ele segurou sua nuca com a mão esquerda, e o braço que antes se apoiava na porta, agora se encontrava em torno da cintura da garota. Ficaram assim por algum tempo, até que Armin quis aprofundar o beijo, mas não sabia qual seria a reação de Claire, ele se afastou e a olhou como se pedisse permissão.
Em respostas Claire entrelaçou seus dedos entre os fios negros do rapaz e o puxou para perto, reiniciando o beijo, mas dessa vez com mais intensidade. Armin procurou rapidamente a língua de Claire dentro da boca pequena, quando a encontrou, era como se um pedaço de chocolate derretesse em sua boca. Ele a puxou para mais perto, apertando sua cintura, Claire gemeu baixinho e apertou com força os cabelos de Armin, descendo a outra mão por suas costas.
O moreno precisou de ar, ele descolou os lábios dos de Claire e desceu para o pescoço da moça, dando leves beijos na pele macia. A loira sentiu o corpo esquentar, um arrepio percorria seu corpo a cada beijo que Armin dava, seus pelos eriçaram e a cabeça pendeu para trás, até o rapaz se empolgar e colocar uma das mãos por baixo da blusa dela.
–- Ei! – Exclamou Claire se afastando de Armin.
–- O que foi? – Perguntou Armin sem entender.
–- O que pensa que ia fazer com essa mão boba ai? – Perguntou Claire juntando as sobrancelhas.
–- Ah me desculpe, acho que me empolguei – Respondeu Armin sem graça.
–- Uhmmm – Claire o encarava.
–- Me desculpe se exagerei, mas eu não aguentava mais, eu tinha que te beijar – Admitiu Armin.
–- Tudo bem, achei que ia demorar muito a fazer isso – Disse Claire simplesmente.
–- Como é que é?! – Armin ainda se chocava com a irônica da garota.
–- Estou brincando bobinho – Claire deu um tapinha no ombro do rapaz – Eu realmente gostei disso.
–- Uhm – Armin corou ligeiramente – Quer ajuda com as roupas.
–- Claro, acho que finalmente aceitei que não dou conta delas sozinha – Disse Claire recolhendo a roupa novamente.
–- Hahaha então está certo – Armin pegou a maior parte das roupas e desceu com Claire até a sala de Teatro.
O dia terminou e todos voltaram para casa, Tora e Claire esperaram por Helena e Ryu, mas não acabaram encontrando nenhuma das duas, decidiram não esperar mais e foram embora. Alicia estava em casa quando chegaram, já estava preparando o almoço.
–- Olá garotas, como foi hoje? – Perguntou Alicia mexendo algo em uma panela.
–- Ahm... Tudo bem – Respondeu Claire meio nervosa – O que faz tão cedo em casa?
–- Finalmente terminamos aquele projeto monstruoso, então nos deram um descanso – Respondeu Alicia – E você Tora, está tudo bem?
–- Ah sim, completamente – Respondeu Tora subindo as escadas vagarosamente.
–- Uhm... Mas então Claire, me conte porque o nervosismo -- Disse Alicia.
–- Como? – Perguntou Claire.
–- Ora não adianta tentar esconder, você esta falando rápido e olhando para os lados –Alicia lhe apontou uma colher de pau – Tem haver com garotos?
–- Uhm... Parando pra pensar agora, Rosalya desceu as escadas toda sorridente e que eu saiba você estava com ela – Calculou Tora com a mão no queixo – Hehe tinha mais alguém lá é?
–- Que besteira, só porque Rosalya estava rindo eu tenho algo haver com isso?! Poderia ter sido por causa do namorado dela – Claire tentou se safar.
–- Poderia, exatamente, acabou de se entregar senhorita Saito – Disse Alicia tirando a panela do fogo.
–- Droga... – Bufou Claire – E-eu realmente tenho que contar?
–- Mas é claro! E não adianta fazer esse olharzinho do gato de botas – Repreendeu Alicia.
–- Hahaha ninguém escapa da senhora Le Blanc – Tora se sentou no sofá.
–- Aff... Bem, uhm... Eu e Armin nos beijamos – Contou Claire diretamente.
–- Hahaha, mas antes disso você provavelmente tirou bastante com a cara dele – Concluiu Tora.
–- Sim e esse foi o motivo de nós brigarmos – Complementou Claire.
–- Como assim? Não entendi nada – Disse Alicia confusa – Acho bom você contar essa história direito.
–- Mas eu estou com fome – Queixou-se Claire.
–- Morre de fome, mas não sai daqui antes de contar cada detalhe – Disse Alicia puxando a sobrinha para o sofá.
–- Hahaha – Tora ria com as mãos na barriga – Vou ficar com a comida toda para mim.
–- Pare de rir sua boboca – Claire fez bico.
Claire contou o que aconteceu, Alicia ficou fazendo várias suposições e Tora fingiu interesse. Depois do almoço Alicia foi fazer compras, Claire grudou no vídeo game e Tora foi para o quarto.
–- Aquele tomate podre não vai devolver a minha bolsa? – Perguntou-se Tora, ela foi até a sacada e gritou – Ei Castiel! Castiel! Tomate podre!
–- Pare de gritar feito uma louca! – Disse Castiel aparecendo na sacada – O que você quer?
–- A minha bolsa! – Disse Tora.
–- Vem buscar – Provocou Castiel se apoiando no guarda corpo da sacada.
–- Foi você quem pegou, então trate de me devolver, ou será que achou interessante ficar com ela? -- Insinuou Tora.
–- Não, até porque nem a calcinha era grande coisa – Castiel deu de ombros.
–- Seu tarado! É melhor que não tenha feito nada com ela – Tora tinha vontade de pular nele.
–- Mas nem para macumba aquilo serve – Provocou Castiel mais uma vez, ele não se cansava daquilo.
–- Castiel eu juro que se você não me devolver eu te acordo todo dia a base da pedrada! – Ameaçou Tora.
–- Mas para isso você teria que vir até o meu quarto – Castiel deu um sorriso malicioso – Esse é seu verdadeiro desejo não é?
–- Aff... Como se você fosse muita coisa – Tora balançou a mão na frente do rosto – Aliais, quem entra no quarto dos outros aqui é você.
–- Não tenho culpa se tenho que socorrer minha vizinha perturbada.
–- Perturbado é você com esse superego, olha quer saber faz o inferno que quiser com essa bolsa. – Tora saiu da sacada e bateu a porta do quarto.
–- Credo , velha ranzinza... – Castiel colocou as mãos nos bolsos e saiu da sacada.
Tora foi até a sala jogar com a irmã, o que está achou estranho, mas o mais entranho ainda foi a forma como Tora jogava, ela quase venceu Claire, tamanha a fúria com que apertava os botões do controle, depois de algumas partidas, Tora finalmente se acalmou.
As garotas foram tomar café da tarde na varanda, era um dia fresco e calmo, não havia nenhuma nuvem no céu e o vento soprava suave. Assim que Tora terminou seu café, levantou para levar a louça a pia, foi quando ouviu barulhos vindos do quarto, primeiro o som de uma tabua de partindo e depois o barulho de algo se estilhaçando. Ela subiu rapidamente as escadas e abriu violentamente a porta de seu quarto, quando viu o estrago e uma pessoa caída no chão.
–- CASTIEL!!!
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