Notas iniciais
Hoje tem um pouquinho de Helena e Lysandre, espero que gostem ^^

Alexy olhava de um lado para o outro sem saber o que fazer, não queria que Kentin se metesse em brigas por causa dele. Pensou... Pensou... Pensou... Até decidir pedir ajuda; foi até Castiel e Tora, que percebeu o nervosismo do rapaz.

–- O que foi Alexy? – Perguntou a morena.

–- É o Kentin, está indo à quadra brigar com os garotos do basquete – Respondeu Alexy.

–- E o que nós temos haver com isso? – Perguntou Castiel se lixando.

–- Castiel! – Tora deu um peteleco na cabeça do ruivo.

–- Vocês tem que me ajudar, não quero que ele se meta em encrenca – Pediu Alexy.

–- E porque ele está lá então? – Castiel quis saber.

–- Pra me defender dos garotos do clube, sabe... – Explicou Alexy.

–- Pelo amor de Deus! – Tora levantou-se da cadeira – Não acredito que eles ainda te enchem por isso. Bando de ignorantes!

–- Eu não me importo, mas... – Começou Alexy.

–- Mas eu sim! – Tora pegou Castiel pela mão – Vamos lá ajudar.

Os três correram até a quadra, encontraram Kentin cercado pelo clube de basquete enquanto batia em um garoto. Os demais foram partindo pra cima, Dajan se enfiou no meio da roda tentando apaziguar a briga, mas no fim acabou levando um soco e sendo jogado ao chão.

Tora correu e meteu os pés nas costas de alguns deles, assim que se viraram para rebater, deram de cara com Castiel, que apesar de ser mais baixo que eles, era melhor em brigas. Socos e pontapés eram distribuídos para todos os lados, Alexy estava nervoso, até que se ouve um trovejo.

–- PAREM JÁ COM ISSO! -- A diretora Shermansky estava soltando faíscas pelos olhos, acompanhada de Helena e Nathaniel.

Em um piscar de olhos todos pararam, batendo a poeira da roupa e tirando os cabelos da frente do rosto. Helena tinha passado em frente ao ginásio quando viu o tumulto, resolveu contar a Nathaniel que tomou uma rápida providência.

–- Mas o que diabos está acontecendo aqui?! – Perguntou Shermansky se aproximando do grupo.

–- Esse viadinho ai que começou a briga – Disse um dos garotos apontando para Kentin.

–- Pondere suas palavras menino! – A diretora voltou-se a Kentin – O que aconteceu senhor Tross?

–- Esses idiotas estão pegando no pé do Alexy por ele ser homossexual – Explicou Kentin.

–- Isso é um absurdo! Preconceito é algo inadmissível! Quero os dois na direção, agora! – Ordenou Shermansky – E o que Dorigan e Saito estão fazendo aqui?

–- Senhora, eu pedi ajuda a eles – Manifestou-se Alexy – Eles não têm culpa de nada.

–- Entendi – Disse Shermansky – Quero que você me acompanhe até a direção também, Alexy Navon.

Depois de uma hora na direção e de muitas broncas vindas da senhora Shermansky, Kentin recebeu uma suspenção de três dias, o clube de basquete foi proibido de participar do próximo campeonato e Alexy recebeu desculpas pelas ofensas. Uma semana depois do ocorrido, ninguém mais implicava com Alexy ou Kentin, pareciam ter mudado seus princípios.

Helena estava no jardim desenhando, como sempre. Ryu aproximou-se da prima e cobriu-lhe os olhos com as mãos.

–- Adivinha quem é? – Disse a morena.

–- Uhm... Deixe-me pensar – Helena pôs a mão no queixo – A maior pegadora da história que agora está caidinha pelo representante.

–- Ei! Que história é essa de “pegadora”? – Perguntou Ryu descobrindo os olhos de Helena.

–- Vai dizer que é mentira? – Disse a platinada – Pelo menos sobre Nathaniel eu tenho certeza de que não.

–- Bem... Isso com certeza é verdade haha – Concordou Ryu com um sorriso – Mas você e Lysandre? Parecem personagens de contos de fadas.

–- Sabe... Já estou cansada disso – Disse Helena.

–- Como assim? – Perguntou Ryu surpresa.

–- Esse negócio de “conto de fadas”, gosto do jeito cavalheiro de Lysandre, mas acho que as vezes falta algo a mais – Explicou Helena.

–- Falta uma pegada – Disse Ryu zoando com a cara da prima, mas o que ela não esperava era que Helena concordasse.

–- Isso mesmo – Helena entrelaçou os dedos.

–- Ok,ok...— Ryu olhou em choque para a prima – Me explique isso melhor.

–- Bem... – Helena corou levemente – Eu quero mais do que beijos e carinhos, você sabe do que falo.

–- Uhum... – Ryu balançou a cabeça positivamente.

–- Mas acontece que por mais que eu tente avançar um passo, Lysandre parece não querer – Helena diz triste.

–- Acho que não é bem assim.

–- Então o que é?

–- Não é que ele não queira, obviamente também tem esse desejo, mas tem medo de te magoar; acho que ele ainda te vê como a bonequinha meiga de antes.

–- Mas eu não quero que ele me veja assim, quero que veja a mulher que me tornei, o quão apaixonada e confiante estou por dele.

–- Eu sei Helena, mas só você pode lhe mostrar isso, você tem que abrir os olhos dele.

–- E o que você me sugere?

–- Bem...

As garotas ficaram conversando até que o sinal batesse, Ryu dera várias dicas e ideias a Helena, talvez a platinada ficasse meio receosa em colocar certos planos em prática, mas não tinha nada a perder.

Já era domingo, Lysandre ajudava o irmão a organizar algumas coisas da loja que ficaram amontoadas devido ao grande pedido de tecidos, o telefone da loja toca e Leigh atende.

–- É pra você – Diz Leigh passando o telefone para Lysandre.

–- Alô? – Diz Lysandre.

–- Oi Lys – Uma voz meiga e calma soa – É a Helena, tudo bem?

–- Oi Helena, muito bem, obrigado.

–- Eu tentei ligar no seu celular, mas parece estar desligado, em casa não tinha ninguém; então me restou a loja.

–- Ah... Acho que a bateria do meu celular acabou – Lysandre pegou o aparelho do bolso e o viu desligado – Então, Leigh recebeu uma encomenda e está meio bagunçado aqui, estou ajudando-o para ficar tudo pronto na segunda-feira.

–- Oh entendo...

–- Você queria alguma coisa?

–- Ah bem... Meus pais viajaram e eu estou me sentindo meio sozinha aqui em casa, pensei que talvez eu e você pudéssemos assistir alguns filmes.

–- Eu acho que não é uma boa ideia eu ir ai sem que seus pais estejam presentes, por que não chama a Ryu?

–- Meus pais te conhecem e confiam muito em você, acho que é uma opção bem mais segura que a Ryu.

–- Pensando por esse lado hahaha – Lysandre caiu na gargalhada.

–- Eu amo a minha prima, mas às vezes ela não bate bem da cabeça.

–- Ok. Está quase tudo pronto aqui, chego ai às 18h00m.

–- Certo, vou ficar te esperando.

–- Até minha fofa.

–- Até, beijo.

Helena tomou um banho e se arrumou dos pés a cabeça, 17h45 ela estava separando alguns filmes para assistirem. A campainha toca e ela levanta-se para atender.

–- Oi Lys, chegou antes do horário – Disse Helena ao ver o rapaz na porta, incrivelmente charmoso.

–- Consegui terminar o trabalho mais cedo, espero que não se incomode – Explicou Lysandre.

–- De forma alguma, entre, por favor – Helena deu passagem – Eu estava separando alguns filmes, por que não escolhe um enquanto eu faço a pipoca?

–- Certo – Lysandre foi até a sala e pegou os DVD’s sobre o sofá.

Helena foi até a cozinha e depois de alguns minutos voltou com uma grande bacia de pipoca e dois copos com suco de laranja.

–- Qual você escolheu? – Perguntou Helena colocando a bandeja sobre a mesinha.

–- Separei algumas pra você escolher – Disse Lysandre mostrando três capas de DVD’s – “A proposta”, “Hitch” e um que eu ainda não assisti, “Maldita sorte”.

–- Uhm – Helena olhou os filmes e se lembrou de Maldita sorte, apesar de comédia romântica, tinhas cenas que poderiam ajudar a alcançar seu objetivo – Pode ser o terceiro então, já que você ainda não viu.

–- Ok – Lysandre colocou o filme e deu play.

Lysandre sentou do lado esquerdo do sofá e Helena ao seu lado, queria ficar bem perto. Apoiou a cabeça sobre o ombro largo do rapaz e aconchegou-se enquanto enfiava algumas pipocas na boca. Lysandre acariciava seus cabelos curtos enquanto o filme passava.

Depois de algum tempo começaram a aparecer cenas mais quentes e Lysandre começou a demonstrar desconforto.

–- O que foi Lys? – Perguntou Helena ao perceber a agitação do heterocromático.

–- Eu acho que esse não é um bom filme, essas cenas não me agradam – Explicou Lysandre.

–- Por que não? É um filme engraçado e são apenas cenas que insinuam sexo, não há nada de mais – Disse Helena.

–- Mesmo assim, eu acho que não deveríamos estar assistindo esse tipo de coisa.

–- Fala sério Lysandre, já temos 17 anos, não vi nada do que já não saiba – Helena agitou-se – Ou vai dizer que você não gosta disso, não se sente atraído?

–- Eu não disse isso Helena, apenas não me sinto confortável de estar assistindo algo assim com você.

–- Tudo bem – Helena bufou e desligou o DVD – Quer fazer outra coisa? Tenho alguns jogos lá no quarto.

–- Pode ser...

–- Vou preparar um chá, está ficando meio frio. Você pode ir subindo, eu já vou.

–- Ok...

Lysandre subiu a escada e ficou esperando no quarto de Helena, a platinada suspirou mais uma vez e foi preparar o chá. Subiu com duas canecas quentinhas e entregou uma a Lysandre, logo sentando ao seu lado sobre o tapete felpudo.

–- Tudo bem? – Perguntou Lysandre.

–- Sim... Desculpe-me por ter erguido a voz – Disse Helena bebericando o chá.

–- Não se preocupe – Lysandre tomou um gole de seu chá – Ah... Que aconchegante, estava precisando disso, muito bom.

–- Posso te ensinar a fazer se quiser – Disse Helena sorrindo.

Sentados sobre o tapete branco e macio, os dois conversaram por um bom tempo, até Helena resolver colocar seu plano em prática. Ela foi se aproximando aos poucos, sem que Lysandre percebesse, estava totalmente envolvido na conversa.

Assim que o chá acabou, Lysandre finalmente percebeu o quão próximos seus rostos estavam, olhou fixamente para os olhos prateados de Helena e entreabriu os lábios. Helena aproximou-se mais e deixou que o rapaz beijasse docemente seus lábios, seus dedos finos e compridos subiram sobre o abdômen de Lysandre e os botões da camiseta foram pouco a pouco sendo abertos.

Helena estava segura e confiante sobre sua decisão, dessa vez Lysandre não escaparia.

Notas finais
Ryu e seu conselhos, nada bom... Ou tudo de bom né? e.e huhuhu