–- GAROTA QUALQUER É O CARALHO! Eu não sou uma dessas putinhas que você pega por ai! – Claire estava furiosa.

–- Claire... – Armin passava a mão sobre a bochecha que ficara vermelha com o tapa de Claire.

–- Se é que você pega alguém né Armin?! Deve ser um desses punheteiros com conta Premium no RedTube! – Claire estava fora de si.

–- Ei! Não é assim também... Não foi isso que quis dizer... Eu...

–- Armin... – Claire respirava fundo – Vai embora daqui...

–- Mas...

–- AGORA!

–- Saco! – Armin pegou suas coisas e desceu as escadas, encontrou Tora entrando pela sala e passou por ela como um furacão.

–- Credo! O que é isso Armin? – Perguntou Tora – Aliás, o que você esta fazendo aqui?

–- Eu vim ajudar Claire com os estudos, mas...

–- Você ainda não foi embora?! – Claire desceu as escadas e foi até a sala, pegou um bibelô da mesa de centro e estava prestes a jogar em Armin quando Tora a impediu.

–- Ei, ei. Eu que sou a barraqueira aqui – Disse Tora segurando Claire pelos braços – Mas o que esta acontecendo?

–- Esse... Esse... – Claire soltou o bibelô e começou a chorar.

–- Claire me desculpe... – Ao ver Claire chorar, Armin notou o que tinha feito.

–- Vai embora! Por favor... – Claire caiu no chão de joelhos.

–- Armin, eu não sei o que aconteceu, mas antes que eu mesma acabe com você – Tora o encarava com um olhar mortal – De o fora daqui.

Armin bufou e foi embora. Tora ficou com Claire na sala até que ela se acalmasse e contasse o que havia acontecido.

–- Uhm, Claire... Você não acha que pegou pesado? – Perguntou Tora.

–- Não... Snif... Ele me chamou de “qualquer uma”... – Respondeu Claire enxugando o rosto.

–- Sim, isso foi errado, mas... Armin se estressa facilmente, aposto que ele não quis dizer isso, além do mais, me admira você ter se enfurecido com isso.

–- É que ele não largou aquele jogo durante toda a semana e eu não gosto disso...

–- Dê um desconto Claire... Porque você não conversa com ele e diz o que pensa, vocês podem entrar num acordo.

–- Certo... Vou pensar no caso – Claire já voltara ao normal – Aliás, porque você está tão calma?

–- Eu?

–- Não Tora. Minha bisavó que veio do além... Claro que é você sua monga.

–- Bem eu... – Tora começou a corar – Eu não sei.

–- Uhm... Isso me cheira a tomate podre.

–- Que? O Castiel? Ah! Poupe-me.

–- Voltou ao normal... – Claire se levantou e foi até a cozinha – Quer sorvete?

–- Quero de sensação, vou ver o que esta passando na TV.

O fim de semana passou rápido para quase todos, com exceção de Ryu que estava decidida a provar que não havia sido ela quem roubara as provas. Ao chegar no colégio a primeira coisa que fez foi dirigir-se com urgência à diretoria.

–- Com licença senhora Shermansky, tem um minuto? – Perguntou Ryu na porta.

–- Sim, mas seja breve – Respondeu Shermansky revirando alguns arquivos.

–- Eu gostaria de saber em que horário as provas sumiram?

–- Como assim senhorita Kaneko, não foi você mesma quem as pegou?

–- Não!

–- Uhm?

–- Quero dizer... Eu sei que pensam que fui eu, mas quero provar que isso não passa de uma armação.

–- Mas você foi vista com as provas nas mãos.

–- Eu sei, mas, por favor, me dê uma chance.

–- Certo, mas se estiver tentando nos enganar será expulsa do colégio.

–- Entendo.

–- E bem... Quando os professores sentiram falta das provas eram por volta das 15h30m, por quê?

–- 15h30m? Nessa hora eu estava estudando com Nathaniel.

–- Ah é? E porque ele não me falou nada disso?

–- Talvez porque a senhora não tenha dado a chance... – resmungou Ryu.

–- Como?

–- Disse que provavelmente tenha esquecido, mas eu vou falar com ele.

–- Certo, se me dá licença tenho coisas a fazer.

–- Ok. Obrigada senhora Shermansky, eu provarei minha inocência.

Ryu correu até a sala do grêmio, mas não encontrou Nathaniel. Procurou pelas outras salas, mas nada do loiro, ela estava quase desistindo quando o viu sair do banheiro masculino.

–- Mas é claro que ele estava no banheiro, dã... – Ryu foi até Nathaniel – Ei Nath!

–- Ryu? Oi, como você está? – Perguntou Nathaniel meio constrangido.

–- Não muito bem, mas você pode ajudar a melhorar meu humor.

–- Mas achei que você estivesse brava comigo.

–- Uhm... Eu não me esqueci disso, mas andei pensando e você não tem tanta culpa assim.

–- Isso quer dizer que ainda tenho culpa?

–- Sim, pois não devia ter duvidado de mim, mas vou te dar uma chance. Eu perguntei para a diretora que horas as provas sumiram, ela me disse que foram as 15h30m. Eu estava estudando com você na biblioteca nesse horário, então não tem como ter sido eu.

–- Sim, isso faz sentido, mas como poderei te ajudar...

–- Ai Nath, às vezes você nem parece representante de turma. Eu estava com você quando roubaram as provas, então...

–- Eu poderei provar que não foi você.

–- Bingo!

–- Certo, mas quem foi então?

–- Olha não é por nada não, mas eu tenho certeza que foi a Ambre – Ryu contou a Nathaniel o que Ambre lhe disse na hora da confusão.

–- Aiai... Bem que achei estranho quando perguntei se ela tinha roupado as provas, e ela negou apontando logo você.

–- Viu? E você ainda diz que eu vejo coisas.

–- Tá, mas... A Ambre ainda é minha irmã...

–- E só por isso você vai acobertá-la? Se você não fizer algo ela nunca vai parar.

–- Ok... Vamos à diretoria.

Ryu e Nathaniel foram até a direção e explicaram o ocorrido à senhora Shermansky, ela entendeu e pediu desculpas a Ryu, mas não a liberou da detenção por causa do seu mau comportamento. Depois que os dois haviam saído da sala, Shermansky chamou Ambre e deu-lhe uma suspenção. Ambre saiu cuspindo fogo e procurando Ryu feito louca, até encontra-la sozinha no corredor.

–- Ryu sua vaca! – Gritou Ambre indo pra cima de Ryu.

–- Ahm... – Ryu virou-se na direção de Ambre.

–- Eu te mato! – Ambre levantou a mão direita com a palma aberta, pronta para bater em Ryu, mas foi impedida.

Notas finais
Não sei vocês, mas eu me rachei com as falas da Claire hihi