Uma Doce História
16 Flor de Iris

O dia das provas estava chegando e a escola estava mais calma do que o costume, pois a maioria dos alunos estava se dedicando aos estudos, mas claro que a minoria que não queria saber de dar uma lida nos livros, tentava achar um meio mais fácil de sair-se bem, e entre ela estavam Ambre e suas amigas.
—- Aqui garotas, eu estou com as chaves, só preciso que vocês vigiem e me avisem caso alguém esteja vindo – Disse Ambre chacoalhando duas chaves na mão.
—- Você tem certeza disso? – Perguntou Charlotte.
—- Mas é claro, esse é o único jeito de ganharmos mais tempo – Respondeu Ambre.
—- E se algo der errado? – Perguntou Li nervosa.
—- Se você prestar atenção no que vai fazer não dará nada errado! Mas acaso não saia como o panejado, eu dou um jeito e coloco a culpa naquela morena atirada – Respondeu Ambre guardando as chaves no bolso.
—- Quem? A Ryu? – Perguntou Li -- Achei que você não gostasse da Claire.
—- Dela também não, mas ela não esta mais perto do Nathaniel, agora aquela Ryu, só falta se oferecer numa bandeja para o meu irmão, se acha muito mesmo – Disse Ambre cruzando os braços.
—- Isso não seria inveja Ambre? – Perguntou Charlotte – Afinal, você não conseguiu nada com o Castiel.
—- De que lado você está Charlotte? – Perguntou Ambre indignada – Não é bem assim, se não fosse aquela barraqueira da Tora eu já tinha conquistado ele.
—- Que seja, vamos logo – Disse Charlotte pegando seu fichário.
A diretora havia pedido que Helena desse uma mão no clube de jardinagem, pois poucos alunos participavam dele, então Helena guardou suas coisas no armário e foi até o clube, colocou um avental e foi para os jardins.
—- Olá – Disse Helena – A senhora Shermansky pediu que lhe ajudasse.
—- Ah sim, venha comigo – Disse o rapaz que estava plantando algumas flores. Ele tinha cabelos curtos cacheados e verdes, os olhos também eram verdes, vestia uma camiseta branca, calça, luvas e botas marrons e um avental verde musgo.
—- Certo.
—- Pegue, quero que coloque uma no grêmio e outra na diretoria – Disse o rapaz lhe entregando dois vasos com plantas – Alias, eu sou o Jade, prazer.
—- Ah me desculpe, sou Helena. Você não é daqui, certo?
—- Não, eu sou estudante de botânica, só estou fazendo um estágio aqui.
—- Acho que está fazendo um belo trabalho, o jardim é muito bonito.
—- Obrigada Helena, você é muito gentil.
—-A-ah que isso, s-só estou dizendo a verdade. Vou indo levar essas plantas.
—- Ah! Helena, você pode me fazer mais um favor, eu pedi que Iris trouxesse algumas sementes, você poderia pega-las com ela?
—- Claro, eu já volto.
Helena pegou os vasos e foi pra dentro do colégio, passando pelos corredores encontrou Ryu fechando o armário, ela lhe entregou um dos vasos e pediu que colocasse na sala do grêmio enquanto ela levava o outro pra diretoria.
—- Com licença – Disse Ryu entrando no grêmio – Uhm... Acho que não há ninguém aqui. Vejamos... Onde posso colocar esta planta?
—- Coloque lá no canto – Disse Nathaniel entrando na sala – Ficara bonito.
—- Oi Nathaniel, desculpe ter entrado, é que Helena me pediu pra deixar isto aqui.
—- Não tem problema, que planta é essa?
—- É apenas uma folhagem, não tem pólen, você é alérgico, certo?
—- Sim, e isso seria um problema. Helena está no clube de jardinagem?
—- Não, na verdade não sei, mas ela me disse que estava ajudando um rapaz que faz estagio aqui.
—- Ah! Deve ser o Jade.
—- Ahm... Nath... Eu estou tendo um pouco de dificuldade nos estudos e as provas estão chegando, será que você poderia me ajudar?
—- Não sei Ryu, eu tenho muita coisa pra fazer, você não pode pedir a outra pessoa? Talvez a Kim possa te ajudar.
—- Por favor, Nath – Pediu Ryu se aproximando de Nathaniel fazendo uma carinha meiga – Eu quero estudar com você.
—- Ah bem... Eu vou apurar as coisas por aqui, você me encontra à tarde na biblioteca então.
—- Obrigada Nath, você é um fofo – Ryu dá um beijo na bochecha de Nathaniel e sai saltitando da sala.
Helena colocou as flores na sala da direção e foi procurar por Iris, que estava no laboratório, ela pegou as sementes e voltou ao jardim.
—- Voltei.
—- Oi Helena, trouxe as sementes? – Perguntou Jade fazendo pequenos buraquinhos em um canteiro.
—- Sim, estão aqui – Helena disse lhe entregando um pacotinho – Posso lhe ajudar com mais alguma coisa?
—- Você pode me ajudar a plantar as sementes se quiser.
—- Pode ser, mas você vai ter que me ensinar, eu não sei como se faz isso.
—- É fácil, só coloque um par de luvas antes, porque não quero que machuque suas mãos delicadas – Dizendo isso Jade pegou nas mãos de Helena e as beijou.
—- Ah c-certo, eu já v-volto – Helena ficou vermelha e foi correndo até uma casinha onde eram guardadas as ferramentas de jardinagem, pegou um par de luvas e voltou para ajudar Jade.
—- Agora e-estou pronta.
—- Essas luvas grossas não combinam com sua delicadeza, mas pelo menos está protegida.
—- O-obrigada Jade, você é... Uhm... Muito cavalheiro.
—- E como não seria com uma dama tão bela a me ajudar.
—- Ok, o que eu faço?
—- Faça pequenos buracos com o dedo indicador, coloque uma semente e depois tampe com a terra, mas não aperte.
Helena e Jade ficaram cuidando do jardim durante toda a tarde, plantaram, varreram, regaram e se divertiram. Helena se sujou um pouco com a terra, deixando as roupas e as bochechas marrons, Jade disse que gostou dela, pois era bem dedicada, ele pegou uma flor de Iris e colocou sobre a orelha de Helena, nesse momento Lysandre chegou.
—- Anr!Anr! Atrapalho alguma coisa? – Perguntou Lysandre de braços cruzados e cara feia.
—- O-olá Lysandre, o que faz aqui? – Perguntou Helena sem jeito.
—- Eu estava te procurando, mas vejo que já tem companhia.
—- É melhor ir embora Lysandre, Helena estava se divertindo até você chegar – Disse Jade se apoiando numa pá.
—- Verdade Helena? – Perguntou Lysandre.
—- S-sim, mas você pode ficar, eu... – Helena não sabia o que dizer.
—- Entendo Helena, já vou indo então – Lysandre não gostou de ver Helena tão tranquila na companhia de outro rapaz, pois quando estavam juntos ela sempre se encolhia e quase não falava nada, mas ali com Jade ela conversava e ria espontaneamente, Lysandre sentiu inveja disso e entristeceu.
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