Uma Doce História
75 Espanhola
Notas iniciais

Nathaniel abriu a porta.
–- Nath? – Ryu estava com o corpo envolvido apenas por uma toalha branca.
–- R-ryu – Nathaniel corou ao ver a morena apenas de tolha, fechou os olhos e virou o rosto esperando receber um tapa, já que o que fizera foi extremamente atrevido.
–- Precisa de alguma coisa? – Ryu apenas perguntou.
–- Não, eu... Quer dizer – Nathaniel coçou a cabeça em duvida.
–- Espere só eu me vestir, já vou te ajudar – Disse Ryu fechando a porta.
–- Espera! – Nathaniel empurrou novamente a porta.
–- O que foi? – Perguntou Ryu contrariada.
–- Me desculpe Ryu – Começou Nathaniel – Me desculpe por ser tão burro, tão insensível, tão lerdo... Eu merecia um belo soco por ser tão tolo e imaturo.
–- Não acho que seja o caso.
–- Talvez, mas...
–- Olha não precisa disso, não vou ficar chateada ou algo do tipo.
–- Ryu você não entendeu, eu quero dizer que...
–- Nath... Não quero que se force a nada, apenas...
–- Esquece – Nathaniel a beijou.
Deixou de lado as palavras, um único gesto seria mais que suficiente para explicar o que ele queria dizer, o que ele realmente sentia. Sua boca tocou rapidamente os lábios carnudos de Ryu em um selinho pouco demorado.
–- Ryu eu...– Disse Nathaniel afastando o rosto apenas o suficiente para conseguir ver os grandes olhos esmeraldas.
–- Não precisa dizer – Ryu sussurrou e voltou a juntar os lábios.
Aquele poderia ser o primeiro beijo de Nathaniel, de tão nervoso que ele se sentia; após o comentário na praia sobre Ryu ser experiente, Nathaniel havia ficado ainda mais inseguro. Mas agora sabia que não havia motivo pra tal, pois o beijo da morena era tão afável que ele poderia ficar ali para sempre, mas apenas sonhou com isso.
–- Nath, você está com os olhos vermelhos, acho melhor ir dormir – Disse Ryu com um semblante angelical.
–- Ah certo, acho melhor mesmo – Nathaniel concordou – E pensar que amanhã ainda temos aula.
–- Nem me fale, estou exausta – Ryu arqueou demonstrando cansaço.
–- Só vou escovar meus dentes – Disse Nathaniel indo pegar a escova.
Ryu terminou de se vestir e deixou Nathaniel utilizar o banheiro, enquanto isso arrumou a cama, verificou se os travesseiros estavam macios e se o lençol estava bem esticado, colocou um leve cobertor sobre a cama e encaminhou-se à porta.
–- Boa noite Nath – Disse Ryu da porta do quarto.
–- Espere – Nathaniel foi até ela e lhe deu um selinho – Boa noite.
–- Uhm – Ryu estreitou os olhos.
–- O que foi? – Perguntou o loiro encabulando-se.
–- Nada – A morena deu uma leve risadinha e saiu.
Nathaniel fechou a porta e deitou-se, deixando a coberta de lado, fazia uma noite fresca e silenciosa, porém ele não conseguiria dormir de imediato. Ficou pensando em como seria dali em diante, como contaria a novidade; pelo menos achava que com isso Melody fosse parar de pegar no seu pé, ou não. Ryu certamente alegraria ainda mais seus dias, com aquele jeito brincalhão e sincero, mas o mesmo também lhe daria trabalho... Deveria parar de pensar.
Ryu encontrava-se na mesma situação, sem sono, pensando na vida. Por vez ou outra dava um leve sorriso ao pensar no loiro, estava realmente feliz por ele ter correspondido seus sentimentos, todo aquele esforço e dedicação haviam valido a pena. Mais tarde ouve-se um barulho estranho, como o de um motor de carro velho, o barulho aumentou e Ryu percebe a origem do som, sua avó estava roncando.
Não se lembrava daquilo, já havia dormido várias vezes no quarto de sua avó e ela nunca fez mais do que um leve ronronar de gato, mas agora o ronco se tornava insuportável. Ryu teria que sair dali se quisesse dormir, talvez fosse se deitar no sofá, mas... Algo bem melhor passou por sua cabeça.
A morena caminhou pelo corredor em passos calmos, encontrando a porta de destino, empurrou-a vagarosamente para que não fizesse nenhum rangido. As cortinas do quarto ainda estavam abertas, a luz que entrava pela janela iluminava levemente o ambiente, evidenciando o corpo seminu de Nathaniel e seus belos olhos dourados.
–- Ryu? – Perguntou o loiro ao notar a presença de alguém.
–- Ah... Oi – Respondeu Ryu fechando a porta atrás de si – Eu não consigo dormir, então... Pensei que talvez pudesse ficar aqui com você.
–- T-tudo bem, mas... – Nathaniel sentou-se na cama cruzando as pernas.
–- Não se preocupe, minha avó parece estar no sétimo sono – Ryu explicou – Não sabia que velhinhas eram capazes de fazer tanto barulho.
–- Acho que entendi – Nathaniel deu uma breve risada.
–- Você também parece estar sem sono – Ryu foi se aproximando da cama.
–- Sim, muita coisa pra uma noite só – Nathaniel coçou a cabeça em um gesto desajeitado.
–- Talvez eu pudesse te ajudar a relaxar – Ryu lançou seu melhor olhar sedutor enquanto subia no colchão, engatinhando até Nathaniel.
–- Ah eu acho que isso não é uma boa ideia – Nathaniel virou o rosto evidentemente enrubescido.
–- Eu acho que não poderia ter ideia melhor – Disse Ryu lambendo os lábios de Nathaniel.
Nathaniel entregou-se àquela tentação de charme, os olhos verdes da morena eram ainda mais hipnotizantes com o reflexo da luz lunar. Descruzou as pernas, deixando que Ryu sentasse sobre seu colo, deslizou as mãos sobre a seda da camisola branca sentindo as curvas perfeitas da morena; era delirante sentir os fartos seios pressionarem contra seu tórax, seu membro já se tornava rígido e roçava contra a intimidade feminina. Subiu as mãos pelos braços delicados e acariciou os ombros pequenos, puxou ambas as alças da peça de roupa que caiu rapidamente, revelando o belo busto.
Ele não sabia o que fazer, não sabia o que era permitido, não sabia exatamente como agir, sua única esperança era que Ryu lhe ajudasse. E assim foi feito.
Ryu guiou as mãos masculinas até os próprios seios e as fez apalpá-los, ergueu o peito até o rosto de Nathaniel indicando o que fazer. O loiro começou a beijar um seio, descendo até o mamilo e então mordisca-lo, a morena soltou um leve gemido.
–- Machuquei? – Perguntou Nathaniel preocupado com a reação de Ryu.
–- Não bobinho – Respondeu Ryu descendo a mão até o membro de Nathaniel, massageando-o sobre a cueca.
Ryu o beijava ternamente, a língua do loiro era não macia, ele não a beijava com ferocidade, mas era um beijo calmo e prazeroso. Rebolou devagar, esfregando-se ainda mais ao corpo quente, provocando os sentidos de Nathaniel, sentiu o pulsar sob sua intimidade e suspirou em compasso. A morena deslizou o corpo para baixo e puxou o rapaz para a beira da cama, levando junto a boxer preta.
–- R-ryu... O que vai fazer? – Perguntou Nathaniel contraindo os músculos com a excitação.
–- Apenas relaxe – Respondeu Ryu masturbando-o – Você vai gostar.
A morena juntou os seios em torno do falo ereto e começou a fazer movimentos de sobe e desce, sempre os pressionando em movimentos circulares; podia-se dizer que era especialista em espanhola. Não se passou muito tempo e Nathaniel derramou-se sobre seus seios, mas ainda permanecia totalmente duro, aquilo era o que a garota mais adorava, segundo round.
Ryu limpou-se rapidamente com alguns lenços de papel, abriu a gaveta do criado mudo e pegou um preservativo.
–- Acho que minha avó estava certa – Comentou Ryu pra si mesma.
–- Sobre o que? – Perguntou Nathaniel.
–- Te conto mais tarde – Ryu abriu o envelope e cobriu o membro de Nathaniel com a camisinha, sentou-se sobre seu colo e o fez penetra-la.
Nathaniel suspirou.
Era tão quente, úmido e apertado que ele poderia ter ido ao céu e voltado inúmeras vezes; a entrada escorregadia engoliu-o por inteiro, quase o levando ao ápice do prazer. A morena rebolava, descia e subia em pulinhos rápidos e fortes, ele sentia sua glande bater fundo, fazendo com que Ryu gemesse de tal forma que a excitação tornava-se quase insuportável. Nathaniel segurou firme a cintura da morena e ajudou com as estocadas, fazendo-a pular ainda mais sobre seu membro; os grandes seios pulavam em movimentos longos sobre seu rosto, era uma visão linda.
Em alguns minutos de euforia ouviu-se o gemido de ambos. Nathaniel lançou novamente seu líquido viscoso, enquanto uma gota de suor escorria pela testa de Ryu; se jogaram sobre o lençol amarrotado e respiraram fundo.
–- Me desculpe – Disse Nathaniel olhando para Ryu – Eu não fiz nada.
–- Não diga isso – Ryu acariciou lhe o rosto – Da próxima vez, você poderá fazer o que quiser.
Nathaniel corou ligeiramente e abraçou Ryu. Para ela, não havia melhor recompensa.
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