Notas iniciais
Adivinha quem ficou sem internet novamente? A infeliz aqui T.T Não vejo a hora de me mudar e ter uma internet descente. Agradecimentos à leitora Musse de Maracujá pela recomendação. Meu pobre pescocinho não moça rsrs. Capítulo? Olha ele aqui ;p Sim! Hoje tem luta escrita pelo Genma *.* (marido amado) Uma ótima leitura, aproveitem!

Nathaniel e Dake saíram pelos fundos da boate, onde ficava o estacionamento, seguidos por várias pessoas que queriam ver a briga. Aos poucos mais curiosos foram chegando, formando um aglomerado de pessoas que incitavam a briga.

–- Então Dake – Nathaniel estralou os dedos – Vou te ensinar há respeitar a namorada dos outros.

–- Do jeito que vou deixar sua cara eu duvido que ela ainda vá querer ser sua namorada – Retrucou Dake, com um sorriso debochado.

–- Aquele tapa foi a primeira e última vez que você acertou meu rosto – Nathaniel disse confiante.

Dake lançou-se rapidamente na direção de Nathaniel, tentando lhe acertar um jab de direita, mas o representante desviou do golpe com apenas um deslocar de seu tronco, acertando em seguida um cruzado na orelha direita do surfista, fazendo-o cambalear desnorteado para o lado.

–- Você ainda pode ir para casa, sem maiores danos – Nathaniel sugeriu.

Dake não deu ouvidos, tentou acertar Nathaniel com um chute no peito, mas este esquivou-se rapidamente. Dake então tentou desferir um soco em seu rosto, mas acabou errando novamente, por conta do efeito do álcool ele perdeu o equilíbrio e acabou cambaleando para perto de um dos carros.

Ao virar-se para tentar acertar o representante de novo, este já estava indo em sua direção desferindo um jab de esquerda, seguido por um de direita e novamente um de esquerda, fazendo-o cair sobre o capo do automóvel.

Antes que pudesse se levantar, Nathaniel já estava em cima dele segurando-o pelo colarinho da camisa socando-o com o punho direito.

–- Nunca mais – Nathaniel falava enquanto socava a cara de Dake – Se aproxime -- mais um soco – Da minha – outro soco – Namorada – finalmente satisfeito, ele soltou o surfista bruscamente.

Nathaniel dá as costas e se afasta, passando as costas da mão sobre a testa, enxugando as pequenas gostas de suor.

–- Nath! – Melody surgiu dentre a multidão, correndo na direção do representante.

–- AH SUA VADIA! – Ryu Surpreendeu a garota com um soco, acertando-lhe em cheio na bochecha direita, fazendo-a girar e cair de cara no pavimento.

–- Calma Ryu – Nathaniel pediu, pondo-se ao lado da namorada.

–- Calma o cacete, já estava farta dessa lambisgoia ai – Disse Ryu, massageando os dedos doloridos.

–- Aiii... – Melody gemeu, sentando-se – Você vai me pagar sua cadela!

–- Ora sua – Ryu iria pra cima de Melody novamente.

–- Já chega Ryu – Nathaniel segurou a morena pelo braço – Vamos embora, está ficando muito agitado aqui.

–- Uhm... Está bem – Ryu não resistiu.

Nathaniel chamou um táxi e indicou ao motorista o caminha da casa de Ryu, queria ter certeza de que ela chegaria em segurança.

–- Eu não sabia que você lutava tão bem – Ryu comentou.

–- Bem... Eu pratico boxe algumas vezes por semana – Nathaniel contou.

–- Sério? – Os olhos de Ryu brilharam – E por que nunca me contou?

–- Não é algo relevante – Nathaniel ruboresceu.

–- Claro que sim! Agora me sinto muito mais segura, com meu próprio guarda costas – Ryu fez graça.

–- Sua boba – Nathaniel deu-lhe um selinho – Eu me preocupo com você, não vou deixar Dake nem qualquer outro rapaz encostar em ti.

–- E eu não vou deixar a Melody nem qualquer outra garota tocar em você.

–- Ok – Nathaniel riu, ele achava incrível como Ryu podia mudar de um anjo para um demônio em questão de segundos.

O táxi parou e os dois desceram.

–- Sã e salva – Disse Nathaniel – Boa noite Ryu, até segunda.

–- Ahm... Nath – Disse Ryu sutilmente.

–- Uhm? – Nathaniel esperou.

–- Eu estava pensando – Ryu disse com voz sexy, insinuando-se – Que talvez você pudesse ficar aqui está noite e me ensinar alguns golpes.

Nathaniel corou e o taxista disfarçou uma risada.

–- Pode ficar com o troco – Disse Nathaniel entregando o dinheiro da corrida para o motorista.

O taxista agradeceu e partiu.

–- Só uma coisa Ryu – Disse Nathaniel.

–- O que foi?

–- Teremos que treinar sem roupa.

–- Ah é? – A morena riu do jeito descarado, mas ao mesmo tempo envergonhado do namorado.

–- Sim – Nathaniel afirmou – Pois as roupas dificultam os movimentos.

Assim que Ryu e Nathaniel cruzaram a porta de entrada da casa, Dona Anice ergueu os olhos sobre os óculos de grau e olhou os ponteiros do relógio de parede.

–- Vocês não acham que ainda está muito cedo para voltarem da festa? – Perguntou a senhora sentada na poltrona da sala.

–- Boa noite pra senhora também, vovó... – Disse Ryu revirando os olhos – As vezes eu acho que a senhora não gosta de mim.

–- Que isso minha neta, sabe que eu te amo -- Anice levantou-se – Só quero que aproveite bem sua juventude, eu sei bem do que estou falando.

–- Está certo – Ryu deu uma risadinha.

–- Espero não ser um incômodo, Dona Anice – Disse Nathaniel.

–- Imagina querido, essa casa fica tão alegre com vocês aqui – Anice estreitou levemente os olhos – Parece até vibrar, tamanha a...

–- Vó! – Ryu contou-a – Pelo amor de deus!

Nathaniel corou.

–- Hahaha, bom... Já que estão bem, eu já vou me deitar – Anice pegou seus fones de ouvido e foi para o quarto, cantarolando – Boa noite.

–- Minha avó não tem vergonha na cara – Ryu suspirou.

–- Logo você também não terá – Disse Nathaniel.

–- Oi?! –Ryu pestanejou, não acreditava no que acabara de ouvir.

Nathaniel apenas deu um sorriso maroto e puxou Ryu em direção ao quarto dela. Afinal, a morena tinha contas a lhe pagar... E com muitos juros.

Assim que saíram da boate, Helena desvencilhou-se de Lysandre e saiu correndo, o rapaz tentou ir atrás dela, mas foi impedido por um grupo de pessoas que cortaram o seu caminho, andando lentamente aos tropeços. Ele enraiveceu-se e empurrou alguns integrantes do grupo para que o deixassem passar, ele foi xingado, mas nenhum deles esboçou vontade de reagir.

Lysandre avistou a platinada dobrando a esquina, correu atrás dela novamente, gritando seu nome.

–- Helena! HELENA GREGORY!

A platinada diminuiu a velocidade e então parou, cansada, apoiando-se em um poste de luz. Lysandre se aproximou por trás, colocando as mãos sobre os ombros da garota.

–- Não me toque! – Helena empurrou as mãos de Lysandre.

–- Tente se acalmar Helena, você não está bem – Lysandre pediu.

–- Claro que não estou bem! – Helena gritava – Tenho um namorado que não me deseja!

–- O que? – Lysandre chocou-se – N-não é bem assim...

–- Então é o que?! Está com medo?! Que eu saiba a virgem aqui sou eu!

–- Não é isso! Porra! – Lysandre exaltou-se – Eu só não quero que se arrependa!

–- Me arrepender de deitar-me com a pessoa que mais amo e confio?! – Helena começou a lagrimejar – De entregar-me de corpo e alma à pessoa com quem quero passar o resto de minha vida?!

Lysandre sentiu um aperto imenso no peito, como se seu coração estivesse sendo torcido. A culpa era toda dele, de sua amada estar chorando e fugindo de seus braços, pois ele não cofiara nela, não aceitara suas escolhas. Agora ele estava mais arrependido do que nunca, e para piorar, não sabia exatamente o que fazer.

–- Helena me desculpe eu... – Lysandre falou com voz fraca.

–- Eu não quero desculpas ou palavras bonitas Lysandre – Helena lançou um olhar firme – Quero atitudes!

Lysandre ficou parado mais uma vez, ele desejou que Castiel estivesse ali para lhe dar um soco e faze-lo reagir. Helena bufou ao ver que Lysandre não faria nada e saiu andando.

No outro lado da rua um jovem caminhava calmamente, era Dajan, que havia acabado de vir da casa de um amigo. Assim que ele viu Helena, chamou-a, mas logo se arrependeu. A garota saiu correndo e atravessou a rua sem olhar para os lados, sem saber da tragédia que lhe aguardava.

O barulho de pneus derrapando sobre o asfalto pode ser ouvido na esquina, um carro de vidros escuros vinha em alta velocidade pelo meio da rua, na direção de Helena. Lysandre viu a cena passando bem na frente de seus olhos sem tempo de reagir, pois estava longe demais para conseguir fazer alguma coisa, mas outra pessoa pode.

Dajan utilizou toda sua velocidade de jogador de basquete para chegar até Helena e conseguir empurrá-la para trás, tirando-a da linha de trajeto do veículo desgovernado. Porém, ele acabou se tornando o alvo.

Em uma tentativa falha de desviar do pedestre, o motorista acabou perdendo o controlo do carro e capotou sobre o asfalto. Dajan fora atingido em cheio, sendo lançado para perto da calçada.

–- HELENA! – Lysandre correu até a garota, que estava sentado sobre o asfalto molhado pelo sereno – Você está bem?

–- Dajan... DAJAN! – Helena levantou e correu aos prantos na direção do amigo.

Dajan estava estendido no chão, a camisa estava manchada de sangue, um grande círculo vermelho sobre o abdômen.

–- Helena, chama uma ambulância – Disse Lysandre, ajoelhando-se ao lado de Dajan.

–- T-tá... – Helena pegou o celular e discou alguns números, alguns segundos depois ela desligou.

–- Consegui Helena? – Lysandre não obteve resposta – Helena!

Helena estava de pé com o celular na mão, olhando fixamente para frente de olhos arregalados; Lysandre olhou na mesma direção e então entendeu o motivo do terror na face de Helena. O motorista havia saído do carro se arrastando, era um homem de estatura mediana, ele se levantou e começou a andar na direção dos três.

–- Helena... – Disse o homem, agora perto o suficiente para eles enxergarem seu rosto.

–- Não... – Helena deu alguns passos para trás.

–- Jade – Lysandre serrou os punhos e pôs-se na frente da namorada.

–- Minha boneca – Jade continuou andando.

O som de sirenes invadiram o local e logo vários policiais armados preencheram a rua.

–- Parado! Mãos para cima! – Gritou um policial com um revolver em punho.

Jade ficou parado por alguns segundos, mas então deu as costas e tentou correr. Ouviu-se um disparo e então Jade caiu de frente no chão, os policias correram até ele e o algemaram, enfiando-o dentro de um camburão.

–- Ei Lysandre – Chamou Dajan sem força.

–- Não fala cara, não se esforce – Pediu Lysandre, indo ao seu socorro – Daqui a pouco a ajuda chega.

–- Parece que você e Helena não se acertaram ainda – Concluído Dajan.

–- Como você...

–- Ela veio conversar comigo.

–- Ahm...

–- Cara, ela está completamente apaixonada por você, tenho muita inveja disso – Dajan deu uma risada entrecortada.

–- É eu sei, eu também estou. Sou um cara muito sortudo.

–- Mas é burro.

–- Sim, isso também.

–- Não perde essa garota.

–- Não vou, já aprendi a lição, agora sei o que fazer.

–- E não a magoe – Dajan tossiu um pouco de sangue – Senão venho do além te bater.

–- Não fala isso cara, você vai ficar bem.

–- Não sei não, já estou vendo a luz no fim do túnel – Dajan estreitou os olhos.

–- São os faróis da ambulância seu idiota.

–- Ele vai ficar bem Lys? – Helena estava desesperada – Diz que vai!

–- Não sei Helena -- Lysandre olhou para a platinada que chorava – Deixe os paramédicos cuidarem dele.

Os médicos fizeram os primeiros socorros e o colocaram na maca, levando-o para o hospital com urgência. Lysandre levou Helena para casa do irmão, deixou-a dormindo em seu quarto enquanto explicava o ocorrido a Leigh e Rosalya.

Agora só restava esperar pelas notícias.

Notas finais
AVISO: Minha internet está oscilando e caindo muito, então se eu atrasar a postagem vocês já sabem o motivo. Infelizmente isso só vai melhorar ano que vem, quando eu me mudar e me restabelecer. Peço, por gentileza, que tolerem esse problema. Obrigada :*