Uma Doce História

17 Segundas intenções


–- Já vai tarde Lysandre – Disse Jade.

–- Cale essa boca – Disse Lysandre se voltando para Jade.

–- Vamos voltar aos canteiros Helena, parece que Lysandre esta fora de si – Disse Jade colocando as mãos sobre os ombros de Helena.

–- Nem pense nisso seu crápula, tire as mãos de Helena – Lysandre tirou as mãos de Jade dos ombros de Helena com um gesto rápido.

–- P-pare com isso Lysandre! – Helena disse se pondo entre os rapazes.

–- Vai defendê-lo Helena? Jade é uma pessoa horrível, é um canalha sem escrúpulos, ele não merece sua companhia – Disse Lysandre irritado.

–- Não! Ele não é assim, Jade é uma ótima pessoa! Pare de falar besteira! – Helena estava nervosa e já não sabia o que estava fazendo.

–- Eu não acredito que você vai proteger uma pessoa que acaba de conhecer. Eu não te reconheço mais Helena, já estava quase se atirando em Jade, você deve ser do mesmo tipo que esse patife ai – Lysandre não queria dizer aquilo, mas ele estava muito magoado com a atitude de Helena.

–- Lysandre eu... Eu... Não acredito nisso, você realmente pensa que sou assim? – Lágrimas começaram a molhar o rosto de Helena – Mesmo depois de todas aquelas tardes que passamos juntos...

–- Helena não... Eu...

–- Vá embora Lysandre! Vá procurar seu bloco de notas com suas músicas estupidas! – Helena gritou tentando secar as lágrimas que não sessavam.

–- Estupidas?! Foi o que pensei – Lysandre foi embora furioso.

Helena chorava muito, estava assustada com Lysandre, ela jamais pensaria que ele poderia se mostrar tão agressivo, pois sempre fora tão calmo e falava com monotonia, e agora dizia aquelas coisas. Algo estava errado, obviamente Lysandre e Jade se conheciam e eram de longe inimigos, Helena queria respostas, mas agora precisava se acalmar.

–- Rápido Ambre – Disse Li na porta da sala dos professores – Alguém pode vir.

–- Eu sei, mas não encontro o maldito envelope – Disse Ambre olhando as prateleiras.

–- Ambre, não seria aquele sobre a mesinha de centro? – Perguntou Charlotte olhando da porta.

–- É esse mesmo, mas como são descuidados esses professores – Disse Ambre pegando o envelope – Vamos, agora só temos que por a culpa em alguém.

–- Ei, ei olhe só isso – Disse Li apontado para um armário – Este não é o da Ryu?

–- Sim – Disse Ambre – Mas por que ela deixaria aberto?

–- Ela não deixou – Disse Charlotte mexendo da tranca do armário – A fechadura não está funcionando.

–- Ótimo! Algo está conspirando ao meu favor – Ambre disse e colocou o envelope dentro do armário de Ryu – Perfeito! Aquela piranha vai ter o que merece.

–- Alguém esta vindo, vamos embora – Disse Li. As garotas correram até o fim do corredor e depois andaram normalmente até a saída da escola.

Ryu carregava seus cadernos e livros até a biblioteca, ela estudaria com Nathaniel naquela tarde, e estava ansiosa por isso, não para estudar, mas sim para ficar a sós com ele. Ela entrou na biblioteca e viu que Nathaniel ainda não havia chegado, então colocou o material de estudo sobre uma mesa ao fundo e debruçou-se sobre a janela ao lado, respirou fundo e ficou ali por alguns instantes.

–- Olá, está ai Ryu? – Perguntou Nathaniel entrando.

–- Aqui Nath – Disse Ryu saindo de perto da janela.

–- Me desculpe o atraso, é que Melody me pediu que ajudasse ela e...

–- Mas essa garota não desiste não é? Você tem que dizer algo a ela Nath.

–- Não é bem assim Ryu, Melody é uma boa pessoa, ela não faz por mal.

–- Ai é que você se engana.

–- Como assim?

–- Hum... Ela me olha torto toda vez que estou com você, e sempre dá uma desculpa pra não nos deixar sozinhos – Ryu disse fazendo bico.

–- Será que você não está vendo coisas Ryu? – Nathaniel puxou uma cadeira e sentou.

–- Claro que não! A única coisa que tenho é segundas intenções – Respondeu Ryu.

–- Ahm... C-como assim... Segundas intenções? – Perguntou Nathaniel desconfiado.

–- Hahaha, nada não Nath, só estou pensando alto – Ryu se sentou ao lado de Nathaniel encostando as pernas nuas nas dele. Ela usava um short curto desfiado que deixava a mostra suas pernas torneadas – Vamos começar?

–- Co-começar o q-que? – Perguntou Nathaniel desviando o olhar das coxas de Ryu.

–- Estudar, mais o que seria? – Ryu respondeu prendendo o cabelo com um lápis.

–- S-sim estudar, claro que é isso – Disse Nathaniel abrindo um livro – Vejamos... Vamos começar com esta aqui.

–- Essa eu sei – Ryu pegou o caderno e respondeu a questão – Pronto.

–- Não, não – Disse Nathaniel vendo o calculo – Você esta fazendo isso errado. Você deve multiplicar este primeiro.

–- Assim?

–- Isso, faça estes também.

–- Ok – Ryu ficou um tempo resolvendo os cálculos – E agora?

–- Aqui está certo... Espere, não Ryu, esse aqui primeiro.

–- Ah Nath me explique detalhadamente senão não entendo – Ryu se aproximou novamente de Nathaniel.

–- Chega Ryu! – Bravejou Nathaniel se levantado – V-você não está prestando atenção, eu vou embora.

–- Não Nath espere – Ryu segurou-o pelo pulso – Me desculpe, vou prestar mais atenção.

–- Hunf, certo, mas não se encoste em mim – Disse Nathaniel voltando a se sentar.

–- Mas por que não?

–-Ryu?

–-Certo, entendi...

Os dois ficaram ali estudando por horas a fio, Ryu não provocou mais Nathaniel, apesar de que ele corava com um simples olhar mais caloroso dela, e ela se segurava pra não rir disso. Enquanto isso Claire fazia algumas cenas no clube de teatro.

–- E assim Carmita morreu – Disse o aluno que narrava a cena – Fim.

–- Nossa, que triste – Disse Rosalya – Ela nem ficou com seu amado.

–- Mas o legal da peça é isso – Disse Claire pegando sua mochila – E a personagem é muito boa.

–- É, mas eu não queria estar no lugar dela – Disse Rosalya.

–- Bom gente, por hoje é só, vocês estão dispensados – Disse a professora de teatro.

–- Você já vai Claire? – Perguntou Rosalya.

–- Sim, eu tenho que encontrar a Tora, ela me disse que estaria no clube de natação.

–- Entendo, então até mais Claire.

–- Até Rosalya, tchau.

Claire pegou suas coisas e foi até o ginásio, procurou pelas piscinas, nos vestiários e na quadra de basquete, mas não encontrou Tora, só um rapaz jogando.

–- Procurando por alguém? – Perguntou o rapaz vindo com uma bola de basquete.

–- Sim, mas acho que você não conhece, aliais, eu também não te conheço.

–- É porque não sou daqui, meu nome é Dajan, sou jogador de basquete.