Uma Doce História
22 Paraíso
Notas iniciais
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Alexy rapidamente escondeu-se atrás dos armários e ficou apenas observando de longe.
—- Nossa... Até que... Você é bom... – Disse Ambre recuperando o folego depois do beijo de Kentin.
—- E você é mesmo muito burra – Disse Kentin.
—- O que?!
—- Você não me reconhece, não é Ambre?
—- Mas é claro que não, nunca te vi na vida seu arrogante!
—- Hunf... Eu sou Kentin Tross.
—- Kentin? Espera... Ken?
—- Não é Ken! É Kentin sua patricinha.
—- Não, isso é um pesadelo... Eu beijei o Ken? A meu deus, afaste-se de mim coisa nojenta.
—- Demoro – Kentin saiu andando com as mãos nos bolsos, havia dado o troco naquela megera.
Alexy não ouviu a discussão, então não entendeu o que acontecia, mas não gostou de ver aquilo, seu coração apertou, sentiu como se fosse partir a qualquer momento. Ele viu Kentin aproximando-se dos armários, então colocou o headphone e fingiu estar indo embora.
—- Ei Alexy! – Chamou Kentin segurando Alexy pelo ombro.
—- Oi Kentin – Disse Alexy baixando o ombro para que a mão de Kentin caísse.
—- O que foi cara? Chupou limão?
—- Ah!Haha... Preferia que tivesse sido isso... – Respondeu Alexy cabisbaixo.
—- Como assim? – Perguntou Kentin sem entender.
—- Nada não, estou viajando aqui... Mas e você? Não te vi durante a aula.
—- Eu tive que tratar de uns assuntos.
—- Uhm... E deu tudo certo?
—- Claro, melhor do que o esperado – Respondeu Kentin com um sorrisinho.
—- Que bom...
—- E o que você está ouvindo ai?
—- Ah você não vai gostar.
—- Duvido! Você sempre teve bom gosto...
—- Não é pra tan-
—- A não ser na opção sexual, hahaha.
—- Uhm... – Alexy ficou ofendido com aquilo, ainda mais vindo de Kentin.
—- Ah é... M-me desculpe Alexy – Disse Kentin após a reação triste de Alexy -- Eu só estava brincando, eu não...
—- Tudo bem Ken... Kentin, eu entendi – Alexy acelerou o passo – Tenho que ir, te vejo amanhã.
—- Ok...
Tora e Claire estavam deitadas no gramado, na sombra de uma árvore, o vendo soprava fraco, mas era refrescante, o céu tinha várias nuvens branquinhas e as garotas brincavam de dar formas a elas.
—- Aquela ali parece um coelho fofinho – Disse Claire apontando para uma nuvem.
—- Está mais pra um dragão, bem grande e feio – Disse Tora.
—- Uhm... Pode até ser e... Olha ele vai comer aquele cavaleiro.
—- Hahaha – Riram as duas.
—- Lembra quando nossos pais nos levavam ao campo pra fazermos piquenique? – Perguntou Claire.
—- Claro, eu adora ficar deitada embaixo daquela árvore no morro, era tão linda – Respondeu Tora.
—- E aquela vez que demos de cara com um touro, hahaha, foi hilária.
—- Hahaha verdade, você ralou os joelhos tentando pular o riachinho.
—- E você enfiou a mão na bosta tentando roubar as ameixas do vizinho hahaha.
—- Sim, aquilo foi nojento.
—- Sinto falta deles... – Claire estava quase chorando.
—- Eu também, menos dos roncos do pai, pois você herdou isso dele.
—- Ah que graça – Disse Claire bagunçando os cabelos de Tora – E você baba igualzinha a nossa mãe.
—- Ainda bem que você não ronca e baba ao mesmo tempo, iria viver se engasgando.
—- Mais do que quando você rouba meu pão.
—- Hahaha... Então... Você não disse que tinha que falar com Armin?
—- Ah meu deus! Eu esqueci, tchau Tora, te vejo em casa – Claire deu um beijo no rosto da irmã e saiu correndo.
Tora ficaria por ali mais um pouco, fechou os olhos, respirou fundo e relaxou, só se ouvia os pássaros cantando e sentia-se a brisa fresca acariciando seu rosto, ela estava quase dormindo quando sentiu algo quente tocar seu rosto, a sensação era gostosa, até ter a bochecha beliscada.
—- Ai! – Exclamou Tora – Aff... Que saco Castiel, não tem outra pessoa pra importunar não?
—- Talvez tenha, mas não tão divertida – Respondeu Castiel deitando-se no gramado.
—- Ahá, confessou que me acha bacana – Disse Tora apontando um dedo.
—- Não, só disse que você me faz rir com essa cara de palhaça.
—- É por que sou eu quem tem cabelos vermelhos... – Tora mexia numa mecha do cabelo de Castiel.
—- Mas você gosta deles, aliás, não só deles – Disse Castiel maliciando.
—- Hunf... Prefiro muito mais os meus pretos e naturais, além disso, não são sebosos como os seus.
—- Sebosos? Eu os lavo todos os dias, sabia?!
—- Uhm... E você faz chapinha também querido? – Disse Tora virando a mão.
—- Faço, mas não nos cabelos de cima. Você quer ver? – Perguntou Castiel colocando a mão no cos da calça.
—- Castiel! – Disse Tora vermelha como um pimentão – N-nem pense em fazer isso!
—- Hahaha – Castiel riu com as mãos na barriga – Eu estou brincando baixinha.
—- Hunf! – Tora virou a cara ainda vermelha.
Helena foi até o jardim para conversar com Jade, mas o rapaz não estava ali, então pegou seu caderno e sentou no banco de frente para a fonte como de costume, coloriu o desenho do pássaro que havia feito um tempo atrás, ao terminar ficou observando o trabalho, porém não ficou satisfeita, reforçou alguns traços, mas ainda parecia faltar alguma coisa, um pequeno detalhe que faria a diferença.
—- Tente fazer um brilho nos olhos – Sugeriu Lysandre sentando ao lado de Helena – Ele parece meio triste.
—- Talvez porque esteja passando os sentimentos da artista – Disse Helena retocando os olhos do pássaro.
—- Mas veja, ficou bem melhor assim.
—- Pois é... – Helena fecho o caderno e guardou os lápis no estojo.
—- Podemos conversar? – Perguntou Lysandre.
—- Podemos... Mas seja breve...
—- Certo, mas primeiro quero levar você a outro lugar.
—- Por que não pode ser aqui, esta planejando algo por acaso?!
—- Não Helena, por favor, venha comigo, te garanto que não vai se arrepender.
—- C-certo, mas não tente nada...
—- Jamais encostaria um dedo em você.
—- O-obrigada Lysandre – Disse Helena corando.
Os dois saíram do colégio e andaram por cerca de 15 minutos, o caminho por onde passavam ficava cada vez mais fechado e cheio de árvores, não se ouvia um ruído se quer e o ar estava meio gelado, apesar de estarem na primavera. Helena ficou com medo e sem perceber segurou a mão de Lysandre, que imediatamente a segurou com firmeza, mas sem machuca-la.
—- Chegamos – Disse Lysandre abrindo caminho entre algumas folhagens.
—- É... – Disse Helena maravilhada – É lindo!
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