Notas iniciais
Lindo título, não? Adorei. Eu acredito que não fui a única a ficar insatisfeita com o capitulo passado, aquela briga mixuruca do Kentin com o clube de basquete foi deplorável. Fora o fato de terem virado bons meninos só com isso, essa não engulo e.e

–- Helena... – Sussurrou Lysandre em meio aos beijos – Acho que não é uma boa ideia.

–- Shh – Helena fez sinal de silêncio, colocando o dedo indicador sobre os lábios de Lysandre – É uma excelente ideia.

Helena tirou a camiseta de Lysandre e admirou por um momento seu peitoral, ainda não o tinha visto assim, nem mesmo na praia ele havia ficado sem camisa; dizem que ele tem uma tatuagem de asas nas costas, mas ele nunca a deixou ver.

Lysandre suspirou com o toque dela, baforou em seu pescoço pálido fazendo os pelos de Helena arrepiarem; puxou-a para perto fazendo-a sentar sobre seu colo, sentiu os pequenos seios roçarem sobre o forro da blusa, ela não estava usando um soutien.

Helena fez menção em erguer a blusa, mas hesitou, queria que Lysandre fizesse aquilo. O platinado percebeu isso, mas entendeu errado, achou que Helena estivesse com medo e isso fez todo o plano dela ir por água à baixo.

–- Não precisa fazer isso Helena, não tenha pressa – Disse Lysandre segurando as mãos da garota – Eu vou te esperar o tempo que for necessário.

–- Não Lys, eu... – Helena tentava lhe dizer o contrário.

–- Helena... Eu sei que talvez você esteja nervosa e ansiosa com tudo que está acontecendo, com o fato de suas amigas estarem avançando e tudo mais, mas eu não me importo com isso, o importante é estar com você.

–- Mas eu quero isso Lysandre, eu... Eu quero avançar com você, mas...

–- Eu entendo, mas faça isso somente quando estiver realmente preparada, não quero que se arrependa de nada.

–- É o que estou tentando te explicar! – Helena se levantou.

–- Calma minha fofa, eu sei – Lysandre tentou puxá-la para si novamente, mas a garota se negou.

–- Estou cansada desse negócio de fofa! Até quando você vai achar que eu sou uma bonequinha de porcelana?! – Helena gritou – Será que não vê que amadureci?! Que já não sou uma menininha inocente, que agora sou uma mulher que quer saciar seus desejos e se entregar ao homem que tanto ama?!

–- Helena, me desculpe, eu... – Lysandre estava desorientado.

–- Pra mim já chega! – Helena andou pisando fundo até a porta e a abriu – Vá embora, por favor.

–- Espere Helena... – Lysandre se levantou e pôs as mãos sobre os ombros da platinada.

–- AGORA! – Helena gritou.

Lysandre franziu o cenho e saiu, desceu as escadas e bateu a porta da frente, não estava entendendo nada. Assim que virou a esquina, uma moto parou ao seu lado.

–- Ah se Helena sabe que você está há essa hora na rua – Disse Castiel tirando o capacete.

–- Ela sabe, foi ela mesma quem me botou na rua – Disse Lysandre andando com as mãos nos bolsos.

–- Espera aí – Castiel segurou seu braço fazendo-o parar de andar – Como assim?

–- Não estou afim de falar... – Lysandre olhou para baixo.

–- Tem cerveja gelada em casa.

–- Sabe que não bebo.

–- Boa hora pra começar – Castiel lhe deu um capacete.

Ao chegarem à casa de Castiel, Lysandre se jogou no sofá enquanto o ruivo pegava duas latinhas na geladeira e um pacotinho de amendoim salgado no armário.

–- E agora? Vamos assistir futebol também? – Perguntou Lysandre, devido à bebida e petisco.

–- Engraçadinho – Castiel se sentou no sofá e abriu sua cerveja – O que aconteceu entre você e Helena?

–- Ela me chamou pra assistir um filme na casa dela – Lysandre começou a contar.

–- Ah... Então você estava vindo de lá? – Perguntou Castiel.

–- Isso – Lysandre deu um gole do líquido amarelo e espumante – Algumas cenas quentes começaram a aparecer e eu pedi que parássemos o filme e fossemos fazer outra coisa.

–- O que?! Você é gay por acaso? – Perguntou Castiel quase se afogando com o amendoim, se fosse ele teria parado o filme pra dar um amassos.

–- Você vai me deixar terminar de contar ou não? – Lysandre olhou bravo para o amigo.

–- Ok. Desculpe-me – Castiel calou-se.

–- Claro que ela ficou aborrecida, mas por fim fomos pro quarto tomar um chá enquanto conversávamos – Continuou Lysandre.

–- Pfft – Castiel segurou a risada.

–- O que foi?

–- Nada não, pode continuar.

–- Aff... Então, ela estava tão linda e eu não resisti aquele charme todo, nos beijamos e começamos a trocar caricias, até que...

–- Quê?

–- Ahm...

–- Fala!

–- Eu não gosto de falar dessas coisas, assuntos particulares. E porque tenho que contar isso a você?!

–- Porque sou seu melhorar amigo oras! E é melhor contar as coisas às vezes do que ficar remoendo.

–- Não sou exatamente eu quem faz isso...

–- Cale a boca!

–- Hahaha – Lysandre riu do ruivo – Ok... Ela hesitou em erguer a blusa, eu percebi isso e disse que não precisava ter pressa, tentei conforta-la.

–- Hmm – Castiel já começava a entender.

–- Foi então que ela brigou comigo falando algo sobre ser uma mulher e então me botou pra fora.

–- Você é um tapado – Castiel começou a rir exageradamente enquanto colocava a mão sobre a barriga que doía.

–- Castiel se não parar eu vou dar um murro nessa sua cara – Lysandre não gostou do deboche do amigo.

–- Ok, Ok. Hahaha, me desculpe – Castiel recompôs-se – Cara, você realmente não entendeu nada?

–- E era pra ter entendido o que exatamente?

–- Ela quer seu corpinho nu meu amigo.

Lysandre franziu o cenho.

–- Ora, não me olhe com essa cara, você sabe muito bem do que estou falando.

–- Eu sei, mas não tenho certeza de que seja isso...

–- Claro que é! Porém, ela quer que você dê o primeiro passo.

Lysandre ficou pensando sobre aquilo enquanto bebericava sua cerveja e Castiel controlava o riso.

Segunda feira -- 12h15m – Ginásio.

Dajan tomava uma chuveirada assim como os outros jogadores, as partidas de treino haviam sido estendidas a mando da diretora; desligou a ducha e enrolou uma toalha em torno da cintura, com outra enxugava os cabelos negros e cacheados. No caminho do vestiário parou de repente ao ouvir o nome de Alexy, haviam dois rapazes conversando na frente dos armários: o que ouvia era o atacante e o que falava era o capitão do time, aquele que iniciara a briga com Kentin.

Dajan se encostou na parece para que não o percebessem e ficou ouvindo a conversa.

–- Soube que vai ao cinema hoje, deve voltar à noite – Dizia o capitão – Horário perfeito.

–- Mas você sabe onde ele mora? – Perguntou o outro rapaz.

–- Não exatamente, mas podemos segui-lo a partir do shopping.

–- Quer alguma arma?

–- Não, não. Não quero deixa-lo paralitico, só me vingar daquele casal de maricas, por causa daqueles idiotas não pudemos participar do jogo – Ao dizer isso deu um murro no armário.

–- Ei esse é meu armário! – O atacante reclamou.

–- Desculpe – O capitão tirou o cabelo da testa – Você vem?

–- Claro, vou chamar o Renato.

–- Ok. Espero vocês as 18h00m.

Dajan lembrou que por não terem participado, o time rival havia ganhado a competição e agora caçoavam com eles; suavizou a expressão como se não tivesse ouvido absolutamente nada e adentrou o vestiário. Logo em seguida os dois rapazes saíram às gargalhadas. Vestiu-se rapidamente e pegou o celular, desligado e sem bateria.

Pegou a mochila e correu até o prédio do colégio, mas já não havia ninguém ali, não sabia onde os gêmeos moravam e nem o numero de telefone; por fim decidiu ir pra casa e pensar em algo. Depois de algumas horas o celular finalmente volta à vida, Dajan olhava numero por numero na agende do aparelho até o nome Helena aparecer.

Os dois haviam se tornado grandes amigos depois do desaparecimento de Jade, Helena o havia contado sobre todo o ocorrido e o jogador de basquete ficou perplexo, nunca tinha ido com a cara daquele jardineiro mesmo.

Dajan discou o numero enquanto andava em círculos dentro do quarto, no quinto toque Helena atende o celular.

–- Oi Dajan – Helena disse com a respiração entrecortada – Me desculpe a demora, o celular estava longe.

–- Tudo bem Heleninha, mas preciso da sua ajuda – Disse Dajan.

–- Pode falar.

Dajan lhe contou toda a história enquanto Helena dizia “Ai meu Deus” sem parar.

–- Eu achei que eles tivessem se entendido – Disse a platinada.

–- Que nada, apenas se fizeram de bons samaritanos por causa da diretora, aposto que estiveram atrás do Alexy a semana toda só planejando isso.

–- Que gente sem caráter e escrúpulos, temos que fazer alguma coisa.

–- Sim, por isso preciso saber o numero de telefone do Armin ou do Kentin, apesar de achar que ele não vai muito com a minha cara.

–- Entendi, só um minutinho – Helena ficou em silencio por alguns instantes – Vou ditar o numero.

Dajan pegou um pedaço de papel e uma caneta, anotou o numero e agradeceu. Assim que desligou a chamada com Helena, ligou para Armin, mas o telefone estava desligado. O que havia com esses aparelhos hoje em dia?

Tentou mais algumas vezes, mas nada, restou-lhe Kentin que surpreendentemente atendeu de primeira.

–- Alô? – Disse Kentin na linha.

–- Oi Kentin aqui é o Dajan.

–- Dajan? Como você tem meu numero?

–- Peguei com Helena, mas...

–- Como assim?

–- Cala a boca e escuta Kentin! É sério!

–- Ora – Assim que Kentin foi protestar, Dajan o cortou.

–- É sobre Alexy.

–- O que tem ele? – Kentin ficou tenso.

Dajan contou novamente toda a história enquanto ouvia a respiração acelerada de Kentin.

–- Kentin? – Dajan perguntou ao não ouvi-lo mais.

–- Dajan... Encontre-me na frente do colégio em meia hora, vou avisar o Armin.

–- Entendido.

A ligação foi encerrada. Kentin estava furioso, seus olhos saltariam do crânio se não parasse pra respirar direito; avisou sua mãe que sairia e voltaria tarde, pegou a bicicleta e pedalou velozmente até a casa de Armin, que apesar de irritado teve uma reação rápida. Ambos seguiram até o colégio onde encontrariam Dajan.

Kentin fervilhou seus neurônios pensando na raiva que os três imbecis lhe davam. Aquele capitãozinho de merda estava ferrado, definitivamente ferrado.

Notas finais
Se alguém vier me reclamar da Helena e Lysandre eu juro que furo seus olhos Ò.Ó -- Brincadeira, amo vocês s2 Beijokas :*