Uma Doce História
20 Ladra

—- Tudo bem cara, e você? Tranquilo depois de ontem? – Perguntou Kentin.
—- Sim, sim. Não me roubaram nada, ainda bem, pois estava com meu PS2 na bolsa – Respondeu Armin.
—- Isso quer dizer que você não largou o vicio nos games.
—- De jeito nenhum, eles são minha vida.
—- E o que você estava fazendo sozinho na rua àquela hora?
—- Estava vindo da casa de umas amigas.
—- Uhm garotas é?
—- Não Kentin, nada disso.
—- E Alexy onde está?
—- Aqui – Disse Alexy se aproximando.
—- Nossa Alexy você está... Está muito... Anr! Anr! -- Fez Kentin fingindo estar limpando a garganta – Muito magro, precisa malhar um pouco.
—- Bem, perto de seus músculos eu pareço magro mesmo... Quero dizer... Você está bem diferente Ken – Disse Alexy envergonhado.
—- Por favor, Alexy, meu nome é Kentin, não Ken. E admito que mudei bastante, mas a academia militar me fez bem.
—- Ah certo, mas espero que tenha mudado apenas o físico...
—- Bem, só não sou mais aquele boboca que tinha o dinheiro roubado por mocinhas, aquilo era vergonhoso.
—- Armin, eu ouvi você falar algo sobre ser roubado, aconteceu alguma coisa ontem?
—- Ah! Quando eu voltava pra casa fui abordado por dois assaltantes, mas bem na hora Kentin apareceu e me ajudou. Não aconteceu nada de mais, só estragaram minha camiseta – Respondeu Armin.
—- Sua camiseta? Aquela que eu tinha te dado? Ah não ela era linda, preciso comprar outra pra você – Disse Alexy olhando pros lados.
—- Não precisa Alexy, eu ainda tenho muitas camisetas que você me deu, aliás, acho que foi você quem comprou quase todas as minhas roupas – Disse Armin pensando.
—- Fazer o que se tenho bom gosto e senso de moda – Disse Alexy de vangloriando – E bem... Sobre essa história de mocinhas, você não pretende fazer algo, certo?
—- Claro que sim, Ambre ficará surpresa em me ver.
—- Acho que todos ficaram Kentin – Disse Alexy.
—- Sim, mas eu planejei uma coisinha especial pra ela – Disse Kentin com um olhar perverso.
Helena estava sentada num dos bancos do pátio com seu caderno de desenhos, havia feito alguns esboços, mas nenhum deles era bom o suficiente para fazê-la continuar, ela estava magoada com Lysandre e cada vez que pensava no assunto, seus olhos se enchiam de lágrimas.
—- Helena? O que aconteceu? – Perguntou Rosalya sentando ao lado de Helena.
—- Nada não Rosalya – Respondeu Helena enxugando os olhos – Estou bem.
—- Ninguém chora por nada. Me diz o que está acontecendo, quem sabe eu possa te ajudar.
—- Bem, é sobre Lysandre, ontem ele... – Helena contou toda a história enquanto Rosalya prestava atenção em cada detalhe.
—- Não acredito, Jade está aqui?
—- Você também o conhece?
—- Sim Helena, e Lysandre disse a verdade, ele é uma pessoa horrível.
—- Não pode ser Rosalya, ele me tratou muito bem, foi tão gentil e educado.
—- Sim Helena, ele realmente é assim, e ele só age desse jeito todo cordial para que as pessoas não percebam o que ele realmente está tramando.
—- E por acaso ele fez algo pra você acreditar nisso?
—- Sim, comigo, com Lysandre e com Leigh, mas é difícil explicar. Apenas acredite em mim Helena, não se aproxime de Jade e sobre Lysandre, pelo que percebi, ele estava apenas com ciúmes de você.
—- Ciúmes? Como assim?
—- Ah vai me dizer que você não percebeu o jeito como Lysandre te trata, ele não passa todas as tardes com você só pra matar o tempo.
—- Ah bem, eu não entendi nada – Disse Helena corando – Mas isso não justifica ele agir daquela forma tão estupida, ele não é assim.
—- Concordo que ele pode ter se exaltado um pouco, mas se tratava de Jade, então é compreensível.
Enquanto isso Lysandre estava escondido atrás de uma árvore observando as duas, ele viu que Helena chorava e ficou muito mal com isso, parecia que ela iria despedaçar-se a qualquer momento, mas aparentemente Rosalya estava amenizando a situação, então ele decidiu ir até elas.
—- Helena, posso conversar com você? – Perguntou Lysandre se aproximando.
—- Não Lysandre, me deixe em paz – Disse Helena desviando o olhar.
—- Por favor, me de uma chance de explicar.
—- Lysandre... Agora não é uma boa hora – Disse Rosalya pedindo compreensão.
—- Mas... – Lysandre suspirou.
—- Obrigada Rosalya – Agradeceu Helena – Até mais.
—- É o que as amigas fazem Helena, até depois – Disse Rosalya.
—- Helena... – Lysandre segurou a mão de Helena, não queria deixa-la ir.
—- Lysandre eu... Eu preciso pensar um pouco, falo com você depois – Helena deslizou a mão entre a de Lysandre e foi para dentro do colégio.
—- Ah Rosa o que eu faço? – Perguntou Lysandre se sentando no banco com as mãos na cabeça.
—- Calma Lysandre, eu conversei com ela, logo ela entenderá – Respondeu Rosalya.
—- Espero que sim...
—- Mas o que será que Jade está fazendo aqui?
—- Eu não sei, mas vindo dele, coisa boa não é.
Nathaniel estava no grêmio, organizando os papéis como de costume, por um momento de distração sua mente foi invadida por pensamentos sobre Ryu, aquela morena estava começando a tira-lo do sério, ele corou ao perceber o que estava imaginando e voltou a atenção aos seus afazeres, quando de repente a senhora Shermansky entra furiosa na sala.
—- NATHANIEL!!! – Gritou Shermansky para o garoto.
—- S-sim – Disse Nathaniel se assustando.
—- As provas sumiram novamente, como você deixou isso acontecer?! – Perguntou a diretora evidentemente furiosa.
—- Como assim as provas sumiram? Espere, eu não tenho culpa disso – Disse Nathaniel defendendo-se.
—- Não interessa! Quero que encontre estas provas imediatamente e quem as roubou também!
—- Mas...
—- AGORA!!!
—- Certo... – Nathaniel saiu da sala batendo o pé, por vezes a diretora era bem folgada. Ele pensou por onde começar a procurar as benditas provas e logo veio algo em sua mente – Aff... De novo não.
Nathaniel andou pelos corredores a procura de Ambre, pois da primeira vez que as provas sumiram, ela fora a culpada. No fim do corredor ele encontrou a irmã, que conversava com Li e Charlotte.
—- Ambre, preciso falar com você – Disse Nathaniel a puxando pelo braço.
—- Agora não posso Nathaniel – Disse Ambre se soltando.
—- Agora Ambre!
—- Ai credo! O que foi?
—- As provas sumiram, por acaso isso é obra sua novamente?
—- Mas é claro que não! Por que eu faria isso?!
—- Não se faça Ambre, eu sei muito bem que suas notas estão péssimas.
—- Nathaniel, se você continuar me acusando eu contarei para o papai.
—- Não faça isso Ambre... Quem terá sido então?
—- Aposto que foi a Ryu.
—- Por quê? Só por que você não gosta dela?
—- Não, porque eu a vi perambulando na frente da sala dos professores ontem.
—- Não pode ser ela, ela não teria motivos.
—- Porque você não confirma isso, ela está ali olha – Ambre apontou para Ryu que abria o armário a alguns metros de distancia.
Nathaniel foi até Ryu que abriu seu armário e tirou um envelope de dentro, ela olhou confusa para aquilo, estava escrito “Provas” em grandes letras vermelhas, ela olhou para o lado e percebeu que Nathaniel a encarava.
—- Nathaniel eu não... – Começou Ryu.
—- Então foi você – Disse Nathaniel pasmo – Como pode roubar as provas Ryu?
Fale com o autor