Uma Doce História
24 Inocente

–- GAROTA QUALQUER É O CARALHO! Eu não sou uma dessas putinhas que você pega por ai! – Claire estava furiosa.
–- Claire... – Armin passava a mão sobre a bochecha que ficara vermelha com o tapa de Claire.
–- Se é que você pega alguém né Armin?! Deve ser um desses punheteiros com conta Premium no RedTube! – Claire estava fora de si.
–- Ei! Não é assim também... Não foi isso que quis dizer... Eu...
–- Armin... – Claire respirava fundo – Vai embora daqui...
–- Mas...
–- AGORA!
–- Saco! – Armin pegou suas coisas e desceu as escadas, encontrou Tora entrando pela sala e passou por ela como um furacão.
–- Credo! O que é isso Armin? – Perguntou Tora – Aliás, o que você esta fazendo aqui?
–- Eu vim ajudar Claire com os estudos, mas...
–- Você ainda não foi embora?! – Claire desceu as escadas e foi até a sala, pegou um bibelô da mesa de centro e estava prestes a jogar em Armin quando Tora a impediu.
–- Ei, ei. Eu que sou a barraqueira aqui – Disse Tora segurando Claire pelos braços – Mas o que esta acontecendo?
–- Esse... Esse... – Claire soltou o bibelô e começou a chorar.
–- Claire me desculpe... – Ao ver Claire chorar, Armin notou o que tinha feito.
–- Vai embora! Por favor... – Claire caiu no chão de joelhos.
–- Armin, eu não sei o que aconteceu, mas antes que eu mesma acabe com você – Tora o encarava com um olhar mortal – De o fora daqui.
Armin bufou e foi embora. Tora ficou com Claire na sala até que ela se acalmasse e contasse o que havia acontecido.
–- Uhm, Claire... Você não acha que pegou pesado? – Perguntou Tora.
–- Não... Snif... Ele me chamou de “qualquer uma”... – Respondeu Claire enxugando o rosto.
–- Sim, isso foi errado, mas... Armin se estressa facilmente, aposto que ele não quis dizer isso, além do mais, me admira você ter se enfurecido com isso.
–- É que ele não largou aquele jogo durante toda a semana e eu não gosto disso...
–- Dê um desconto Claire... Porque você não conversa com ele e diz o que pensa, vocês podem entrar num acordo.
–- Certo... Vou pensar no caso – Claire já voltara ao normal – Aliás, porque você está tão calma?
–- Eu?
–- Não Tora. Minha bisavó que veio do além... Claro que é você sua monga.
–- Bem eu... – Tora começou a corar – Eu não sei.
–- Uhm... Isso me cheira a tomate podre.
–- Que? O Castiel? Ah! Poupe-me.
–- Voltou ao normal... – Claire se levantou e foi até a cozinha – Quer sorvete?
–- Quero de sensação, vou ver o que esta passando na TV.
O fim de semana passou rápido para quase todos, com exceção de Ryu que estava decidida a provar que não havia sido ela quem roubara as provas. Ao chegar no colégio a primeira coisa que fez foi dirigir-se com urgência à diretoria.
–- Com licença senhora Shermansky, tem um minuto? – Perguntou Ryu na porta.
–- Sim, mas seja breve – Respondeu Shermansky revirando alguns arquivos.
–- Eu gostaria de saber em que horário as provas sumiram?
–- Como assim senhorita Kaneko, não foi você mesma quem as pegou?
–- Não!
–- Uhm?
–- Quero dizer... Eu sei que pensam que fui eu, mas quero provar que isso não passa de uma armação.
–- Mas você foi vista com as provas nas mãos.
–- Eu sei, mas, por favor, me dê uma chance.
–- Certo, mas se estiver tentando nos enganar será expulsa do colégio.
–- Entendo.
–- E bem... Quando os professores sentiram falta das provas eram por volta das 15h30m, por quê?
–- 15h30m? Nessa hora eu estava estudando com Nathaniel.
–- Ah é? E porque ele não me falou nada disso?
–- Talvez porque a senhora não tenha dado a chance... – resmungou Ryu.
–- Como?
–- Disse que provavelmente tenha esquecido, mas eu vou falar com ele.
–- Certo, se me dá licença tenho coisas a fazer.
–- Ok. Obrigada senhora Shermansky, eu provarei minha inocência.
Ryu correu até a sala do grêmio, mas não encontrou Nathaniel. Procurou pelas outras salas, mas nada do loiro, ela estava quase desistindo quando o viu sair do banheiro masculino.
–- Mas é claro que ele estava no banheiro, dã... – Ryu foi até Nathaniel – Ei Nath!
–- Ryu? Oi, como você está? – Perguntou Nathaniel meio constrangido.
–- Não muito bem, mas você pode ajudar a melhorar meu humor.
–- Mas achei que você estivesse brava comigo.
–- Uhm... Eu não me esqueci disso, mas andei pensando e você não tem tanta culpa assim.
–- Isso quer dizer que ainda tenho culpa?
–- Sim, pois não devia ter duvidado de mim, mas vou te dar uma chance. Eu perguntei para a diretora que horas as provas sumiram, ela me disse que foram as 15h30m. Eu estava estudando com você na biblioteca nesse horário, então não tem como ter sido eu.
–- Sim, isso faz sentido, mas como poderei te ajudar...
–- Ai Nath, às vezes você nem parece representante de turma. Eu estava com você quando roubaram as provas, então...
–- Eu poderei provar que não foi você.
–- Bingo!
–- Certo, mas quem foi então?
–- Olha não é por nada não, mas eu tenho certeza que foi a Ambre – Ryu contou a Nathaniel o que Ambre lhe disse na hora da confusão.
–- Aiai... Bem que achei estranho quando perguntei se ela tinha roupado as provas, e ela negou apontando logo você.
–- Viu? E você ainda diz que eu vejo coisas.
–- Tá, mas... A Ambre ainda é minha irmã...
–- E só por isso você vai acobertá-la? Se você não fizer algo ela nunca vai parar.
–- Ok... Vamos à diretoria.
Ryu e Nathaniel foram até a direção e explicaram o ocorrido à senhora Shermansky, ela entendeu e pediu desculpas a Ryu, mas não a liberou da detenção por causa do seu mau comportamento. Depois que os dois haviam saído da sala, Shermansky chamou Ambre e deu-lhe uma suspenção. Ambre saiu cuspindo fogo e procurando Ryu feito louca, até encontra-la sozinha no corredor.
–- Ryu sua vaca! – Gritou Ambre indo pra cima de Ryu.
–- Ahm... – Ryu virou-se na direção de Ambre.
–- Eu te mato! – Ambre levantou a mão direita com a palma aberta, pronta para bater em Ryu, mas foi impedida.
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