Uma Doce História
55 Ilusão de ótica
Notas iniciais
Tora encontrou Claire no corredor pegando as coisas do armário, esperou que terminasse e foram para casa, Claire falou com Anice que disse que Ryu ficaria na casa de Helena. Tora foi para seu quarto e viu a prateleira quebrada, pegou pregos e um martelo, mas não conseguiu arrumar.
Claire estava na cozinha, na frente da geladeira aberta, pensando no que faria para o jantar, até que a campainha tocou, despertando-a.
–- Já vai! – Disse Claire fechando a geladeira, indo até a porta – Nathaniel? O que foi?
–- Ah me desculpe por incomodar – Disse Nathaniel plantado na porta – Eu vim saber se tem alguma novidade sobre a Ryu.
–- Ah sim, a avó dela disse que Ryu está na casa da Helena – Respondeu Claire.
–- Ah sim... – Disse Nathaniel.
–- CARALHO! – Tora gritou do quarto.
–- Mas o que foi isso? – Perguntou Nathaniel se assustando com o grito.
–- A Tora esta tentando arrumar a prateleira que Castiel quebrou, mas parece que não está dando certo – Respondeu Claire rindo – Ela vai é arrumar um dedo roxo.
–- Uhm... Talvez eu possa ajudar – Ofereceu-se Nathaniel.
–- Oh! Vamos lá então, entre – Claire convidou Nathaniel e fechou a porta, os dois subiram até o quarto de Tora e entraram.
–- Trouxe uma ajudinha Tora – Disse Claire com as mãos nos ombros de Nathaniel.
–- Quem disse que eu preciso de ajuda?! – Tora os encarou com um olhar sombrio, uma aura negra arroxeada parecia subir por suas costas.
–- A-ah e-eu... Bem acho que v-você não precisa m-mesmo – Nathaniel ficara com medo.
–- Que isso, divirtam-se ai – Claire empurrou Nathaniel para dentro do quarto e sumiu pelas escadas.
–- Não Claire... Ahm... Oi Tora – Disse Nathaniel.
–- Uhm... – Tora relaxou os ombros e voltou a sua expressão normal – Oi Nathaniel, o que faz por aqui?
–- Vim saber da Ryu e Claire disse que precisava de ajuda – Respondeu Nathaniel.
–- Uhm... Estou tentado arrumar essa prateleira, mas a única coisa que consigo é acertar o dedo ou entortar o prego – Disse Tora olhando para o dedão amaçado.
–- Certo, eu te ajudo então – Nathaniel pegou o martelo e os pregos da mão de Tora – Você segura a prateleira desse lado ai.
–- Certo – Tora subiu na beirada da cama e segurou a tábua enquanto Nathaniel a pregava – Você realmente sabe fazer isso?
–- Bem... Às vezes Ambre ou minha mãe tem alguns chiliques e acabam quebrando as coisas, então eu tenho que concertar – Respondeu Nathaniel pegando outro prego do bolso.
–- E seu pai?
–- Bem... Eu arrumo antes dele saber, pois com certeza colocara a culpa em mim...
–- Como assim?
–- Ah deixa quieto, não é nada importante...
–- Certo.
–- Pronto, pode soltar, já terminei – Nathaniel deu um soco na prateleira – Está firme novamente.
–- Obrigada.
–- Disponha.
–- Aceita um café?
–- Ah não se incomode.
–- Imagina – Tora deu um pulo para descer da cama, pisou sobre o tapete e escorregou. Bateu com a cabeça na quina da cama, mas por sorte teve apenas um leve arranhão.
–- Tudo bem Tora? – Perguntou Nathaniel ajudando-a a sentar na cama – Olha só, machucou a testa.
–- Ah sim, eu adoro me machucar... – Disse Tora passando a mão na cabeça.
–- Uhm? – Nathaniel não entendera.
–- Ah nada não, coisa minha...
–- Você tem algum bandaid? – Nathaniel analisava o ferimento.
–- Segunda gaveta da escrivaninha – Apontou Tora.
–- Certo – Nathaniel limpou o sangue com uma gaze e cobriu o machucado com o bandaid.
–- E ai baixinha... – Castiel apareceu de repente, pulando para dentro da sacada do quarto de Tora, pronto para surpreendê-la, mas dessa vez ele é quem foi surpreendido.
O que Castiel viu foi uma Tora e um Nathaniel muito próximos, íntimos e com uma troca de olhares brilhantes. Nathaniel acariciava o rosto de Tora com um belo sorriso e ela estava sentada na cama de olhos fechados e lábios entreabertos. Castiel sentiu uma onda de raiva e ciúme lhe invadir, o representante estava mais uma vez roubando sua amada.
–- Castiel... – Tora se deu conta da presença do rapaz.
–- Vejo que estão se entendendo muito bem – Castiel serrava os punhos.
–- Não é nada disso Castiel – Disse Nathaniel terminando de por o curativo.
–- Não falei com você representante – Vociferou Castiel.
–- Castiel espere, não entenda errado, Nathaniel só veio me ajudar a... – Tora começou a explicar.
–- Não precisa me dar satisfações Tora, só vim lhe trazer isto – Castiel jogou algo para Tora e foi até a sacada.
–- Mas o que... – Tora agarrou o objeto no ar.
–- Ah mais uma coisa, não se preocupe, nunca mais entrarei pela sacada – Castiel apoiou-se do guarda-corpo e pulou.
–- Castiel! – Tora levantou e foi até a varanda, mas Castiel já havia sumido – Mas que droga!
–- Ele sempre faz isso? – Perguntou Nathaniel.
–- Frequentemente – Tora olhou para o objeto que Castiel havia lhe jogado, era o anjo de cristal que ele havia quebrado. Ele havia o consertado, não estava perfeito, mas parecia ter se esforçado para fazer aquilo – É o meu bibelô...
–- Que ele quebrou também? – Perguntou Nathaniel olhando para a peça as mãos de Tora.
–- Sim... – Tora sentiu lágrimas se formando, mas logo tratou de conte-las.
–- Bem acho que devo ir embora agora – Disse Nathaniel pegando suas coisas.
–- Tudo bem, obrigada pela ajuda e me desculpe pelo desentendido.
–- Sem problema, já estou acostumado com o Castiel.
–- Hahaha entendo, então até amanha, vai participar do baile?
–- Sou obrigado certo.
–- Quem mandou ser representante.
–- Pois é, então tá, até amanhã – Nathaniel desceu as escadas e foi embora.
–- Aff... O que vou fazer agora... Biiiiii biiiiii biiiii – Tora pegou o celular – Alô? Oi Lysandre.
–- Oi Tora – Disse Lysandre na linha – É sobre a Helena, soube que está na casa de Ryu.
–- Como assim? – Perguntou Tora.
–- Bem... Eu liguei para casa dela e a senhora Katharina atendeu, disse que ela estava com a Ryu.
–- Mas Ryu disse que estava na casa de Helena.
–- Hã... Então há algo muito estranho acontecendo.
–- Sim... Ah é! Por acaso você sabe para onde o Castiel vai quando está irritado?
–- Tem um lugar na escola...
–- Não, o colégio está fechado agora.
–- Uhm... Acho que sei então, bem eu vou até ai, assim podemos procurar pelas duas sumidas também.
–- Certo, vou avisar a Claire e te espero.
Tora trocou de roupa e desceu, explicou para Claire sobre o ocorrido e disse que sairia com Lysandre. Dez minutos depois a campainha toca, era Lysandre.
–- E então, para onde vamos? – perguntou Tora fechando a porta atrás de si.
–- Para um prédio antigo – Respondeu Lysandre – Talvez Castiel esteja lá.
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